RODRIGO CONSTANTINO

BRAZUELA

Venezuela e Brasil ratificam “laços de amizade” durante reunião no Suriname

Lula e Maduro durante visita do ditador venezuelano ao Brasil em 2023

Uma jovem foi condenada a dez anos de prisão após criticar o governo nas redes sociais. Isso foi Brasil ou Venezuela? Foi no país de Maduro, mas poderia ser no país de Lula e Xande. A sentença reforçou o clima de repressão do regime que vem abusando de uma lei contra o “ódio” para perseguir opositores. No Brasil de Lula e Xande, uma cabeleireira pegou 14 anos por usar um batom numa estátua. O que é pior?

Com a vitória por 8 a 3 da censura suprema, que legislou e mexeu no Marco Civil da Internet, abre-se mais uma janela para todo tipo de abuso e perseguição. O jornalista Michael Shellenberger resumiu e fez um apelo: “O Brasil tem banido e censurado jornalistas e políticos por anos. Mas agora está tomando medidas para banir o X completamente. É hora do Secretário Marco Rubio bloquear o Presidente Lula, o Ministro Moraes e seus cúmplices criminosos de entrarem nos EUA”.

Os governos brasileiro e americano estão em disputa pelo comando da OEA, o que pode representar um alento para quem defende a liberdade, caso a candidata defendida por Rubio vença, ou a vitória definitiva de uma OEA passiva com ditaduras, caso Lula leve a melhor. Leonardo Desideri explica em reportagem da Gazeta do Povo:

Há uma disputa entre duas visões de mundo distintas: de um lado, governos como o de Donald Trump e o do argentino Javier Milei, que buscam endurecer o combate a ditaduras esquerdistas como Cuba e Venezuela e conter o avanço de ideias “woke” em instituições multilaterais; de outro, governos como os de Lula e do presidente colombiano Gustavo Petro, que se apoiam em ideias bolivarianas sobre o destino da América Latina e se associam cada vez mais ao wokismo no campo dos direitos humanos.

O candidato defendido por Lula é um desses filhotes ideológicos de Celso Amorim. E eis aqui a constatação que precisa ser feita, mas que tucanos que “fizeram o L” para “salvar a democracia” ainda fingem não ver: o Brasil lulista mergulhou de vez no eixo do mal. Como sintetizou o deputado Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, em coluna na Gazeta, o Brasil é hoje um inimigo do mundo livre. É triste, mas verdadeiro.

No portal comunista Brasil 247, vemos a notícia de que o Brasil negocia com a Rússia usinas nucleares flutuantes para a Amazônia. O Brasil é um país que recebe os agradecimentos da teocracia xiita dos aiatolás iranianos. Como desabafou Gustavo Segré, “Que um país como Irã agradeça ao Brasil pelo apoio me da nojo”. Deveria dar nojo em qualquer pessoa sensata, mas, repito, muitos fingem que não há nada demais acontecendo.

Muitos alertaram que o Brasil com Lula poderia virar uma Venezuela. A pergunta agora é outra: já somos piores?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

QUEREM IMPEDIR VOCÊ DE CRITICAR OS PODEROSOS

Marcel van Hattem

Censura da pior forma possível: sem que se identifique, de fato, quem está censurando. É isso o que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana ao declarar parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. A decisão é gravíssima: na prática, permite que qualquer cidadão exija a remoção de conteúdos publicados por outros, bastando alegar uma suposta violação de direitos. Com isso, retira das mãos do Judiciário a análise criteriosa da legalidade da postagem e transfere o poder de censura a indivíduos ou grupos – mesmo que esses não tenham qualquer compromisso com a lei ou com a verdade.

A partir de agora, todo mundo terá receio de postar algo nas redes que possa desagradar a outra pessoa, mesmo que seja verdadeiro e mesmo que seja uma denúncia necessária. E mais receio ainda terão as plataformas que operam no Brasil de permitir que sejam postados quaisquer assuntos que avancem em temas políticos, sociais e culturais, por exemplo.

Foram apenas três os votos sensatos, que acusaram a própria Corte que integram de avançar sobre tema que é prerrogativa do Poder Legislativo: André Mendonça, Edson Fachin e Kassio Nunes Marques. Todo o restante da Corte máxima brasileira quer que você pare de usar as redes sociais. E a verdade por trás dessa decisão é uma só: eles não querem mais ser criticados pelas decisões que tomam e por aquilo que fazem.

Muitos artigos excelentes estão sendo publicados nas últimas horas para tratar das minúcias da decisão do STF. Aliás, até mesmo fora do país o assunto está quente, afinal, estamos sendo comparados à ditadura chinesa, elogiada pelo decano Gilmar Mendes durante o julgamento. No entanto, detalhes às favas, o fato é que sem rede social, sem internet livre, já não existe mais democracia hoje em dia em um país.

Pense na história recente do Brasil: Operação Lava Jato, manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, eleição de Jair Bolsonaro. A minha própria eleição e reeleição, assim como a de milhares de políticos Brasil afora, só foi possível graças ao advento da comunicação por redes sociais!

Foi por identificar esta potência que têm as redes que o Supremo Tribunal Federal pressionou o Congresso Nacional a aprovar o projeto de lei da censura, o PL 2630/2020. Enquanto exigia uma nova lei que censurasse no atacado, descumpriu as leis existentes e a Constituição para censurar no varejo os alvos de perseguição política de Lula, do PT e do próprio STF. A população brasileira disse não à medida e o então presidente da Câmara, Arthur Lira, desistiu de pautar o projeto.

Em flagrante desrespeito à vontade popular e ao Poder Legislativo, os ministros do STF demonstraram que irão até o fim com seu projeto de ditadura para o país, construído juntamente com o PT de Lula. Os ministros não demonstram receio com as consequências que farão do Brasil um país mais fechado que 90% das demais nações do mundo. Em breve, sem redes sociais e com as demais instituições tomadas, inclusive parte relevante da iniciativa privada e dos meios de comunicação, teremos apenas uma última saída como povo: a manifestação nas ruas do país e a pressão para o fim desse regime de opressão. Podem até nos censurarem nas redes, mas jamais calarão nossas vozes.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

JOGO DE PALAVRAS

Edson Mendes de Araújo Lima

Há pessoas que não perdem a oportunidade de “tirar ondas” com as outras. Meu amigo Edson Mendes, poeta, trocadilhista e intelectual da melhor cepa, é um deles. Gosta de se exercitar no jogo de palavras. Sempre que vê oportunidade de falha linguística, para empulhar o próximo.

Nesta crônica presto minhas homenagens ao ilustre manipulador das letras e insigne artífice das artes lítero-educativas.

Há dias fui o “sacrificado da vez” e aqui estimulo boas risadas.

Estávamos participando de uma reunião acadêmica e chegada a hora do cofibreique, pairou no ar um cheiro incômodo.

Ao cumprimentá-lo, me referi a uma velha carta que escrevi para Geraldo Mendes, com um “escorrego gramatical” “daqueles”, cujo tema focalizava a “peidaria” de um Juiz de Direito aposentado, em plena audiência criminal.

– Carlinhos, quais são as novidades?

– Só discretas “flau-tulências”, amigo! Porém, insuportáveis. Tem gente peidando aí na sala. Graças a Deus chegou a hora do cafezinho!

Por meu erro, discretamente e ao pé do ouvido, Edson apressou o reparo em minha “ratada”.

– Pensei que fosse só fla-tulências! Mas, observo que sua expressão “flau-tulências”, deve ser “algo mais” Que Deus nos acuda!

Acho que pretendo rever meus conhecimentos gramaticais, pois, ao que entendo e como bem diz o dicionário, pois o nome correto é flatulência, palavra conhecida como gases intestinais ou puns.

O médico Garibaldi me adiantou que são “ares expelidos por tripas revoltadas”, mau-cheiros expulsos pelo “cano de escape”; processo natural do corpo; mas pode ser desconfortável para o “peidante” e causar constrangimentos aos próximos infelizes.

Lembrei-me de uma das tiradas mais notáveis de Edson. Estava ele retornando ao Brasil, e ao se despedir dos colegas estudantes da Georgiatech Universit, em Atlanta – USA – ouviu, do balcão do aeroporto, em coro, a saudação da companheirada de brasileiros que lá ainda permaneceriam:

– Deus te leve insigne viandante!

Mas, logo em seguida, Edson disparou:

– E que permaneçam com Deus “insignes-ficantes”!

Esses “empulhamentos” e trocadilhismos, exigem muito em termos de inteligência e oportunismo. Edson é mestre na arte de Emílio de Miranda, um dos maiores trocadilhistas brasileiros.

Papai gostava de se referir a Emílio: “Ah, as palavras! Há dias em que apenas uma sílaba nos derrota!”

Por isso costumo afirmar que não é fácil a aplicação do jogo de palavras!

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

POR QUE O GOVERNO INSISTE EM DIFICULTAR A VIDA DO PRODUTOR RURAL?

Pedro Lupion

invasões

O presidente Lula em evento do MST

Desde o início da atual gestão, os produtores rurais já sabiam que a relação com os representantes do PT no Palácio do Planalto seria agridoce, com uma tendência clara ao amargo. Mas as recentes ações da administração Lula ultrapassaram os limites do aceitável.

Um grupo político que chegou ao poder amparado por um dito “movimento social”, responsável por cooptar pessoas humildes do campo para atos de invasão ilegal de propriedades privadas.

Não bastasse isso, desde 2022, o próprio presidente da República colocou um alvo nas costas do agronegócio, talvez incomodado porque a maioria dos produtores optou por outro candidato nas últimas eleições.

Este governo diverge do agro não apenas ideologicamente. Não bastaram as iniciativas junto ao Supremo Tribunal Federal pela derrubada do constitucional Marco Temporal para terras indígenas, nem o descaso, com produtores rurais, de governadores aliados ao PT diante das invasões em estados como a Bahia.

A gestão petista tentou taxar não só o agro, mas todo o setor produtivo brasileiro: seja na malfadada Medida Provisória nº 1227, a “MP do Fim do Mundo”, contra os créditos de PIS/COFINS; ou na taxação aos FIAGROS – mecanismo de financiamento privado da atividade agropecuária; ou ainda, na taxação de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que ajudam a colocar dinheiro no Plano Safra, programa nacional de auxílio principalmente à pequena agricultura.

Em cada tentativa, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que presido desde 2022, junto a uma coalizão de mais de 30 Frentes Parlamentares do setor produtivo e ao Congresso Nacional, disse e continuará dizendo um firme “não”.

A resposta mais recente veio na última quarta-feira (25), quando 383 deputados votaram pela derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Um número expressivo que seria suficiente até mesmo para autorizar a abertura de um processo de impeachment presidencial, com folga.

O Senado Federal, em votação simbólica, também atendeu aos anseios da população, a favor do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derrubou o decreto.

Para deixar claro, esses anseios foram repetidamente expressos não só pelo agro, mas também pela indústria, comércio, serviços e até pelo setor financeiro. É algo dito há meses: O brasileiro não aguenta mais pagar impostos!

Nesse cenário, alguém acha mesmo que há clima ou ambiente para o governo propor taxação de LCAs ou das LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) que, por sinal, entregam recursos para um dos programas mais propagandeados pelo PT, o Minha Casa Minha Vida?

Pior, o que faz o governo? Contingenciamento. O Ministério da Agricultura e Pecuária bloqueou R$ 445,17 milhões do orçamento de 2025 destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O valor corresponde a quase metade (42%) do total previsto para este ano.

Enquanto a FPA trabalha com a senadora Tereza Cristina para aperfeiçoar os mecanismos de proteção ao produtor, vemos um bloqueio, antes do anúncio do Plano Safra, que deixa o setor descoberto. É mais um duro golpe contra o agro.

Por que o governo Lula insiste em dificultar tanto a vida do produtor rural? A ideologia ou a política de cooptação de grupos como MST não explica tudo. Parece haver uma necessidade patológica de jogar contra o desenvolvimento do setor que, hoje, garante nossa balança comercial e o crescimento do PIB.

Curiosamente, essa não é a pergunta que mais ouço de jornalistas. Eles querem saber “como anda a relação do agro com o governo”. Para essa, a resposta está tão evidente que chega a ser redundante.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA