Quer deixar a esquerda ainda mais com raiva, apresente esse depoimento! Kkk pic.twitter.com/nhLiq5Znj5
— Pavão Misterious 𝕏 🇧🇷 (@misteriouspavao) June 11, 2025
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Bolsonaro disse que foi interrogado por Moraes com “espírito sereno de quem sabe que é inocente”
Antes de comentar a postura de Jair Bolsonaro em seu interrogatório, cabe dizer o óbvio: só ele sabe o que é estar em sua pele neste momento. Mesmo alguém perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes como eu não consegue ter a dimensão de ser o ex-presidente ali, o alvo prioritário de uma caça implacável, com um homem que já deu todos os sinais de sadismo sedento por sua cabeça.
Bolsonaro optou por uma postura firme, mas descontraída ao mesmo tempo, com direito a brincadeiras. Ele mesmo apresentou uma explicação de por que agiu assim. Diz um trecho: “Não invoquei silêncio. Não busquei subterfúgios. Respondi a cada pergunta com transparência e convicção. Quem tem a verdade como companheira não teme ser questionado – e jamais se curva diante da injustiça”.
Em sua conclusão, ele diz: “A História julgará cada um de nós. Que ela me encontre, como sempre estive, fiel à verdade, ao nosso Deus e ao povo brasileiro. Hoje, saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo Presidente da República para ajudar a tirar nosso país dessa bagunça”. É uma esperança e tanto para quem sabe enfrentar um tribunal político.
Havia mais de uma forma de enfrentar Moraes, e não necessariamente apenas uma está certa. O general Augusto Heleno, por exemplo, preferiu se calar perante o “juiz”, respondendo apenas as perguntas de seus advogados. Não é falta de coragem, mas um recado claro de que não reconhece em Alexandre um juiz sério e imparcial.
Bolsonaro optou por outro caminho, convidando, em tom de brincadeira, Moraes para ser seu vice em 2026 (um recado velado de que o ministro é um agente político). Isso dividiu a direita. Alguns acharam o máximo esse tom, que seduz os mais neutros e consegue transmitir a imagem de bom moço perseguido pelo sistema; mas outros acharam que ele perdeu a oportunidade de escancarar ao mundo a natureza autoritária de seus adversários.
Lembro de uma cena de Atlas Shrugged, de Ayn Rand, em que o personagem principal, John Galt, forçado a participar de um espetáculo farsesco ao lado de seus algozes, consegue expor as armas que o obrigavam a estar ali “sorridente”. Foi torturado depois, mas falou para o povo, para a posteridade: eis um regime tirânico sem legitimidade.
A jornalista Karina Michelin fez um ótimo resumo do teatro armado por Moraes e seus cúmplices, em que diz: “O julgamento de Jair Bolsonaro e dos réus do 8 de janeiro tem sido, desde o início, muito mais do que um simples processo judicial: tornou-se uma exibição pública de força, sarcasmo e humilhação, cuidadosamente orquestrada sob o manto da legalidade. O que está em curso não é um debate jurídico sério sobre fatos e provas, mas a consolidação de um modelo de poder autorreferente, que já escolheu culpados e agora apenas interpreta o roteiro previamente escrito para condenar”.
Após descrever os métodos alexandrinos para humilhar quem ousou desafiar o sistema, Michelin conclui: “Por trás da encenação, há uma questão moral ainda mais profunda. Diante da força bruta do sistema, muitos tentam garantir sua sobrevivência através de bajulações, acreditando, ingenuamente, que elogiar o algoz possa lhes render algum tipo de indulgência. É um erro fatal. Quando o processo já está contaminado por motivações políticas, nenhum gesto de submissão altera o desfecho – a sentença de morte política já está escrita”.
E eis o ponto que fica para reflexão: Bolsonaro falou para a história ou para Moraes? Há ainda alguma esperança por parte dele de comover quem já deu indícios de psicopatia? Será que Bolsonaro realmente acredita que pode ser inocentado por expor a fragilidade da denúncia? Talvez por conta da pressão de seu amigo Donald Trump, será que Bolsonaro acha mesmo que será candidato ainda?
Se por um lado os militantes do sistema, como Miriam Leitão da Globo, não gostaram da postura de Bolsonaro, ao transformar o interrogatório numa “live”, o que é bom sinal para o ex-presidente, por outro lado sua piada ensejou comentários como este, do imitador de focas, com vinte mil curtidas: “Muito doida essa DITADURA do Brasil, onde o tal do ‘perseguido’ pode debochar e brincar, convidando o DITADOR para ser seu vice… E recebe como resposta um ‘declino’, brincando e rindo junto. É muita ditadura, chamem os Direitos Humanos!”.
Sabemos que uma figura como Felipe Neto vai distorcer tudo para seu lado, mas eis o ponto: talvez fosse o momento de Jair Bolsonaro, com muita seriedade, expor o regime de exceção em que mergulhou o país, sem rodeios, sem gracinha. Temos gente que morreu como preso político, várias idosas presas ainda, jornalistas censurados. Diante desse quadro, uma piada “sarcástica” pode ter um efeito ruim, de suavizar o que é grave demais.
Não consigo imaginar Corina Machado fazendo uma piada perante um tribunal fantoche do ditador Maduro. Estamos lidando com uma quadrilha comunista, e isso não tem a menor graça…
Paulo Briguet

Jair Bolsonaro responde perguntas de Moraes em interrogatório na Primeira Turma do STF
Sei que corro o risco de escandalizar meus sete leitores, mas vou começar o meu texto citando uma frase de Karl Marx, extraída de sua obra “O 18 de Brumário de Luís Bonaparte”:
“Hegel observa em algum lugar que todos os grandes fatos e personagens da história universal aparecem, por assim dizer, duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.”
Sim, até um comunista é capaz de eventualmente dizer a verdade. Essa frase de Marx, por exemplo, pode ser aplicada com perfeição ao Brasil atual. Aquilo que aconteceu como tragédia nos tribunais soviéticos durante os Processos de Moscou está se repetindo como farsa nos Processos de Brasília conduzidos pelo Imperador Calvo.
Na Rússia de 1936-1938 e no Brasil de 2023-2025, os tribunais condenam pessoas que não cometeram crime algum a penas severas. A diferença é que nos tempos de Stálin, a farsa terminou em tragédia, com a execução dos rivais do ditador; nos tempos de Moraes, a tragédia terminará em farsa, com a prisão dos opositores do regime.
Os depoimentos de Jair Bolsonaro e dos outros réus deixaram claro que não houve golpe, não houve tentativa de golpe e não houve minuta do golpe — a não ser, como já sabemos, o golpe socialista de 2022, que consistiu em tirar um sujeito da cadeia para colocá-lo na cadeira presidencial.
O que foi chamado de minuta do golpe é um documento sem assinatura, sem cabeçalho e sem procedência, provavelmente retirado de um modelo do Google, com um esboço de decreto de estado de sítio ou estado de defesa.
Ocorre que decretar o estado de sítio ou o estado de defesa são prerrogativas do presidente da República, e sua aplicação somente pode ser feita com a aprovação do Conselho da República e do Congresso Nacional.
Ainda que tivessem assinado o tal documento — e não o fizeram — os réus não estariam cometendo crime algum, mas apenas aplicando um item da Constituição.
É dever de um presidente da República discutir todas as possibilidades e hipóteses para salvar uma nação dentro da ordem legal. Ao discutir essas possibilidades após uma eleição disfuncional — como bem definiu em seu depoimento —, Bolsonaro estava cumprindo o seu papel como chefe de Estado. Por essa iniciativa (por tentar livrar o país do estado caótico em que se encontra hoje), ele deveria ser condecorado, jamais condenado.
Como sabem todos os juristas sérios do país (infelizmente, omissos em sua grande maioria), o direito penal estabelece que a mera cogitação (cogitatio) ou atos preparatórios não configura crime. O direito não pune cogitações, mas apenas execuções.
Discutir a aplicabilidade de um artigo constitucional, portanto, não é crime, a não ser que se aplique a lógica de Roland Freisler, o juiz de Hitler, ou do Grande Irmão de 1984, para os quais o mero pensamento contrário ao regime consiste no mais hediondo dos crimes.
Durante a maior parte de seu depoimento, Bolsonaro manteve-se calmo e sereno. Expôs as tentativas do regime de criminalizar a opinião, a crítica e o pensamento. Desconstruiu o castelo de areia da acusação. Todos os fatos ali expostos conduzem a uma única conclusão: Bolsonaro é um homem inocente.
No entanto, como dizia Graham Greene, a inocência pode ser uma forma de loucura. Esse homem inocente — todos sabemos disto — está previamente condenado por um regime ditatorial. E ditadura, como bem observou meu querido amigo Henrique Oliveira, não é lugar para piadinhas.
O “convite” a Moraes para ser seu vice, mesmo obviamente irônico, não me parece apropriado para o contexto de uma nação dominada por um regime maligno que conduz o povo ao silêncio e à servidão.
Imaginem vocês, meus sete leitores, como essa piadinha soou para os presos e suas famílias dilaceradas.
Sim, Jair Bolsonaro é inocente. Mas os reféns do 8 de janeiro também são. O sangue e a dor de Clezão, Débora e tantos outros continuam clamando por justiça.
Comecei com Marx, termino com alguém infinitamente maior:
“Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados.” (Mt 5, 6).
HAHAHAHA
EU NÃO ACCREDITO QUE ELE FALOU ISSO!!
MITO pic.twitter.com/Kz0XWvWRYE— Gustavo Gayer (@GayerGus) June 10, 2025
Lula, o monoglota, custou-nos R$ 38,8 mil na contratação de tradutor, no passeio a Paris.
E ministros pagaram até R$ 4 mil a diária.
Um arguto leitor estranhou:
“Nem para isso o Itamaraty está servindo?”
* * *
Nesse governo, não é só o Itamaraty que é inútil.
O restante, as dezenas de ministérios luleiros, também não serve pra nada.
Na verdade, eles servem pra uma coisa: fazer raiva e deixar emputecido o cidadão de bem.
CHARGEhttps://t.co/TWKZMO9p3i pic.twitter.com/EGS0LEvnaT
— Fernao Lara Mesquita (@fernaolmesquita) June 11, 2025

Haddad e Lula: governo mantém foco no aumento da arrecadação de impostos
A indústria, a agricultura e a área financeira estão em pé de guerra contra o governo. O presidente do Bradesco, na terça-feira, disse que “o país não aguenta mais tributos”. Ele certamente está sentindo o peso do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas a agricultura e a indústria estão pensando na alternativa proposta por Haddad para substituir essa alta do IOF. O governo agora quer tributar os rendimentos das Letras de Crédito Agrícola, das Letras de Crédito Imobiliário, dos Certificados de Recebimento Imobiliários, dos Certificados de Recebimento da Agricultura e das debêntures incentivadas. Isso vai atingir o crédito e o financiamento de atividades produtivas.
Ninguém mais aguenta. Eu estava vendo na internet o quanto de imposto que já se paga sobre cadernos escolares, alimentos básicos, atividades produtivas que geram emprego e renda – renda que, por sua vez, vai gerar tributos. Mas o governo não sabe que cada giro na roda da economia gera mais impostos. Quanto menor o peso dos impostos, mais rápido vai girar essa roda. Todos sabem que o supermercado que cobra menos margem de lucro vai vender muito mais, e no fim terá mais lucro. Só o governo que não entende isso. E o governo, como eu expliquei ontem para os meninos e meninas de uma escola cívico-militar, não gera riqueza. Todo o dinheiro do governo é nosso, dos pagadores de impostos.
A oposição na Câmara já está dizendo que nada disso vai passar. Uma, que um decreto legislativo vai derrubar o aumento de alíquotas do IOF; outra, que não vão aceitar mais tributação, porque o governo não tem de sanar o rombo com impostos cobrados dos brasileiros, tem é de gastar menos. Lula acha que todo gasto público é investimento, mas não é assim. Qualquer pessoa que saiba um mínimo sobre contas públicas sabe que gasto é uma coisa, investimento é outra. Investimento gera riqueza; gasto é a despesa de gerar essa riqueza. Mas podem dizer isso à vontade para Lula, que não adiantará. Ele sempre pensou errado. E o Lula de agora é o mesmo do primeiro mandato, o mesmo do segundo mandato, o mesmo que orientava Dilma Rousseff.
* * *
CPI das Bets termina com propostas de indiciamento de influenciadoras
Na CPI das Bets – eu não sei por que essa história de usar nomes estrangeiros, bastava chamarem de CPI das Apostas Eletrônicas –, a relatora Soraya Thronicke está propondo o indiciamento de 16 pessoas, entre elas as influenciadoras Virgínia Fonseca e Deolane Bezerra – esta última já passou um tempo presa. As duas estão com proposta de indiciamento, que vai ser agora decidida em votação dos membros da CPI.
Não tem como ignorar que as pessoas se endividam com isso. Quem joga é justamente quem não tem dinheiro e fica sonhando com ele. Eu nunca joguei na vida; sempre apostei em mim, economizei o dinheiro da aposta e nunca perdi dinheiro em apostas. Só ganhei investindo em mim, na minha formação, na minha preparação para o mundo. Mas a pessoa fica sonhando, acha que é fácil, que daqui a pouco ganha na loteria. Existe essa loteria horrível do próprio governo, que faz as pessoas gastarem dinheiro para um ganhar e não sei quantos milhões perderem. Eu nem sei como essas apostas eletrônicas funcionam, mas sei que as pessoas se endividam, tomam dinheiro emprestado, criam o vício e isso acaba até em suicídio. Deixo aqui o alerta de quem nunca jogou e nunca perdeu, sempre ganhou.