🚨URGENTE – Lula afirma que tem pedido a Deus para viver até os 120 anos e que prefere ficar na Terra do que ir para o céu
“Eu estou há muito tempo reivindicando a Deus o direito de viver 120 anos (…) acredito que exista o céu, deve ser bom, mas eu prefiro ficar aqui na Terra” pic.twitter.com/TCB7OWjkJy
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o empresário Elon Musk
A coisa escalou rápido demais, a ponto de até lista de Jeffrey Epstein ter sido tirada da cartola para atingir o novo adversário. Elon Musk e Donald Trump mergulharam numa verdadeira “Guerra dos Roses”, lavando roupa suja em praça pública, para deleite dos opositores de esquerda. O que está por trás disso? Quais as consequências? Quem tem razão? Tentarei desenvolver meu raciocínio a seguir.
Em primeiro lugar, a causa: alguns querem enxergar xadrez 4D, até “encenação” ou motivos mirabolantes obscuros, mas prefiro ficar com as coisas mais óbvias e que foram ditas por ambos. Elon Musk fez um bom trabalho no DOGE, mas descobriu que setor público não tem a mesma autonomia e flexibilidade que suas empresas do setor privado, e ficou decepcionado com o resultado. O projeto orçamentário apresentado por Trump foi a gota d’água, por ser tímido demais, e Musk passou a fazer campanha contra.
Aqui temos a diferença entre um libertário mais idealista e um gestor pragmático. Musk pensou que poderia comandar o governo como faz em suas empresas, mas o buraco é bem mais embaixo na política, onde concessões são necessárias. Trump está fazendo o que é viável com uma maioria republicana minúscula, enquanto Musk sonhava com uma revolução. É o abismo de quem habita torres de marfim e quem lida com a realidade.
Mas o tom das críticas de Musk ultrapassou qualquer limite aceitável, o que nos leva a crer que há algo mais aí. Trump alega que Musk ficou realmente incomodado quando soube dos cortes de subsídios para veículos elétricos, o que afeta sua empresa Tesla. Talvez seja dinheiro o motivo da rusga. É sempre um bom suspeito. Mas se for isso mesmo, Musk se apequenou demais perante o mundo. O homem mais rico do mundo declarou guerra ao homem mais poderoso do mundo por questões financeiras? E isso vindo de quem tinha dito que a vitória de Donald Trump era necessária para salvar a civilização ocidental?
Essa postura é difícil de engolir. Por isso acho que entra um fator psicológico forte nessa história. Musk se gabou de ter sido responsável pela vitória de Trump, o que é exagero. Foi Trump quem levou um tiro, quem se reergueu após toda perseguição sofrida, e que venceu no voto popular, no colégio eleitoral e nos swing states. Musk ajudou, mas a presidência é de Trump, como é dele a responsabilidade de pensar na floresta toda e agir como estadista.
É aqui que a reação de Trump merece crítica também. Tudo bem que Musk estava batendo tanto que merecia alguma resposta, mas Trump não consegue se conter e desce para brigar na lama. Fica parecendo que dois garotos mimados da quinta série estão se digladiando, e isso não cabe ao comandante em chefe das Forças Armadas mais poderosas do planeta.
Parece que Trump, depois de alfinetadas, quer colocar panos quentes nessa briga. Tomara! Quanto a Musk, acho que sai muito arranhado nessa disputa, como um traidor. Foi seu momento Sergio Moro, digamos. Divergir de projetos orçamentários é do jogo, até criticar coisas pontuais do governo Trump é parte aceitável de seu papel. Mas ele foi “all in” e depois passou a demonizar o presidente, inclusive pedindo seu impeachment. Isso é feio demais, baixo demais. Você não pode achar que a vitória de alguém é a linha divisória para salvar a civilização num dia e no dia sequinte achar que essa mesma pessoa é um canalha que precisa ser retirado do poder urgentemente.
Talvez Musk, um cara certamente genial e também esquisito, tenha entrado em algum surto. Mas ele deveria recuar, talvez comprar uma ilha e descansar por lá alguns meses até sua cabeça esfriar. Essa briga foi um presente para a esquerda, que é o verdadeiro inimigo da civilização ocidental. Até Alexandre Moraes deve ter vibrado de longe, apesar de eu não acreditar que a guerra entre Musk e Trump vá frear o processo de sanções ao ministro supremo. Até porque já temos essa manchete hoje mesmo: “Trump Media processa Moraes nos EUA e exige responsabilização por censura”. Moraes não será salvo pela briga entre os dois bilionários.
Em um jogo contra o Fluminense no Maracanã, Pelé driblou oito jogadores do grande time tricolor e fez o gol na trave de Castilho. Foi um gol tão espetacular que parecia haver apenas santistas no Maracanã, toda torcida de pé aplaudiu durante 10minutos o gol mais bonito já feito na história do futebol.
O jornalista Joelmir Beting, ficou tão impressionado com o gol, que mandou fazer uma placa de bronze para colocar no saguão do estádio, com os dizeres: “Neste estádio, Pelé marcou no dia 5 de março de 1959 o gol mais bonito da história do Maracanã”. Daí quando algum jogador faz um gol bonito diz que o jogador fez um gol de placa.
Enquanto Pelé fazia o Gol de Placa no Maracanã, nós meninos da Avenida da Paz tínhamos nossa organização de futebol de praia. Durante as férias, jogávamos todos os dias e tardes/noites, havia campeonatos. Meninos, adolescentes, ficávamos com um olho na bola e outro nas meninas que apareciam a caminho do mar para bronzear-se, queimar as pernas, o corpo, tornar a pele amorenada, como o diabo e nós gostávamos.
Nada melhor depois de uma pelada de praia que tirar o suor num mergulho junto com a namorada. O mar da Avenida, tranquilo, pequenas ondas, água morna é apropriado para namoro.
Quando podíamos jogávamos futebol, iniciando com uma zorra, hoje chamada de linha de passe, pela manhã, logo depois dividíamos os jogadores no par ou ímpar e iniciava a pelada na areia. Só de calção de banho, não havia falta, nem impedimento, nem escanteio, o que interessava era o gol. A trave, sem goleiros, era marcada por dois cocos verdes com a distância de três palmos, o gol se tornava mais difícil que numa trave normal com um goleiro.
Organizamos campeonatos, vinha gente do Poço, de Jaraguá da praça Sinimbu, era animadíssimo, naquela época nem se pensava em racismo ou outro tipo de preconceito, o que valia era saber jogar nas peladas de areia da paria da Avenida. Gerson, negro, filho de uma lavadeira era o grande astro, sabia driblar, jogava o futebol com arte e graça, todos queriam jogar com Gerson. O melhor back (defesa), era viado, sabíamos, e daí? Era difícil passar por ele, arrebentava as pernas do adversário.
A maior diversão da juventude era o futebol, e nossos ídolos eram quem jogasse melhor, independente de qualquer situação social.
Comecei essa crônica falando no Gol de Placa que ficou famoso em todo mundo, ainda hoje quem faz um bonito gol, diz que fez um gol de placa. Nós Meninos da Avenida inventamos um gol mais bonito que o de placa, mais romântico, mais surreal.
Porque, quando estávamos jogando à tarde, terminávamos ao escurecer, mas se fosse noite de Lua Cheia continuávamos jogando, até a Lua aparecer, redonda, brilhante, iluminando a praia, e o jogo só terminava quando houvesse um gol depois da Lua ficar redonda. Era o Gol da Lua. O jogo acabava e todos mergulhávamos no mar de água tépida Ainda tínhamos fogo, de em casa tomarmos banho, jantar e sair para tomar uma cervejinha no bairro boêmio de Jaraguá, discutindo o jogo da tarde e o Gol da Lua. Juventude romântica.
Hoje é a primeira sexta-feira deste mês de junho de 2025.
A chuva deu uma trégua aqui no Recife e o dia amanheceu ensolarado.
Tomara que o tempo não mude e teremos um belo final de semana.
Chupicleide, secretária de redação, está ansiosa pra cair na gandaia e tomar umas e outras na beira da praia.
Ô sujetinha inxirida que só a peste!
Isso graças à generosidade dos nossos leitores, que ajudam a pagar as cachaças que ela toma e também a manter essa gazeta escrota avuando pelos ares.
Ela manda um xêro especial para os fubânicos Violante Pimentel, Fernando Gehr, João Esmeraldo de Souza, Maria Alice Lacerda, Luciana Ricci, Mariano Conti e Arnaldo do Couto, que garantiram a farra da nossa secretária com doações feitas nos últimos dias.
E também um caloroso abraço para todos que acessam o JBF, mantendo em alta as nossas estatísticas nas 24 horas do dia.
Gratíssimo a todos do fundo do coração, meus queridos amigos!!!
E para embelezar a nossa sexta-feira, fecho a postagem com Louis Armstrong interpretando a belíssima canção “What a Wonderful World” (Que mundo maravilhoso).
Este maravilhoso mundo da comunidade fuânica!!!
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Que Mundo Maravilhoso
Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também Eu as vejo florescer para mim e para você E penso comigo: Que mundo maravilhoso
Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris, tão bonitas no céu Estão também nos rostos das pessoas que passam Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: Como vai você? Eles realmente dizem: Eu te amo!
Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso Sim, eu penso comigo: Que mundo maravilhoso