🚨 Governo Lula admite encontrou todos os 261 móveis que supostamente teriam sido ‘levados’ por Bolsonaro do Palácio da Alvorada. Petista mentiu, acusou Bolsonaro e Janja aproveitou para comprar sofá de R$ 65,1 mil e cama de R$ 42,3 mil. Ao total, sem licitação e usando o… pic.twitter.com/6XxIEzmKgv
A notícia é esta: uma mulher chorou. Não uma mulher qualquer; estamos falando da ministra da Saúde, Nísia Trindade. A queridinha da turma que ainda usa máscara e que acha que saúde é uma questão sociológica. O detalhe é que Nísia não chorou porque bateu com o dedinho na quina da mesa. Nada disso. Ela chorou porque teria sido cobrada por um homem: Lula.
Mas o que disse Lula para levar uma socióloga, e ainda por cima do tipo que usa camiseta preta com os dizeres “lute como uma garota”, às lágrimas? Nada de ofensivo. Não desta vez. Lula, interpretando o papel de chefe dessa caquistocracia, apenas pressionou Nísia Trindade, cobrando dela uma atitude mais firme frente ao ministério da Saúde. Inclusive na questão do aborto. (Não que seja do interesse de Lula defender a vida, mas ele sabe que essa causa o faz perder votos).
Reza a lenda ainda que Janja “acolheu o choro” de Nísia – como estava escrito numa manchete por aí. “Acolheu o choro” não faz sentido nenhum, mas tudo bem. Que se dane o idioma pátrio. O importante é pintar a futura presidente Janja como a mulher compassiva, quiçá até oprimida pelo patriarcado. Se bem que o macho nessa história é o Lula, né? Aí complica. Voltemos ao início do parágrafo.
Reza a lenda que Janja “acolheu o choro” de Nísia. Ao ler isso, por algum motivo pensei em andropausa. Será que o SUS oferece tratamento? Aí me levantei, fui dar uma choradinha porque minha mulher me chamou de machista, e voltei a tempo de retomar o fio da meada e, com alguma sorte, me colocar no lugar da ministra. Deve ser mesmo difícil reconhecer que todas aquelas leituras de socióloga, os tratados feministas, os panfletos marxistas e os manuais identitários, não servem para absolutamente nada quando se está diante de Lula, o incontestável.
Farsa utópica
Mas bem sei que não foi um choro epifânico, como se Nísia Trindade de repente percebesse toda a hipocrisia que a rodeia. Infelizmente. Tampouco foi um choro de arrependimento por fazer parte de um governo de vingança e interesses pequenos e mesquinhos. Nem foi um choro de quem se dá conta de quem está disposta a servir a um ego chamado Lula. Infelizmente, mil vezes infelizmente, sou obrigado a dar ouvido ao meu lado cínico e dizer que foi um choro publicitário.
Por falar em publicidade, o outro lado desta disputa, que por sinal é o meu lado e o lado da maioria dos meus leitores, está usando as lágrimas, supostas lágrimas, de Nísia Trindade para apontar a hipocrisia óbvia que serve de combustível para o petismo. Fala-se em machismo e até em assédio moral. E tudo bem. A gente entende. É do jogo. Mais do que isso, é um jeito de tirar proveito da situação constrangedora. De esfregar na cara do outro: você não tem vergonha de fazer parte desse grupelho, não?
Antigamente, eu gastaria os dois parágrafos que me restam para criticar esse pragmatismo todo e perguntar: adianta? Por acaso você acha mesmo que alguém vai deixar de ser petista ou de gritar “Viva o SUS!” ou de beijar o chão onde Lula pisa porque ele foi machista e fez a ministra chorar? O que é só mais uma forma de perguntar: você acha realmente que algum esquerdista está preocupado com a saúde mental feminina, a dengue e os ianomami?
Hoje, no entanto, deixarei essas perguntas para lá e usarei o exíguo espaço que me resta para dizer que Nísia Trindade não chorou porque se sabe incompetente. Não. Ela não chorou de arrependimento. Não. Nem de solidariedade pelas vítimas da dengue ou pelos ianomami. Não. O choro de Nísia foi, isso sim, a expressão semi-sincera (com um toque de marketing) de uma frustração particular: a de não ganhar estrelinhas do líder máximo. Ou melhor, a de decepcionar o pai simbólico dessa farsa utópica chamada petismo.
Programa transmitido pela TV do grupo terrorista Hamas, ensinando os palestinos a como baterem nas suas mulheres segundo os preceitos de Allah.
“O objetivo de bater na mulher é avisá-la que a vida da família está em perigo. (…) A surra deve ser simbólica, mas se for para valer, certas condições devem ser cumpridas. (…) O objetivo é consertar o seu caminho (…) e ao bater na sua mulher deve-se evitar atingir as partes… pic.twitter.com/kZo4aQ1zsH
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados
A Comissão de Educação da Câmara, presidida agora por Nikolas Ferreira, está tomando providências para examinar o que aconteceu na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. No setor de Artes Visuais, os veteranos receberam os calouros pelados, nus, desnudos. Certamente assustaram os calouros, porque o ser humano teve a oportunidade, ao longo dos milênios de adaptação e evolução, de aprender que a roupa serve para nos abrigar do frio, para nos proteger do sol e para nos enfeitar, nos embelezar. Em geral, cada um de nós tem algo caído, protuberante, que não faz bem à estética. Então nós nos cobrimos de roupas bonitas.
Imagino o quanto isso deve ter assustado os calouros, que provavelmente ficaram pensando “viemos para uma faculdade, mas não parece ser uma faculdade, está mais próximo de alguma coisa assim de baixíssimo nível”, tal o que devem ter mostrado. Eu não gostaria de ter visto esse espetáculo de horror. A Comissão de Educação quer informações e pretende acionar o Ministério Público, porque esse tipo de agressão aos olhos aconteceu em uma faculdade pública, paga pelos impostos de todos. Deve ter sido um espetáculo grotesco e ridículo.
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Oposição eleva a voz contra o “inquérito do fim do mundo”
O “inquérito do fim do mundo”, como diz o ministro aposentado do STF Marco Aurélio Mello, fez cinco anos. Nenhum advogado já viu um inquérito durar tanto, mas esse dura. E está provocando reações da oposição, que se reuniu no Congresso e deu uma entrevista coletiva dizendo que, no fundo, isso tem provocado censura, tem pressionado as pessoas, tem imposto medo, receio, insegurança jurídica na produção intelectual, na produção artística, na liberdade de expressão, em tudo que é garantido pela Constituição. É o que está acontecendo, inclusive e principalmente envolvendo pessoas que não têm nada a ver com o Supremo, que deveriam ser julgadas na primeira instância.
E mais: é um processo que não teve participação do Ministério Público, começou assim num deus ex machina, caiu do céu, como se fosse a investigação de um crime acontecido dentro do Supremo, que demandaria um inquérito administrativo. Mas não, criaram o inquérito baseando-se em um artigo que foi cancelado automaticamente pela Constituição de 1988. A lei exige a presença do Ministério Público. A oposição agora está reagindo contra tudo isso.