DEU NO JORNAL

NÃO QUERO SER UM “JORNALISTA CORAJOSO”

Luís Ernesto Lacombe

Não quero ser um “jornalista corajoso”

Eu não sou jor-na-lis-ta. Sou jornalista, tenho uma profissão como tantas outras, nem pior, nem melhor, apenas necessária. Não é meu papel procurar ser um catequizador, um transformador, um “consertador”, um professor, um educador, um tutor. Não trabalho para mudar as pessoas, o mundo, para fazê-los evoluir. Se isso for uma consequência natural da minha atuação, ótimo, mas meu objetivo é muito simples: encontrar as melhores histórias reais e em movimento, apurá-las com honestidade, ética, com extremo cuidado e equilíbrio e contá-las da melhor forma possível. E não falo apenas da novidade, do raro, incomum, extraordinário, ainda que isso tudo me interesse também. A ideia é sempre me entregar avidamente aos fatos, não me deixar pautar por nada que não seja a busca pela verdade, para agregar informações verificadas, e verificadas de novo, capazes de atrair o interesse de um grupo considerável de pessoas.

Ouvir todos os lados da história, conseguir enxergá-la por vários ângulos, sem assumir um papel de personagem dela, isso é básico. Não há como buscar a verdade, se não for assim. Portanto, trilhar esse caminho inescapável sem humildade é impossível. Não importa o que cada um faça na sua vida profissional e pessoal, se não formos humildes, estaremos fadados a cometer uma série de erros, de equívocos, de injustiças. O jornalista, mais do que outros profissionais talvez, não pode jamais abrir mão da humildade. E é muito fácil entender por quê. Aquele que não é humilde cria um mundo particular, se acha detentor do correto, do certo, lidando com “verdades próprias”, o que é imperdoável. Um jornalista que se opõe ao mundo real, às experiências já vividas, que abre mão da curiosidade, da desconfiança, que prefere não questionar, não duvidar, não perguntar, não contestar, ele não é um jornalista.

A estrela deve ser sempre a informação, não quem a transmite. A vaidade, a soberba, a prepotência e a arrogância são, digamos, um erro de inteligência. E o que é inteligência, no fim das contas? É a capacidade de perceber a verdade. Longe da verdade não há liberdade, longe da verdade não há jornalismo. Uma pessoa inteligente é, necessariamente, uma pessoa humilde. Quem não é humilde vai sempre distorcer a realidade, já que ignora as referências corretas, já que enxerga tudo como deseja. Alguém que se entrega a ilusões, a mentiras, a fantasias é alguém que aceita ser enganado – por si próprio e por outros –, e, para piorar, que também aceita enganar. É preciso ter compromisso com os fatos; a notícia não pode modificar os fatos. Um jornalista que é escravo de uma causa é refém de si mesmo, dos seus interesses, ele não é jornalista. Se trabalha, então, por uma utopia, por algo que sempre deu errado, se defende o irrealizável, o impossível, como pretende ter credibilidade?

Ninguém deve se pressupor infalível, jornalistas incluídos, claro. As críticas e as indicações de erros cometidos podem conduzir a correções, a retratações. Não há problema nenhum nisso. Críticas bem fundamentadas são importantes, assim como os aplausos merecidos. Não sou movido a elogios, mas fico feliz quando reconhecem meu trabalho. Só que um elogio especificamente tem me incomodado um pouco… Gostaria de não ser chamado de “jornalista corajoso…” Nessa minha profissão, vá lá, em algumas situações, uma pitada de ousadia e coragem é necessária. A questão é que um país em que o jornalista precisa ter coragem para simplesmente buscar e divulgar a verdade não é livre, não é realmente uma democracia.

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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A NARCODITADURA VENEZUELANA

Leandro Ruschel

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Narcoditadura venezuelana, que conta com apoio incondicional de Lula e do PT, segue prendendo opositores. No caso, é o quarto membro da campanha de María Corina que foi preso sob acusações de “planejamento de um golpe”.

Corina está impedida de participar da campanha por decisão do Conselho Eleitoral, controlado pela ditadura.

Na semana passada, Lula disse que Corina tinha que “parar de chorar”, e indicar outro candidato em seu lugar, como ele fez com Haddad.

É uma comparação absurda. Lula foi impedido de concorrer porque estava preso, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em todas as instâncias do Judiciário.

Já Corina está impedida de concorrer porque a Venezuela é uma narcoditatudura brutal, em que o regime controla a Justiça com mão de ferro. Os chavistas censuram, prendem, torturam e matam adversários.

O apoio de Lula ao regime escancara ainda mais o seu perfil totalitário, e a lorota da sua “defesa da democracia” divulgada pela militância de redação brasileira.

Agora, Lula está ajudando o seu amigo, o narcoditador Maduro, a vender para o mundo a mentira sobre “eleições livres” promovidas pelo regime, com objetivo de levantar sanções contra a Venezuela.

Eleições livres com adversários sendo presos por motivos políticos? Só na “democracia relativa” do descondenado Lula e sua turma.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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O DUPLO PADRÃO LULISTA COM AS MULHERES

Madeleine Lacsko

Lula

Presidente afirma que “apanhou” por dizer que há um “genocídio” em curso em Gaza por parte de Israel

O primeiro ano do governo Lula é aquele em que mais feminicídios foram registrados no Brasil desde que o crime foi tipificado. Fosse qualquer outro presidente, seria um escândalo absoluto. O silêncio sepulcral de organizações feministas e entidades de defesa da mulher é eloquente.

Pior é que o presidente não fala nisso. A primeira-dama, que adora fazer discurso feminista, estava num samba em um restaurante de Brasília com mulheres poderosas e cantoras famosas. Nem um pio sobre uma chaga brasileira.

A igualdade de direitos entre homens e mulheres é uma ideia recente na história da humanidade. Basta piscar para ver tudo regredir. Na região do Oriente Médio, por exemplo, Irã e Afeganistão são exemplos clássicos. Há 50 anos, a vida das mulheres lá era muito parecida com a vida aqui. Agora, elas podem ser assassinadas legalmente por não usar a roupa que o regime fundamentalista exige.

A defesa da mulher é algo que devemos cobrar de qualquer governo. Mas a esquerda é quem levanta a bandeira de defesa da mulher e acusa a direita de não fazer. Pouco importa que hoje a direita eleja mais mulheres que a esquerda, o discurso continua o mesmo.

É assustador que um governo de esquerda, lotado de lacração, seja tão leniente com mortes de mulheres brasileiras. A militância faz um cavalo de batalha por causa de um fiu-fiu na rua ou uma cantada. Mas fica caladinha diante de assassinatos para não desmontar a narrativa.

Mais vergonhosa ainda é a postura diante das 19 mulheres israelenses que permanecem sequestradas pelo Hamas. Há um clamor do mundo livre para que sejam imediatamente libertadas. Infelizmente, o governo brasileiro age como se isso não existisse. Foi ainda pior nesta semana da mulher, em que a ONU divulgou um relatório detalhado e inédito sobre o uso da violência sexual como arma de guerra pelo Hamas. Esta é uma causa mundial de defesa das mulheres, evitar que a violência sexual seja admitida como arma de guerra.

O documento de Pramila Patten, representante especial para Violência Sexual em Conflitos da ONU, é aterrador. Ele descreve um cenário em que a violência sexual era regra, mulheres civis sofrem torturas sexuais e até cadáveres são violados. Afirmou que a situação persiste com as mulheres sequestradas pelo Hamas.

Qual foi a reação do presidente do Brasil no mesmo dia? Posou com uma bandeira da Palestina e voltou a fazer afirmações na mesma linha ideológica que tem dominado suas declarações. Um silêncio eloquente sobre mulheres e uso de violência sexual como arma de guerra.

É um governo que subiu a rampa montando uma imagem lacradora de diversidade, mas entrega algo completamente diferente. Lula foi o primeiro presidente a diminuir o número de mulheres no STF. Trocou ministras mulheres por homens e presidentes de bancos públicos mulheres por homens.

Ontem o ministro Paulo Pimenta resolveu anunciar que a TV estatal, EBC, vai transmitir o campeonato brasileiro de futebol feminino. Parece piada. Três pesquisas de opinião mostraram queda na popularidade do presidente Lula, que chega ao pior nível de seu mandato. A perda entre o público feminino foi significativa.

A direita brasileira está diante de uma oportunidade de ouro para atrair o apoio das mulheres. Resta saber se vai aproveitar ou desperdiçar. Existe na direita um movimento que classifica qualquer reclamação de mulher como mimimi. Também há uma permissividade preocupante com indivíduos de baixo nível, que não respeitam mulheres. Eles passam anos perseguindo, falando pornografia, botando apelido, comentando sobre o corpo e os conservadores fingem não ver, jogam seus princípios e moral no lixo.

O terceiro obstáculo é o grupo que não quer atrair mulheres e nem sabe direito o que é política, opera no desequilíbrio emocional delirante. Se qualquer mulher reclama de Lula, eles atacam a mulher em vez de apoiar. Embarcam num delírio de que ela apoiou Lula ou que não apoiou Bolsonaro o suficiente. Deliram algo sobre o passado dela, que julgam conhecer porque ouviram de algum fofoqueiro ou marginal na internet. E então fazem a burrada de bater em quem critica Lula, em vez de ampliar as críticas.

Depois das últimas pesquisas e do fiasco do governo em diversas pautas feministas, a direita tem diante de si um campo fértil para atuação. Já conseguiu executar a tarefa com grupos de trabalhadores, como aqueles de aplicativo. Também conquistaram grande parte da população de baixa renda que votava na esquerda. Com as mulheres, a direita será inteligente ou repetirá o comportamento de Lula? Só o tempo dirá.

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A GUNVERNANÇA DO DEMAGOGEIRO

O Dia das Mulheres passou despercebido, pelo menos na agenda oficial de Lula (PT), para quatro das ministras que o petista mantém na Esplanada e ainda não conseguiram nem um cafezinho em 2024 com o chefe.

Não há registro oficial de Simone Tebet (Planejamento), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) em despacho privado com Lula, este ano.

Lula também evita “foto com a crise”. Ricardo Lewandowski (Justiça) a cara da crise após fuga de presos em Mossoró (RN), não foi recebido.

Márcio França, que passou 2023 sem despacho com o chefe desde o rebaixamento de ministério, só em janeiro conseguiu ser recebido.

Não surpreende Mauro Vieira (Relações Exteriores) ser o ministro com mais agenda, afinal, Lula passou 62 dias fora do Brasil em 2023.

Nísia Trindade (Saúde) é a ministra mais recebida: três reuniões. Nem parece que o país contabiliza 1,3 milhão de casos prováveis de dengue.

* * *

É misoginia que chama?

Deve ser determinação da presid-anta de fato, a gastadeira Esbanjana: não receber as fêmeas.

Isso é cagado e cuspido a cara da gunvernança demagogeira do Ladrão Descondenado.

E o fedor da bosta que ele espalha nos ares vai aumentando a cada dia que passa.

Um verdadeiro hospício de insanidade petralha.

E tem gente descerebrada que ainda defende fazer o L.

É de lascar!!!

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