ALEXANDRE GARCIA

SAIDINHAS DE NATAL: DEVEM SER ARMAS GANHAS DO PAPAI NOEL QUE OS BANDIDOS USAM PARA MATAR

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

O ex-ministro de Lula, que foi ministro das Comunicações, o experiente político carioca Miro Teixeira, disse que os atos de 8 de janeiro de 2023 jamais podem ser chamados de golpismo, pois foi uma balbúrdia, que não tinha a menor condição de golpe. Que se Bolsonaro quisesse dar o golpe, daria enquanto era comandante supremo das Forças Armadas, e não depois que estava na Flórida. Ele tem razão.

E o ministro da Defesa de Lula, o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse mais ou menos a mesma coisa, que não havia condições de golpe. Era uma multidão, sem comando, sem liderança, de pessoas idosas, ninguém conduzindo, ninguém portando armas, sem nenhum apoio de forças policiais ou militares. E alguns, que até hoje não se sabe quem foram esses, porque os inquéritos até agora não especificaram quem quebrou o quê, e a gente não sabe quem quebrou ou se alguém entrou antes para quebrar.

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Democracia para quem?

Foi lançado agora, lá em São Paulo, o livro Diário de Anne Brasil. Meio, assim, repetindo o Diário de Anne Frank, contando de uma jovem que veio do interior do Brasil no início de janeiro e que ficou acampada lá na frente do QG e que participou das manifestações e não invadiu nenhum prédio. E até hoje está com tornozeleira, e foi para prisão, foi posta no ônibus, naquele engodo, passou pelo IML, foi para a Polícia Federal e acabou no presídio. Pessoas que não tinham a menor condição de dar golpe de Estado, tomar o poder, destituir o presidente da República. Destituir os chefes de poder. Só para lembrar isso.

Aliás, querem lembrar isso em um museu da democracia. Eu acho que é o reconhecimento de que a democracia já é passada, já vai para o museu. Vai lá, põe a Constituição de 1988 no museu, junto com as múmias, com os quadros maravilhosos do século passado, dos impressionistas etc. Democracia, né? Se fala tanto.

Democracia é lugar em que as pessoas têm tranquilidade, agora mesmo eu vi no Estadão. A revista International Living escolheu os 10 melhores países para quem quiser morar depois de parar de trabalhar. Aposentados. Primeiro Costa Rica. Segundo Portugal, né? Aí eu vejo que França está lá. Está em sétimo, parece. Estados Unidos nem está. E Brasil, claro, não está. Imagina, a pessoa sai para a rua, encontra bandido que foi solto para a saidinha de Natal.

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Benefícios aos criminosos

Foi o que aconteceu em Belo Horizonte, lá com o sargento Roger Dias, de 29 anos, pai de recém nascido. Encontrou o cara da saidinha, que já estava armado. Ganhou arma do Papai Noel, né? E deu dois tiros na cabeça do sargento. O governador Zema está reclamando que já passou um projeto de lei pela Câmara e o Senado não bota para votar. Só que tem que sacudir o mineiro que representa Minas Gerais, que é o presidente do Senado. Que é o Rodrigo Pacheco. A Câmara dos Deputados aprovou por 311 a 98, o fim dessas saidinhas, desses benefícios.

O sujeito que atirou no sargento já tinha 18 crimes na ficha e foi beneficiado. O cúmplice dele, que estava ao lado, já tinha dois homicídios num total de 15 crimes, que está preso também. Aqui em Brasília o sujeito saiu na saidinha, deu cinco tiros – também ganhou a arma do Papai Noel – na mulher que não foi visitá-lo.

Lá no litoral paulista pegaram outro da saidinha que tava com metralhadora, uma submetralhadora – que ganhou do Papai Noel também. Quando será que Rodrigo Pacheco vai fazer o Senado votar o que é de interesse da nação brasileira? Lá não é o interesse pessoal de cada um, é o interesse do povo, então fica o registro.

Falando em crime, né? Que coisa horrorosa! Essa pousada lá em Presidente Figueiredo, no Amazonas. Uma moça venezuelana, artista, artista de circo, palhaça de circo, ciclista que vinha percorrendo o país, se hospedou na pousada, estava na rede, e foi morta pelo casal. Primeiro estuprada, violentada, depois morta e enterrada, do lado da pousada, descobriram agora. Meu Deus do céu, será que o brasileiro é mesmo aquele cidadão cordato? De bom coração, do nosso sociólogo Gilberto Freyre?

DEU NO JORNAL

SÓ MESMO EM BANÂNIA

Está parado no Senado desde agosto de 2022 o projeto de lei que acaba com os “saidões” (ou saidinhas), aprovado com amplo apoio na Câmara dos Deputados.

O projeto estacionou na Comissão de Segurança Pública do Senado (CSP), presidida por Sergio Petecão (PSD-AC), no início de novembro passado e desde então aguarda apenas ser pautada para votação.

A pauta é determinada pelo presidente do colegiado.

Quase 400 presidiários que tiraram folga da cadeia no fim do ano apenas no estado de São Paulo foram presos novamente por novos crimes.

Sergio Petecão disse que vai atender pedido de um funcionário do Ministério da Justiça e “instituições” para adiar a análise do projeto.

O relator do projeto na Comissão de Segurança é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo relatório é favorável ao fim das saidinhas.

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Nesta nota aí de cima tem um número impressionante e que merece destaque:

400 presidiários que gozaram da “saidinha” voltaram pra cadeia por terem comentidos novos crimes.

E isso apenas em São Paulo.

É de lascar!!!

As leis dessa nossa republiqueta banânica, quando não causam gargalhadas, deixam o cidadão de bem completamente emputiferado.

E o projeto pra acabar com a “saidinha” está na gaveta do senador Petecão porque, segundo ele mesmo disse, vai atender pedido de um funcionário do Ministério da Justiça e “instituições” para adiar a análise do projeto.

Trata-se daquele ministério comandado pelo buchudo que o Ladrão Descondenado indicou para o órgão máximo da justiça deste país surrealista.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

DEU NO X

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

AINDA SOBRE A LIBERDADE

Diz uma velha piada que existem dois tipos de pessoas: aquelas que dividem as pessoas em dois tipos, e as que não dividem. Piadas à parte, existem (obviamente) infinitas características humanas que podem ser medidas para classificar as pessoas em dois ou mais grupos. No mundo de hoje, eu vejo como muito importante uma distinção de caráter político e econômico: as pessoas que defendem a liberdade e as pessoas que defendem o governo.

Muitos podem dizer que essas posições não são opostas, e podem até mesmo afirmar que o governo é necessário para garantir a liberdade. Seria verdade no mundo teórico das boas intenções, não na prática. É justo afirmar que é da natureza humana viver em sociedade, e toda sociedade tem líderes. Mas existe uma grande diferença entre a liderança e o governo: a liderança surge espontaneamente, e se baseia na confiança dos liderados. Já os governos, assim que surgem, se atribuem o monopólio da força e montam grupos armados para garantir esse monopólio; e daí em diante, apoiados nesta força armada, se atribuem o monopólio de todos os outros poderes, extinguindo direito por direito até que o cidadão seja reduzido a um mero pagador de impostos.

Nenhum governo na história reduziu seu tamanho ou seu poder por vontade própria. Ao contrário, todo governo cresce continuamente, através de novas leis, novos departamentos, ministérios, secretarias e agências, tudo sustentado por novos impostos. Um governo só diminui quando desmorona sob seu próprio peso (levando o país junto) ou quando é derrotado por outro governo mais forte, geralmente em uma guerra.

Quem defende a liberdade individual não deve acreditar que existam governos bonzinhos. A existência de um governo, seja “ditatorial” ou “democrático”, sempre será uma ameaça para a liberdade, e aqueles cujas idéias e ações se tornarem inconvenientes serão perseguidos, processados, presos e até mesmo mortos. Os demais verão sua liberdade sendo tolhida migalha por migalha, com cada pequeno detalhe da vida particular sendo regulamentado, controlado, fiscalizado e taxado pelo governo, até o ponto em que o mundo real e o mundo das leis e decretos se confundam como uma coisa só.

Não se trata de acreditar que poderemos ter a extinção do governo em curto prazo. É mais uma questão de postura: lembrar sempre que o governo é apenas um funcionário do povo; lembrar sempre que um governo não detém poderes, e sim atribuições, e que seus integrantes devem ser responsabilizados quando estas atribuições não são cumpridas.

Infelizmente o poder excessivo que os governos conquistaram ao longo do tempo lhes permitiu moldar a sociedade e as instituições a seu favor, de modo que hoje em dia ser subserviente ao governo é algo que é introduzido na mente das pessoas desde a tenra infância, e com grande sucesso (“dê-nos a criança em seus primeiros anos de vida, e ela será nossa por toda a vida”, diziam os jesuítas). Em muitos casos, essa subserviência é quase inconsciente, mas em outros casos ela se manifesta como uma forma específica de pensar. As mais comuns são:

– O humanitário: é aquele que acredita que o governo é “bonzinho” e ajuda os mais necessitados com saúde, educação, segurança, justiça, etc, etc, etc – tudo de graça. (Não é de graça, óbvio, pelo contrário; tudo que o governo fornece é pior e mais caro do que se fosse fornecido pela iniciativa privada.)

– O igualitário: é aquele que se incomoda com a idéia de alguns terem mais que outros. Para “corrigir” isso, ele deseja um governo que está permanentemente tirando dos mais ricos para supostamente dar aos mais pobres. (Todos sabemos que governos distribuem o que tomam dos ricos para si mesmos, e os mais pobres ficam apenas com os restos.)

– O paternalista: é aquele que não gosta de ver as pessoas sendo adultas, tomando decisões por si mesmas, e prefere que o governo trate todos como crianças e decida por eles. (Claro que é uma péssima idéia, até mesmo porque em uma sociedade que infantiliza as pessoas, em pouco tempo o governo também será formado por pessoas infantis.)

– O privilegiado: é aquele que quer um governo forte para garantir para si privilégios que acredita ter por fazer parte de algum grupo especial. Idade, sexo, cor, tudo é motivo para se considerar “especial”, para não falar dos ciclistas, vegetarianos, pais e mães de pet, ecologistas, moradores de comunidade, artistas da TV, ex-participantes do Big Brother e muitos outros.

– O utilitarista: é aquele que considera o estado útil para “consertar” as supostas falhas que a liberdade traria. (A prática, porém, demonstra que cada suposta “solução” imposta pelo estado gera três ou quatro novos problemas.)

– O teocrata: é aquele que deseja um governo forte que transforme a sua religião – e muitas vezes a sua interpretação pessoal da religião – em lei e que imponha as suas regras a todos. (Não é, obviamente, uma boa idéia, mas as pessoas que defendem essa idéia tendem a ser completamente surdas e cegas a qualquer argumento. Pior ainda: quando um grupo teocrata consegue chegar ao poder, costuma se fragmentar em pequenos sub-grupos que lutam entre si pelo poder e promovem discussões ásperas sobre pequenas divergências de interpretação das supostas regras sagradas.)

– O resignado: é aquele que acha que ter um governo mandando em todos é inevitável, e portanto não vale a pena se preocupar com o assunto. (É importante ter em mente que governos não são sempre iguais, e sempre é possível trocar um governo péssimo por outro um pouco melhor.)

Conscientes ou não, o fato é que o número dos subservientes ao estado vêm crescendo, e a liberdade, juntamente com os direitos fundamentais, corre o risco de novamente ser reduzida a um conceito semi-esquecido, em uma nova idade das trevas.

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

IGREJAS, PARA QUE IGREJAS?

Ganhei um CD de Luiz Gonzaga, presente de um amigo dileto. Agradecido, juntei a outros tantos que sempre recebo de artistas e compositores, no aguardo de que chegue ao comércio aparelhos reprodutores de CD. O meu quebrou e não encontrei outra peça para reposição. Os carros, por outro lado, também já não trazem esse artefato em seu painel. Por acaso, encontrei um outro amigo, que mantém sua loja de discos há 20 anos, resistindo a tudo e a todos, vendendo LPs e CDs. Na loja de Fábio (PASSADISCO) não se corre o risco de encontrarmos Chicos, Betânias ou Caetanos obrigados a dividir vizinhança, nas prateleiras, com Zezés, Belos e Tiaguinhos, por exemplo. Lá só vende disco bom. Duvido que se encontre por lá qualquer coisa de Anita, Safadão ou Vitar. Em tom provocativo, apenas com essa intenção, perguntei o que fazer com minha vasta coleção de discos que, com o surgimento dos streamings e plataformas digitais, os transformou em preciosos objetos de decoração, espécies em extinção, ociosos em sua função precípua de fazer-se ouvir.

DÍZIMOS? FAZEM HOJE VIA PIX

Ao invés da resposta que alguém ouviria, fosse eu o inquirido, disse-me: – São os tempos. E fez a comparação do quanto essas transformações ‘modernosas’ alteram nosso dia-a-dia. Convenci-me. Católico que sou, não preciso mais ir à Igreja professar minha fé ou render minhas homenagens ao Deus em que creio. Missa, assisto diariamente pela TV Aparecida, 18 horas. A confissão, que no modo presencial tanto nos constrangia, hoje faço por e-mail (algumas Igrejas já aceitam o ZAP) e para fazer doações utilizo o PIX. Ficar de joelhos, levantar as mãos para os Céus e dizer Amém, a gente pode fazer em casa sem precisar se deslocar. E Deus certamente acata os avanços tecnológicos.

VIZINHO DE DUAS BARULHENTAS IGREJAS

Também entendo tudo isso, embora seja adepto do ‘velho’ CD, onde encontro, além das belas capas, informações como a autoria das músicas, os profissionais que participaram das gravações, as letras … Quanto às Igrejas, em breve, no lugar de tantas que há, elas dividirão espaço com Farmácias a cada esquina. Tantas igrejas e farmácias são indicativos consistentes de que o povo está doente. Não fosse a exploração das pessoas, que tanto uma quanto a outra tem em comum, até que seria preferível ver farmácias em cada esquina ao invés de templos que só se incomodam com o bem-estar dos milionários ‘picaretas’ travestidos de pastores (para não ser injusto ou parecer supersticioso, que me perdoem as raríssimas exceções). A vantagem das farmácias é que delas não se ouve tanto barulho a perturbar o bem-estar de quem tem a desventura de morar ao lado dos templos religiosos. Em frente a minha casa, duas delas existem. Aleluias e Améns se ouve em alto e bom som. Vade retro Satanás.

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Todos os Livros e a maioria dos Discos de autoria de XICO BIZERRA estão à disposição para compra através do email xicobizerra@gmail.com. Quem preferir, grande parte dos CDs está disponível nas plataformas digitais. 

Nossos CDs estão nas plataformas virtuais e, em formato físico, na Loja Passadisco do Recife.

PENINHA - DICA MUSICAL