PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO JORNAL

TENTA GANHAR A ELEIÇÃO E QUEBRAR O PAÍS

Alan Ghani

Lula amplia gastos e crédito subsidiado para impulsionar a economia, mas amplia o risco fiscal, a inflação e o endividamento do país

Sem surpresas, o governo tem gastado barbaridades para reeleger o presidente Lula. O aumento de gastos ocorre de várias formas: auxílios governamentais, emendas parlamentares, renúncias fiscais e expansão do crédito subsidiado. De todas elas, chama atenção a forte elevação do crédito subsidiado neste ano.

De maneira bem simples, o crédito subsidiado ocorre quando o governo utiliza os impostos para oferecer empréstimos e financiamentos com taxas de juros abaixo das do Tesouro Nacional. Como o Tesouro capta recursos da sociedade, emitindo títulos públicos próximos de 14,5% (prazo de 5 anos), e oferece linhas de crédito a 8%, essa diferença é subsidiada, ou seja, paga por meio de impostos do contribuinte. Portanto, o crédito subsidiado não é de graça e tem impacto significativo nas contas públicas.

Neste ano, economistas estimam um impacto de aproximadamente R$ 150 bilhões do crédito subsidiado nas contas públicas, com destaque para os financiamentos para habitação (R$ 45 bilhões), transporte (R$ 45 bilhões) e exportação (R$ 15 bilhões).

A expansão do crédito é baseada numa visão econômica keynesiana – o efeito do multiplicador do gasto público. A ideia do multiplicador é: a expansão do crédito, pelo aumento do gasto público, estimula o consumo e o investimento das empresas, gerando elevação da renda e do emprego para a sociedade. Com a elevação da renda, aumenta a arrecadação, melhorando as contas públicas.

Esse raciocínio tem dois erros. O primeiro é não considerar o custo fiscal. Conforme dito anteriormente, a despesa com o crédito subsidiado para este ano é de cerca de R$ 150 bilhões. Se o impacto nas contas públicas é certo, não é possível garantir o efeito positivo na atividade econômica. Fosse assim, todos os problemas econômicos estariam resolvidos. Bastaria gastar mais para que houvesse geração de renda e emprego, redução da pobreza e aumento da arrecadação do governo. Se essa visão fosse verdadeira, a Venezuela seria o país mais rico do mundo.

O segundo problema desse raciocínio é o impacto inflacionário. Expandir o crédito significa elevar a base monetária. A expansão monetária, numa economia com reduzida capacidade de oferta (gargalos de infraestrutura, gargalos de mão de obra e baixa produtividade) e pouco nível de ociosidade, fatalmente traz elevação generalizada e disseminada nos preços. Não por acaso, a expectativa de inflação para este ano está acima de 5%. No acumulado dos quatro anos do governo Lula, considerando a projeção para este ano, a inflação soma aproximadamente 20%. Isso significa que, se a renda da pessoa não subiu nos últimos quatro anos, a perda do poder de compra foi de 20%.

Inflação mais elevada e maior risco fiscal significam juros mais pressionados. Fica claro que os juros sobem em resposta à inflação e ao risco, e não por má vontade do Banco Central, conforme gosta de dizer o presidente Lula.

A expansão desenfreada do crédito também gera superendividamento e inadimplência para as pessoas. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 80% das famílias estão endividadas e aproximadamente 30% delas estão inadimplentes.

Paradoxalmente, para reduzir o endividamento familiar, o governo Lula cria um programa de renegociação de dívidas (Desenrola 2), com impacto fiscal de R$ 23,2 bilhões, para um problema que ele mesmo criou.

Essa fórmula, do protagonismo estatal e da política fiscal ultraexpansionista, levou a dívida/PIB para 81%, com um custo de rolagem de 14,15% a.a. (Selic efetiva de julho). Lula, com o uso da máquina e seus estímulos fiscais, até poderá ganhar as eleições, mas herdará uma bomba que ele mesmo criou. E, desta vez, não vai ter FHC ou Bolsonaro para culpar.

DEU NO JORNAL

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

COMENTÁRIO DO LEITOR

ELES SÃO A ELITE

Comentário sobre a postagem TÁ GARANTIDO

Zequinha:

Vinte e quatro anos governando e ainda jogam no colo da elite o fracasso que eles mesmos produziram.

Janja em hotel 5 estrelas, Lula comendo caviar e ainda falam em distribuição de renda.

Eles são a elite. Eles construíram o sistema. E ainda pedem mais quatro anos pra consertar o que destruíram.

Falaram que Bolsonaro quebrou empresas. O recorde de recuperação judicial e falências é de 2025. Hoje quebram as gigantes.

Falaram que ele não entregou casas. Lula pegou o programa de Bolsonaro, mudou o nome de verde e amarelo pra vermelho e chamou de Minha Casa Minha Vida.

Só falta um pouco de caráter pra admitir.

O PT tributou o pobre que pega empréstimo, cobrou IOF de quem estava endividado e ainda diz que defende o trabalhador.

Os bancos bateram recorde de lucro sob esse governo.

Estatal quebrando e nós pagando.

Se você não conhece o PT, que os compre.

Propaganda, mentira e narrativa. É só isso que eles têm.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

O IMPOSTO DO SELO

Bibi Ferreira, atriz brasileira e o ator Herval Rossano

Fui contabilista e na Faculdade de Ciências Econômicas de Pernambuco, estudei as várias formas dos governo, no sentido de “lascar” os humanóides com novas versões do “Quinto dos Infernos”.

O “Quinto”, assim apelidado pelo povão, era um tributo correspondente a 20% de todos os minerais extraídos das minas do Brasil, então colônia de Portugal. A cobrança foi instituída para garantir o exorbitante lucro sobre as riquezas encontradas principalmente em Minas Gerais. Era um verdadeiro inferno, apertar ainda mais os empreendedores com tão vultoso valor; daí a expressão: “Quinto dos Infernos”.

Conforme os “Planos de Conta”, da Contabilidade da época, o Sistema Tributário Nacional, ainda em 1956, adotava-se pesados impostos, para meter o “fumo” no povão: Imposto de “Portas Abertas”, Vendas e Consignações, de Consumo e Imposto do Selo, incidente sobre: documentos de crédito, títulos, contratos, recibo, atos jurídicos, bancários e sobre serviços funerários.

Mas havia ainda, vários outros tipos de Impostos “disfarçados”: as famigeradas: Taxas Municipais de Licença: de Limpeza Pública, Recuperação de Vias, Recolhimento de Lixo, Taxa de Contribuição de Previdência Social, Taxa de Bombeiro, Taxa de Consulta aos cartórios.

Porém, nós tristes mortais, que tanto reclamamos que a modalidade de cobrança das vendas do Comércio pelo novo modelo do Governo – o Split Payment – já apelidado pelos brasileiros de: “Pix dos Impostos” é “pinto”, comparado ao antigo Imposto do Selo.

Modelo de uma Duplicata selada, em 1958

Eu era funcionário de um Banco e atuava no setor de Ordens de Pagamento. No momento em que retirávamos da gaveta uma folha contendo selos de variados valores para colar nos recibos, o cliente era “convidado” a pagar os selos que seriam utilizados. Ou seja, pagava-se antes de receber a transferência de valor.

Ou seja, um sistema ainda mais cruel; muito além do Split Payment, o pagamento antecipado, que o Governo Federal está implantando. Cabe aqui uma historieta:

Chega ao balcão do Banco um casal. Mas eu pouco sabia-se sobre ambos. Constrangido, solicitei os Cr$ 2,50 (dois Cruzeiros e cinquenta centavos) para ser autorizado pagamento. Notei que nenhum dos dois possuía aquele valor, embora significante.

Fiz a proposta: eu pagaria o valor e ao receber eles solicitariam ao Caixa, trocar o dinheiro, de forma que atendesse à despesa dos selos. Dito e feito. Paguei a Amílcar os Cr$ 2,50, colei as estampilhas no recibo, eles assinaram e foram para o Caixa. Momentos depois D. Abigail se dirigiu a mim, devolveu o dinheiro e exclamou, em voz alta:

– Meu filho, você merece um beijo!

Chegando em casa comentei o fato com meu pai, informando que a senhora tinha um nome estranho: Abigail Izquierdo Ferreira. Ele quase saltou da cadeira de balanço:

– Meu filho, você deixou de ganhar um beijo de Bibi Ferreira, a maior atriz do Teatro Nacional!

Recordando este episódio jamais esquecerei do infame Imposto do Selo, que se comparado, o sistema “Split Payment, é pinto”.

PENINHA - DICA MUSICAL

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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