LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HELENA MOURA – JOÃO PESSOA-PB

Que absurdo!

Este é o Brasil do Lula.

A jumentada que fez o L é a culpada por isso.

Se danem vocês todos!!!

A PALAVRA DO EDITOR

TERMINOU O MÊS

31 de julho.

Está fechado o mês e amanhã estaremos em agosto.

É vapt-vup!!!

Logo, logo chegaremos ao final do ano.

Aqui no JBF chegamos ao final do mês com tudo em dia e em ordem.

Contando com as generosas doações dos nossos leitores, quitamos o pagamento mensal da empresa que nos dá suporte e assistência técnica durante as 24 horas do dia, a Bartolomeu Silva.

Isso sem falar do salário de Chupicleide, a fogosa secretária de redação, que já está aqui planejando encher o rabo de aguardente hoje de noite, no Bar do Chifre, na aprazível comunidade do Entra Apulso, um recanto de mundo socado no zona sul do Recife.

Ela manda um xêro pros leitores Jorge Alberto, Boaventura Bonfim, Manoel Tomás, Áurea Regina, José Claudino, Mércia Capistrano, Violante Pimentel, Cleide Maria e M.S.S.

Muito obrigado a todos vocês que dão  excelente audiência ao JBF e que nos ajudam a manter esta gazeta escrota avuando pelos ares.

Tenham certeza de que vai voltar tudo em dobro na forma de paz, saúde, tranquilidade e muita prosperidade.

Um grande abraço e um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!!!

E pra alegrar a nossa sexta-feira, um embalo bem gostoso com Paulinho da Viola!

DEU NO X

DEU NO JORNAL

SIGILO

A decisão do Ministério da Justiça do governo Lula (PT) de impor sigilo até o ano de 2126 sobre a lista de visitantes de Daniel Vorcaro na PF, em Brasília, a pretexto de “preservar a intimidade” do ex-banqueiro, sugere uma operação para blindar integrantes do regime.

Afinal, quando o Estado esconde quem rondava o principal personagem de uma fraude bilionária, a pergunta não é sobre “intimidade” e sim sobre o que se teme revelar. Transparência seletiva não é proteção de direitos, é blindagem.

Centro da maior fraude financeira da história, Vorcaro ficou preso por três meses na PF enquanto levava pânico a autoridades negociando delação.

Registros de visitas deveriam ser tratados com transparência mínima, com nomes, datas e vínculos, ainda que protegendo dados sensíveis.

O caso desmascara o discurso de Lula, na campanha eleitoral de 2022, atacando sigilos centenários e prometendo “revogaço” que nunca fez.

Ao ocultar a lista de visitantes, o governo só alimenta a suspeita de que o sigilo protege os seus e não a privacidade do Vorcaro.

* * *

O último parágrafo desse nota aí de cima é revelador.

Diz que o “sigilo protege os seus”.

Os “seus” do governo de Lula.

Que coisa…

Fiquei besta!!!

ALEXANDRE GARCIA

AGORA SURGE A VERDADE: ANTHONY FAUCI ENGANOU O MUNDO TODO SOBRE O COVID

anthony fauci covid depoimento

Anthony Fauci durante depoimento no Senado dos Estados Unidos

Vejam como o tempo passa. Encheram-nos de mentiras, retiraram vídeos em que eu falava da ivermectina. Mas hoje estamos entendendo por que Joe Biden, antes de deixar o governo, brindou Anthony Fauci com uma anistia preventiva. Eu perguntei: “que crime ele cometeu para estar sendo anistiado antes?” Parece aquele filme em que se pegava o criminoso antes que ele cometesse o crime lá no futuro. Agora, em uma audiência no Senado dos Estados Unidos, Fauci ficou quieto o tempo todo, alegando a Quinta Emenda, o direito de ficar em silêncio para não se comprometer – também no Brasil a Constituição diz que ninguém pode produzir prova contra si mesmo.

Mas não adiantou: mostraram todas as informações que ele já tinha sobre a ivermectina ser eficaz contra a Covid, mas ele preferiu tocar a terapia genética e deixar as pessoas serem entubadas, hospitalizadas, quando não precisavam de nada disso. No Brasil tivemos todos esses papagaios do Fauci, inclusive no jornalismo, repetindo tudo o que ele dizia lá. Que vergonha! Pior ainda, porque disso resultou muita morte. Isso é imperdoável. É difícil de entender, porque não foi para salvar vidas; foi por cegueira política e ideológica, para atrapalhar o governo de então, que acabou passando pela pandemia. A tentativa era destruí-lo, mas o governo sobreviveu.

* * *

Ministro da Fazenda faz comparações descabidas entre Brasil e Argentina

Por falta de informação, a maioria dos eleitores brasileiros acredita em números fantasiosos. O ministro da Fazenda – o mesmo que chamou Milei de “palhaço” – disse que a economia brasileira está melhor que a da Argentina. Vamos ver, então, o IDH: o Brasil está em 84.º lugar; a Argentina, em 47º. E o PIB: no ano passado, a Argentina cresceu o dobro do Brasil.

E o ministro soltou mais uma: disse que no ano que vem, se houver governo Lula (e ele tem certeza disso), não haverá déficit, Lula vai cortar gastos. Eu não sei que milagre é esse, que poder de transformação, porque Lula entrou e quase duplicou o número de ministérios, vem fazendo uma gastança incrível. E a dívida? Adolfo Sachsida calculou que, em junho, a dívida pública federal cresceu R$ 8 bilhões por dia. Ou seja, se o Estado brasileiro nos representa, ficamos devendo R$ 8 bilhões por dia a mais porque o governo não controla o gasto.

* * *

Acabou o dinheiro para os consulados entregarem passaportes a brasileiros no exterior

O Itamaraty não tem verba para entregar passaporte nas embaixadas e consulados brasileiros no exterior. Este ano foram quase 189 mil passaportes entregues por consulados, mas mandaram dizer que o dinheiro acabou. Brasileiro que mora ou viaja ao exterior, e que perdeu o passaporte ou foi roubado, ou precisa renovar o documento, pode esquecer. Os passaportes são impressos pela Casa da Moeda, que dispõe de um avançado sistema de impressoras que evitam falsificação, como é com o papel-moeda. No Brasil, eles são preenchidos pela Polícia Federal; no exterior, pelos consulados. Mas agora o Brasil não tem verba para entregar passaportes fora do país.

DEU NO X

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

UMA HOMENAGEM DE ORLANDO TEJO A PINTO DE MONTEIRO E LOURO DO PAJEÚ

Dois ícones da cantoria nordestina de improviso: Lourival Batista, o Louro do Pajeú (1915-1992) e Severino Pinto, o Pinto de Monteiro (1895-1990)

* * *

PINTO E LOURO – Orlando Tejo

Grande saudade hoje sinto
Das cantorias-tesouro
Do gigante que foi Pinto,
Do uirapuru que foi Louro.

Era uma graça, um estouro
Ouvir em qualquer recinto
Os trocadilhos de Louro
Os desconcertos de Pinto.

Tal qual no Bar do Faminto,
Do Pátio do Matadouro,
Quando Louro aceitou Pinto
E Pinto abençoou Louro.

Mas no Bar Rosa de Ouro
Houve um encontro distinto
Pinto elogiando Louro,
Louro chaleirando Pinto.

Jamais ficará extinto
O meu prazer de ouvir Louro
Querendo derrubar Pinto,
Pinto brigando com Louro.

No Bar Casaca-de-Couro
Vi o maior labirinto:
Pinto depenando Louro
E Louro esganando Pinto.

No Mercado, em Rio Tinto,
Um momento imorredouro
com as emboscadas de Pinto
E as escapadas de Louro.

No Beco do Bebedouro
Um desafio ao instinto:
Pinto superava Louro,
Louro desmontava Pinto.

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COMENTÁRIO DO LEITOR

CUBA E TAIWAN

Comentário sobre a postagem CUBANOS LIDERAM PEDIDOS DE ASILO NO BRASIL

Deco:

Cuba e Taiwan começaram a década de 70 com economias semelhantes, PIBs parecidos, mas hoje, quanta diferença!

Até me faz lembrar da propaganda do Shampoo Colorama lançado em 1976:

“Ei, ei, você se lembra da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos… quanta diferença!”

A disparidade atual entre as duas economias é gigantesca.

Embora na década de 1970 ambos os países fossem majoritariamente agrícolas e tivessem PIBs similares, a guinada de Taiwan rumo à tecnologia de semicondutores e ao livre mercado a transformou em uma das maiores potências econômicas do mundo.

O PIB de Taiwan alcançou $ 920 bilhões de dólares (com projeções do Fundo Monetário Internacional superando os $ 976 bilhões).

Já Cuba, a medição econômica da ilha enfrenta muitas distorções de câmbio, mas dados consolidados da CEPAL apontam para um PIB nominal ao redor de $ 12 bilhões a $ 107 bilhões de dólares, dependendo dos critérios e da severa inflação interna enfrentada pelo país.

Sendo que o PIB per capita reflete essa mesma distância de forma evidente: enquanto o de Taiwan está próximo dos $ 40.000 dólares, a renda por habitante em Cuba figura entre as mais baixas das Américas.

Resumo da ópera: Quando governos, instituições ou indivíduos culpam exclusivamente fatores externos pelos seus problemas, eles criam uma narrativa de vitimização que impede qualquer chance de reforma real.

O problema dessa estratégia é que, embora ela funcione temporariamente para desviar a atenção e manter o controle retórico, ela não resolve a crise concreta. O tempo passa, a realidade cobra o preço e o abismo entre quem assume os erros e se corrige e quem terceiriza a culpa só aumenta.

Assumir a responsabilidade por um fracasso exige maturidade, autocrítica e, acima de tudo, a disposição dolorosa de encarar as próprias falhas.

A riqueza de Taiwan demonstra que a pobreza de Cuba é resultado do socialismo, e de nada adianta culpar o tido bloqueio americano.

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

JANJA x DONA RUTH

Numa controversa entrevista para o portal UOL (em 13/07/2026), no programa Frente a Frente, dona Rosângela (Janja) Lula da Silva declarou que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”. O que só agora se dá, comigo, talvez estivesse pensando. Fosse pouco, sobre dona Ruth Cardoso, disse ter ela recebido tratamento diferenciado da mídia “por ter mestrado e doutorado”; por fim reclamando sofrer “preconceito de classe”, dado não ter maiores estudos.

Em respeito à sua relevante função, e para ficar dentro dos limites da boa educação, deixo de fazer maiores comentários sobre o estilo exótico de nossa atual primeira-dama, seus gostos extravagantes, os inadequados pronunciamentos fora da hora ou gastos excessivos nas opulentas viagens que faz, paremos por aí. Sem nenhuma relação com sua modesta escolaridade. E longe de qualquer preconceito, claro. Mas me sinto obrigado a contestar essa opinião que deu.

Sobre dona Ruth cumpre, antes de tudo, reconhecer que era diferenciada e não por ter doutorado, sobretudo por conta de suas ações sociais. Listo, aqui, só algumas. Como a criação da Comunitas, para desenvolver programas sociais mais eficientes. Ou a Comunidade Solidária – que reunia governo, empresariado e ONGs, sobretudo no Combate à pobreza extrema.

Desenvolveu o programa Universidade Solidária, com o qual estudantes e professores participavam juntos no desenvolvimento de comunidades específicas. E levou a educação básica para milhões de jovens em cidades carentes do país – na linha de Paulo Freire (Política e Educação), “Não há mudança sem sonho, como não há sonho sem esperanças”.

Faltando lembrar o Bolsa-Escola, um programa de renda mínima buscando garantir educação e futuro às novas gerações, que depois se converteu no Bolsa-Família. Com certeza bem melhor que o atual, assistencialista e eleitoreiro. A ironia é que quando seu marido elogia o Bolsa-Família, dona Janja, e diferentemente da senhora, está na verdade elogiando é nossa dona Ruth, que criou o programa.

Aproveito e segue um pouco de história para dizer como nos conhecemos. Em fins de 1998, telefonou assessor, ela queria falar comigo e marcamos almoço no Hotel Glória (Rio). Explicou que deveria desenvolver projeto da UNESCO para fazer uma nova legislação de regulação do Terceiro Setor (ongs e afins); espraiando em seguida, o resultado, para a América Latina. Perguntou o que achava do tema.

‒ Nada (respondi), nunca pensei nisso.

‒ “Mas se não tem ideias, doutor, qual o motivo de estamos aqui perdendo tempo?”

‒ Talvez, dona Ruth, porque saiba redigir uma lei assim. Como fazíamos no Ministério da Justiça.

– “Por favor explique”.

– Pegávamos 10 países. Estados Unidos, Canadá e Austrália por serem fisicamente grandes, como o Brasil; também os 6 mais importantes da Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal); e, por fim, um da Escandinávia, qualquer, as legislações são muito parecidas.

Continuando,

– Depois, púnhamos as 10 leis na frente. O art. 1º era igual, em todas, então copiávamos. Sem inventar nada. Art. 2º, idem. Art. 3º, era diferente. Em vez de copiar, tentávamos entender a razão dessas diferenças. Após o que redigíamos artigo novo, com base em nossas características. E assim por diante, até o último artigo. No fim, o projeto básico da lei estava pronto, faltando só complementos que considerássemos importantes para os fins desejados.

Aparte para dizer que, curiosamente, não pude usar o sistema ao redigir o Decreto 3.551/2000, para o governo Fernando Henrique Cardoso, que criou o Programa Nacional do Patrimônio Oral e Imaterial brasileiro. Atendendo recomendação da UNESCO, de 1985. Por não haver ainda, em nenhum país, uma normativa assim. Esses outros copiaram, depois, reproduzindo o nosso. E até recebi medalha da UNESCO, por isso. Voltando à conversa, ela

‒ “É tão fácil assim?”

‒ Creio que é.

Pensou um pouco. Então, virou-se para um assessor em mesa próxima,

– “Augusto (de Franco), por que perdi tempo ouvindo tantos especialistas?”

E concluiu,

– “O senhor coordena esse projeto para nós?”

Assim se deu, por quase dois anos, qualquer dia conto isso com mais detalhes. Contratamos consultorias pelo mundo, editamos alguns livros importantes, dei curso em Harvard; e fizemos diversas normativas, entre elas o Decreto 3.100/1999 que criou as OSCIPs.

Para encerrar, segue historinha divertida de uma das vezes quando foi passar tempos em nossa praia. Elogiou chapéu de palha usado por dona Lectícia, então lhe disse

– É seu, dona Ruth. Cuidado só que vão dizer estar, a senhora, fazendo caridade com chapéu alheio.

Pelo exposto, pois, devemos todos confirmar ter sido uma pessoa muito especial. Que sempre colocou o interesse coletivo acima dos partidários ou pessoais. Que pensava, antes de dar qualquer entrevista. E com cuidado, no falar, para não ofender ninguém. Com mil perdões à nossa atual primeira-dama, e em vez de críticas, merece é ser louvada. ‒ Viva dona Ruth!!!