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Governo Lula, uma tragédia em (pelo menos) 13 erros
• Passada a sua primeira metade, o terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se notabilizado por recordes negativos, retrocessos e uma irritante repetição de equívocos que marcaram as outras gestões do PT.
• Os recuos se espalham pela maioria das áreas, desde a economia ao meio ambiente, passando também por saúde, educação e segurança. A seguir, apresentamos os 13 piores erros destes dois anos de governo, lista que está longe de se exaurir.
• 1. ENDIVIDAMENTO RECORDE. A dívida pública brasileira já cresceu quase R$ 2 trilhões desde o início do atual governo: de R$ 7,2 trilhões em 2022 para os atuais R$ 9,1 trilhões. Subiu de 72% para 78% do PIB e deve alcançar 86% no fim do mandato de Lula, segundo a IFI, superando o recorde da pandemia.
• Em consequência, o governo petista gasta atualmente R$ 918 bilhões com juros por ano. A conta deve ficar ainda mais salgada com as esperadas novas altas da Selic para fazer frente à gastança da gestão Lula: cada ponto percentual de aumento custa mais R$ 50 bilhões por ano aos cofres públicos.
• 2. DISPARADA DOS GASTOS. As despesas do governo federal vêm crescendo continuamente desde o início do atual governo. Neste ano até outubro, dado mais recente disponível, somaram R$ 1,8 trilhão, segundo o Tesouro Nacional.
São R$ 326 bilhões a mais do que no mesmo período de 2022.
• A gastança vai aumentar ainda mais com reajustes do funcionalismo e a criação de mais 15.670 novos cargos, conforme medida provisória editada no fim de dezembro. O impacto neste e no próximo ano será de R$ 26,4 bilhões.
Desde 2023, mais de 11 mil servidores federais foram adicionados à folha.
• 3. IMPOSTAÇO RECORDE. Nunca antes na história, os brasileiros pagaram tantos tributos ao governo federal. Em 2024, até novembro, dado mais recente disponível, a arrecadação somou R$ 2,4 trilhões, com alta – já descontada a inflação – de 9,8% no ano, conforme divulgou a Receita na semana passada.
• São R$ 304 bilhões a mais que o apurado no mesmo período de 2023, levando a arrecadação federal ao maior patamar dos últimos 29 anos, ou seja, desde o início da série histórica. O Brasil mantém-se como um dos países com maior carga tributária do mundo: 32,4% do PIB.
• 4. INFLAÇÃO DESCONTROLADA. Em 2024, a inflação voltou a superar o teto
estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. O IPCA do ano foi de 4,83%,
conforme divulgado pelo IBGE na semana passada. No período, alimentos
dispararam 7,7%.
• As perspectivas para este ano são ainda mais desanimadoras. A previsão do
mercado é de inflação de 5% em 2025, novamente acima da meta, segundo o
mais recente Boletim Focus. Os principais prejudicados pela carestia são os
mais pobres, pois a maior parte de sua renda destina-se a consumo.
• 5. JUROS NAS ALTURAS. As taxas de juros dispararam em decorrência da
irresponsabilidade do governo do PT com as contas públicas. Quando Lula
assumiu a presidência, a estimativa era de uma Selic de 8% ao ano no fim de
2025. Desde julho, porém, a taxa básica está em forte alta, para os atuais
12,25%, com previsão de atingir 15% ao ano até dezembro próximo.
• A taxa de juros reais do Brasil – ou seja, descontada a inflação projetada – é a
terceira maior do mundo, atrás apenas de Turquia e Rússia, países
envolvidos em guerras.
Gasto com juros nominais ao ano (em R$ bilhões)
Fonte: Banco Central do Brasil. *Em 12 meses até novembro.
96 111 118
157 157 159 159 167 195
236 213
248
311
502
407 401 379 368
312
448
556
836
918
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
200
• 6. DISPARADA DO DÓLAR. Em 2024, o real foi a moeda que mais se desvalorizou em todo o mundo. A queda em relação ao dólar foi de 27,3%, pior desempenho desde 2020, ano da pandemia. A disparada da moeda americana impacta diretamente os preços internos e a inflação, penalizando sobretudo os mais pobres.
• Quando o atual governo começou, a estimativa era de que a cotação do dólar atingisse R$ 5,30 no fim de 2025. Com a deterioração das expectativas em relação à economia do país, a projeção agora é de R$ 6, ou seja, 13% superior.
• 7. PREDAÇÃO DE ESTATAIS. Desde o início do atual governo, as estatais federais acumulam R$ 6,4 bilhões de prejuízo. O resultado do ano de 2024 até
novembro, dado mais recente disponível, é o segundo pior da série histórica, iniciada em 2002: R$ 6 bilhões, segundo o Banco Central.
• A reversão é notável e assustadora: em 2022, último ano da gestão Bolsonaro, as estatais federais haviam tido superavit de quase R$ 4,8 bilhões. A destruição de valor atual só não é pior que a do ano de 2014, quando, para se reeleger, o governo Dilma gerou rombo recorde de R$ 7,5 bilhões.
• 8. ESTRANGEIROS EM FUGA. A baderna fiscal e as incertezas geradas pelo governo Lula estão afugentando investidores do país. Em 2024, foram retirados R$ 24,2 bilhões da B3, a bolsa brasileira, na maior saída de investimentos em ações de empresas do país desde 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff.
• A desconfiança também resultou numa fuga de dólares que contribuiu para a disparada da cotação da moeda americana – que, por sua vez, está alimentando a inflação. Em 2024, a saída líquida foi de US$ 18 bilhões, só perdendo para 2019 e 2020, auge da pandemia, numa série iniciada em 2008.
• 9. DESTRUIÇÃO AMBIENTAL. Sob Lula, o Brasil registrou o maior número de queimadas desde 2010. Foram 278 mil incêndios florestais no ano passado, de acordo com o Inpe, com alta de mais de 38% sobre 2022. Nos dois anos da atual gestão, já são mais de 468 mil focos.
• Recordes na destruição de nossos recursos naturais não são novidade nos governos do PT. As piores médias de desmatamento de florestas no país ocorreram em 2003 e 2004, primeiros anos de governo de Lula, conforme o MapBiomas Brasil.
• 10. VACINAS NO LIXO. O governo Lula repete o anterior quando o assunto é descaso com a vacinação. O desperdício de vacinas aumentou 22% na atual gestão em relação à de Bolsonaro. Desde o início do atual mandato, 58,7 milhões de doses foram jogadas no lixo por estarem vencidas.
• O descaso gerou prejuízo de R$ 1,7 bilhão, o maior desde 2008 e suficiente
para comprar 6 mil ambulâncias padrão Samu ou 101 milhões de canetas de
insulina. As vacinas desperdiçadas incluem doses contra covid-19, DTP, febre
amarela e meningocócica.
• 11. RECORDE DE MORTES POR DENGUE. Em apenas um ano, 6.022 brasileiros
morreram em decorrência de dengue. O número de 2024 é mais de cinco vezes o do recorde anterior, de 2023, também no governo Lula, e supera o total de vítimas da doença nos oito anos anteriores somados.
• O número de casos prováveis também não tem precedentes. Foram mais de 6,6 milhões de ocorrências apenas em 2024, superando a soma dos últimos seis anos e o equivalente a mais de quatro vezes o recorde anterior, de 2015.
• 12. ALIANÇA COM DITADURAS. É cada vez mais claro que o PT não tem compromisso verdadeiro com os valores democráticos. O atual governo tem demonstrado seu descomprometimento por meio da aliança crescente com ditaduras.
• Apenas no atual mandato, Lula já manteve encontros formais com 13
ditadores, líderes dos seguintes países: Arábia Saudita, Cabo Verde, Catar, Cuba, China, Emirados Árabes, Etiópia, Guiné Bissau, Irã, República Democrática do Congo, República do Congo, Venezuela e Vietnã.
• 13. CAMPEÃO DE VIAGENS INTERNACIONAIS. Até agora, ao longo de seus três mandatos, Lula passou 559 dias em viagens internacionais. Na atual gestão, Lula já passou 88 dias fora do Brasil, ou seja, mais de 2 meses e 28 dias fora do país.
• O tempo gasto pelo petista em viagens internacionais já praticamente iguala o período de todos os demais presidentes desde 1995 (Fernando Henrique,Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro) somados. O recorde absoluto é de Lula: 277 dias entre 2007 e 2010.