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A HORA DA POESIA

AMOR É UM ARDER, QUE SE NÃO SENTE – Abade de Jazente

Amor é um arder, que se não sente;
É ferida, que dói, e não tem cura;
É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.

É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia a mais cruel, e a mais impura;
É frágoa, que devora o fogo ardente.

É um triste penar entre lamentos,
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.

É suspiros lançar de quando, em quando;
É quem me causa eternos sentimentos:
É quem me mata, e vida me está dando.

Colobaração de Pedro Malta

PERCIVAL PUGGINA

QUANDO POLÍTICA E DIREITO TRANÇAM PERNAS

Esse tango em que Política e Direito trançam pernas pode acabar em tombo e fratura de quadril. Infelizmente, La Cumparsita (a palavra é um diminutivo de “cumparsa”) é a mais demandada no bailão onde se apequenam as cúpulas dos Poderes Legislativo e Judiciário brasileiro. As palavras de Romero Jucá ecoam, ainda hoje, nos corredores e gabinetes pelos quais poderosos e influentes transitam com desenvoltura. “É preciso acabar com essa sangria” disse Jucá, no famoso diálogo gravado que manteve com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, a respeito da Lava Jato.

A operação caíra em mãos de uma força tarefa dedicada, operosa e destemida. Tiraram o Código Penal da gaveta e trouxeram para cima da mesa. Imperdoável audácia aplicar o que ali está escrito a quem dança La Cumparsita ante os olhos da convalescente nação. O sempre indignado Gilmar Mendes lançou contra a força tarefa todos os adjetivos que a nação disparava contra ele mesmo. Espelhos falam.

Mais uma vez, a lâmina deixa a bainha. É a sangueira para acabar com a sangria. É preciso matar a Lava Jato. Quem vai se prestar para isso? Como a lâmina de Adélio, previsíveis dedos se erguem em prontidão. O caminho encontrado corresponde àquilo que lá em Santana do Livramento se chama “ninho de égua”, ou seja, algo que não existe, mas pode ser encontrado e usado, contanto que apareça alguém suficientemente crédulo para comprar. Durante o julgamento de um processo de habeas corpus, decidiram, ouvida a parte, criar mais um torvelinho na maçaroca processual penal brasileira. Nova ponte levadiça entre o crime e a pena. E mais uma larga margem de tempo para o ansiado tique taque da prescrição geral e irrestrita. Carnaval de inverno para a corrupção. Festa no mundo do crime! Congrats! Tim-tim!

Impossível não lembrar as palavras de despedida de Joaquim Barbosa no dia em que oito réus do mensalão foram absolvidos do crime de formação de quadrilha. Embora o próprio STF, durante o julgamento, tenha dividido o mecanismo em três núcleos – o político-partidário, o operacional-financeiro e o empresarial – a Corte, na undécima hora, decidiu que aquela roubalheira toda viveu de impulsos endógenos, perdições individuais, não tendo havido ali quadrilha alguma. Disse então o ministro, exagerando nos pronomes: “Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo. Esta maioria de circunstância tem todo tempo a seu favor para continuar nessa sua sanha reformadora. (…) Essa maioria de circunstância foi formada sob medida para lançar por terra todo um trabalho primoroso, levado a cabo por esta corte no segundo semestre de 2012”.

Há quase cinco anos, pondo em risco a própria segurança, no turbilhão da maior investigação criminal da história do país, a força-tarefa da Lava Jato combate os poderes das trevas que atuam no topo da nossa ordem política, econômica e judiciária. Contrariam interesses hegemônicos. Seus investigados têm, ao estalo dos dedos, todo o dinheiro de que possam necessitar para quanto lhes convenha e todas as facilidades para agir fora e acima da lei.

A força-tarefa ouviu centenas de testemunhas. Corruptos e corruptores faziam fila para confessar crimes e informar o que sabiam. Empilhou dezenas de milhares de provas, relatórios e documentos. A repetição das fórmulas evidenciou rotinas consolidadas ao longo dos anos. Os crimes eram admitidos pelos beneficiários, pelos autores e por seus operadores. Bilhões de reais foram devolvidos e reavidos.

Agora, tocam La Cumparsita… Como é patético perceber aqueles cavalheiros e damas do direito pelo avesso, costas voltadas à nação, indignarem-se ante a ojeriza social, cercearem as liberdades de opinião, enquanto abrem alas para o festivo baile da corrupção e da impunidade. E pretendem nos ensinar que são a Justiça, a Lei e o Direito, em seu esplendor. Me poupem.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

AUGUSTO NUNES

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARISA LOBÃO DE CASTRO – BELO HORIZONTE-MG

Boa tarde, sr. Editor,

Tem gente que ainda não percebeu que o Brasil mudou.

Que os ares são outros desde janeiro passado.

Veja o que aconteceu aqui na nossa gloriosa Minas Gerais, na cidade de Teófilo Otoni, quando um humorista inventou de falar mal de Bolsonaro.

Saudações mineiras!

DEU NO JORNAL

QUEIMADAS DE DINHEIRO PÚBLICO

O fim do dinheiro farto para ONGs, até sem prestar de contas, coincidiu com acusações de que a Amazônia estava em chamas, apesar de os 2 mil focos de incêndio no Brasil estarem longe dos 7 mil em Angola e 3 mil no Congo, na África.

Duas dezenas de contratos entre ONGs e o Fundo Amazônia, aos quais a coluna teve acesso, são chocantes.

R$11,6 milhões foram pagos a três ONGs (IBAM, IPAM e TNT Brasil), sem prestação de contas ou comprovação de execução dos projetos.

Além da falta de notas fiscais e recibos, o BNDES, sempre leniente na gestão do Fundo, não atestava a efetividade dos projetos contratados.

No cadastro de inadimplentes, a ONG de sigla Ibam levou R$18,8 milhões para “Apoiar o fortalecimento da gestão ambiental” blábláblá.

Apesar de a expertise e estrutura do INPE, a TNT Brasil teve R$16 milhões para “monitorar o desmatamento por imagens de satélite”.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia faturou R$ 25 milhões para, basicamente, “ensinar” quem mora na Amazônia a cuidar dela.

* * *

Enquanto as mangueiras do dinheiro público provocavam esse derrame de milhões, o Instituto Ambiental Besta Fubana, que é gerenciado por este Editor e tem como mascote a cachorra Xolinha, não mereceu um tostão sequer do governo federal.

E olhe que todas as manhãs, sem faltar um dia sequer, que rego as plantas do terraço aqui de casa.

Tem alface, coentro e cebolinha com abundância.

É muita injustiça que acontece neste país.

Solta uma verbinha aqui pra eu, Capitão!!!!

Xolinha, de tabaca arrombada, aguardando ansiosamente uma verbinha qualquer igual às recebidas pelas ONGs ambientalistas zisquerdóides

CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SERGIO RIEFFEL – CÁCERES-MT

Amigo Berto,

Lendo a Carta Capital (sim, tem que ler todos os lados) achei uma matéria que me deixou pasmo:

Um transexual lésbico!!!

O sujeito (ou como queiram, a sujeita) nasceu homem, mandou cirurgiar e virou mulher, e agora só transa com … mulheres!

Não é que ele tenha se arrependido! Ele sempre gostou de mulheres!

Tá aí uma coisa que eu nunca tinha visto! Virou anarquia!

Vão chamar esse sujeito de quê? Seria um “reversexual”? Um homossexual reverso?

Dona Maria, minha saudosa mãe que nunca ouviu falar do tal politicamente correto diria que é muita da sem-vergonhice.

Agora só falta começar a implantar caralho nas sapatonas para elas enrabarem os baitolas!

R. Meu caro, implantar caralho nas sapatonas era um item do programa científico do PT, ardorosamente defendido por Maria do Rosário.

Mas, infelizmente, o partido foi dizimado nas urnas e este projeto não pode ir pra frente.

De modo que machos baitolas, com furicos vaselinados, sendo enrabados por fêmeas lésbicas, com picas de aço implantadas, é um sonho do mundo científico esquerdista que foi pro espaço.

Sumiu nos ares assim feito peido de aviador.

DEU NO JORNAL