PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO MATINAL – Bocage

Eram seis da manhã; eu acordava
Ao som de mão, que à porta me batia;
“Ora vejamos quem será”… dizia,
E assentado na cama me zangava.

Brando rugir da seda se escutava,
E sapato a ranger também se ouvia…
Salto fora da cama… Oh! que alegria
Não tive, olhando Armia, que arreitava!

Temendo venha alguém, a porta fecho:
Co’um chupão lhe saudei a rósea boca,
E na rompente mama alegre mexo:

O caralho estouvado o cono aboca;
Bate a gostosa greta o rubro queixo,
E a matinas de amor a porra toca.

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO JORNAL

A PALAVRA DO EDITOR

O MAU CARATISMO ESCANCARADO NUMA CAPA DE REVISTA

A grande imprensa brasileira, que passou a formar um partido oposicionista desde as eleições de outubro passado, não se cansa de fazer merda. 

Quando a gente pensa que estes monstrengos chegaram ao extremo, eles conseguem superar a sua espantosa babaquice a cada dia que passa.

Os mamadores das redações não se conformem de modo algum com o secamento dos peitos fartos de verbas públicas para publicidades inúteis.

Acabou-se a boquinha.

E muito menos aceitam a surra que o poste de Lula levou na última eleição, por obra e graça da esmagadora maioria do povo brasileiro, que tocou fogo e extinguiu da floresta política brasileira a quadrilha zisquerdal petralhífera.

Vejam só a idiotice que é a capa da revista IstoÉ que circula neste final de semana:

Uma pica de 17 polegadas no olho do furico do sujeito que imaginou, imprimiu e botou nas bancas uma cafajestice desse porte ainda é muito pouco.

Tinha que ser um caralho bem maior e mais grosso pra não deixar uma única prega inteira.

Aí eu pergunto: dá pra levar a sério esta grande mídia babaca banânica?

Tocaram fogo na própria vergonha, chutaram o pudor e escancaram de vez sua falta de isenção e a posição oposicionista que assumiram após a derrota do lobisomem Haddad.

Informação séria e honesta nos grandes jornais e revistas não existe mais.

Já era.

Ainda bem que temos a internet e as chamadas redes sociais, que tudo mostram, vigiam tudo e não deixam passar nada.

Encerro a postagem recomendando a todos vocês que leiam o excelente artigo de Alexandre Garcia, que está logo aí embaixo.

E, antes que eu esqueça:

Vai te fuder, seu capista descerebrado da revista IstoÉ!!!

ALEXANDRE GARCIA

PIROTECNIA

O Papa Francisco e o Presidente Macron geraram a centelha e reacenderam os ânimos daqueles que não perdoam os brasileiros que os derrotaram em outubro. Do outro lado do Atlântico e das redações urbanas a milhares de quilômetros da floresta, atearam fogo à Floresta Amazônica, para demonstrar que o vencedor de outubro é um Nero suicida; é um erro cometido pelos eleitores que ousaram derrotar os que acreditam que detêm o poder de domar neurônios alheios. Desconhecedores da Floresta, não sabem que para ela queimar, precisa antes ser derrubada, secar por meses, e aí atear fogo. É assim que os indígenas ensinaram e sempre fizeram na coivara, usada para criar roças e pastagens. O nome em inglês – rainforest – floresta úmida, não foi entendido por muitos.

No ápice das queimadas de mata derrubada, há uns 15 anos, fecharam os aeroportos da região, como testemunham meus amigos pilotos, que hoje voam sobre a Amazônia sem restrições. E isso acontecia com frequência na primeira década deste século. A diferença é que o presidente era Lula, um santo, e hoje é o maldito Bolsonaro, que ousou derrotar os que só aceitam a idéia única – sem dinheiro, sem marqueteiro, sem TV, apenas com a vontade do eleitor. Agora eles viram a chance de mostrar que o povo errou, mas precisam ser rápidos, porque já começam os sinais de sucesso em todos os campos da recuperação econômica e moral do país.

Os número mostram que a quantidade de incêndios está dentro da média, mas isso não nos deve tranquilizar. A histeria pirotécnica quase tendeu a provocar estragos nas nossas exportações do agronegócio. Oportunidade para entidades como as Confederações da Indústria e da Agricultura tomarem iniciativas para fiscalizar e conter a grilagem e os desafios à lei, como o que aconteceu no Pará, no Dia do Fogo, 10 de agosto. Serviu também para alertar os governos estaduais e federal para o problema sazonal crônico da Amazônia; mas sobretudo serviu para confirmar como real a cobiça que é a causa da tese de “soberania relativa” do Brasil sobre a Amazônia.

No caso do Presidente Macron, o tiro saiu pela culatra. Num usual diversionismo, ele tentou desviar de seus problemas internos com os coletes amarelos, os imigrantes e os eleitores, para a distante Amazônia. Mas nada conseguiu no G7 e só fez catalisar no Brasil a defesa da soberania sobre a nossa Amazônia. Chamou-nos a atenção para as ONGS que não evitam fogo, os estrangeiros que fingem turismo, desconfiamos do dinheiro estrangeiro e suas intenções de intrometer-se nas nossas questões e Macron sequer conseguiu fingir que defendia seus agricultores que não têm área para expandir. Reagimos com altivez de quem tem noção de que o futuro a nós pertence. Quanto aos pirotécnicos, só nos ofuscaram por alguns segundos, enquanto duraram as cores de seus fogos passageiros; na excitação da revanche, geram a autocombustão de sua credibilidade.

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MIJO NO POSTE

Depois de rifar Fernando Haddad da disputa pela presidência do PT, Lula despachou o poste para uma viagem ao Nordeste neste fim de semana.

O candidato derrotado ao Planalto em 2018 estará em Fortaleza, onde participa de um ato “em defesa da Educação, da Amazônia e por Lula Livre”, segundo o PT.

No sábado, Haddad vai ao Recife.

No domingo, estará em Monteiro, na Paraíba.

Lula está preso, mas faz o seu poste rodar o Brasil.

* * *

Tô esperando ansiosamente o poste de Lula, proprietário do PT, chegar aqui ao Recife hoje.

Vou botar meu cachorro Acari pra mijar nele.

Um mijo vermêio e bem fedorento.

Acari foi um presente que ganhei do meu cumpade Jessier Quirino, colunista desta gazeta escrota.

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

BASTA DE POLARIZAÇÃO

No estudo da Física aprende-se que polarização é uma propriedade das ondas eletromagnéticas, na qual elas são selecionadas e divididas de acordo com a sua orientação de vibração. Uma das maravilhas da ciência pura.

Contudo, a polarização contempla outras interpretações não tão fenomenais quanto a do exemplo citado, notadamente, se direcionada para o estudo científico da organização e do funcionamento das sociedades humanas. Trato aqui da polarização extremada na religião e na política.

É quando vem à baila a ação do papa Gregório IX, ao formar tribunais na Igreja Católica que perseguiram, julgaram e prenderam ou condenaram à morte judeus e praticantes de outras seitas, no combate à heresia. Entre os séculos XV e XIX o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, atuando na Espanha e em Portugal, sacrificou cerca de 17 mil pessoas com requintes de crueldade.

Nada, porém, comparável com os números alarmantes de vítimas decorrentes de posicionamentos políticos polarizados, ou seja, a maldita polarização política. E não são poucos os exemplos escabrosos de mazelas, preconceitos, ódios e comportamentos coletivos irracionais, quando o assunto discorre sobre divergências de atitudes políticas entre extremos ideológicos.

Em Cuba (1959), quando Fidel Castro liderou a guerrilha para apear Fulgêncio Batista do poder e acabar com a corrupção no país, polarizou a nação em torno do seu nome. Instalado no governo mostrou a sua verdadeira face e a razão de ali estar empoleirado – consta que 80 mil cubanos morreram afogados tentando escapar da ilha sob o jugo do ditador comunista.

A Alemanha polarizada em torno de Hitler, anestesiada pelo sonho de dominação do mundo e da instalação de uma raça ariana pura, exterminou 6 milhões de judeus e de outras minorias tidas como inferiores. Destruída, levou consigo outras duas nações – Itália e Japão – integrantes do Eixo na II Guerra Mundial.

Stálin para consolidar o comunismo, na Rússia, sacrificou 25 milhões de pessoas; e, Mao Tse Tung, na China, ceifou 70 milhões de vidas. Isso para citar apenas alguns exemplos conhecidos das mazelas causadas por polarizações inconsequentes.

O Brasil também vivenciou momentos dramáticos de polarização política. Esqueçamos o passado distante e nos atenhamos aos últimos 60 anos. Em 1964, ante o risco de descambarmos para o comunismo, a quase totalidade da população apoiou as forças armadas na cruzada para livrar o país da influência vermelha. O que se supunha uma operação rápida, levou 21 anos sob um regime militar controverso.

A mesma população, insatisfeita com o regime e, novamente polarizada, ergueu a bandeira das Diretas Já pela redemocratização do país. Após gestões democráticas ineficientes e um impeachment a nação, novamente, viu-se polarizada. Foram 16 anos de governo petista, o qual dispensa comentários.

Observando sem paixões o cenário nacional, sentimos certo direcionamento para uma polarização bizarra que, por melhor das boas intenções, está contabilizando atrasos para o país. Nem tanto a Deus nem tanto ao Diabo. Encontremos um meio termo. Na polarização, vozes moderadas tendem a perder poder e influência.

Precisamos achar o nosso rumo. Falta-nos o equilíbrio político sem radicalismos, onde a única bandeira a ser desfraldada seja a do Brasil da ordem e do progresso… acrescido de justiça social. Basta de tanta polarização!