Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste: “Parece Sexta-Feira de Paixão. Sempre a cismar, cismar de olhos no chão, Sempre a pensar na dor que não existe …
O que é que tem?! Tão nova e sempre triste! Faça por estar contente! Pois então?! …” Quando se sofre, o que se diz é vão … Meu coração, tudo, calado, ouviste …
Os meus males ninguém mos adivinha … A minha Dor não fala, anda sozinha … Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera! …
Os males de Anto toda a gente os sabe! Os meus … ninguém … A minha Dor não cabe Nos cem milhões de versos que eu fizera! …
Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
Gleisi Hoffmann será ministra das Relações Institucionais no governo Lula
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, futura ministra das Relações Institucionais (responsável por negociações políticas do Palácio com o Congresso), acompanhou, antes mesmo de assumir o cargo, o presidente Lula a Montevidéu para a posse de Yamandú Orsi, novo presidente do Uruguai.
Fiquei perplexo com a indicação de Gleisi. Não admito que, pela democracia, alguém eleito para representar milhares de eleitores abandone seus mandantes para ter outro patrão. Não é democrático – mas naturalizamos isso.
O motivo da perplexidade não é pelo fato de se tratar do PT. Quando, no mandato passado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) demonstrou interesse em ser embaixador em Washington (EUA), eu disse o mesmo: “vai trair seus 1,8 milhão de eleitores?”.
Com Gleisi no Palácio do Planalto, ficarão no comando do governo Rui Costa, Chefe da Casa Civil, Sidônio Palmeira, ministro da Secom da Presidência, a primeira-dama Janja e o presidente Lula. Se eu perguntar a Zé Dirceu se isso vai dar certo, imagino que ele irá dizer “não”.
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Apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de análise e parecer que prevê a apreensão e retenção do passaporte de Eduardo Bolsonaro. A perseguição é evidente e explícita, pois não há ocorrência.
Parece que esquecemos da democracia e da liberdade. Além de tudo, o deputado possui imunidade parlamentar, o que não é relativo, mas absoluto, está previsto no artigo 53 da Constituição Federal.
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Dilma acusada de assédio
Sob o comando do banco dos Brics, Dilma Rousseff é acusada de assédio moral. Funcionários a denunciam por desrespeito, gritos e ordens ofensivas.
Além disso, a ex-presidente recebe críticas por sua incapacidade de negociar no Congresso, por seu temperamento, atitudes e radicalismo, até mesmo com parlamentares do PT. Sua desavença com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, continua.
Provavelmente, ela fazia tudo isso antes mesmo de ser autoridade, pois faz parte do seu temperamento.
Na última quinta-feira (27), Dilma recebeu alta do hospital, após ficar internada devido inflamação no canal auditivo, responsável por controlar o equilíbrio.
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Veto a estrangeiros que “atentam” contra o Brasil
Na última quinta-feira (27), o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) apresentou um projeto de lei para barrar a entrada no país de autoridades americanas que atentem contra instituições e autoridades brasileiras.
Para ele, se não deixam nossas autoridades, que censuram, entrar nos Estados Unidos, também nós não deixaremos entrar censuradores estrangeiros no país. Porém, assim como nos EUA, a censura é proibida no Brasil e vedada pela Constituição, no artigo 220, parágrafo 2º.
Como não há obediência à Constituição Brasileira, com o projeto de lei, o deputado Paulinho admite que, se é para barrar os censores de lá, é porque os de lá vão barrar os censores daqui, portanto, admite a censura.
Após cinco pesquisas nacionais desde janeiro, atestando a queda vertiginosa da popularidade de Lula (PT) e a reprovação impactante do jeito petista de governar, aliados já discutem desembarcar dessa “canoa furada”, como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) já definiu o governo.
Um desses partidos é exatamente o PP, cujo presidente , senador Ciro Nogueira (PI), já confirmou oficialmente discussão interna para cair fora do governo, entregando o cargo de Ministro dos Esportes.
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É o Titanic lulo-janjaico afundando ligeiro.
Piora um muito a cada dia que passa.
Os roedores estão apavorados com a queda de popularidade do Descondenado e pulando fora.
Zefa desceu na Guararapes, bem em frente ao Trianon. Como sempre fazia. Dali, pegou a ponte que vai dar no São Luiz e dobrou à direita, pela rua da Aurora, à beira do Rio. O vento assanhava seu cabelo e a beleza da paisagem fazia-lhe esquecer o carnê não pago, a televisão quebrada e o desemprego de João, seu marido. Como se estivesse no paraíso, andava pelas calçadas da Aurora, sem tempo de ficar triste. Foi quando se deu conta de que o celular, cujo carnê estava atrasado tanto quanto a conta mensal, já não mais lhe pertencia. Alguém mais esperto dele apoderou-se no trajeto Bomba do Hemetério/Centro do Recife. Nem deu tempo de ficar triste. Os blocos de carnaval já começavam a tocar seus frevos de bloco e a tristeza das letras era mais triste que a sua tristeza. Sentou-se no primeiro banco e ficou vendo o carnaval passar. Zefa pensou em ligar pra João. Em vão. Estava sem celular. Restou-lhe apreciar o imenso Galo da Madrugada interrompendo o trânsito e embelezando a ponte. Um confete despencou do céu e molhou-se com a lágrima que escorria no rosto de Zefa.
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Vou repetir um texto que já foi publicado aqui no JBF.
Pra matar as saudades e alegrar nosso dia.
Um excelente carnaval para toda a comunidade fubânica!!!
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Hoje, domingo de carnaval, se alembrei-se-me dos tempos em que botava na rua O Bloco da Besta Fubana.
Uma respeitável e impoluta instituição carnavalesca, fundada em 2004, que juntava gente que só a porra e desfilava na Praça da Casa Forte, sob a proteção do nosso magnífico estandarte.
Um imponente estandarte, no qual a Besta Fubana aparecia com a sua magnífica parajaraca, pronta pra enrabar qualquer cabra safado.
Uma animação contagiante, uma turma animada, vibradora e cheia de vida, frevando e fazendo o passo ao som de uma orquestra.
A concentração antes do desfile era feita num dos pontos mais folclóricos e lendários do Recife, o Bar Largura.
Eu participava do respeitável evento devidamente paramentado de Pai Babachola, o maior catimbozeiro dessa beirada de Atlântico.
Incorporado na pele de Pai Babachola, cansei de tirar o Cão, o Tinhoso, o Cramulhão, o Capeta que baixava no couro de foliãs fogosas e com exuberantes pés-de-rabo.
Chega fazia fila pra receber meus santos passes!
O proprietário do estabelecimento, meu amigo Wilson, é um personagem que entrou pra história da cidade.
Na virada de 1999 para 2000, ele acrescentou à placa do Bar a inscrição “Desde o Século XX”, conforme vocês podem ver na foto abaixo, onde ele aparece:
O nome do bar, “Largura” é uma fina ironia com o apertadíssimo espaço do ambiente.
No corredor de entrada, não cabem duas pessoas nem se espremendo!
Como estou em abstinência compulsória, por ordem do Dr. Sérgio, meu cardiologista, já tem muitos anos que não vou ao Largura tomar uma lapada de aguardente.
Sempre que passo por lá, como aconteceu hoje de manhã, chega me bate uma assuspiração na caixa dos peitos de tanta saudade.
Neste domingo de carnaval, um dia depois do gigantesco desfile do Galo da Madrugada, fecho a postagem com uma composição magnífica do Maestro Levino Ferreira, intitulada Última Dia.
O frevo preferido de Aline, que fez a montagem do vídeo abaixo.