Vocês apoiaram o Lula, e esperariam o que? Agora, não adianta de se fazer de tontos e fingir que vocês não sabiam de nada!
O choro é livre! pic.twitter.com/TklPVxGAkG
— Pavão Misterious 𝕏 🇧🇷 (@misteriouspavao) April 27, 2025
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Lúcio Vaz

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad: isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil ficou “na geladeira” após reação do mercado, e volta à tona em meio à queda na popularidade do presidente
Com a aprovação do presidente Lula em queda, os ministros de Estado percorrem o país em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) para entregar obras, visitas a canteiros de obras e até assinatura de processo licitatório. Foram 207 voos de janeiro a abril, sem contar os 41 voos internacionais dos ministros – tudo pago pelo contribuinte. O ministro Fernando Haddad fez 21 voos nas asas da FAB, todos eles de ida ou volta para São Paulo, onde faz reuniões com presidentes de grandes empresas e associações de classe.
O ministro da Educação, Camilo Santana, fez 18 voos pela FAB, em 40 horas de voo. Em 20 de março, esteve na assinatura da ordem de serviço das obras do PAC, em Maceió, acompanhado do deputado Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara. Em 6 de fevereiro, esteve no Rio de Janeiro para visita à escola da rede municipal e vistoria às obras do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Campus Complexo do Alemão.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez 14 voos, em 23 horas de voo. Em 4 de abril, voou para Paulo Afonso (BA) para inauguração do sistema de abastecimento de água, cerimônia de autorização do processo licitatório para a construção do Hospital Universitário da cidade, além de reuniões com prefeitos e o “setor produtivo”. Em 15 de abril, acompanhou o presidente Lula na visita às obras da Rodovia Presidente Dutra, na Serra das Arara (RJ) e na cerimônia de lançamento industrial da Nissan, em Resende (RJ). Em 27 de janeiro, participou da 1ª Reunião do Conselho de Monitoramento das ações de reconstrução do estado do Rio Grande do Sul.
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Voo do Rio para o Rio
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que fez oito voos pela FAB, também acompanhou o presidente Lula na visita às obras da Rodovia Presidente Dutra. Em 8 de fevereiro, em São Luís, esteve no “almoço institucional” no restaurante Cabana do Sol, na Ponta do Farol; participou da inauguração da Casa do Trabalhador e visitou a aula inaugural do Curso de Panificação (para 20 alunos). Em 21 de fevereiro, acompanhou o presidente Lula nos anúncios de investimentos no setor portuário, em Itaguaí (RJ).
Marinho fez um voo no mínimo curioso em naquele dia. Decolou do Aeroporto Santos Dumont, às 10h20, e aterrizou no Aeroporto de Santa Cruz, às 10h45 – ambos no Rio. Segundo a assessoria do ministro, “como a chegada do presidente à Base Aérea estava prevista para 30 a 40 minutos após o pouso no Santos Dumont, o trajeto por terra até o porto foi inviabilizado. Por isso, o ministro seguiu de helicóptero da Base de Santa Cruz até Itaguaí”.
O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, viajou a João Pessoa, em 1º de abril, para entregas dos Residenciais e das Assinaturas de atos do programa Minha Casa Minha Vida. Em 8 de abril, voou para São Paulo para autorizar o aporte para unidades habitacionais do programa “Casa Paulista”, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. Em 29 de janeiro, já havia participado de reunião com a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) e da entrega do Minha Casa no Município de Mossoró/RN.
Haddad manteve reuniões com os presidentes da Fiesp, da Confederação Nacional das Seguradoras, da Abaço, do Grupo Bandeirantes, da Abimaq, da GOL, da Infra e Energy, do Grupo Cosan, entre outras empresas e entidades. O ministro recebe esses dirigentes no seu gabinete oficial na Avenida Paulista. Os encontros justificam os voos de Haddad para São Paulo em jatinhos da FAB nos finais de São Paulo, alguns deles na companhia da esposa, Ana Estela.
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Viagens institucionais e homenagens
Muitas das viagens são institucionais. O ministro da Defesa, José Múcio, esteve na passagem de Comando do Pessoal de Fuzileiros no Rio. O comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, visitou a Estação Antártica Comandante Ferraz, em comitiva de 12 integrantes. Foram 14 horas de voo.
Haddad fez viagem a Paris, em 31 de março, para conferência comemorativa ao 10º Aniversário do Acordo de Paris, “um evento dedicado à estratégia de transformação ecológica do Brasil, no qual foi homenageado”, informou o Ministério da Fazenda. Com várias escalas, a viagem em jatinho da FAB durou 24 horas. A Aeronáutica não divulga os custos das viagens nas suas aeronaves.
Haddad fez também viagem para o Oriente Médio, de 14 a 19 de fevereiro, com agendas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e na Cidade de Lisboa. O objetivo foi a participação em “reuniões de alto nível e conferência de política econômica, designadas a tratar de temas estratégicos para o fortalecimento das relações bilaterais com os governos desses países”, informou o. Mais 37 horas de voos da FAB.
Janja no enterro do Papa
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— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) April 27, 2025
Sozinho, no recôndito e solitário interior do meu carro, sem nada nos ouvidos, eu ficava sério, ria, gesticulava, balançava a cabeça, as mãos. Altos papos. Depois, balançava as mãos, a cabeça, gesticulava, ria, ficava sério. Meu vizinho de garagem a tudo assistia, atônito, se perguntando:
– Meu vizinho ficou doido? Se abilolou?
Mal sabe ele que inventaram um tal de blutufe que permite a gente conversar com ninguém.
Solidão, nunca mais. Depois que descobriram a Alexa, acabou-se a solidão, o não ter com quem falar. Quando estou só e sinto falta de um ‘tagarelar’, apelo pra ela ou pros robôs: ligo pro meu banco e uma máquina superatenciosa, dessas de fabricar doido, ouve meus reclamos sem nada contestar. Ou então faço uma ligação para a operadora de meu celular, que apenas manda teclar determinado número para iniciarmos um coloquio interminavel. Benditos são os robôs. Bons tempos os modernos …
Estou gostando, embora seja do tempo em que se conversava com as paredes. Longos papos. Quando elas discordavam de mim, brigávamos e eu, feito lagartixa, subia por elas, tentando convencê-las dos meus argumentos. Se não conseguisse, ia bater papo com meus botões, entre uma baforada e outra no ‘cigarrim’ que sabiá não fuma … Benditos eram os botões e as paredes. Bons tempos os antigos …
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Todos os Livros e a maioria dos Discos de autoria de XICO BIZERRA estão à disposição para compra através do email xicobizerra@gmail.com. Quem preferir, grande parte dos CDs está disponível nas plataformas digitais.
Editorial Gazeta do Povo

Embora o confronto militar direto entre China e Estados Unidos ainda não tenha se concretizado, já se desenrola um embate estratégico de alta intensidade nos campos político, econômico e cibernético
À medida que o tempo passa e os desdobramentos do pacote tarifário de Donald Trump vão se tornando mais claros, as razões que levaram o governo norte-americano a alterar as tarifas sobre importações de produtos oriundos de 160 países, incluindo a China, começam a ser elucidadas. Como de costume, poucas horas após o anúncio das novas tarifas já proliferava uma multidão de opiniões de jornalistas, economistas, políticos e outros analistas, sem sequer ter havido tempo para análise minuciosa dos detalhes e das razões que levaram o governo americano a tomar tal decisão. De saída, surgiram várias opiniões afirmando que o mundo entraria em recessão, e que isso bastava para condenar o ato aprovado pelo presidente Trump.
Com o passar dos dias, a ação do governo americano foi se tornando explícita e o elemento mais importante que determinou a decisão de Trump está relacionado com a China, sobretudo em razão do tamanho do comércio bilateral entre os países. Em 2024, os Estados Unidos importaram US$ 439 bilhões em produtos chineses, enquanto a China importou apenas US$ 144 bilhões em produtos americanos, resultando em elevado déficit dos Estados Unidos na balança comercial entre ambos. Esses dados levaram vários analistas a afirmar que a principal razão do pacote baixado por Trump está no enorme déficit norte-americano no saldo comercial com a China.
A afirmação tem sua dose de verdade, pois o governo americano pretende reduzir seu déficit comercial total com o resto do mundo. Porém, há outros aspectos que permeiam a questão, sobretudo a política de comércio exterior praticada pela China desde que esse país ingressou na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001 e, por consequência, aderiu às normas internacionais de comércio estabelecidas no âmbito da OMC.Na época, o governo chinês declarou que obedeceria às regras da OMC, jogaria limpo no comércio exterior e seria um parceiro comercial do mundo inteiro, fazendo valer as melhores práticas nas relações multilaterais, de forma a contribuir para que o jogo fosse o mais justo possível.
Ocorre que a China, além de ser um país fechado sob um sistema econômico não liberal, tem um governo fundado no regime comunista implantado por Mao Tsé-tung, líder máximo e fundador da República Popular da China, a qual ele governou desde 1949 até 1976, ano de sua morte. Embora o regime chinês tenha passado por transformações, incluindo alguma abertura econômica e introdução de umas tantas regras capitalistas, a rigor o país continuou sendo um regime socialista sob um governo forte e ditatorial, no qual as liberdades individuais e econômicas são concedidas e tuteladas pelo governo e pelo Partido Comunista. Sob o comando desse regime, a China nunca foi transparente nem cumpridora das promessas feitas quando de seu ingresso na OMC em 2001.
Atualmente, não há mais dúvida de que o governo chinês usa a desvalorização de sua moeda e estabelece pesadas tarifas de importações, especialmente sobre produtos importados dos Estados Unidos, como meio de inundar o mundo de produtos baratos e encarecer os produtos que o país importa. Após o anúncio feito pelo presidente Trump, elevando tarifas sobre importações oriundas de mais de 150 países, a briga entre Estados Unidos e China se acirrou e, depois de muitas idas e vindas, o governo americano elevou as tarifas sobre importação de produtos chineses para 145%, com a China respondendo por meio da elevação de suas tarifas retaliatórias contra produtos americanos para 125%.
Desde o anúncio das novas tarifas, o governo americano declarou que estaria receptivo a pedidos de negociação, resultando que, nos primeiros dias seguintes ao anúncio, mais de 50 nações enviaram mensagens ao governo americano solicitando reuniões para abertura das negociações. No caso da China, a iniciativa para buscar diálogo demorou mais e, na segunda semana de abril, Donald Trump declarou que, sobre eventuais negociações entre os dois países, a palavra estava com a China. Na sequência, o governo chinês apresentou algumas condições para iniciar os contatos com o governo americano e, por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, enviou o seguinte recado a Trump: “Se os EUA realmente querem resolver o assunto por meio do diálogo e da negociação, o governo Trump deve parar de exercer pressão, ameaçar e chantagear, e estabelecer conversações com a China baseadas na igualdade, respeito e benefício mútuo”.
Os efeitos iniciais da guerra comercial e tarifária agravada pelo pacote de Trump criaram tensões nos mercados, as bolsas de valores sofreram quedas nas cotações de ações, títulos e outros valores mobiliários nelas negociados, em parte porque compradores e vendedores de ativos financeiros deram uma parada nas operações de compra e venda. No caso das quedas nas cotações das ações de empresas de capital aberto, esse foi um movimento que sempre acontece em função da redução no movimento de compras, eas cotações caem à espera dos desdobramentos das medidas e sua absorção pela economia mundial.
De qualquer forma, o mundo dos negócios continua demonstrando preocupações pelo fato de que as alterações tarifárias, nas dimensões anunciadas pelo governo americano, têm potencial para mudar profundamente o comércio exterior global e o nível de crescimento das economias internas. O receio maior reside na possibilidade de haver redução expressiva no crescimento econômico previsto para 2025 e anos seguintes, sendo que os mais pessimistas já falam que o mundo pode entrar numa fase de recessão e suas consequências em desemprego, queda de renda e aumento da pobreza.
Nesse cenário, embora o Brasil não tenha sido fortemente afetado pela elevação da tarifa média imposta pelos Estados Unidos sobre produtos importados oriundos do Brasil (a tarifa adicional anunciada por Trump sobre importação de produtos brasileiros foi de 10%), o comércio exterior brasileiro pode ser afetado por vias indiretas. Ou seja, se a China, a partir da guerra tarifária, tiver crescimento menor do que estava previsto e, por causa disso, houver redução no consumo chinês, as exportações brasileiras para aquele país podem sofrer redução. O efeito disso viria em forma de redução dos preços internacionais das exportações brasileiras, especialmente os produtos do agronegócio e do setor mineral, cenário esse que reduziria os ganhos obtidos pelo Brasil em seu comércio exterior.
A guerra tarifária continua e está longe de ter definições que estabeleçam as regras do jogo para os próximos meses e anos no comércio internacional e no fluxo de capitais entre os países. Esse problema é grande demais e tem potencial para mexer com a economia global em seu todo, de forma que nenhum país escapará de ser afetado pelas mudanças em curso. Embora o Brasil tenha situação relativamente boa na balança comercial e nas reservas internacionais, a deterioração das contas públicas e a ameaça de elevação da inflação criam fragilidades na capacidade brasileira de reagir às turbulências que se anunciam no cenário global.