JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE
DEU NO JORNAL
AGORA TRUMP TÁ LASCADO…
ALEXANDRE GARCIA
PREVIDÊNCIA OU ARMADILHA DIGITAL?

Descontos indevidos do INSS já passam de R$ 6 bilhões
Imagine se você instalasse uma loja na sua cidade e o prefeito determinasse o seguinte: todo mundo é obrigado a comprar na sua loja — e quem não quiser comprar terá que expressar a vontade de não querer comprar; senão, fica devendo. É mais ou menos isso que aconteceu com a Previdência — e que está acontecendo agora. As pessoas não foram consultadas. Segundo levantamento, 98% não foram consultadas, não deram um “ok” para que o desconto fosse feito. Mas agora elas têm que tomar a iniciativa de dizer que estão tendo descontos em suas aposentadorias — além de precisar entrar nesse mundo digital, que muitos não entendem.
Meu Deus, igualzinho ao que ocorreu após a Reforma Trabalhista de 2017, quando deixou de ser obrigatória a contribuição sindical. Aí as pessoas foram obrigadas a formar grandes filas para informar, por escrito, que não estavam dispostas a pagar. Caso contrário, seriam cobradas. É incrível. Se fizeram isso, o INSS é quem tem que saber cada pessoa que foi lesada — e tomar a iniciativa de parar de descontar. Meu Deus do céu!
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Carteiros sem médico, diretores com bônus
Outro assunto: os Correios — uma estatal — deram um lucro maravilhoso no tempo de Jair Bolsonaro. Entrou um novo governo e veio um prejuízo pequeno. Agora o prejuízo já é de R$ 2,6 bilhões — e a diretoria dos Correios se concede um aumento de 14%. Então, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) está requerendo à Câmara que convoque o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, que passou a receber um salário de R$ 53 mil, além de benefícios. A diretoria também recebe mais benefícios, mais aumento, enquanto os carteiros estão com dificuldades para ter assistência médica por falta de recursos de pagamento. Essa é a situação dos Correios. Nenhuma surpresa — a gente já viu isso nos governos anteriores do PT.
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Bastidores da troca de poder
Eu queria falar também sobre o depoimento da quarta-feira (21), do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior. Embora o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, tenha negado ter dado voz de prisão a Bolsonaro, ou ameaçado prendê-lo, o brigadeiro Baptista Júnior explicou melhor. Segundo ele, Freire Gomes teria dito: “Se o senhor fizer isso, terei que prendê-lo.” Isso teria ocorrido durante a discussão sobre a possibilidade de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem ou da determinação de um estado de sítio. Lembrando que, para ocorrer o estado de sítio, precisa da aprovação do Congresso e teria que passar pelo Conselho de Defesa.
Baptista Júnior sugeriu: “vamos mandar para o Conselho de Defesa, se há uma alegação de perigo de explosão social…” Mas depois disse que negou a ideia completamente, com o apoio de Freire Gomes e do general Paulo Sérgio de Oliveira, então ministro da Defesa. Afirmou que não passava pela cabeça deles, em nenhuma das situações, impedir a posse do presidente eleito. Ele disse ainda que só o almirante de esquadra Almir Garnier teria dito que a tropa da Marinha estaria à disposição do presidente Bolsonaro. Perguntado sobre o general Augusto Heleno, disse que, em momento algum, ouviu do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional qualquer manifestação sobre impedir ou fazer uma ruptura — nada disso. E que Bolsonaro, quando percebeu que não daria, recuou e não falou mais no assunto. Isso teria acontecido depois do segundo turno.
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STF no radar americano
Por fim, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou durante uma audiência no Congresso americano que está sendo analisada a possibilidade de impor uma sanção, com base na Lei Magnitsky, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). E que há uma grande possibilidade de que isso aconteça. Caso seja aplicada, significaria o bloqueio de bens nos Estados Unidos; impedimento de negociar com qualquer pessoa jurídica americana — inclusive bancos; e, claro, ausência de visto ou retirada do visto para impedir que ele entre nos Estados Unidos. Seria uma sanção motivada por informações sobre desrespeito aos direitos humanos, além de perseguição política, censura, etc.
DEU NO X
PODES CRER: DEU NA GLOBO
Eu não tô acreditando no que eu tô vendo.
Vejam o vídeo.
Não vão se arrepender.
— Ivanildo Terceiro 🔸🌐 (@ivanildoiii) May 22, 2025
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP
Quando eu falei que adultos com problemas mentais deveriam adotar bebês reborne em vez de procriar, era para evitar isso do vídeo abaixo.
Imaginem a criança vendo sua mãe chorar deste jeito na frente de uma manequim.
Essa mulher tem luz própria pic.twitter.com/QzAhenQWjG
— ❌Gordao Ucrania (@Xgordaoucrania) May 21, 2025
DEU NO JORNAL
O CUSTO DA DEGRADAÇÃO DA ÉTICA PÚBLICA
Editorial Gazeta do Povo

Extirpar – ou ao menos reduzir – a cultura de degradação moral e o baixo nível de ética pública, tanto no setor estatal quanto no privado, é pré-condição para o crescimento econômico
Entre os elementos que sempre aparecem nas pesquisas e estudos sobre a riqueza e a pobreza das nações, dois se destacam: a qualidade das instituições e a qualidade dos governos – quesitos em que, infelizmente, o Brasil não possui um histórico positivo. Ao longo dos sucessivos governos que conduziram o país a partir do fim da ditadura, não faltaram maus exemplos que demonstram a carência de ética pública.
Casos de corrupção, desvios e malfeitos envolvendo políticos e integrantes de governos e instituições tornaram-se tão comuns que, hoje, mesmo a descoberta de escândalos e fraudes gigantescas – como o recente caso dos descontos indevidos no INSS – não parece ter o impacto que deveria, sendo tratadas quase como um mal menor. Na verdade, estão no cerne da perpetuação da pobreza e do atraso do país.
Nas análises sobre as causas que levam algumas nações a alcançar alto nível de desenvolvimento econômico – refletido em elevada riqueza e bom padrão de bem-estar social – enquanto outras, até mais ricas em recursos naturais, permanecem atrasadas e com alto grau de pobreza, certos elementos estão sempre presentes. As diferenças na estruturação e no funcionamento das instituições – que revelam disparidades em termos de qualidade, eficiência e lisura moral – acabam por explicar o contraste entre as nações quanto à riqueza e ao padrão médio de vida.
Desde o filósofo e economista escocês Adam Smith, que em 1759 publicou a obra Teoria dos Sentimentos Morais, na qual estabelecia uma conexão direta entre ética pública e prosperidade econômica, passando por autores como o economista norte-americano Douglas North – prêmio Nobel de Economia em 1993 por seus estudos sobre as causas da riqueza e da pobreza das nações – até o sociólogo, político e diplomata francês Alain Peyrefitte, diversos pesquisadores estudaram o tema e, com pequenas variações, chegaram à mesma conclusão: é praticamente impossível um país atingir elevado desenvolvimento econômico e social sem um bom padrão de ética pública em todos os setores da vida econômica, política e social.
Embora todos os pensadores citados tenham defendido teses semelhantes, Douglas North foi um dos mais enfáticos quanto à necessidade de certas condições sem as quais o desenvolvimento não ocorre. Direito à propriedade privada, estabilidade da moeda, respeito aos contratos juridicamente válidos, justiça rápida e eficaz, liberdade de mercado, eficiência e moralidade nos negócios praticados pelo governo e seus agentes – ou seja, ética pública – são, segundo ele, algumas das condições essenciais para identificar a qualidade institucional exigida para o desenvolvimento econômico e social.
Somados, o elevado nível educacional – outro ponto em que o Brasil tem se mostrado extremamente falho, debilidade que poderá perdurar por pelo menos mais uma década – e o alto padrão de ética pública são pilares que sustentam a elaboração das leis, a estrutura das instituições, o funcionamento da Justiça e as bases do sistema econômico e das relações sociais. Sem esses pilares, é impossível alcançar crescimento econômico, elevação da produtividade, aumento da renda e, por consequência, eliminação da miséria e redução da pobreza – características das nações desenvolvidas.
É preciso lembrar que a ética pública não se restringe apenas aos atos e condutas no âmbito do setor estatal e dos agentes políticos, mas também se aplica às instituições e aos agentes privados. Ética pública é a ética geral observada nas condutas de toda a população, independentemente de sua atuação na vida pública ou privada – embora a base da ética geral de uma nação tenha início na ética política e estatal, desde a Constituição Federal, passando pelas leis, regulamentos, órgãos e empresas públicas, programas de governo e o funcionamento do sistema judicial.
São, no entanto, as ações dos agentes públicos – políticos, integrantes dos governos, poderes e instituições – que têm maior efeito pedagógico sobre a conduta da população e dos agentes privados. No caso de comportamentos que contrariam a ética pública, essas ações podem promover uma verdadeira cultura de degradação ética, em que o correto dá lugar ao vantajoso. Por isso, a tolerância e a falta de punição a casos comprovados de corrupção, fraudes e desvios cometidos por agentes públicos são extremamente perniciosas e jamais deveriam ser aceitas.
Combater a corrupção e as fraudes não é apenas uma questão de justiça legal e moral, mas uma condição indispensável para que qualquer país supere a pobreza e o atraso. Extirpar – ou ao menos reduzir – a cultura de degradação moral e o baixo nível de ética pública, tanto no setor estatal quanto no privado, é pré-condição para o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Sem isso, o Brasil continuará travado, incapaz de um futuro verdadeiramente e próspero.
PENINHA - DICA MUSICAL
DEMIS ROUSSOS
DEU NO JORNAL
PODES CRER: DEU NA FOLHA
DEU NO X
UMA FARSA DE PAÍS
Karina Michelin
Um país que arrasta aos tribunais um jurista de 90 anos por estudar a Constituição não é mais uma democracia. É uma farsa.
Angela Gandra, filha do jurista Ives Gandra da Silva Martins, expôs nesta quarta-feira, 21 de maio, o que deveria ser manchete em todos os jornais, motivo de revolta nacional e repúdio internacional:
Dr. Ives Gandra, é um dos maiores juristas do Brasil, professor emérito, membro da Academia Brasileira de Filosofia, autor de dezenas de obras, entre elas a trilogia Conheça a Constituição. Foi consultor do Congresso, do Executivo, das Forças Armadas. Ajudou a moldar a Constituição de 1988, e agora é tratado como criminoso por interpretá-la.
O processo foi aberto porque a PF encontrou, no celular de Mauro Cid, arquivos com reflexões jurídicas de Gandra sobre o artigo 142 da Constituição. Um texto legal, discutido em faculdades de Direito há décadas, virou “prova” de crime. A ABI – sim, a Associação Brasileira de Imprensa – move um processo ético vergonhoso para punir um jurista por fazer o que qualquer livre pensador deveria ter o direito de fazer: estudar, escrever, debater.
Ives Gandra sempre deixou claro que a possibilidade de intervenção militar prevista no artigo 142 é nula. Ele jamais defendeu rupturas, mas sempre explicou – como mestre do Direito – os limites da ordem constitucional. Mas tudo isso está sendo ignorado pelo tribunal midiático inquisitório.
Hoje, basta ler a Constituição em voz alta para ser tratado como criminoso e golpista. Explicar a lei virou “incitação ao golpe”, ensinar virou subversão e pensar virou ameaça. A Justiça foi corrompida a tal ponto que já não se reconhece nem a si mesma. E os “jornalistas” – servos submissos do sistema – aplaudem, como cúmplices de um teatro farsesco. Estão salvando o quê? Uma democracia que nunca existiu? Ou estão apenas enterrando, de vez, as últimas liberdades que restavam?
DEU NO X



