LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
ALEXANDRE GARCIA
TODOS CONTRA OS PACOTES DE AUMENTO DE IMPOSTOS

Haddad e Lula: governo mantém foco no aumento da arrecadação de impostos
A indústria, a agricultura e a área financeira estão em pé de guerra contra o governo. O presidente do Bradesco, na terça-feira, disse que “o país não aguenta mais tributos”. Ele certamente está sentindo o peso do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas a agricultura e a indústria estão pensando na alternativa proposta por Haddad para substituir essa alta do IOF. O governo agora quer tributar os rendimentos das Letras de Crédito Agrícola, das Letras de Crédito Imobiliário, dos Certificados de Recebimento Imobiliários, dos Certificados de Recebimento da Agricultura e das debêntures incentivadas. Isso vai atingir o crédito e o financiamento de atividades produtivas.
Ninguém mais aguenta. Eu estava vendo na internet o quanto de imposto que já se paga sobre cadernos escolares, alimentos básicos, atividades produtivas que geram emprego e renda – renda que, por sua vez, vai gerar tributos. Mas o governo não sabe que cada giro na roda da economia gera mais impostos. Quanto menor o peso dos impostos, mais rápido vai girar essa roda. Todos sabem que o supermercado que cobra menos margem de lucro vai vender muito mais, e no fim terá mais lucro. Só o governo que não entende isso. E o governo, como eu expliquei ontem para os meninos e meninas de uma escola cívico-militar, não gera riqueza. Todo o dinheiro do governo é nosso, dos pagadores de impostos.
A oposição na Câmara já está dizendo que nada disso vai passar. Uma, que um decreto legislativo vai derrubar o aumento de alíquotas do IOF; outra, que não vão aceitar mais tributação, porque o governo não tem de sanar o rombo com impostos cobrados dos brasileiros, tem é de gastar menos. Lula acha que todo gasto público é investimento, mas não é assim. Qualquer pessoa que saiba um mínimo sobre contas públicas sabe que gasto é uma coisa, investimento é outra. Investimento gera riqueza; gasto é a despesa de gerar essa riqueza. Mas podem dizer isso à vontade para Lula, que não adiantará. Ele sempre pensou errado. E o Lula de agora é o mesmo do primeiro mandato, o mesmo do segundo mandato, o mesmo que orientava Dilma Rousseff.
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CPI das Bets termina com propostas de indiciamento de influenciadoras
Na CPI das Bets – eu não sei por que essa história de usar nomes estrangeiros, bastava chamarem de CPI das Apostas Eletrônicas –, a relatora Soraya Thronicke está propondo o indiciamento de 16 pessoas, entre elas as influenciadoras Virgínia Fonseca e Deolane Bezerra – esta última já passou um tempo presa. As duas estão com proposta de indiciamento, que vai ser agora decidida em votação dos membros da CPI.
Não tem como ignorar que as pessoas se endividam com isso. Quem joga é justamente quem não tem dinheiro e fica sonhando com ele. Eu nunca joguei na vida; sempre apostei em mim, economizei o dinheiro da aposta e nunca perdi dinheiro em apostas. Só ganhei investindo em mim, na minha formação, na minha preparação para o mundo. Mas a pessoa fica sonhando, acha que é fácil, que daqui a pouco ganha na loteria. Existe essa loteria horrível do próprio governo, que faz as pessoas gastarem dinheiro para um ganhar e não sei quantos milhões perderem. Eu nem sei como essas apostas eletrônicas funcionam, mas sei que as pessoas se endividam, tomam dinheiro emprestado, criam o vício e isso acaba até em suicídio. Deixo aqui o alerta de quem nunca jogou e nunca perdeu, sempre ganhou.
DEU NO X
ANOTARAM A PLACA DO CARRO?
Reparem no nível de AMADORISMO do PGR 🤣🤣🤣 pic.twitter.com/yGfjgoVxXO
— Mauricio Marcon (@Maubmarcon) June 11, 2025
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
ANGÚSTIA – Florbela Espanca
Tortura do pensar! Triste lamento!
Quem nos dera calar a tua voz!
Quem nos dera cá dentro, muito a sós,
Estrangular a hidra num momento!
E não se quer pensar! … e o pensamento
Sempre a morder-nos bem, dentro de nós …
Querer apagar no céu – ó sonho atroz! –
O brilho duma estrela, com o vento! …
E não se apaga, não … nada se apaga!
Vem sempre rastejando como a vaga …
Vem sempre perguntando: “O que te resta? …”
Ah! não ser mais que o vago, o infinito!
Ser pedaço de gelo, ser granito,
Ser rugido de tigre na floresta!

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
DEU NO JORNAL
IGNORÂNCIA TAXADDEIRA
Somente na cabeça de Fernando Haddad aumentar impostos “não mexe com o dia a dia da população”.
A frase é reveladora da ignorância do ministro da Fazenda em economia, por ele já confessada, e também em relação às consequências dos próprios atos.
Até porque é primário: aumentos são repassados aos preços, todos os aumentos, todos os preços. E são exatamente os mais pobres que sofrem as consequências de esfolar pagadores de impostos para encobrir a leviandade fiscal.
A medida busca atingir os mais de cinco milhões de brasileiros que investem no mercado financeiro, setor onde 90% o reprovam.
Levantamento da bolsa de valores indica que mais de dois terços dos investidores são trabalhadores fazem aportes de até 100 reais por mês.
“É uma agenda que interessa à Fazenda, fazer justiça tributária”, disse Haddad, sem haver consultado um só tributarista.
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A nota aí de cima fala da “ignorância do ministro da Fazenda”.
Se fosse só a ignorância dele, ainda seria suportável.
Embora doendo. Na cabeça e no bolso do cidadão
Mas a ignorância do resto do bando luloso é montanhosa, gigantesca, piramidal.
Este nosso país vive momentos grotescos nos dias atuais.
DEU NO JORNAL
FRASE MARCANTE
Chamou a atenção, durante depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, alguns micos protagonizados pelo chefe do Ministério Público, Paulo Gonet, procurador-geral da República, ao formular perguntas reveladoras de desinformação, como na mensagem “comprometedora” de um major brigadeiro, Maurício Pazini Brandão, mencionando tropa “mobilizada” etc.
Gonet não sabia que era só um militar aposentado, sem tropas, e professor do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA).
Gonet quis apertar Bolsonaro sobre a “minuta do golpe” encontrada pela Polícia Federal em sua sala, na sede do PL.
Como no caso do brigadeiro “sem tropa”, era publicamente conhecido que o papel era cópia retirada por seu advogado do inquérito do STF.
Muitos dos presentes esperavam que Gonet repetisse sua célebre frase “fiz cagada”, após mancada durante depoimento de Aldo Rebelo.
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A frase não é apenas “célebre”, como diz a nota aí de cima.
É também muito marcante.
É o retrato cagado e cuspido dos tempos atuais da Republiqueta Banânica.
DEU NO X
SENSATA ANÁLISE DE PREÇOS
Estou morrendo de rir. Minha tia é a melhor…rs pic.twitter.com/Tw5UNqT2P3
— MONTEIRO 🇧🇷 (@DOCENTEMONTEIRO) June 10, 2025
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
MONTANDO VERSOS

Bastinha Job ao lado desta colunista
Já fui boa amazona
Gostava de cavalgar
Tinha um cavalo baixeiro
Elegante no trotar
Hoje não monto mais nada
Vivo de crina abaixada
E nem me atrevo a trepar.
Bastinha Job
Eu aprendi a trepar
Não escorrego nem caio
Me trepo até em jumento
Carregado de balaio
Aprendi lá no sertão
Monto sem cair no chão
Sem precisar de ensaio.
Dalinha Catunda
Tenho certeza que caio
MINHA querida Dalinha
A velhice é atestado
Dessa invalidez só minha:
Nas pernas não me sustento
Não trepo nem em jumento
Nisso você é rainha!
Bastinha Job
A idade não me aporrinha
Cansaço inda não bateu
Eu não vou cruzar as pernas
Monto um baio que é só meu
Meu sonho não é quimera
Renasce na primavera
Meu gosto não pereceu.
Dalinha Catunda
DEU NO JORNAL
DEPOIMENTO
Jair M. Bolsonaro
– Hoje compareci ao Supremo Tribunal Federal com a mesma postura que sempre mantive durante toda a minha vida pública: de cabeça erguida, com a consciência tranquila e o espírito sereno de quem sabe que é inocente e que jamais traiu os valores da Pátria.
– Não invoquei silêncio. Não busquei subterfúgios. Respondi a cada pergunta com transparência e convicção. Quem tem a verdade como companheira não teme ser questionado – e jamais se curva diante da injustiça.
– Durante meu governo, com fé em Deus e compromisso com o Brasil, enfrentamos crises, desmontamos narrativas, combatemos a corrupção, cortamos privilégios e fizemos muito pelo nosso país. Reduzimos a dívida pública, cortamos impostos, investimos em infraestrutura, modernizamos o Estado e protegemos as liberdades individuais e econômicas. Tudo com base na Constituição, sempre respeitando a vontade soberana do povo brasileiro.
– O que vivi – e o que ainda vivo – não é apenas um capítulo da minha vida. É parte de uma luta maior: a luta de milhões de brasileiros por um país mais livre, mais justo e mais forte; sem censura nem perseguição.
– A verdade não teme o tempo, nem os tribunais. Ela é como o sol: pode ser ofuscada por nuvens, mas jamais apagada. Como diz a Escritura Sagrada, em João 8:32: ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.’
– A História julgará cada um de nós. Que ela me encontre, como sempre estive, fiel à verdade, ao nosso Deus e ao povo brasileiro.
– Hoje, saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo Presidente da República para ajudar a tirar nosso país dessa bagunça.
DEU NO JORNAL
UM GOVERNO PERDIDO QUE SÓ PENSA EM ARRECADAR
Editorial Gazeta do Povo

A repercussão negativa do pacote fiscal que tinha como carro-chefe o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi tanta, com ameaças de derrubada do decreto pelo Congresso Nacional, que o ministro Fernando Haddad teve de recuar da ideia lançada em maio e propor uma alternativa para conseguir fechar as contas. Após horas e horas de reunião entre Haddad, os presidentes da Câmara e do Senado, líderes partidários e a ministra Gleisi Hoffmann, em pleno domingo, o resultado apresentado foi a proverbial substituição do seis por meia-dúzia: o governo abre mão de elevar alguns impostos para subir outros. Quanto ao tão necessário corte de gastos, esse deve ficar para o famoso “segundo momento” – isso se não ficar para momento nenhum.
A proposta do governo é deixar de lado algumas das elevações do IOF – mas não todas. Para compensar os estimados R$ 14 bilhões que este recuo deve “custar” ao governo (pois melhor seria falar em dinheiro que continuará nas mãos do contribuinte), pretende-se aumentar a tributação sobre as bets; cobrar 5% de Imposto de Renda das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), investimentos hoje isentos; unificar a alíquota de IR sobre aplicações financeiras em 17,5%, acabando com o escalonamento de acordo com o tempo em que o dinheiro fica investido; subir para 20% o IR sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP); e aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das fintechs. Além disso, o governo tentará, por meio de PEC, reduzir benefícios fiscais, embora Haddad não tenha detalhado quais deles – sabe-se apenas que algumas “vacas sagradas”, como a Zona Franca de Manaus, seguirão intocadas. Por fim, possíveis reduções em gastos ainda terão de ser discutidas com líderes e suas bancadas.
Essas idas e vindas são o sinal inequívoco de que o governo não sabe o que fazer e vai atirando para todos os lados até encontrar uma ideia que não seja tão rejeitada. Falando a jornalistas após a reunião de domingo, Haddad disse até que a proposta de “recalibrar o decreto do IOF” faria “com que a sua dimensão regulatória seja o foco da nova versão” – deixando implícito que a ideia anterior havia realmente subvertido a natureza desse imposto, que já é regulatório, e não arrecadatório. E o novo pacote também já nasce sob fortes críticas, especialmente dos setores agropecuário e imobiliário, que serão afetados com o desestímulo ao investimento em LCA e LCI, ainda que o IR cobrado seja inferior ao de outras aplicações. E, ainda que possa ser razoável acabar com alguns benefícios fiscais, é arriscado apostar no apoio de três quintos dos congressistas a uma medida como essa.
Em qualquer caso, a previsibilidade – um patrimônio de qualquer governo que se disponha a atrair investimentos – sai arranhada. Um investidor que olha para um país onde a tributação muda a todo momento, sem lógica nenhuma exceto a de tapar rombos criados pelo governo, não tem estímulo algum para aplicar seu dinheiro e, tendo a oportunidade, procurará alternativas mais seguras que o Brasil, até mesmo com rentabilidades menores, para não ser surpreendido a cada novo pacote anunciado por Haddad. Isso vale tanto para a tributação em si quanto para seus efeitos, que o governo parece ignorar a cada tentativa de elevar impostos – o agronegócio, por exemplo, já aponta o risco de encarecimento do crédito para o campo, com possíveis consequências no preço dos alimentos.
No fim de maio, Haddad disse a jornalistas que “nós ficaríamos em um patamar bastante delicado do ponto de vista do funcionamento da máquina pública e do Estado brasileiro” se o Congresso derrubasse o aumento do IOF. Faltou dizer que esse “patamar bastante delicado” foi criado pelo próprio governo, com sua disposição de gastar ainda mais quando o momento pede contenção de despesas. Esta disposição agrava mazelas mais antigas, como o engessamento do Orçamento da União e a voracidade cada vez maior do Legislativo sobre o dinheiro do contribuinte, com o aumento constante da fatia dedicada às emendas parlamentares. Quando, em vez de atacar esses problemas estruturais, o governo de ocasião os agrava com sua irresponsabilidade, este é o resultado: contas em frangalhos, queda da nota brasileira e desestímulo ao investimento.
