O governo Lula (PT) conseguiu torrar mais de R$ 44 milhões com viagens somente na primeira semana de junho.
No total do ano, até agora, gastou mais de R$ 560,4 milhões com passagens e – especialmente – diárias a seus funcionários.
A fortuna não inclui os gastos do presidente, Janja e outras autoridades que se utilizam dos jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB), como ministros de Estado, presidentes dos Poderes e ministros do Supremo Tribunal Federal.
Até o momento, foram pagos R$ 341,2 milhões em diárias e R$ 216,2 milhões com passagens.
“Outros” gastos representam R$ 3,1 milhões.
O ministro André Fufuca (Esportes) é quem mais consumiu dinheiro público com viagens até agora, este ano: mais de R$ 170 mil.
André de Paula (Pesca e Aquicultura) conseguiu gastar R$ 144 mil pagadores de impostos com viagens este ano; R$ 17,5 mil em diárias.
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O fato do bando petralha ter torrado 44 milhões com viagens em apenas sete dias, significa uma média de mais de 6 milhões por dia.
E isso, segundo diz a notícia, não inclui os gastos do Descondenado e de sua cuidadora nos jatinhos da Força Aérea.
É dinheiro que só a porra!
Dinheiro da gente, não custa nada lembrar.
Dos oito parágrafos dessa nota aí de cima, só tem um que não cita milhares e milhões.
São duas flores unidas, São duas rosas nascidas Talvez no mesmo arrebol, Vivendo no mesmo galho, Da mesma gota de orvalho, Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas Das duas asas pequenas De um passarinho do céu… Como um casal de rolinhas, Como a tribo de andorinhas Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos, Que em parelha descem tantos Das profundezas do olhar… Como o suspiro e o desgosto, Como as covinhas do rosto, Como as estrelas do mar.
Unidas… Ai quem pudera Numa eterna primavera Viver, qual vive esta flor. Juntar as rosas da vida Na rama verde e florida, Na verde rama do amor!
Antônio Frederico de Castro Alves, Bahia (1847-1871)
No fim do século 20, jornais de mais de 60 países, inclusive o Brasil, publicavam tirinhas com desenhos, feitos por uma neozelandesa, de um casalzinho que explicavam o que era o amor… No alto da ilustração, lia-se: “Amar é…” E, a cada publicação, havia uma definição sempre romântica, poética, singela… Essa época passou… Hoje, no Brasil, o que se completa é a frase que começa assim: “Golpe é…” Para que ninguém viva feliz para sempre.
É triste perceber que, numa tirania aparentemente sem fim, as definições para golpe vão sendo feitas da maneira mais abjeta possível. Escolhi, então, abrir a série dessa forma: golpe é… criar um inquérito ilegal, inconstitucional, sem objeto que se possa verdadeiramente definir, um inquérito sigiloso, viciado, com relator escolhido a dedo, e não por sorteio, que não segue o devido processo legal, que cerceia a defesa…
Golpe é… multiplicar em muitos um inquérito interminável, que arrasta qualquer um para a perseguição política implacável, numa corte que é ao mesmo tempo suposta vítima, acusadora, investigadora e julgadora. Golpe é… usar esses inquéritos para suspender liberdades, espalhar o terror, impor o medo, silenciar, prender, eliminar. Golpe é… criar essas aberrações jurídico-persecutórias para fazer corar os maiores tiranos da história, violando sem dó nem piedade a Constituição, as leis, todos os princípios do Direito. Golpe é… criar um tribunal de exceção.
Golpe é… libertar um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em três instâncias, com “provas sobradas”, por unanimidade no Tribunal Regional Federal e no Superior Tribunal de Justiça. Golpe é… permitir que esse sujeito seja candidato a presidente, e ainda apoiá-lo descaradamente na campanha. Golpe é… ajudar o “descondenado” a cometer as maiores atrocidades como gestor público, esmigalhando o Poder Legislativo. Golpe é… o Congresso acovardado, permitindo todo tipo de abuso, arbítrio e ilegalidade.
Golpe é… inventar um golpe que nunca foi sequer planejado e, portanto, nunca foi tentado. Golpe é… condenar inocentes ou baderneiros bissextos como se fossem os bandidos mais perigosos do mundo. Golpe é… jurar que defende a democracia, quando a despedaça como se quisesse impedir para sempre sua restauração. Golpe é… oficializar a censura, com elogios descarados a uma ditadura e a ditadores sanguinários.
Golpe é… indicar amigos para a suprema corte, descumprindo promessa de campanha, e fechar aliança com a máxima instância do Judiciário. Golpe é… inchar o Estado indefinidamente, gastando muito além de todos os recursos dos pagadores de impostos. Golpe é… provocar o aumento da inflação, da taxa de juros, do déficit fiscal, da dívida pública, da fuga de capitais, do número de recuperações judiciais de empresas, de falências. Golpe é… quebrar estatais, empresas de capital misto e fundos de pensão. Golpe é… aumentar impostos, e aumentar impostos, e aumentar impostos.
Golpe é… roubar aposentados e pensionistas. Golpe é… fingir que combate a criminalidade, quando se opõe a medidas mais duras contra os bandidos, quando se opõe ao enquadramento de facções criminosas como grupos terroristas. Golpe é… apoiar terroristas e atacar grandes democracias do planeta. Golpe é… fingir-se de incompetente, quando na verdade o que se quer é mesmo a derrocada do país. Golpe é… transformar milhões de brasileiros em dependentes das “migalhas do Estado”. Golpe é… governar o Brasil por quase 17 anos, nos últimos 22, e botar nos outros a culpa por toda a desgraça do país.
Neste fim de semana o presidente Lula reconheceu que não tem votos suficientes na Câmara. Ele já disse isso muitas outras vezes, que pode contar com no máximo 200. Na hora de aumentar impostos, um ano antes de uma eleição, qual é o deputado maluco que vai votar contra o pagador de impostos?
Ele agora falou de novo, porque está difícil para o governo. Nem liberando emendas em troca de votos estão conseguindo mais apoio. O que eu penso é que muita gente fala mal dos eleitores, que eleitor vota mal, mas, se a gente olhar, o conjunto é a sabedoria popular. Vota em um presidente, mas não lhe dá maioria no Congresso para que ele não seja um ditador.
Porque um presidente da República que tiver maioria no Congresso, com parlamentares sempre votando a favor dele, pode embarcar em qualquer aventura totalitária ou fiscal a favor do presidente. Esse freio é bom para a democracia. Assim como é boa a alternância de poder: sai um lado, entra outro. Se um lado quer fazer censura, faz uma lei da censura, depois o outro é que vai poder desfrutar da lei da censura para censurar quem a fez. Então isso é bom.
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Que bom que Lula não tem maioria para aumentar mais impostos
Não ter maioria para aumentar imposto é ótimo, porque chega. Nós pagadores de impostos não aguentamos mais pagar imposto e não receber bons serviços públicos. É só para isso que serve o imposto: para sustentar o nosso servidor, que é o Estado, nos prestar bons serviços de ensino, de saúde, de Justiça, de segurança, de infraestrutura.
É só para isso que serve o Estado, para prestar serviços públicos. Não é para se encastelar e exercer o poder, é para prestar serviço. O presidente da República também se chama o primeiro mandatário da nação. Todos nós somos os mandantes, ele é o primeiro mandatário. Os deputados, senadores, prefeitos, vereadores, governadores são nossos mandatários.
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Por que ninguém ainda foi preso por fraudar a Previdência?
Outra coisa muito estranha: nós mandantes, pagadores de impostos, estamos estranhando como o governo está tratando a Previdência, que fez descontos sem autorização dos descontados, aposentados, idosos, que têm impedimentos para verificar que estavam sendo descontados. Covardia. Até agora, ninguém foi preso preventivamente para não esconder as provas, não alterar os comprovantes das coisas erradas que fizeram. Ninguém foi condenado a devolver o dinheiro que descontou, que recebeu.
É o contribuinte, é o Estado que vai pagar? Mas foram eles que receberam o desconto indevido. Eles têm que devolver tudo isso, e não o Estado brasileiro. Por que alguns têm essa leniência, essa benevolência do Estado, e outros são imediatamente presos porque uma senhora pintou com batom uma frase de um ministro numa estátua de granito que lavaram logo depois? Pichação é tão grave assim? Não foi nem pichação, aquela pichação que é difícil de sair, de betume preto.
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Quase não se fala sobre atentado contra Uribe na Colômbia
Vi agora que prenderam mais uma pessoa na Colômbia. Depois de um cúmplice, que já está preso, prenderam agora uma mulher que estaria por trás do jovem de 14 anos que deu três tiros na cabeça do Miguel Uribe, de 39 anos, que ainda está no hospital, em situação gravíssima e certamente vai ter sequelas que o impedirão de voltar à política. Ele seria o futuro presidente da Colômbia. O esquerdista Petro, que é o presidente, se enrola todo para dar explicações. Está quase culpando a vítima por ter recebido três tiros.
Eu vi uma notícia no Estadão. A Colômbia é nossa vizinha. Por que estão escondendo, omitindo? Eu não consigo entender isso. Esse desequilíbrio das reuniões de pauta que decidem o que o povo pode ler no nosso jornal, o que o povo ou não pode, o que a nossa audiência pode ouvir na nossa TV, o que a nossa audiência não pode.
Na rede social pode tudo, quem não quer, não veja. Quem não quer ouvir gritaria, ofensas, como eu não gosto de ouvir, não segue certas pessoas. Aqueles que mentem, eu também não sigo. Pessoal que inventa casos mil de guerra, de política, de tudo, eu não vejo. Essa é a censura natural. Essa é natural, essa é permitida. A decisão de cada um de nós.
No km 04 da estrada, num quase mato, a fogueirinha está acesa, tremulam algumas poucas e pequenas bandeiras de papel e o forró ainda se ouve. Todos contemplam um céu estrelado e uma lua bonita adoçados pela sanfona do velho Toinho de seu Neco. É noite de São João. Vou ter que explicar a meus netos o que é isto.
Um pouco à frente, em outro km da mesma estrada, Pablo solta seus ‘versos’ e Wesley grune seus sons, embalado por um unânime ‘vai, Safadão’. A turba se excita, orgasmos múltiplos se sucedem, sem fogueiras, sem bandeirolas, sem canjica, sem milho, sem vergonha … Prefeitos se esbaldam nos abraços, secretários sorriem, empresários do setor festejam, todos com os bolsos cheios e as consciências vazias. A suposta multiculturalidade é a justificativa pífia utilizada pelos agentes públicos para as absurdas contratações.
Lá do alto, num cantinho do Céu, seu Luiz, seu Domingos e seu Sivuca, tristes, ficam sem entender quase nada. Nenhum Baião. Nem balões sobem. Lágrimas descem. Decido ficar no km 04. Lá ainda tem o que restou do São João.
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