DEU NO JORNAL

TORRAÇÃO SEM LIMITES

Sem saber como fechar as contas e pretendendo um “cheque especial” de R$ 20 bilhões para não falir de vez, os Correios torraram mais de R$ 1,3 milhão só com diárias de servidores no exterior durante a gestão Lula (PT), quando a estatal voltou a registrar déficit.

A coluna teve acesso a comprovantes de gastos com diárias na ordem de R$ 1.383.220,64.

Em fevereiro deste ano, um diretor dos Correios se mandou para a Flórida da Disney e os brasileiros pagaram a passagem do folgado: R$ 23 mil.

Nos quatro primeiros meses de 2025, a estatal torrou R$ 92,3 mil com o bem-bom.

No ano passado, passou do meio milhão: R$ 502,8 mil.

No primeiro ano do Lula 3, servidores parecem ter viajado sem o menor pudor. A fatura empurrada no pagador de impostos foi de R$ 788 mil.

A despesa certamente é maior, já que dados como “passagens aéreas” estão desatualizados desde fevereiro e não foram considerados.

Os Correios davam lucro até Lula assumir e anular a lei que protegia estatais de tipos como seu churrasqueiro, que ele nomeou presidente.

* * *

O verbo “torrar”, se referindo à gastança do dinheiro público, é usado logo no primeiro parágrafo dessa nota aí de cima.

Em se tratando do gunverno lulo-petralha, torrar nosso sua dinheiro é uma coisa normal, normal, normal.

Faz parte da rotina luleira.

Os valores citados são pra arrombar: um esbanjanjamento sem limites.

E estamos falando de uma estatal lascada, arrasada, falida…

Pra fechar a postagem, vou repetir o que está escrito no último parágrafo da nota aí de cima:

Os Correios davam lucro até Lula assumir.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO X

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

MANUAL DO BOM HIPÓCRITA MODERNO

Quer sobreviver no século XXI sem suar? Senhoras e senhores, bem-vindos ao século XXI: a era em que a hipocrisia deixou de ser vício para se tornar currículo. O hipócrita moderno não é um dissimulado tímido, escondido nas sombras; ele é um artista performático, com perfil verificado e manual de conduta. Eis, portanto, o Manual do Bom Hipócrita Moderno.

Siga estas regras infalíveis do bom hipócrita:

1. Opine sobre tudo: Não importa se não leu, não estudou, não sabe. O silêncio é mortal para a reputação digital. Diga qualquer coisa, mas diga com convicção.

2. Indigne-se seletivamente: Indignação universal é cara; escolha causas que deem visibilidade. Se possível, aquelas que tenham emoji próprio.

3. Seja inclusivo em público, exclusivo em privado: Pregue diversidade nas redes; no churrasco de sábado, convide sempre os mesmos amigos.

4. Apoie minorias — desde que não atrapalhem seu conforto: Poste frases de efeito, mas não ouse abrir mão de privilégios concretos.

5. Adote palavras mágicas: Sustentabilidade, resiliência, empoderamento, equidade. Não precisam significar nada; apenas soam bem.

6. Apague rastros: Hipócritas antigos eram pegos pela memória das pessoas; o moderno confia na memória curta das redes. Delete, poste outra coisa, siga em frente.

7. Primeira regra: fale de tudo, mesmo sem saber nada. A ignorância só é pecado quando silenciosa; com hashtags, ela vira virtude.

8. Segunda regra: indigne-se seletivamente. Guarde energia para causas que deem visibilidade. Melhor ainda se tiverem emoji próprio: arco-íris, punho cerrado, planeta Terra.

9. Terceira regra: pregue diversidade em público, mas mantenha sua bolha intacta em privado. Assim você exibe consciência sem renunciar ao conforto.

10. Quarta regra: use sempre palavras mágicas. Resiliência, empoderamento, equidade. Elas funcionam como perfume: escondem o mau cheiro da incoerência.

11. Quinta regra: pratique o ativismo performático. Poste uma foto com filtro, um texto copiado de Wikipedia e declare-se engajado. Se alguém cobrar coerência, diga que “o importante é levantar a bandeira”.

12. Sexta regra: apague rastros. O passado? Delete. O presente? Poste outra coisa. O futuro? Depende da próxima tendência.

Com esse manual, o hipócrita moderno não apenas sobrevive: ele é celebrado. É convidado para painéis, entrevistas e podcasts. Afinal, nada mais admirado hoje do que a capacidade de vender imagem. E se a máscara cair? Faça cara de vítima. No palco atual, a vítima sempre sai ovacionada.

A hipocrisia, enfim, deixou de ser pecado mortal e virou soft skill. E quem não aprender esse ofício corre o risco de ficar para trás — com a incômoda desvantagem de ainda ter que ser autêntico.

Seguindo esse manual, você não será apenas um sobrevivente: será celebrado como “engajado”. O segredo é simples: não precisa mudar nada — só parecer. E, se for descoberto, faça cara de vítima. Afinal, no mundo atual, até a hipocrisia tem passe livre — desde que bem embalada.

DEU NO JORNAL

GRETA THUMBERG MERECE UM PRÊMIO NOBEL DA PAZ?

Jocelaine Santos

Trump Greta Thunberg

A ativista sueca Greta Thunberg

Semana passada, María Corina Machado foi anunciada como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. Esta mulher, lembremos, teve a coragem que muitos marmanjos ditos defensores da democracia jamais tiveram: peitou um ditador, Nicolás Maduro, que hoje controla a Venezuela, mandando e desmandando no Judiciário, no Legislativo, no Exército, nas milícias, nas eleições, na imprensa – enfim, cumprindo direitinho o papel de mais um líder autoritário sul-americano. Mas, como Maduro é “companheiro” das demais autocracias que afogam a liberdade mundo afora, não tardaram os latidos do pessoal que idolatra Fidel Castro e Mao contra María Corina. Melhor seria, disseram, ter dado o prêmio a… Greta Thunberg.

Falar absurdos, espalhar mentiras, distorcer a realidade e inventar lorotas são coisas comuns para quem acha que vale tudo em nome do poder ou do partido. Não teve gente que disse que foi Lula – e não Trump – quem acabou com a guerra em Gaza? Não causa nenhuma surpresa, assim, que a militância se apressasse em tentar rebaixar Corina – coisa que já haviam feito outras vezes – à categoria de mais uma “fascista”, ou seja, alguém que não faz parte da esquerda e insiste em defender a liberdade – a verdadeira criptonita de qualquer regime autocrático – e que, por isso, nem é gente.

Entre as matérias da imprensa oficial falando que Corina criticou Lula – vejam só, que crime absurdo dessa mulher ousar criticar o apoio de Lula ao ditador Maduro –, falou bem de Milei ou mencionando que Corina dedicou o prêmio a Donald Trump – mais um crime, na visão esquerdopática –, pipocaram aqui e ali menções sobre a “injustiça” do comitê do Nobel, que ignorou a verdadeira heroína da paz mundial: Greta Thunberg. Teve gente que escreveu que até os “seres do mar” sabem que Greta merecia o prêmio.

Aqui, um reconhecimento: é preciso elogiar a capacidade bovina de seguir o mestre dos militantes progressistas. Bastou um iluminado mencionar a ideia que todos vão seguindo atrás, compartilhando a mesma coisa. É assim que ideais sem pé nem cabeça proliferam como moscas da fruta em banana pobre. Choramingar que Greta Thunberg seria mais merecedora do prêmio que Corina é uma desfaçatez, mas explica muito bem como a cabecinha progressista trabalha.

É bem simples, aliás: só vale premiar, elogiar, bater palmas para quem é de esquerda – ou está alinhado ao que o pensamento progressista late aos quatro ventos como se fosse verdade absoluta. Não se encaixou aqui, sai fora que é fascista, um aliado do “imperialismo” e tantas outras palavras que são usadas sem se conhecer seu real sentido. A questão de haver, de fato, uma ditadura na Venezuela, que já fez milhões fugirem do país, não importa. Aliás, sendo Maduro de esquerda, um progressista, tudo o que ele fizer é permitido e não pode ser criticado, e qualquer um que se opuser a ele “merece” ser perseguido, colocado na cadeia, calado. Nessa lógica, María Corina deveria estar na cadeia por se opor a Maduro.

Já Greta Thunberg – ah, a Greta Thunberg! – anda bem alinhada ao pensamento progressista, ao menos por enquanto. Que ninguém se engane: se Greta mudar de atitude, se falar mal de algum autocrata da esquerda, facilmente pode virar “fascista” do dia para a noite. Mas, neste momento, logo após Greta ganhar holofotes com sua “flotilha” inútil (aliás, Greta e os petistas que a acompanhavam na flotilha podem agora ir tranquilamente para Gaza levar ajuda e reconstruir casas para os palestinos), sua imagem é útil para desviar os olhos do que realmente importa: a luta de María Corina contra a ditadura venezuelana, que escancara o quão vis são os regimes fundamentados no socialismo e no comunismo.

DEU NO JORNAL

PABLO LOPES - PEIXE NA ÁGUA

ME APRESENTANDO

Como começar uma aventura dessas? Achei melhor “começar pelo começo”, me apresentando. Sou paulistano de nascimento, mas vivo há mais de 40 anos em Ribeirão Preto, interior de São Paulo; advogado tardio, 60 anos, quatro filhos, conservador nos costumes, apreciador de bons livros, boas conversas e boas risadas. Tudo a ver com nossa querida Besta e seus frequentadores. Nada de muito interessante, pois.

O título da coluna tirei de um livro de Mario Vargas Llosa e se relaciona com algo que valorizo abaixo somente de Deus: minha liberdade. Sim, liberdade de pensamento, de expressão e de escolha. Acredito que nestes tempos de censura forçada ou voluntária, em nenhum outro lugar há mais liberdade que nas águas profundas desta gazeta. Me sinto um peixe na água, portanto.

Em harmonia com a liberdade geral aqui reinante, Berto me deixou à vontade para escolher os assuntos a serem tratados. Tarefa difícil, ante o nível dos demais colunistas cujo talento agora tentarei corresponder.

Assim, vou abusar da paciência dos que me derem o privilégio de sua leitura, tratando de temas ligados à única área que tenho algum conhecimento de causa, ou seja, as lides do direito. Pode ser que não consiga esconder o estupor diante das aberrações ora em curso. Também pretendo contar, com o devido sigilo, alguns causos jurídicos reais que passaram por estas mãos.

Dito isso, só me resta agradecer ao mestre Berto pela honra de escrever nesta página que acompanho há mais de 15 anos. Também agradeço desde já a paciência e a generosidade de colunistas, comentaristas e fubânicos em geral.

Boa sorte para todos nós e vamos que vamos!

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

RODRIGO CONSTANTINO

APOSENTADORIA MAGNITSKY E O PLANO PETISTA PARA O STF

Barroso oficializa aposentadoria e deixa STF nesta sexta

Barroso assinou seu pedido de aposentadoria e encerrará um ciclo de 12 anos no STF nos próximos dias

No Poder Judiciário, já virou piada que a “punição” para juízes pegos no flagra fazendo besteira costuma ser apenas uma aposentadoria precoce – e integral. É um “castigo” um tanto benevolente, cá entre nós. No caso de Barroso, que confessou ter derrotado o bolsonarismo, ele mesmo anunciou a saída antecipada do STF. Por que alguém tão vaidoso abre mão de tanto poder?

Uma hipótese é a Lei Magnitsky. Perder seus vistos já foi doloroso demais para quem curte palestras em Nova York ou passeios em Miami. Afetou a vida de sua família, com um filho trabalhando no BTG de Miami. Machucou, enfim. E ele viu que pode piorar bastante ao observar as sanções contra Alexandre de Moraes, sua esposa e seu instituto.

Ou seja, podemos estar falando da primeira aposentadoria Magnitsky, por medo do que poderia acontecer ao Pavão Supremo. E, por isso mesmo, acho que Barroso não deveria ser poupado da sanção. O poder pedagógico seria importante aqui, para mostrar que não basta fugir agora se ajudou a cometer crimes de abusos antes. A única alternativa é desfazer os abusos!

Outro aspecto que a aposentadoria precoce de Barroso significa é o maior aparelhamento da Corte pelo PT. Ora, Barroso ainda tinha oito anos pela frente, mas agora Lula poderá indicar um companheiro jovem que ficará no STF por décadas! É uma forma de blindar a Corte para que sua atuação partidária siga firme e forte.

Reparem que a BBC Brasil trata com naturalidade a situação esdrúxula: “Indicação para a vaga de Barroso deve ter perfil político, dizem analistas”. Afinal, “Lula vê STF como contenção a bolsonarismo”. Leandro Ruschel fez a pergunta óbvia, e retórica: “Em que tipo de regime o tribunal constitucional é aparelhado por um partido político para eliminar a oposição?”

Já se especula que a Cármen Lúcia poderia ser a próxima a pedir para sair. Estaríamos diante de uma estratégia petista para infiltrar seus jovens militantes e garantir a hegemonia petista no STF por anos e anos? Com o poder acumulado sem freios pelo STF, isso poderia representar a fala de Dirceu: “Nós vamos tomar o poder, o que é diferente de vencer eleições”. Com um STF quase todo bolivariano e jovem, quem precisa de eleições?