CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

OS NETOS DE PEDRO ERNESTO

Em 17 de junho de 1962 o Brasil tornou-se Bicampeão Mundial de Futebol derrotando a Tchecoslováquia por 3 x 1 no Chile. Nesse mesmo dia, nasceu o primeiro filho homem de Pedro Ernesto. O comerciante tomou um porre homérico e deu-lhe o nome de Amarildo, homenageando o grande jogador da Copa 1962. Afinal nasceu um homem, depois de duas meninas. Amarildo foi crescendo e deu preocupação ao pai, era um menino diferente. Não gostava de futebol, nem das brincadeiras de meninos na Praça do Centenário, onde moravam numa bela casa. Pedro Ernesto proprietário de dois supermercados, trabalhador, dava conforto e educação para a família. Mas, tinha um desgosto, Amarildo não gostar de futebol e de outras brincadeiras masculinas.

Na verdade Pedro Ernesto tinha um pavor que o filho fosse “viado”, ficava triste com essa possibilidade. Adolescente, Amarildo andava de bicicleta pelas ruas do Farol com os amigos, contudo, era um rapaz bem comportado, falava pouco, não se gabava de namoradas e mulheres. Até que um dia Pedro Ernesto chegou em casa depois do trabalho e encontrou Laurinha, sua esposa, chorando. Quando ela contou que havia flagrado Luzia, a empregada, transando no quartinho dos fundos com seu jovem filho, Amarildo, Pedro Ernesto deu um pulo de alegria, disse para mulher que deixasse de besteira e foi comemorar com amigos no botequim da esquina, ganhou alma nova. O fantasma da “viadagem” do filho que o atormentava há anos, desapareceu

Amarildo cresceu, sem fazer alarde era um “come quieto”. Não tinha namoradinha, gostava era de perambular, conquistando as jovens empregadinhas que vinham do interior atrás de melhorar de vida.

Ainda era estudante na Faculdade de Economia quando foi ajudar seu pai na administração dos Supermercados. Tornou-se um excelente comerciante. Pedro Ernesto tinha maior orgulho do filho. Certo dia, Amarildo encontrou-se com Fátima, uma colega da Faculdade, saiu com a amiga algumas vezes, até que veio a notícia, ela estava grávida. Fátima era divorciada com um filho, não quis casar. Nasceu o Amarildinho, Pedro Ernesto ficou orgulhoso com o primeiro neto. Amarildo fazia visitas esporádicas ao filho, aproveitava dormia com a amiga, sempre discreto, aquilo só interessava a ele.

Até que conheceu Elizabeth, bela jovem, estagiária no escritório do advogado da empresa. Com um ano de namoro e muita paixão, ela engravidou. Elizabeth outra mãe solteira, mas com toda assistência financeira e sexual do pai. Maior orgulho de Pedro Ernesto era falar de seus dois netos. Ele gostava também de se gabar que havia ganho dinheiro à custa de seu trabalho honesto, nunca havia feito negociatas com políticos e cofres públicos. Amarildo solteirão, continuou com dois vícios: correr pela manhã e, vez em quando, sair com uma jovem, era um irresistível mulherengo, sem alarde, discreto.

Quando o Pedro Ernesto completou 80 anos, Dona Laurinha preparou uma festa com a família e amigos mais íntimos. Dona Laurinha quis fazer uma surpresa e conseguiu levar todos os netos para o aniversário. A família homenageou Pedro Ernesto. Estavam reunidos quatro filhos de Amarildo. Pedro Ernesto com maior orgulho dos netos. Fátima apareceu acompanhada do filho, Amarildinho, e uma jovem em vestido simplório. Quando Pedro Ernesto fez um discurso à família, falou do orgulho que tinha dos quatro netos.

Foi quando Fátima interrompeu.

– Quatro não, são cinco, tem um menino no bucho dessa jovem, minha empregada, ela afirma que o filho é de Amarildo. Peço fazer DNA quando a criança nascer para confirmar a paternidade. Esclareço que essa jovem é empregada doméstica, dorme em minha casa.

Pedro Ernesto ficou alegre. Meio bêbado repetia, feliz, para todos convidados: São cinco netos. Cinco netos. Posso morrer tranquilo. Viva Amarildo!!!!!!!

DEU NO JORNAL

CORREIOS DESPEJADOS POR FALTA DE PAGAMENTO DE ALUGUEL

Marcel van Hattem

Prejuízo bilionário dos Correios expõe a velha fórmula petista: gastos inchados, má gestão e ineficiência pagos pelo contribuinte

A defesa da privatização de toda e qualquer empresa estatal é, para um liberal, questão de princípio. Ponto. Não deve o Estado intervir nas relações econômicas de mercado e, menos ainda, atuar diretamente por meio de empresas estatais – uma contradição em termos. Empreendimentos dependem da tomada de risco de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos para a produção de um bem ou a oferta de um serviço no livre mercado com demanda potencial, porém não garantida. Quando o governo decide abrir um CNPJ, a variável risco desaparece e o lado da demanda, não raro, é distorcido pela ação de governos que criam, até mesmo, obrigações contratuais que forjam demandas artificiais.

Quando um governo irresponsável e antiliberal assume o poder, como é o caso da atual administração federal de Lula, a situação se agrava. Como não há “risco” para o gestor, pois, se a empresa estiver em vias de quebrar, o prejuízo é coberto pelo pagador de impostos, o caminho até o fundo do poço é infinitamente mais longo do que na iniciativa privada. É o que hoje se verifica com as estatais federais sob administração do PT e seus aliados. Os Correios são a maior prova disso.

Antes uma empresa saneada e que passou a ser lucrativa sob o governo Bolsonaro, chegou a registrar lucro recorde de R$ 3,7 bilhões em 2021. Agora, sob o governo Lula, a estatal já acumula mais de R$ 4 bilhões em prejuízo, valor que tende a crescer, inclusive por ser uma empresa obsoleta em tempos de e-mails, celulares e redes sociais.

Na última semana, vieram a público situações vexatórias para a antes poderosa “empresa pública”: foram noticiados, em centenas de cidades do Brasil, os despejos de agências locais por locadores de seus espaços físicos. Motivo? Falta de pagamento de aluguel. É uma vergonha tão grande que não tem como ser escondida: caminhões retirando os equipamentos, móveis, cadeiras, balcões, computadores, escaninhos e levando-os para algum depósito regional, no aguardo de alguma solução.

E quais as soluções buscadas para a crise? Claro: mais Estado. No microgerenciamento, as prefeituras têm relatado o recebimento de indecorosos pedidos para ceder espaços valiosos de suas administrações locais, usados para atendimento dos cidadãos na área da saúde ou da educação, para que sejam cedidos aos Correios. É uma vergonha – não bastasse o prejuízo ao governo federal, querem ainda repassar parte da conta da incompetência para municípios pagarem. Inaceitável.

Já na questão global de suas contas, a estatal anunciou que tem a intenção de buscar R$ 20 bilhões em empréstimos subsidiados em bancos públicos, mais uma vez cabendo ao cidadão pagar a conta. E, mais uma vez, demonstra-se com clareza por que também bancos públicos devem ser privatizados: são nada mais do que parte dessa engrenagem política que retroalimenta a incompetência, a ineficiência e a corrupção no setor público.

Passa da hora de o Estado parar de interferir na iniciativa privada e deixar de administrar o que não é da sua competência. Enquanto vão mal a saúde, a segurança e a educação, desperdiça-se dinheiro a rodo em empresas estatais em todo o país – não só no governo federal. Os Correios já são praticamente um caso perdido: antes uma estatal valiosa, hoje está sucateada, quebrada financeiramente e possui cada vez menos valor de mercado.

Que o despejo por falta de pagamento de aluguel, uma das mais vergonhosas consequências de qualquer péssima administração financeira, sirva de recado claro para os que resistem em concordar com a irrefutável teoria liberal: na prática, toda estatal está fadada ao mesmo destino dos Correios. Privatizar, conceder, liquidar estatais é obrigação de qualquer gestor público que queira priorizar a liberdade econômica de sua população e o foco na oferta de serviços básicos indispensáveis, a começar pela segurança pública, hoje tão precária no nosso país.

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

EVIDÊNCIAS

– Nestas notas comento sobre semelhanças interessantes entre épocas, pessoas e fatos ligados às trajetórias sobre astros de Hollywood, enfocando também, fatos ligados aos presidentes Reagan, Biden, Trump e Bolsonaro.

LEITORES ATENTOS – Primeiramente, em respeito e agradecimento aos meus leitores-amigos e à História, divulgo aqui emendas, sobre notas anteriormente publicadas sobre Arnold Schwarzenegger.

MARCO AURÉLIO – “Considerando sempre didáticos seus artigos, quero fazer uma observação: quem protagonizou o personagem “Rambo”, foi Sylvester Stallone, o que não muda em nada a qualidade do seu maravilhoso trabalho. Grande abraço, Marco Aurélio Pires Caminha.”

OPORTUNA EMENDA – Ao caro leitor José Alves Ferreira, agradeço o comentário: “Olá! Parece que o articulista confundiu Sylvester Stallone – verdadeiro intérprete de “Rambo” – com Arnold Schwarzenegger, outro ator de filmes de ação e destruição. Acontece!… “

RECORDAÇÕES INDELÉVEIS – Na minha infância fui entusiasta de vários cowboys, personificados em filmes de faroeste, principalmente entre aqueles que foram protagonizados pelos artistas John Wayne e Ronald Reagan.

INTRÉPIDO REAGAN – E por falar nas notas anteriores sobre Arnold Schwarzenegger, que foi governador da Califórnia, vi-me na obrigação de realçar o mérito de Ronald Reagan, que foi presidente dos Estados Unidos de janeiro de 1981 a 1989, também com eleitores influenciados por seu destaque no cinema.

FILMES NOTÁVEIS – Foram meus preferidos: “Demônios Submarinos”, “A audácia é minha lei”, “Prisioneiros de Guerra”, “Zona Tropical” e “Montana”.

FICÇÃO CONVERTIDA – Há episódios na História do Cinema em que a ficção se converte, de certo modo, em realidade. Sobremodo quando as telas nos mostram que os heróis dos filmes se transformam em benfeitores da sociedade, lançadores de modas e inspiradores de costumes sociais.

VELHO OESTE – De pesquisas colhidas em biografias, organizei as seguintes notas. Na América do Norte o cowboy que aparece nos filmes, é um pastor de gado que trabalha a cavalo e cuida das fazendas. A palavra vem do inglês, significando “guardador de gado”, e isto nos lembra o “Velho Oeste.”

PHOENIX ARIZONA – Quando estive em Phoenix, fui, com certa avidez, visitar o deserto do Arizona, onde se realizavam filmagens de histórias emocionantes dos caubóis, quando os bravos índios Navajos defendiam suas terras de forma corajosa e emocionante.

EMOÇÕES PASSADAS – Em busca daquele passado de sonhos e emoções infanto-juvenis, acompanhado da neta Maria Eduarda e suas filhas – minhas bisnetas Allie, Paige e Sedona – nada mais encontrei ao pisar naquelas terras; só emoções e saudades.

SOCIÓLOGO ECONOMISTA – Ronald Wilson Reagan, nascido em Los Angeles, foi um ator e político norte-americano que se elegeu presidente dos Estados Unidos. Formou-se em economia e sociologia; em seguida trabalhou como radialista esportivo.

ATOR SINDICALISTA – Ao mudar-se para Hollywood em 1937, trabalhou como ator por quase três décadas; tornou-se, inclusive, presidente da Screen Actors Guild (SAG), um sindicato que representa mais de 120 mil atores e, em seguida, foi porta-voz da General Electric (GE).

CAUBÓI PRESIDENTE – Em em 1980, foi escolhido como candidato republicano e elegeu-se presidente dos Estados Unidos após derrotar Jimmy Carter que concorreu à reeleição.

BALA MALDITA – Como Donald Tramp, que levou um tiro de raspão na orelha, Reagan também sofreu uma tentativa de assassinato à bala, que ocorreu em 30 de março de 1981, 69 dias após ter assumido a presidência dos Estados Unidos. Bolsonaro foi outro candidato que também sofreu ataque antes de ser eleito presidente do Brasil e ainda hoje padece de uma facada..

GUERRA FRIA – Em 1984, Reagan foi reeleito com uma vitória esmagadora. Seu segundo mandato foi marcado principalmente por assuntos internacionais, tais como o término da Guerra Fria, o bombardeio da Líbia, a invasão de Granada e a revelação do Caso Irã-Contras.

FORÇAS NUCLEARES – Negociou com o líder soviético Mikhail Gorbachev, culminando no Tratado de Forças Nucleares e na diminuição dos arsenais de ambos os países.

MURO DEMOLIDO – Durante seu famoso discurso no Portão de Brandemburgo, sugeriu a Gorbachev derrubar o “Muro de Berlim”. Logo após o fim do seu mandato, o muro foi demolido e a União Soviética entrou em colapso.

ALZHEIMER ATACANDO – Ronald Reagan deixou a presidência no início de 1989, sendo sucedido por George H. W. Bush, seu vice-presidente. Em 1994, revelou que estava sofrendo da doença de Alzheimer, semelhante à mesma enfermidade que se supõe haja atacado o então presidente Joe Biden.

JOE BIDEN – Os americanos gostam de personalizar apelidos. Por isso, poucos sabem que o nome do ex-presidente Biden é Joseph Robinette Biden Jr. Ao final de seu governo houve questionamentos a respeito da sua aptidão mental, demonstrando que estaria com Alzheimer.

DIREITA RENASCIDA – Reagan morreu aos 93 anos de idade. Considerado um ícone entre os Republicanos. Ocupa um lugar de destaque no Panteão Histórico dos Presidentes dos Estados Unidos, e seu mandato contribuiu para o renascimento ideológico da Direita norte-americana. São muitas coincidências e evidências!

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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