DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

TOFFOLÃO

Marcel van Hattem

Venho alertando, denunciando e combatendo há anos aquilo que, apenas agora, virou consenso na grande mídia brasileira: as ilegalidades, abusos e inconstitucionalidades de quem deveria fazer Justiça. Com exceção da Gazeta do Povo, além de outras honrosas companhias, o que estamos vendo desde abril de 2019, com a abertura do Inquérito das Fake News, é uma complacência e até mesmo um apoio aos métodos autoritários de ministros do STF, a começar por Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Foram eles os grandes protagonistas daquele inquérito original, usado para censurar a Revista Crusoé, que trazia em sua capa, justamente, uma denúncia contra Dias Toffoli por recebimento de propina de Marcelo Odebrecht.

Mesmo com a cortina de ferro imposta pela mídia, segui denunciando os abusos, as relações promíscuas, o ativismo judicial e a corrosão silenciosa das instituições brasileiras promovidos pelo STF. Quem aludia à verdade foi frequentemente tratado como conspiracionista, golpista e radical. A implacável perseguição a quem ousou, nesses últimos anos, manter-se fiel à verdade e íntegro resultou em censura, multas pesadas e até mesmo prisões ilegais e arbitrárias.

Chegado 2026, a caixa de Pandora foi aberta. Ninguém pode ignorar mais o escândalo que envolve o Banco Master e enreda altíssimas figuras da outrora República — inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal e, especialmente, mais uma vez, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Enquanto a mídia brasileira desperta de seu sono profundo, é, ironicamente, a revista The Economist, um dos mais respeitados e antigos veículos internacionais, quem descreve, com frieza e método, aquilo que, até pouco tempo atrás, preferiu-se ignorar nos meios nacionais: o escândalo do Banco Master não é apenas financeiro. Longe disso: é também político e institucional, consequência das mazelas criadas pela própria Corte, que a tornaram intocável, fora do alcance de qualquer fiscalização externa. Como dizia Lord Acton: “o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”.

E o que foi que tornou o caso do Banco Master o exemplo mais acabado da crise e bandalheira institucional que vivemos? O texto da The Economist escancara o que já denunciamos há anos: o Brasil vive uma teia de relações espúrias entre poder econômico, classe política e Judiciário. Quando um ministro do STF mantém relações indiretas com personagens centrais de um escândalo bilionário; quando contratos milionários são firmados com escritórios ligados a familiares de magistrados; quando há viagens em jatos privados de advogados de partes interessadas; quando processos “caem por sorteio” sempre nos mesmos colos; quando investigações são arquivadas sem explicações convincentes, não estamos mais falando de coincidências. Estamos falando de uma verdadeira captura institucional.

O caso envolvendo Alexandre de Moraes é emblemático. Um contrato de dezenas de milhões de reais entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, seguido de contatos frequentes com o presidente do Banco Central antes da liquidação do banco, levantou suspeitas legítimas. A reação do ministro, em lugar de esclarecer a situação, levantou ainda mais suspeitas. Partiu-se para a intimidação, inclusive com investigação contra órgãos de controle para apurar supostos “vazamentos”. É o velho método autoritário: em vez de explicar os fatos, ataca-se quem pergunta.

A situação de Dias Toffoli não é menos constrangedora. Viagens em jato privado com advogado ligado ao banco. Relatoria de processos sensíveis envolvendo o caso. Investimentos de familiares de Vorcaro em empreendimento turístico associado a parentes do ministro — o agora famoso Resort Tayayá. Pode até não haver prova cabal de dolo, ainda, mas há algo igualmente grave em uma democracia: a perda completa da aparência de imparcialidade. À esposa de César não é dado apenas ser honesta; ela deve parecer honesta também. E, assim, um novo escândalo nasce no Brasil, batizado de Toffolão.

O mais revelador de tudo é que foi preciso um escândalo financeiro bilionário, com repercussão internacional, para que parte da grande imprensa começasse a, finalmente, “perceber” o problema. A matéria da The Economist não nos surpreende. E não deveria surpreender a ninguém, pois ela apenas confirma que o Brasil precisa urgentemente de um Judiciário contido pela Constituição, de um Congresso que volte a exercer suas prerrogativas e de uma cultura política que rejeite o conluio entre Estado e interesses privados.

O sistema reagirá, como sempre reage. Mas a verdade, uma vez exposta, ainda mais ao olhar internacional, tem um efeito corrosivo sobre o arbítrio. E nós — a Gazeta do Povo, eu e tantos outros — continuaremos denunciando. Não porque agora “virou moda”, mas porque sempre foi necessário. A diferença é que, hoje, felizmente, quem jamais poderia ter dormido dá sinais de que está acordando.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

NA PONTA DO LÁPIS

Apontando o lápis e fazendo contas

Nhanhar é bom (eu sempre gostei!). E nunca gostei de preservativo. Melhor “evitar” as consequências de outra forma. Nas horas de extrema necessidade mental, até a velha e quase esquecida masturbação, resolve.

Meu pai não conhecia e jamais fez uso dessas práticas modernas que muitos usam. Com minha mãe, gerou seis filhos (cinco machos e uma fêmea). As consequências, na prática, vieram depois.

Pois, nesse período do ano, depois de gastos extras (ainda não existia o décimo-terceiro – hoje existe até o décimo-quarto) com a enganação do Papai Noel descendo pela chaminé com uma sacola de presentes, vinha a preocupação obrigatória da compra do material escolar. E, não era apenas o material didático. Muitos precisavam comprar todo ano o fardamento escolar e os calçados – os meninos cresciam e os tamanhos do vestuário mudavam.

Hoje é diferente. O Governo dá tudo e nada pede em troca, pois Ele se contenta apenas com os votos no mês de outubro. Se o estudante aprende ou não, Ele entende que não lhe diz respeito. Mas diz. Ou, pelo menos deveria dizer.

Eis que surge uma pergunta: Se o Governo dá tudo (com exceção do bom ensino), por que os alunos não aprendem nada? E, nas escolas particulares, além do pagamento das mensalidades, os pais precisam fornecer papel higiênico e outros que tais. Mesmo o(s) filho(s) sequer entre num dos banheiros.

Países do primeiro mundo já estão voltando com as castanhas, quando o brasileiro ainda está indo apanhar os cajus. Aqueles países caíram na real e entenderam que o uso da tecnologia avançada para os alunos iniciantes, retira deles o “raciocínio” prejudicando a cognição do que é ensinado.

No Brasil, quanto menos o estudante raciocinar e aprender, melhor. Desde que ele alcance a idade estabelecida para votar.

Concluindo: os seis filhos do meu pai (Chico, Didi, Zé Alfredo, João, Jandira e Jorge) estudaram em escolas públicas, no tempo que ainda não se falava em Paulo Freyre (e damos graças à Deus) e o pai comprava tudo, somando na ponta do lápis.

Disciplina e aprendizado eram obrigatórios. Cantávamos o Hino Nacional, comemorávamos o Dia do Professor, o Dia da Árvore, o Dia do Estudante e, obrigatoriamente, desfilávamos em meio aos militares no dia 7 de Setembro.

Hoje fico lembrando do Chico (Oliveira Ramos) que, durante anos, manteve 6 filhos estudando no Maristas – e ali, nada era gratuito. Precisava calcular tudo na ponta do lápis.

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Noel Rosa

Noel de Medeiros Rosa nasceu em 11/12/1910, no Rio de Janeiro, RJ. Compositor, cantor, violonista e um dos nomes mais destacados não apenas no samba, mas na história da música popular brasileira. Sua contribuição foi fundamental na legitimação do samba como ritmo genuinamente brasileiro. Em seu curto período de vida deixou mais de 250 músicas, muitas delas clássicas do cancioneiro popular.

Nascido de um parto complicado, que incluiu o uso de fórceps para salvar a vida da mãe e da criança. Além disso, tinha uma hipoplasia, com uma diminuição da mandíbula, que marcou sua feição dotando-o de uma fisionomia particular. Cresceu no bairro carioca de Vila Isabel, reduto de boêmios e sambistas tradicionais do Rio de Janeiro, oriundo de uma família de classe média. Estudou no tradicional Colégio de São Bento e dizem que, não obstante a inteligência, não era um aluno aplicado nos estudos.

Aprendeu a tocar bandolim de ouvido ainda adolescente e gostou da atenção que despertou nos ouvintes. Pouco depois passou ao violão e logo fazia parta das rodas de samba. Aos 21 anos entrou na Faculdade de Medicina, mas cedo se deu conta da inviabilidade do projeto de ser médico diante da vida de artista que se apresentava entre as noitadas regadas a cerveja. Aos 19 anos já era integrante do “Bando dos Tangarás”, ao lado de Braguinha, Almirante e Henrique Brito. Em 1929 compôs Minha viola e Festa no céu e no ano seguinte, aos 20 anos, surge o primeiro grande sucesso Com que roupa?, uma de suas clássicas composições,

No folclore musical surgiu uma história em que ele, em certa noite, queria sair com os amigos, mas sua mãe não deixou, escondendo suas roupas. Foi aí que perguntou: “Com que roupa eu vou?” Mas esta história foi desmentida por Almirante, seu parceiro e primeiro biógrafo. Ele atesta que os primeiros acordes da música eram muito parecidos aos do Hino Nacional. O problema foi detectado pelo maestro Homero Dornelas e Noel prontamente fez a modificação. O fato é que ele era um grande cronista e suas músicas eram um retrato da vida simples e cotidiana, que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa chamava-o de “o Rei das letras”.

O cotidiano e o humor sempre estiveram nas letras de suas músicas, incluindo as “brigas”. Numa polêmica com seu rival Wilson Batista, os dois pelejaram em sambas. Os dois andaram enamorados de uma morena do “Dancing Apollo. Noel compôs o samba Rapaz folgado, detonando a empáfia de Lenço no pescoço, de Wilson. Este, quando ouviu o samba, deu o troco com Mocinho da Vila, aconselhando Noel a cuidar de seu microfone e deixar quem era malandro em paz e ao final orgulhava-se “modéstia à parte, eu sou rapaz (folgado?)”. Noel continuou a polêmica com Feitiço da Vila: “modéstia à parte, eu sou da Vila (Isabel)”. Em seguida, Wilson compõe Conversa fiada, questionando a superioridade do bairro. Noel retruca com o samba Palpite infeliz. Ao final da “briga”, os dois tornaram-se parceiros e amigos.

A vida boêmia nos bares da lapa era intensa e parece que começava cedo no café da manhã: Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa / Uma boa média que não seja requentada / Um pão bem quente com manteiga à beça… Essa Conversa de botequim é um dos seus maiores sucessos. Até agora já foi executada mais de 546 mil vezes na Spotfy e 1.3 milhão de vezes no Youtube. Ao longo da breve vida teve muitas namoradas e foi amante de outras já casadas. Aos 24 anos casou-se com Lindaura Martins, por quem tinha certo afeto, mas era apaixonado mesmo por Ceci, prostituta de um cabaré na Lapa. Essa paixão resultou no samba Dama do Cabaré, outro sucesso. Ele quis tirá-la da “vida fácil”, dar-lhe uma casa e uma vida tranquila como amante. Mas ela recusou a oferta; não queria ser uma “manteúda”; queria alguém que assumisse o casamento. Era uma mulher bonita, elegante e educada. Mas ele não pode encarar o escândalo social e na família, que não aceitaria o casamento com uma meretriz.

A vida boêmia segue o curso, às vezes interrompida com tratamentos contra a tuberculose que o consumia. Viajou diversas vezes para cidades montanhosas em função do clima e passou uma temporada em Belo Horizonte. De lá, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro”.

De volta ao Rio, sentiu alguma melhora e parou com as medicações. Achou que estava curado, mas pouco depois adoeceu fortemente, não conseguindo mais se alimentar e nem levantar da cama. Faleceu repentinamente em 4/5/1937 aos 26 anos. Sua vida foi filmada e biografada diversas vezes. São filmes de curta, média e longa duração, com destaque para “Noel – Poeta da Vila” (2007), baseado na essencial biografia Noel Rosa: uma biografia (1990), de João Máximo e Carlos Didier. No teatro também foi retratado na peça O poeta da Vila e seus amores (1977), de Plínio Marcos e cenário de Flávio Império, inaugurando o Teatro do SESI, em São Paulo. Em 2010, centenário de seu nascimento, a Escola de Samba Unidos da Vila Isabel desfilou em sua homenagem com o samba Noel: a presença do “Poeta da Vila”, de Martinho da Vila. Em 2016 foi agraciado in memoriam com a “Ordem do Mérito Cultural do Brasil”, na classe de grão-mestre.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

SELETIVIDADE

Determinada ocasião Marco Aurélio de Mello, então ministro do STF, disse que “processo não tinha capa”, ou seja, para ele o que importava era as provas constantes no processo, não importando de quem fosse o nome da capa. Marco Aurélio tentou seguir, fielmente, os preceitos constitucionais em alguns casos e, dois deles, foram absurdamente escabrosos, mas para ele foi a aplicação da lei.

O primeiro caso foi a soltura do assassino confesso da freira Dorothy Stang ocorrido em 2005, na cidade de Anapu, estado do Pará. Embora o mandante desse crime tenha sido condenado, por júri popular, a 30 anos de reclusão, Marco Aurélio permitiu sua soltura, mediante habeas corpus, baseado no trânsito em julgado. Pois é: mesmo confessando que matou, ou mandou matar, uma pessoa, tem aquele papo de que “todos são inocentes até que se prove em contrário”. Nessa mesma linha de ocorrência, tem André do Rap que saiu da cadeia, entrou num Mercedez Benz que o esperava e sumiu “no oco do mundo”.

Um caso digno, foi a proibição de Renan Calheiros assumir a presidência porque tinha processos contra ele no STF. Com o impeachment de Dilma, o país ficou sem vice-presidente. Portanto, numa eventual vacância tinha o presidente da câmara, o presidente do senado (Renan, à época) e Lewandowski que era presidente do STF. Marco Aurélio, tirou Renan da linha de sucessão. Talvez esses casos reforcem seu pensamento de que ele julgava o processo sem se preocupar com o nome do denunciado.

Essa introdução é base para dizer que parece, sim, que existe um processo de seletividade judicial. Alguns são julgados com celeridade, principalmente no âmbito do STF e outros não são alcançados por prescrição de pena. Renan Calheiros, por exemplo, tinha 17 processos de improbidade no STF e nunca foi acusado de nada. Todos os seus processos caducaram e Renan segue a vida com toda pompa de um homem honesto de caráter ilibado. Paulinho da Força, foi denunciado por desvios no FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, mas, embora a câmara se situe a 100 metros do STF, o oficial de justiça nunca o encontrou para entregar a citação.

O caso mais emblemático, ou melhor, mais escabroso, envolve o ministro Dias Toffoli e o banco Master. Primeiro tem sua viagem ao Peru para assistir a um jogo de futebol, acompanhado pelo advogado do Banco Master. De forma imediata o ministro passou a atuar de forma a não permitir que o procedimento de liquidação do banco seguisse um trâmite normal. Para completar vem o TCU querendo saber se a liquidação extrajudicial do banco não foi precipitada. Veja bem: o TCU é um órgão de controle externo da união. Sua preocupação é a licitude da administração pública, nunca se envolver ou apurar um processo é de competência do Banco Central.

Agora se sabe que familiares de Toffoli mantinham negócios financeiros com o cunhado de Daniel Vorcaro. Sabe-se que mantinha negócios com uma instituição financeira, Reag, por atos irregulares que vieram a tona na Operação Carbono Oculto, em meados de agosto do ano passado. Essa mesma instituição manteve negócios com o PCC e, apesar de todo esse vínculo, o ministro não se declara suspeito. Pelo contrário: ele atua fortemente para que tudo não seja apurado.

Não bastasse tudo isso, o ministro Alexandre de Moraes abriu um inquérito, de ofício, para apurar vazamentos de informações dentre as quais o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de sua esposa e o Banco Master. Um inquérito de ofício é do tipo que não nasce por uma denúncia da Procuradoria Geral da República ou da Polícia Federal. É o ministro no gozo de todas as suas prerrogativas quem decreta a abertura do processo. Simples assim. Como exemplo, pode-se citar o chamado “inquérito das fakes News”. Aberto em 2019, por Alexandre de Moraes, esse inquérito nunca apurou nada, não tem uma peça acusatória produzida e, o pior de tudo isso, não tem a menor perspectiva de encerramento. A meu ver, encerrar esse inquérito é uma constatação de abuso de poder e isso o ministro Alexandre de Morais jamais admitirá.

O exercício da democracia prevê capacidade de transparência elevada. Não adianta alardear nos discursos a tal defesa das instituições democráticas e proibir investigações, punir quem divulga, ameaçar quem se levanta contra. Impor sigilo é um ato vergonhoso. Tudo que é feito pela administração pública precisa ser do conhecimento de todos. Não bastasse todo esse clima, o ministro Haddad declarou essa semana que o caso do Banco Master “pode ser maior fraude há história bancária do Brasil”. Talvez ele tenha razão, mas cumpre lembrar que o Banco Nacional passou 10 anos publicando balanços falsos e sendo fiscalizado pelo Banco Central.

De fato, o que mudou agora é que no caso do Banco Nacional não havia políticos envolvidos. No caso do Master, a lista parece interminável e todos contribuem para que a população não sabia, de fato, quem se beneficiou do Banco.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

A NATUREZA

A Natura nos motiva
A escrever poesia.

Mote deste colunista

As coisas da natureza
Nos traz muita inspiração
Até a vegetação
Com o verde da beleza
O rio tem a nobreza
Os astros nos irradia
A noite serena e fria
Com sua expectativa
A natureza motiva
A escrever poesia.

Poeta Nascimento

Poeta tem sentimento
Muito maior que o normal
Tem a alma angelical
Vê poesia no vento
Deus é quem dá o talento
Natureza é uma magia
Inspiração todo dia
Essa é muito atrativa
A Natura nos motiva
A escrever poesia.

Cabal Abrantes

Poeta se emociona
Com o canto do sabiá,
Com o voo do carcará,
Com floreios de sanfona,
Com a cantiga “cafona”
Repleta de nostalgia,
Com os versos de magia
Da pena de Patativa.
A Natura nos motiva
A escrever poesia.

Wellington Vicente

DEU NO JORNAL