FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

SOBRE DESCRENÇAS E FÉ

Percebe-se, atualmente, nos quatro cantos do mundo, uma descrença gigante nos amanhãs individuais, comunitários e planetários. Uma grande maioria da humanidade está vitimada por uma estupidificante baixa auto-estima, como se a atual nossa era de transição cósmica fosse brevemente findar, sem qualquer outra em processo de emersão. Por irracionalidade ou analfabetismo cultural, muitos ruminantes estão interpretando o Apocalipse do Novo Testamento como o fim de tudo, ultimando a existência na superfície terrestre.

No melancólico contexto XXI, a fé que cada um deveria possuir, no transcendental e na sua caminhada pessoal, profissional, familiar e comunitária, se está nulificando, potencializando ansiedades, depressões, angústias e auto-destruições, além de feminicídios crescentes.

Além disso, muitos ainda são descrentes por desconhecerem o que significa ter fé.

Segundo Allan Kardec, no seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 19, “a fé é a confiança na realização de algo, a certeza de alcançar um objetivo. Ela nos dá um tipo de lucidez que nos faz, em nosso pensamento, o resultado pelo qual estamos lutando e os meios para chegar lá, de modo que aquele que tem fé, caminha com segurança. … A fé sincera e verdadeira é sempre calma, ela dá a paciência que sabe esperar, porque, apoiando-se na inteligência e na compreensão das coisas, traz a certeza de chegar.”

Para a definição acima ser plenamente efetivada, alguns requisitos se tornam indispensáveis: inteligência, compreensão e lucidez. E este trio só se torna atuante quando devidamente ajustado a meios e objetivos, tudo sendo estabelecido com calma e equilíbio emocional.

O cotidiano mundial, na pós-modernidade, está muito desatento a uma constatação feita por Thomas Huxley (1825-1895), um biólogo e filósofo britânico que ficou conhecido como “O Buldogue de Darwin”, por ser o principal defensor público da teoria da evolução de Charles Darwin e um dos principais cientistas ingleses do século XIX. Ei-la: “O fundamento da moralidade é renunciar a fingir que se acredita naquilo que não comporta evidências, e a repetir proposições ininteligíveis sobre coisas que estão além das possibilidades do conhecimento.”

Infelizmente, no Brasil atual, por ausência de um conteúdo cognitivo pensante nos dois primeiros graus de ensino, agiganta-se quantitativamente uma categoria humana situada entre a faixa simiesca e o nível homo racionalis, classificada pelas pesquisas antropológicas modernas de chinfrinzé, definido como “animal quase racional, extremamente similar fisicamente ao homo sapiens, que se comporta em áreas civilizadas com uma mente mixada, coexistindo nela ideários nostálgicos, hábitos comportamentais aparentemente sadios e nulificada visão de futuro.”

Facilmente identificados, os chinfrinzés são arroteiros, comportando-se como civilizados, sendo caloteiros do erário público, de Master somente portando o nomr do lugar onde executam suas pilantragens, cuidadosamente preservadas por julgamentos toffolizados.

Somente através de uma Educação Básica, com forte conteúdo pedagógico pensante, se poderá retirar de inúmeros a condição de chinfrinzé.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

O POVO LUTANDO PELO RETORNO DO CARNAVAL DE RUA EM MACEIÓ

Bloco da Nêga Fulô

De repente, um Prefeito energúmeno cancelou o carnaval de rua de Maceió com o esdrúxulo argumento: “não incomodar ao turista”. Foi a maior burrice criminosa que fizeram com o povo. Os moradores da cidade começaram a procurar folia em outros locais como Recife, Salvador, Rio, deixando um vazio no município. Maceió, durante os dias de Carnaval, parece um cemitério. Praias, restaurantes, bares vazios e comerciantes da teia econômica informal, deixando de faturar um bom dinheirinho nos dias de Carnaval.

CARNAVAL É ECONOMIA CRIATIVA. CARNAVAL É LUCRATIVO.

A abrangência da Economia Criativa, tem como matérias primas a inteligência e a criatividade humanas, recursos que, se bem trabalhados, tendem ao infinito. Sendo assim, com possibilidades praticamente ilimitadas, a economia criativa pode ser considerada revolucionária no mundo atual.

O Carnaval constitui-se numa das mais conhecidas expressões culturais do Brasil, pode ser visto como uma síntese da Economia Criativa, uma vez que nas suas diversas formas de manifestação, os pequenos comerciantes, como ambulantes, taxistas, costureiras, músicos, montadores têm a oportunidade de trabalho e renda. .

PREJUÍZO DE MACEIÓ, POR NÃO TER CARNAVAL DE RUA ORGANIZADO

Durante o carnaval viajam 200 mil maceioenses em busca de folia. Se cada um folião gastar R$ 1.000,00 (um mil reais) durante o Carnaval, serão R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) que deixam de circular em Maceió durante os quatro dias de Carnaval. Perdem dinheiro indiretamente os ambulantes, taxistas, costureiras, fábricas de camisas, rede de hotel e pousada, músicos, restaurantes, bares, montadoras, enfim uma gama de pequenos e médios negociantes.

E os 800.000 maceioenses que ficam na cidade, por não poder viajar, ficam sem Carnaval, sem a alegria fugaz de quatro dias.

BLOCO DA NÊGA FULÔ

Não conformados com a falta de carnaval na cidade de Maceió, alguns amigos formaram um bloco para defilar no domingo de carnaval bloco. O BLOCO DA NÊGA FULÔ, uma homenagem a um dos mais belos poemas do poeta alagoano Jorge de Lima, enaltecendo a beleza da cor negra dos brasileiros. Foi armado um belo estandarte, camisas do bloco distribuídas gratuitamente. Sem trio elétrico. a Orquestra de Frevo do Maestro Elizaubo Wandenberg, tocou durante o desfile marchinhas antigas e múicas alagoanas. Foi sucessso e muita alegria.

Todos os anos o Bloco da Nêga Fulô desfila no domingo de Carnaval. A concentração é na Praça 7 Coqueiros às 14.30 horas. Não tem corda, é aberto para todos os foliões, não é obrigatório o uso da camisa do bloco, embora sejam distribuídas 300 camisas do bloco. Todos os anos o Bloco da Nêga Fulô homenageia uma figura da cultura alagoana. Em 2026 será homenageado um dos maiores carnavalesco da história da cidade, o MOLEQUE NAMORADOR, que cedo partiu para fazer Carnaval no Céu.

Desfila uma Ala de Cadeirantes. A nossa linda NÊGA FULÔ ( a atriz Allana Gatto) vai abrir o bloco.caindo no passo com um jovem bailarino, representando o MOLEQUE NAMORADOR.

Esse ano de 2026 vamos formar o Blocão do Domingão, juntando com mais seis blocos desfilando no domingo de carnaval saindo da concentração nos 7 Coqueiros ás 14.30 e término do desfile na Praça do Alagoinha. Todos convidados, paga nada. As camisas serão gratúias.

O PRINCIPAL OBJETIVO DO BLOCO DA NÊGA FULÔ É O RETORNO DO CARNAVAL DE RUA NOS DIAS DE CARNAVAL. OS GOVERNOS: ESTADUAL E MUNICIPAL TEM CONTRIBUÍDO AO RETORNO DO CARNAVAL DE RUA. MAS, MUITO POUCO, MUITO POUCO MESMO. QUEREMOS UM CARNAVAL NOS QUATRO DIAS DE CARNAVAL COM O POVO NA RUA DESFILANDO COM BLOCOS E SE DIVERTINDO, TODOS TÊM O DIREITO DE UMA ALEGRIA FUGAZ QUE SE CHAMA CARNAVAL.

– O CARNAVAL É A MAIOR MANIFESTAÇÃO CULTURAL ESPONTÂNEA DO POVO BRASILEIRO.

DEU NO JORNAL

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO