JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO – E NA JANELA

“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta.

Não tendes vós muito mais valor do que elas?

E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos?

Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;

E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles”.

Mt 6,26-29

Lírios da Paz no campo

O mundo está moderno. Pessoas estão a caminho e, deduz-se, vão demorar chegar para um encontro. Outras, faz tanto tempo que chegaram, estão ávidas para ir embora – deixando o encontro para Pasárgada. Mas, é bom lembrar que, lá, nem todos são amigos do Rei.

Elvira, “Vivi”, filha primogênita e única daquele casal que herdou fortuna dos pais e dos avós. Fazendeiros ricos que continuaram investindo no agronegócio no interior goiano. Investiram, duplicaram a riqueza e empregaram centenas de pessoas. Boa gente, melhor dizendo.

Além do alto investimento na bovinocultura e ovinocultura, o casal investiu, também, na floricultura. Os resultados imediatos satisfizeram e, nesse campo, o investimento foi maior, quando problemas familiares surgiram.

Vivi, filha do casal, sentia incômodos e deficiência visual. Diagnosticada, adquirira doença visual rara, de nome “presbiopia”, provavelmente fruto de sequelas de uma toxoplasmose.

O patamar financeiro dos pais de nada servia para resolver o problema de Vivi. Os pais se dedicaram inteiramente à filha. Nada lhe faltava.

Vivi não ficou cega. Teve acuidade visual diminuída em noventa por cento, o que lhe causava profunda tristeza e irritação. O amor e a dedicação dos pais aliviavam os problemas.

A rotina doméstica mudou intempestivamente. O pai, que se acostumou a resolver quase todos os problemas ao lado da esposa, passou a resolvê-los só. A mãe precisou dividir as tarefas diárias, dedicando a maioria delas à Vivi.

A parte da manhã era rotina um passeio no campo, onde os “lírios da paz” – todos brancos! – eram cultivados. Vivi acompanhava a mãe, que aproveitava para colher ramalhetes de lírios que colocava num vaso na janela. Todo dia os lírios eram trocados, e a janela, sempre aberta, permitia que o vento perfumasse levemente os aposentos de Vivi.

– Vamos filha! Vamos passear no campo e colher lírios!

– Vamos mãe. Já estou pronta. O que a senhora faz com os lírios que são substituídos?

– Tiro uma das pétalas e guardo. Depois, dou o destino necessário pata as pétalas que sobram. Rezo, e as jogo no córrego pedindo Paz!

– Deus tem sido bom e tem atendido seus pedidos?

As duas saem em direção ao campo. O vento trazia um perfume inconfundível, enquanto mãe e filha caminhavam em passos lentos, usufruindo a paz dos lírios no campo.

Por um momento, o comentário de Vivi (“que coisa mais linda mamãe, a beleza de cada lírio branco contrastando com o verde das folhas”) chamou a atenção da mãe, e lágrimas rolaram pelos seus olhos.

– Nem duvido que você esteja vendo tudo isso, filha!

– Deus é bom, mãe. Sinto, como se estivesse vendo!

E as duas se abraçaram fraternal e carinhosamente. A mãe aproveitou para colher os ramalhetes de lírios brancos. As duas, agora em passos mais lentos para aproveitar aquele momento de paz e felicidade, voltaram para casa.

Os lírios do vaso na janela foram trocados. A mãe arrancou suavemente uma pétala e guardou. Saiu da casa e foi até o córrego, onde “ofereceu” aos santos, os lírios brancos da paz.

No novo dia que chegou, após o café matinal, e antes da saída do pai para o trabalho na granja, Vivi pediu:

– Pai, compra um computador e me dá de presente!

Ainda que achasse aquele pedido estranho, o pai ouviu e nada respondeu. Os dias se passaram e o computador com teclado apropriado foi instalado no cômodo de Vivi.

Os dias de Vivi passaram a ser diferentes. Mais alegres. Parecendo até que algumas horas foram acrescentadas nas vinte e quatro normais. Apesar disso, os passeios no campo de lírios não diminuíram. Ao contrário. Ficaram mais divertidos e aquilo alegrava também a mãe de Vivi. Era visível a felicidade da filha, ainda que acometida de problema tão grave e de difícil solução.

Certo dia, operando o computador, Vivi falou em voz alta:

– Como é você? Perguntou Vivi, no exato momento que a mãe entrava no quarto com uma pequena bandeja nas mãos. O susto foi enorme.

– Com quem você está falando filha? Perguntou a mãe, aflita!

– Com um rapaz que conheci ontem no Facebook. Respondeu Vivi.

– Deus dos céus! (“Minhas preces quando jogo os ramalhetes de lírios no córrego estão sendo ouvidas por Deus”)

Além do teclado especial para deficiente visual, o pai de Vivi comprou, também, fones/microfones modernos, o que permitia que a filha mantivesse contatos com outras pessoas.

Aquele era um momento diferente. Frank, o nome do interlocutor e, agora, amigo de Vivi.

A casa recebeu novo astral. A preocupação com a “presbiopia”, contraída por Vivi diminuiu ante a possibilidade de recuperação total: graças ao amor.

Vivi nunca falou para Frank o seu problema visual. Os momentos de alegria com o relacionamento superaram qualquer necessidade de revelação. O amor poderia curar tudo.

Uma visita de Frank à casa de Vivi foi marcada. Chegado o dia, Vivi recebeu da mãe o comunicado que a visita havia chegado. As duas preferiram receber o visitante no cômodo onde Vivi permanecia sempre. A janela foi aberta. As cortinas foram amarradas e o ar puro que entrava fazia do cômodo um lugar prazeroso.

A mãe de Vivi convidou Frank para ir ao encontro da filha, no quarto. Os três estavam juntos. A mãe preferiu deixá-los a sós. Vivi, tão emocionada com o momento, permaneceu sentada e acessando o computador.

Frank se aproximou, cumprimentou Vivi. A jovem pediu para que Frank lesse uma postagem recente que fizera. Só então Frank percebeu a diferença especial do teclado, concluindo que Vivi era cega. Embora não fosse.

Lírios da Paz na janela

Vivi levantou, cumprimentou Frank e o convidou a ir até a janela, de onde poderiam olhar os lírios no campo.

Aquele horizonte branco que apareceu, visto da janela, por um momento foi visto pelos dois. Vivi, intempestivamente, viu o campo repleto de lírios da paz. Agora, também do amor.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

REFLEXÃO

Repense tudo o que fez:
Parumês é paruano!

Mote deste colunista

Faça uma reflexão
Pra sua alma ficar leve
Dê o perdão e releve
Que alivia o coração
Faça uma renovação
Pra ficar feito tutano
Forte para mais um ano
É o que digo pra vocês
Repense tudo o que fez
Parumês é paruano.

Cabal Abrantes

O ano chegando ao fim,
Chega a hora do balanço:
Para uns é só descanso,
Para outros, um motim.
Tiro isso eu por mim,
Que ainda faço plano,
Pouco fiz e, salvo engano,
Vai faltar coisa outra vez…
Repense tudo o que fez:
Parumês é paruano!

Melchior SEZEFREDO Machado

Se errei peço perdão
Durante essa temporada
Vivo correndo na estrada
Dirigindo um caminhão
Quando entro na contra-mão
Vem o guarda soberano!
Que muda todo meu plano
Da multa já sou freguês.
Repense tudo o que fez:
Parumês é paruano.

Poeta Nascimento

Se emprestou seu dinheiro
A um amigo “chegado”
Arrumou um intrigado
Bem perto do seu terreiro.
Se foi a catimbozeiro,
A cartomante ou cigano
Querendo arranjar um plano
Pra ficar rico de vez…
Repense tudo o que fez:
Parumês é paruano.

Wellington Vicente

DEU NO JORNAL

MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

ISSO NÃO TEM COMO DAR CERTO

Prosseguindo em nossos estudos do uso da inteligência artificial na composição de músicas, aproveitei a tarde de sábado para criar um sambinha bem despretensioso. Mas, não fiquei só na música. Me empolguei e criei também um clipe, com belas imagens do Rio de Janeiro.

Para conhecimento do leitor: a letra é minha; a melodia é da IA Suno, sob minhas orientações; os personagens criei no Chat GPT; a voz que canta é da Suno também; e usei o Grok para dar vida a eles.

A edição do vídeo, fiz sozinho. Usei o Filmora, que tem recursos de IA, mas não os utilizei.

Segue a letra do samba:

REFRÃO

Isso não tem como dar certo
Só quem não quer não está vendo.
Não precisa muito esforço
Para ver o que tá acontecendo.

No teatro da vida, os personagens
Também têm que cumprir o seu papel.
Um pintor não fará boa pintura
Sem o tipo correto de pincel.
Quem costuma invadir o espaço dos outros
Pode ter um destino bem cruel.
A formiga trabalha todo dia, mas a abelha é que sabe fazer mel.

É assim lá na casa da Dona Joana,
(Onde) muitos falam, mas quase ninguém quer ouvir,
Se aparece alguém pra pôr ordem na casa,
Nunca falta alguém pra tentar impedir.
Fica sempre um puxando o tapete do outro,
Qualquer hora, na certa, os dois vão cair.
De vez em quando a coisa melhora, mas, depois, tudo volta a se repetir.

Não, não tem como dar certo,
Com tanta gente avançando o sinal
Não precisa ser um gênio
Pra ver que isso vai acabar mal.

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Joaquim Cardozo

Joaquim Maria Moreira Cardozo nasceu em Recife, PE em 26/81897. Engenheiro, arquiteto, professor, contista, poeta, dramaturgo, caricaturista, crítico de arte, tradutor, editor e poliglota com domínio de diversos idiomas. Conhecido como “Poeta dos Cálculos”, foi o calculista do arquiteto Oscar Niemayer na edificação de alguns cartões-portais de Brasília, como o Palácio da Alvorada, Catedral Metropolitana, Congresso Nacional, Palácios do Planalto e do Itamarati, além do conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte.

Filho de Elvira Moreira Cardoso e do bibliotecário José Cardoso, teve os primeiros estudos no Ginásio Pernambucano. Aos 16 anos editou o jornal “O Arrabalde”, junto com os amigos, onde estreou na literatura, com o conto Astronomia alegre. Aos 17, publicou os primeiros trabalhos como caricaturista e chargista nos jornais Diário de Tarde e Diário de Pernambuco. Aos 18, ingressou na Escola Livre de Engenharia, interrompida várias vezes, devido a dificuldades econômicas. O curso foi concluído em 1930, aos 33 anos.

Tomou gosto pela docência e foi professor da escola onde se formou. Pouco depois tonou-se um dos fundadores da Escola de Belas Artes de Pernambuco, em 1932. Além da docência, incorporou-se à equipe do arquiteto Luiz Nunes, com a função de organizar a Diretoria de Arquitetura e Construção, da Prefeitura do Recife, em 1934, primeira instituição governamental do Brasil, para cuidar dessa área. Em 1940 mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar no SPHAN-Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com o arquiteto Lúcio Costa, o paisagista Burle Marx e o advogado Rodrigo de Melo Franco. No período 1943-1954 trabalhou com Oscar Niemeyer, fazendo os cálculos estruturais do conjunto da Pampulha. Pouco depois projetou as principais edificações de Brasília.

Revolucionou a concepção estrutural do concreto armado com seus métodos de cálculo, contribuindo para a renovação da arquitetura mundial. Para Niemeyer, ele era “o brasileiro mais culto que existia”. Suas hipóteses de cálculo permitiram que as bases dos principais palácios de Brasília apenas toquem o solo como agulhas. Trata-se de um feito considerável, levando-se em conta a resistência do concreto à época, bem menor do que atualmente e pode ser melhor visto no projeto da Catedral Metropolitana.

Sobre a relação da poesia com a arquitetura, declarou: “Não visualizo qualquer incompatibilidade entre poesia e a arquitetura. As estruturas planejadas pelos arquitetos modernos são verdadeiras poesias. Trabalhar para que se realizem esses projetos é concretizar uma poesia”. Suas primeiras poesias foram publicadas em 1924, porém o primeiro livro – Poemas – só foi lançado em 1947, devido ao incentivo dos amigos Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto. O livro foi prefaciado por Carlos Drummond de Andrade. Ou seja, sempre esteve em boa companhia.

Sua poesia mescla traços líricos numa dimensão moderna, sem abraçar o modernismo em sua totalidade. Ao todo publicou 11 livros de poesia, destacando-se: A Tarde Sobe, Alucinação em Branco, Espumas do Mar, Imagens do Nordeste, Menina e Tarde no Recife. Ele costumava dizer que “eu não sou bem um poeta. Minha vida é que é cheia de hiatos de poesia”. Em 1975 foi eleito para ocupar a cadeira 39 da Academia Pernambucana de Letras e tomou posse em 1977, pouco antes de seu falecimento em 4/11/1978. Ao todo foram publicou 11 livros, sendo o último publicado postumamente: Canções Sombrias. Na imprensa, colaborou com o Diário de Pernambuco como chargista; dirigiu a Revista do Norte e participou das revistas do SPAHN, Para Todos e Módulo.

Seus trabalhos contribuíram efetivamente para a construção de uma Teoria da Arquitetura, firmada quando passou a ser o catedrático responsável pela cadeira de “Teoria e Filosofia da Arquitetura” na antiga Escola de Belas Artes de Pernambuco, extinta em 1976, dando origem ao atual Centro de Artes e Comunicações- CAC da UFPE. Costumava dizer que “Os muros das construções são o papel onde se inscreveram as páginas da história, onde ainda se inscrevem as mensagens para o futuro. E escrever estas mensagens, cabe ao arquiteto”.

Não obstante seu talento, sua vida ficou marcada por uma tragédia profissional. Em 1971, o Pavilhão da Gameleira, em Belo Horizonte, desabou no fim da construção, matando 69 operários, e ferindo outros 100. A obra era assinada por Niemeyer e ele. A perícia detectou que o erro não foi no cálculo, e sim na execução da obra por parte da empreiteira. Mesmo absolvido, ficou extremamente abalado depois do acidente, encerrou sua carreira de calculista e entrou em depressão.

DEU NO JORNAL

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PITACOS PRÉ-NATALINOS

Nestes dias que precedem o Natal 2025, de múltiplas agitações nos quatro cantos do mundo, alguns informes balizadores para os leitores fubânicos:

a. O telejornalismo brasileiro necessita ser mais analítico e menos emocionalmente deletério, tampouco repetitivo. Fortalecendo a Cidadania Brasileira sem fuxicarias nem puxasaquismos.

b. Para os futuros tempos brasileiros, que sejam abolidas as atuais merdalidades sociais, ensejando uma geral felicidade nacional entre povos, regiões, religiões e gêneros, os diálogos preponderando sempre para se obter as melhores soluções.

c. Que o novo PNE proporcione uma reestruturação integral da Educação Brasileira, favorecendo uma PMA – Profissionalidade Mundialmente Aplaudida, a grande maioria da nossa gente sabendo ler, entender e agir com dignidade ética, inclusive eleitoral.

d. Que nos próximos tempos saibamos ter em mente que informação sobre males não será suficiente, se não for encontrada soluções radicais para todos eles, potencializando efetivas posturas preventivas.

e. De modo geral, pode-se afirmar que a riqueza e a plenitude de uma pessoa dependem de sua capacidade efetiva. Assimilando sempre que gentileza sempre viraliza, nunca estupidifica.

f. Que a partir de 2026 saibamos sempre nos concentrar o máximo no mínimo possível, concretizando iniciativas que possam ser efetivamente realizadas.

g. Saibamos defenestrar das nossas assistências diárias os eventos televisivos que apenas desestruturam mentes, corações e sentimentos, ensejando posturas nada convincentes com a dignidade humana. Como a novela Três Graças, de uma emissora outrora liderança

h. Saibamos entender racionalmente que o excesso de estímulos negativos vitimiza toda e qualquer mente humana, devendo esta evoluir segundo as potencialidades cognitivas adquiridas com sabedoria.

i. Percebamos sempre as portas que já se encontram abertas à nossa disposição, abandonando as obsessões únicas de toda caminhada existencial.

j. Elimine suas ansiedades, entendendo racionalmente suas desesperanças e buscando sempre suprir suas deficiências com leituras meditativas e capacitações balizadoras.

k. Se mudanças sociais provocam ansiedades, lembre-se sempre de buscar avaliar suas forças de enfrentamento, sempre entendendo ser você uma Centelha Divina.

l. Um estilo de vida excessivamente permissivo e condescendentes pode ser o meio mais eficaz de desestruturar sua própria vida.

m. Todo afeto potencializa uma aprendizagem, embora jamais a substitua.

n. A autopiedade para com seus próprios erros sempre dificultará suas reestruturações comportamentais.

o. Saiba permanentemente reeducar-se, passando da constatação das deficiências para a correção sistemática de todas elas.

p. Perceba-se sempre que não são as coisas que acontecem com a gente que nos felicita ou infelicita, mas o modo como a encaramos.

q. Toda autoeducação pessoal exige esforço analítico dos atos repetitivos.

r. Esforcemo-nos sempre em combater convicções que alimentam raivas.

s. A felicidade não está em fazer o que se quer, mas em querer o que se deve fazer.

t. Segundo o saudoso Dom Hélder Câmara, jamais faça de uma lagartixa um jacaré, pois quando, um dia, se deparar com um jacaré de mesmo não saberá como enfrentá-lo.

u. E perceba-se o alto significado de um outro ensinamento do saudoso arcebispo de Olinda e Recife: “Até um relógio parado tem razão duas vezes ao dia.”

E nos próximos anos, saibamos permanentemente ser uma “metamorfose ambulante”, a la Raul Seixas, jamais deixando a nossa peteca existencial cair em ambientes indignos, pouco iluminados, hedonistas e consumistas, provocando a destruição dos nossos quatro cantos mundiais.

Um Natal muito abençoado e arretadamente fraternal para todos os gêneros humanos deste ambiente amado chamado Brasil.

PENINHA - DICA MUSICAL