JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

QUANDO EU OUÇO A VOZ DE GUI

Quando ouço a voz de Gui
É como estar escutando
Um anjo falando a mim
De candura me alcançando
Nas falas dessa criança
Renovo minha esperança
Sinto Deus me abençoando.

E Gui vai me ensinando
Tantos significados
Tantas lições aprendidas
Tantos exemplos guardados
De sua resiliência,
Sua fé, de persistência
E paciência, mostrados.

Seus gestos iluminados
– Os mais puros que já vi! –
D’um anjo de carne e osso
Que chora e também sorri
Clamo a Deus por seu viver
Qu’Ele possa conceder
Vida longa ao nosso Gui.

Vou ficando por aqui
A Deus, por ele, pedindo
Por sua vida e saúde,
E vê-lo sempre sorrindo
Como um anjo entre nós
Pois, quando ouço sua voz
Sinto a paz me invadindo.

Nós te amamos, Gui!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

A REPUBLIQUETA DOS ABSURDOS

A Polícia Federal gastou recurso público para constatar o que é sabido até no mundo mineral.

O laudo confirmou o que os médicos de Jair Bolsonaro já diziam, o ex-presidente precisa mesmo passar por cirurgia.

* * *

Isso é cagado e cuspido a cara do Brasil 2025.

A republiqueta lulo-petralha.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

JÁ ESTÁ EXPLICADO

Rui Costa (Casa Civil) vai ter que explicar à Câmara a contratação extra de 400 cabines em navio de cruzeiro para a COP30.

O deputado Hélio Lopes (PL-RJ) quer detalhes, como preços e serviços agregados.

* * *

Não é necessáario explicação.

As cabines eram para a prática de orgias.

Botar no furico do contribuinte.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

LIMPANDO A CHAMINÉ

A chaminé está “pronta” para o Natal

Hoje, percebo e entendo que as coisas nunca foram fáceis para famílias pobres. Nunca foram fáceis, asseguro.

Dezembro chegava, e, aparentemente, tudo estava ligado à celebração natalina – no nosso caso de crianças, repercutia bem o sucesso na escola – a “reprovação” na escola era um mau sinal. Ouvíamos em chantagem, que Papai Noel não trazia presentes de Natal para quem não fosse “aprovado” na escola. Cheirava sim, a chantagem. Mas era assim.

Nossa casa tinha piso de tijolos de cerâmica, mas, sem o modernismo atual. Apenas a sala era forrada com tacos – que eu e alguns irmãos tínhamos a obrigação de encerar aos sábados. Só depois dessa “obrigação” estávamos liberados para a pelada com os amigos na rua. Era uma tarefa doméstica nossa.

O quarto era calçado com tijolos. Prevenida, minha mãe punha uma bacia grande debaixo de cada rede, para evitar que o “mijo” noturno alagasse o ambiente.

Papai Noel vai entrar pela chaminé

A “preparação” para a infalível visita do Papai Noel começava além dos bons resultados na escola. Atingia a expectativa do pagamento do mês de novembro (não existia o décimo-terceiro, e o pagamento do mês de dezembro só acontecia no princípio de janeiro. Depois do Natal.).

Como não tínhamos “chaminé”, ajudávamos na limpeza e pintura da casa. A tinta usada nos dias atuais, também não existia. Usávamos “cal”, que substituía a fase anterior à pintura. Começava ali a “união” da família na busca de um Feliz Natal.

O bom velhinho com dificuldades para entrar

Até hoje não consegui descobrir o que a nossa Mãe nos servia em forma de chá, para que dormíssemos, e não víssemos a entrada triunfal do Papai Noel pela chaminé. Há quem afirme que era “chá da ansiedade”, ou, em algumas vezes, o chá do “vai dormir menino” temperado com o açúcar da autoridade materna.

As mães dos dias de hoje são diametralmente diferentes. Não mandam “pn” nos filhos. Ao contrário – paparicam, plantando a semente da desobediência, da falta de respeito com todos na vida adulta.

As antigas mães tinham tanta autoridade diante dos filhos, que, só recorriam aos pais em última instância: “deixa teu Pai chegar, que vou contar tudo, tim-tim por tim-tim!”

Quando o Pai tomava conhecimento da desobediência, “anotava” na caderneta mental e descontava no pedido para Papai Noel.

A entrada triunfal do Papai Noel

O sono chegava via imposição, ou não. Mas chegava.

Criança que tinha o hábito – durante as férias escolares – de acordar e levantar por volta das 09:00h, quando a claridade entrava pelas frestas das portas ou janelas, já estava levantado e, antes mesmo da assepsia das primeiras horas do dia, começava a desembrulhar os pacotes que o bom velhinho trouxera, entrando pela chaminé.

Ninguém reclamava por não ter ganho um telefone celular!

As meninas, reclamavam sim, por não terem ganho uma boneca que “andava”, e os meninos acordavam os demais da casa com o barulho provocado pelo velocípede novo.

Êxtase!

Os pais não cabiam em si, de tanta felicidade proporcionada aos filhos. Éramos uma família alegre, unida, diferente.

Paulo Freyre, felizmente, não havia chegado nas escolas com a implantação da Teoria da Libertação. Felizmente!

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CANTIGA PARA NÃO MORRER – Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento

José Ribamar Ferreira, o  Ferreira Gullar, São Luís-MA, (1930-2016)

DEU NO JORNAL

DIANTE DE TANTO FATO NOVO, LULINHA SEGUIRÁ BLINDADO?

Marcel van Hattem

O escândalo do INSS ganhou novos e gravíssimos capítulos. A mais recente operação da Polícia Federal avançou sobre o núcleo político e administrativo do esquema, trazendo à luz novas denúncias envolvendo o filho do presidente da República, Fábio Luís “Lulinha” da Silva, o senador Weverton (PDT-MA) e culminando na prisão de Adroaldo Portal, o número dois do Ministro da Previdência de Lula, Wolney Queiroz. Não se trata de meras suspeitas difusas ou de narrativas de oposição: trata-se de fatos objetivos, decisões judiciais, relatórios da Polícia Federal e prisões concretas. Dezesseis presos somente nessa nova fase da operação. A engrenagem da fraude que roubou aposentados e pensionistas começa, finalmente, a ser exposta.

A prisão de Adroaldo Portal, figura central na estrutura do Ministério da Previdência de Lula, inclusive sob a gestão de Carlos Lupi, desmonta de vez a tentativa do governo de minimizar o caso como um “desvio pontual” ou de um caso que vinha de longe e foi apenas desbaratado neste governo. Estamos diante de um esquema que explodiu durante esta gestão petista, com ramificações políticas, administrativas e financeiras, e que drenou recursos públicos roubando diretamente dos mais vulneráveis: órfãos, viúvas, pessoas com deficiência, idosos acamados e já no fim de suas vidas. A CPMI do INSS não apenas se justifica: ela se impõe como dever moral e institucional do Parlamento.

Nesse contexto, chama atenção a hipocrisia de Lula. Em declaração no mesmo dia da operação da PF que incluiu menções de participação de Lulinha no esquema, o presidente afirmou que “se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Pois bem. As investigações já avançaram. Há decisões judiciais, há relatórios da Polícia Federal e há diálogos que colocam Lulinha no centro de movimentações financeiras absolutamente suspeitas, incluindo a chamada “mesada” de R$ 300 mil.

Mesmo assim, até hoje qualquer tentativa de trazer seu filho à CPMI foi rejeitada justamente pelos votos da base do governo. Foi por isso que protocolamos novo requerimento para convocar Lulinha à CPMI, para que explique sua relação com personagens-chave do esquema, como o Careca do INSS e a lobista Roberta Luchsinger. Se o discurso de Lula não for apenas mais uma de suas bravatas, o PT terá de votar a convocação de Lulinha já na primeira reunião da CPMI na volta do recesso.

Além disso, os fatos novos deixam claro que o prazo que a CPMI ainda tem para funcionar é insuficiente. As prisões, as novas denúncias e o volume crescente de provas demonstram que ainda há muito a investigar – só de quebras de sigilos temos milhares de documentos já de posse da CPMI. Não foi por outro motivo que o requerimento de minha autoria para prorrogar os trabalhos da CPMI do INSS por mais 120 dias atingiu o número mínimo de assinaturas de um terço de deputados e senadores em menos de 24 horas. Foram mais de 200 parlamentares a favor da extensão dos trabalhos investigativos até o fim de julho de 2026.

A CPMI do INSS é hoje uma trincheira fundamental em defesa do mais fraco, da moralidade administrativa e da responsabilização dos criminosos. O Parlamento não pode se ajoelhar diante do Executivo, nem aceitar pressões para poupar aliados do poder. Quem não deve, não teme investigação. Quem defende a ética não pode fugir da transparência.

Seguiremos trabalhando sem descanso, contra toda blindagem e sem concessões. O Brasil só vencerá esse cansativo ciclo de corrupção quando o Congresso cumprir, integralmente, seu papel de fiscalizar o poder e proteger o cidadão contra os abusos de um Estado aparelhado por ladrões e oportunistas. A prorrogação dos trabalhos da CPMI e a convocação de Lulinha são passos indispensáveis para que a verdade venha à tona e que ninguém se ache acima da lei.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA