DEU NO JORNAL

ARMADURA DE “BIGULINHO” EXISTIU MESMO?

Thiago Braga

Armadura do Imperador Ferdinand I (1503–1564). (Foto: Metropolitan Museum of Art/Wikimedia Commons)

Sim, você não está vendo errado! E nem é meme! Isso que você está vendo é uma armadura de “bigulinho” mesmo. O cavaleiro medieval levava muito a sério a proteção do seu corpo e, como pode ver na imagem, eles não deixavam nada desprotegido.

Esse tipo de armadura é chamado de braguilha, e não começou com a armadura, não. Na verdade, desde a Grécia Antiga, em Creta, os homens usavam algo parecido: uma proto-braguilha, que cobria apenas a parte genital, literalmente.

Milênios foram passando, e chegamos à Baixa Idade Média. A braguilha como conhecemos surge para lidar com o próprio design das calças, que ficavam cada vez mais populares: elas fechavam atrás, mas na frente ficavam abertas.

Mas, com o tempo, esse vestuário modesto passou a ser supervalorizado, até demais. Já pelo fim da Idade Média, ia ficando cada vez mais popular os homens exagerarem na braguilha; virou uma espécie de tendência da moda masculina.

E aí chegamos à armadura de braguilha que você pode ver na imagem desta coluna. Ela surge como uma evolução da braguilha de tecido e tem a intenção de proteger as partes, assim como mostrar “presença” no campo de batalha, se é que o leitor me entende.

Ela é mais popular a partir do século XVI, o auge das “plate armours”. Inclusive, essas armaduras tinham formatos bem originais e chamativos, a gosto do cliente. Fique à vontade para imaginar o desconforto de quem produzia e vestia essas armaduras. Acredito que não era fácil para ninguém, mas, pelo jeito, valia o preço.

De qualquer forma, as armaduras de braguilha mais famosas são as do rei inglês Henry VIII e de Ferdinand I, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, que podem ser vistas e admiradas na Torre de Londres e no Museu de Arte Metropolitano de Nova Iorque. Já estive nesses lugares, mas nunca tive curiosidade de ver. Se alguém já teve a experiência, deixem nos comentários aqui o que acharam…

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NÃO SE COMBATE PROTECIONISMO COM BRAVATAS

Editorial Gazeta do Povo

O protecionismo europeu está, mais uma vez, colocando entraves à assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Uma votação no Conselho da UE, que estava prevista para ocorrer na última sexta-feira, foi adiada, devido às resistências de França e Itália, e deve ficar para janeiro do ano que vem. Para o acordo ser assinado pelos europeus, seria preciso o apoio de pelo menos 55% dos países-membros, que, somados, representem no mínimo 65% da população do bloco. Com França e Itália fora desse grupo, a aprovação correria risco, apesar de Alemanha e Espanha serem favoráveis ao acordo.

A resistência do setor agropecuário europeu ao acordo é notória; as potências agrícolas do continente subsidiam pesadamente o agronegócio local para que ele seja competitivo, e a ampliação da entrada de produtos sul-americanos mais baratos nos mercados europeus seria um duro golpe contra os produtores rurais. No fim de semana, ministros franceses já haviam classificado o acordo como “inaceitável em sua forma atual”. Produtores na França e na Bélgica se manifestaram com bloqueios em cidades e estradas. De última hora, a Itália se juntou ao coro de descontentes, com a premiê Giorgia Meloni afirmando que precisa ouvir primeiro o agronegócio local.

Incapazes de competir de igual para igual com os produtos do Mercosul, os europeus usam a questão ambiental como pretexto para manter as vantagens oferecidas ao agronegócio local ou para limitar, de alguma forma, a entrada das exportações de itens do agronegócio sul-americano. Em outra frente, não diretamente relacionada à assinatura do acordo, mas com reflexos evidentes no futuro do comércio entre os dois blocos, o Parlamento Europeu aprovou um mecanismo de salvaguardas que dificulta importações do Mercosul caso a entrada de produtos agrícolas sul-americanos baixe demais o preço desses itens na Europa.

Durante a campanha eleitoral de 2022, Lula também criticou o acordo Mercosul-União Europeia e, uma vez eleito, impôs dificuldades às negociações para manter controle maior sobre as compras governamentais. No entanto, ele mudou de opinião por medo de perder o protagonismo para o argentino Javier Milei, libertário defensor do livre comércio, e passou a trabalhar pela assinatura do acordo. Frustrado com as recentes dificuldades impostas pelos protecionistas europeus, o petista bravateou: “eu já avisei para eles, se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente”, afirmou durante reunião ministerial no dia 17. Apesar disso, fontes diplomáticas afirmaram que os países-membros do Mercosul foram avisados do adiamento da votação no Conselho da UE e concordaram em discutir um novo cronograma.

Lula sabe, ou ao menos deveria saber, que esse tipo de ultimato infantil tem utilidade zero quando se trata de conseguir a conclusão de um acordo cujas negociações são extremamente complexas. Bravatas podem até incendiar a militância ou dar a impressão de que o país tem um líder forte, mas acabam revelando fraqueza quando a promessa não se torna realidade. É melhor deixar os adultos conversarem – especialmente se forem adultos convencidos de que o livre comércio é ferramenta poderosa para o desenvolvimento econômico de um país como o Brasil, ainda bastante fechado e que precisa de inserção comercial para superar gargalos como a baixa produtividade.

XICO COM X, BIZERRA COM I

FLAVINHO BEIRA-MAR…

… esse tal de Flavinho é gente muito boa. Será um bom Presidente. Será? Descendente de europeu, acho, pela cor da pele e dos ‘zói’. Cidadão do bem. Um exemplo de que tem algo a ver com hereditariedade, o caráter e a formação moral das pessoas. Mas ele é bonzinho. Problema é que o povo é que nem as manicures de Itabaiana: tem a língua quase do tamanho de um trem daqueles bem grande, da Great Western Railway of Brazil, de que fala o Poeta Quirino. Tudo isso, essa malandragem, esse jogo de cintura, tudo, tudim, ele aprendeu na casa da mãe. E daí? Quê que vocês têm a ver com a vida e a mansão do cabra. Saibam que chocolate sempre foi um produto que vende muito o ano todo e que o lucro é quase o mesmo de uma ‘lavanderia’, por exemplo. Aliás, sobre a mansão, nem é essas ‘mansão’ toda: dizem que as paredes são cheias de rachadinhas, frágeis como se de chocolate fossem. Ele, como mais velho, é exemplo pros outros irmãos, que seguem a mesma cartilha. Um outro, deixou a câmara, onde era deputado, e foi viver na Disneylândia, a lamber botas de um galego que por lá mora. Um Pateta. Não lembram as 700.000 vidas sumidas na COVID por falta de vacina, quando o chefe ria e se divertia imitando quem estava sem fôlego. Aliás, ele não era coveiro. Familiazinha unida e criativa. Só não se entenderam muito na hora de decidir onde usar a máscara, se no rosto ou … bem, deixa pra lá. Da madrasta eu nem falo. Que fale a Polícia e seu maquiador. E esse tal de Chico Buarque, que eles tanto abominam, sabe nada. Vive, pra cima e pra baixo dizendo que essa gripezinha VAI PASSAR. Azar deles, o AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA e o amanhã já é hoje. Pra completar, só falta agora arranjar o motorista: o mano fujão já contratou o jipe, o soldado e o cabo. Acho que o Queirós sabe dirigir. O Malafaia deve ter carteira de motorista. Talvez o maquiador da madrasta também tenha. Ou ela própria, que vive a desfilar, com jóias árabes a adornar-lhe o pescoço … Te cuida, Alexandre! Cuidado, meu povo, que inveja mata. E se ela não matar por conta própria vem as ‘miliça’ e bota no teu furico, sem dó ou piedade. Vide o exemplo de Marielle. Vôte! Vade retro, Senador! O choro é livre, da Papuda ao Balneário de Camboriú, passando pelos States e pelo Rio de Janeiro. Tá Okei?

PENINHA - DICA MUSICAL

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DIREITA, MAS NEM TANTO

Roberto Motta

Para ser de direita é preciso identificar e desmascarar o erro essencial do socialismo: a crença no deus-Estado como o solucionador de todos os problemas, planejador da economia e redistribuidor da riqueza

No mundo inteiro, a direita se define principalmente pela oposição às pautas da esquerda e pela defesa do modo de vida ocidental. Essa defesa não dá ao defensor nenhuma posição de destaque. Nada é mais entediante do que um discurso em defesa da família ou da propriedade. Em compensação, quando um ativista de esquerda faz um discurso dizendo que a família é tóxica, ou que odeia a classe média, ele ocupa as manchetes. É uma luta desigual.

Os políticos e organizações de direita – conservadores e liberais – se destacam quando se opõem firmemente às políticas e às práticas da esquerda, inclusive quando essas políticas são camufladas como avanços sociais ou benefícios aos mais humildes. No Brasil, muitos dos políticos e partidos que se denominam “de direita” ainda não entenderam isso, ou sequer conseguem enxergar além da camuflagem. Não há outra explicação para o fato de a direita não conseguir firmar uma posição política baseada em convicções que vá além da repetição de variações do slogan pátria, família e religião.

Ser de direita é mais do que isso. Ser de direita é trabalhar pela redução da máquina estatal e da carga tributária. Isso significa se opor a qualquer aumento de impostos, independente da justificativa – porque sempre haverá boas justificativas. Ser de direita significa renunciar ao uso de recursos do Estado sempre que esse uso violar princípios políticos e morais. Ser de direita significa obstruir os avanços estatais sobre os direitos individuais, principalmente vida, liberdade de expressão e propriedade.

Significa também defender um mercado tão livre quanto possível, reduzindo o número de leis e de regulamentações e a quantidade de agências “reguladoras”. Para ser de direita é preciso identificar e desmascarar o erro essencial do socialismo: a crença no deus-Estado como o solucionador de todos os problemas, planejador da economia e redistribuidor da riqueza.

O Brasil tem políticos que acreditam em uma acomodação com o socialismo e encontram oportunidades para elogiar governos esquerdistas. É como dar carona a um serial killer e elogiar suas boas maneiras, esperando que nada aconteça durante a viagem. Não é à toa que os marxistas chamam as forças políticas que se alinham a eles de “companheiros de viagem”.

O problema é que, em algum momento, a viagem acaba.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Domingo.

Filhos que não honrarem pai e mãe não são bons exemplos.

Lastimável o que ocorreu no SBT. Não existe justificativa plausível para a presença de AM no evento de inauguração do SBT News.

Nem do Mula.

Silvio manteve durante anos a emissora no alto. Em questão de minutos as filhas derrubaram tudo.

A única que não participou da palhaçada foi a Sílvia.