LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
NA CATAÇÃO
ALEXANDRE GARCIA
MAIS UM BUROCRATA DESCOLADO DA REALIDADE BRASILEIRA

Ministro Dario Durigan criticou pejotização e disse que ela prejudica os cofres da Previdência
Estou há mais de meio século em Brasília e me acostumei a ver os burocratas que chegam aqui, empolgados, porque vão fazer parte do poder, e começam a se separar da nação, do país real, porque estão muito entusiasmados com o Estado. Então eles começam a achar que o Estado é mais importante que a nação, mas não é. O Estado veio depois da nação; primeiro surgiram as pessoas, que se organizaram e resolveram constituir um Estado para poder dar serviços públicos básicos de segurança, justiça, saúde e educação, para quem precisa deles.
Digo isso porque eu ouvi o ministro da Fazenda, Dario Durigan, dizer que está na hora de limitar as pessoas jurídicas, a “pejotização”. Ele sugere que cada empresa só possa ter 10% de contratados PJ. Eu fui pessoa jurídica na TV Manchete, na Globo; ainda hoje sou pessoa jurídica, sou empresa. E queria saber o que o ministro Durigan tem contra isso, porque nós, empresas, também pagamos impostos.
Ele argumenta que a pejotização está fazendo a Previdência definhar. Está definhando mesmo, mas não é por causa das pessoas jurídicas. Ele deveria dar uma olhada na idade das pessoas, as que vão se aposentar e aquelas que vão sustentar os aposentados e pensionistas. E olhar a administração, porque muito fundo de pensão por aí só tem renda porque administra. As pessoas físicas e jurídicas não aguentam mais um governo que cada vez gere pior as finanças que são do povo. O Tesouro Nacional é do povo; as finanças públicas são do público; os bens públicos são do público; os carros que os burocratas usam, os prédios onde eles trabalham. E é absolutamente injusto que eles vivam como se fosse em uma corte, no tempo da realeza – embora, se formos analisar, a monarquia britânica custe menos, proporcionalmente, que os nossos políticos.
Somos nós que sustentamos o burocrata e toda a estrutura estatal, com nossos impostos, obtidos através de trabalho, de suor, de inteligência, de planejamento, de risco, em todos os setores: indústria, comércio, serviços, agropecuária. Mas o burocrata estatizante acha que o Estado tem de impor regras às pessoas a quem ele serve.
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Investigações sobre filme de Bolsonaro avançam, mas e o Lulinha?
O ministro Flávio Dino – que também é um funcionário do público, como ministro da suprema corte, depois de ter sido juiz federal, governador e senador; como senador e governador, foi nomeado pelo público; no STF, foi indicado por um presidente eleito pelo povo e aprovado por senadores sustentados pelo povo – autorizou a Polícia Federal a ter acesso às investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre a produção e o financiamento do filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O objetivo da investigação é saber se há dinheiro público envolvido, porque há uma suspeita de que havia recursos da prefeitura de São Paulo.
Enquanto isso, as investigações da Polícia Federal sobre Lulinha supostamente prosseguem. Lula diz e repete que não vai se meter nas investigações sobre o filho dele, mas o que todos estão vendo é que o filho do presidente é peça-chave do tráfico de influência, como a própria Roberta Luchsinger atesta, quando diz que Lulinha “não faz nada. Ele só entra em campo quando precisa. Tem que se preservar”.
DEU NO JORNAL
ANUNCIANTE
Após a proibição de anúncios do governo Lula (PT) nas redes sociais por conta da legislação eleitoral, o Partido dos Trabalhadores (PT) assumiu a posição de maior anunciante do grupo Meta (Facebook e Instagram) no Brasil.
O partido de Lula, que denunciava Jair Bolsonaro (PL) por turbinar posts e defende “regulação” das redes sociais, torrou mais de R$ 1,74 milhão, só nos últimos 30 dias, para promover Lula e Fernando Haddad.
Só os anúncios para fazer propaganda para Lula custaram R$ 779,3 mil.
Foram mais de 150 postagens pagas apenas desde 27 de julho.
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Que absurdo!
Se o PT quiser anunciar aqui no JBF, a gente vai cobrar apenas 13% dessa fortuna citada na nota aí de cima.
E vai ter uma repercussão enorme, com muitas aplausos e gritos de “Viva o Honesto!!!”.
Façam contato: estamos às ordens!
BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS
MUITA COINCIDÊNCIA!
DEU NO X
SENSAÇÃO SENSACIONAL
COMENTÁRIO DO LEITOR
BELEZA PURA
Comentário sobre a postagem ARTE MATUTA – Patativa do Assaré
Jairo Juruna:
O belo poema ARTE MATUTA, de Patativa do Assaré, exalta a sabedoria empírica e a conexão profunda do homem sertanejo com a natureza.
Nesta obra o autor contrapõe o “livro artificial” (o saber por meio da educação formal das cidades) ao “livro natural” (as folhas, as aves e a mata).
Para ele, que via a natureza como escola, a verdadeira faculdade que teve foi crescer aprendendo diretamente com o meio ambiente.
Sinalizando que a presença de Deus é fortemente associada à pureza da vida simples, o poema sugere que a divindade é mais visível no canto das aves, na vida dos animais e na perfeição do canto do sabiá do que nas construções humanas.
Destaca-se no poema a ênfase na valorização da cultura matuta. O título e os versos defendem com maestria a arte matuta não como uma ignorância, mas como uma forma legítima e sensível de ler o mundo, onde a falta de estudo formal não impede a compreensão das belezas e verdades da vida.
Uma belezura de poema e de lição de vida, beleza pura!
DEU NO JORNAL
O DIPLOMA DE JORNALISMO
Paulo Briguet
No longínquo ano de 1989, poucos meses antes da eleição presidencial, tive a minha mais importante aula no curso de jornalismo, ministrada pela saudosa professora Maria Helena Viana. Na ocasião, graças a ela, este futuro cronista de sete leitores, que era um moleque bobo de 19 anos, com a estrelinha do PT no peito, aprendeu a definição de lead, ou seja, aquelas seis perguntinhas a que todo texto jornalístico deve responder: Quê? Quem? Como? Quando? Onde? Por quê?
O problema foi a aula do dia seguinte, quando um professor comunista veio e apresentou a famosa 11ª tese sobre Feuerbach, formulada pelo jovem Karl Marx em 1845:
“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de diferentes maneiras; a questão, porém, é transformá-lo”.
Quase todas as aulas que tive durante os quatro anos de curso foram um prolongamento da frase de Marx, e não da aula de Maria Helena. Em outros termos: se quisesse ser jornalista, bastar-me-ia aquela primeira aula. Infelizmente, o maior objetivo dos cursos de jornalismo não é preparar bons jornalistas, amantes da verdade factual, mas sim adestrar militantes de redação. E foi isso que eu me tornei, até abandonar as ilusões esquerdistas pelas razões que já descrevi em meus livros e crônicas.
A frase de Marx, aparentemente inocente, teve gravíssimas consequências, não apenas para o jornalismo, mas para a própria civilização. Como explica Olavo de Carvalho em seu magistral “O Jardim das Aflições”, a 11ª tese sobre Feuerbach significa “a abolição do conceito de verdade objetiva e submissão de toda atividade cognitiva às metas e critérios da práxis revolucionária; a absorção da lógica na retórica, da ciência na propaganda ideológica”.
O decreto que impôs a obrigatoriedade de diploma para o exercício do jornalismo foi promulgado em 1969, durante a vigência do AI-5. Era uma forma que os militares da ditadura, com sua estupidez positivista, encontraram para controlar as redações de jornais. O efeito foi exatamente o contrário: duas décadas do tal decreto, a maioria das redações estava dominada pela militância petista (como denunciava, naquele ano de 1989, o grande jornalista sem diploma Paulo Francis).
A esquerda, com sua estratégia gramsciana de ocupação de espaços, transformou quase todas as redações em valhacoutos de militantes esquerdistas, com poucas e honrosas exceções, como a Gazeta do Povo. Uma pesquisa realizada em 2022 pela Universidade Federal de Santa Catarina mostrou que 81% dos jornalistas brasileiros se declaram de esquerda, e apenas 4% dizem ser de direita. Levando-se em conta que no Brasil até a direita é de esquerda, imagino que o quadro real seja ainda mais devastador.
É por isso que Alexandre de Moraes e Flávio Dino querem agora desenterrar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Trata-se de uma medida preventiva para evitar que qualquer informação incômoda para o regime venha a ser divulgada por cidadãos livres que amam a verdade, e não a ideologia. No fim das contas, tudo se resume, como bem lembrou um amigo, o professor Eduardo Cabette, ao diálogo entre Alice e Humpty Dumpty no capítulo VI de “Alice Através do Espelho”:
— Quando eu uso uma palavra — disse Humpty Dumpty, num tom bastante desdenhoso —, ela significa exatamente o que eu quero que ela signifique… nem mais, nem menos.
— A questão é — disse Alice — se você pode fazer as palavras significarem tantas coisas diferentes.
— A questão — disse Humpty Dumpty — é saber quem é que manda… e ponto final.
PENINHA - DICA MUSICAL
OS ORIGINAIS DO SAMBA
DEU NO JORNAL


