DEU NO X

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Sextou!

As sextas-feiras nunca mais foram as mesmas depois que tu deixou de por aqui passar com sua “mágica palavristica” mas (sempre tem um) nao tenho como pular as sextas-feiras.

Pois falo é de tu. Tu mesmo, Sancho.

E como pensar em Sancho e não pensar em livros. Pois o dito lia até bulas de remédios.

Ah…. Os livros. Segurá-los nas mãos, sentir o cheiro do papel e lê-los e revê-los quando o livro é bom.

Quem já leu livros de Berto sabe do que falo. Tenho todos.

Livros jamais se tornarão supérfluos. Nada os substitui.

Espero que Sancho continue lendo. Lendo não, devorando livros.

Trago este desabafo (não sei se é bem um desabafo ou (ei-lo) se é a dor que nos provoca a saudade) depois de assistir mais um vídeo (logo abaixo) de Suassuna falando justamente dos 📚.

Finalizando pergunto aos fubânicos:

Já leram algum livro este ano? Aproveitando para viajar com eles, filosofar com eles, aprender com eles, sonhar com eles, etc, etc, etc. Assim, segurando-os nas mãos? Nada os substitui. Nada.

Um abraço e um inté pra tu Sancho (pra Deus nada e impossível).

 

DEU NO JORNAL

O CHANCELER E A INVASÃO DE ESPANTALHOS AMERICANOS

Editorial Gazeta do Povo

invasão estados unidos

Mauro Vieira tirou da cartola o risco de uma invasão norte-americana para criticar designação de facções como terroristas

Se depender do chanceler Mauro Vieira, as Forças Armadas já deveriam estar convocando nossos reservistas e os novos caças Gripen deveriam estar prontos para o combate – afinal, os Estados Unidos estão prestes a invadir o Brasil! Ao menos é o que se depreende de uma carta absurda enviada pelo ministro das Relações Exteriores ao deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), que pedira ao Itamaraty uma explicação sobre as possíveis consequências da designação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

Segundo o Itamaraty, o fato de o governo norte-americano classificar as facções brasileiras como “organizações terroristas estrangeiras” (FTO, na sigla em inglês) traz consigo o “a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro” – uma hipótese que não foi levada a sério por nenhum analista ouvido pela Gazeta do Povo, e nem pelo Departamento de Estado dos EUA, que a chamou de “absurda”. “Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no âmbito de suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas. Essas gangues brasileiras agora atuam nos Estados Unidos, e vamos defender nosso povo contra elas”, disse a chancelaria norte-americana.

Por mais que a diplomacia brasileira pretenda induzir, na população brasileira, algum tipo de paralelo com o caso venezuelano, em que os Estados Unidos capturaram o ditador Nicolás Maduro e o levaram para ser julgado nos EUA por associação com o narcotráfico, a situação brasileira é bastante diferente. A designação das facções brasileiras (que de fato já lavam dinheiro fora das fronteiras nacionais, agindo também nos Estados Unidos) como organizações terroristas serve para que o governo norte-americano possa usar certas ferramentas para combatê-las – é o caso das sanções recentemente aplicadas a pessoas e empresas acusadas de ligação com o PCC. A asfixia econômica das facções, inclusive no exterior, é um meio eficaz de enfraquecê-las e, quem sabe, dar alguma vantagem ao Estado brasileiro para que possa finalmente retomar os territórios dominados pelo crime organizado, especialmente nas áreas pobres de cidades grandes e na Amazônia.

Nada, portanto, de marines ou SEALs subindo os morros cariocas para prender traficantes, nem de porta-aviões na Baía de Guanabara bombardeando as favelas. Insinuar que os norte-americanos estejam planejando qualquer tipo de ação militar não autorizada em território brasileiro é recorrer à chamada falácia do “espantalho”, em que se inventa uma versão fictícia de um argumento, para se poder contestá-lo mais facilmente – afinal, que brasileiro aceitaria tranquilamente uma invasão estrangeira? Colocar um ataque norte-americano na lista de consequências plausíveis da designação de PCC e CV como organizações terroristas é uma tentativa de mostrar que o governo brasileiro teria razão ao se opor à decisão do governo dos EUA, decisão essa que tem o apoio da maioria dos brasileiros.

Mas não é só isso: às vésperas de uma eleição que promete ser bastante disputada, tudo o que possa ajudar a retratar o presidente Lula como o grande protetor da soberania nacional e líder da resistência contra uma potência estrangeira interessada em prejudicar o Brasil será usado em favor do petista – mesmo que para isso seja preciso inventar uma ameaça militar. O petista já posou de grande negociador durante o primeiro “tarifaço” de Donald Trump, ainda que o recuo norte-americano tenha sido motivado pelo salto da inflação com o encarecimento dos itens importados, e não por mérito de Lula; não custaria nada à máquina de propaganda lulista colocar no presidente um uniforme camuflado e fazer dele o comandante-em-chefe capaz de manter longe daqui o exército mais poderoso do planeta – que esse exército nunca tivesse mesmo planejado qualquer visita ao Brasil seria mero detalhe.

O Itamaraty já havia se rebaixado globalmente ao substituir a neutralidade e a defesa pragmática dos interesses brasileiros pela atuação ideológica escancarada em favor de ditaduras amigas; agora, se rebaixa internamente ao entrar na campanha eleitoral fabricando uma ameaça estrangeira para que Lula possa surfar nela e se projetar como alguém comprometido com o interesse nacional. Enquanto isso, a verdadeira soberania continua a ser violada pelas facções, que expulsam o Estado de áreas vastas ou populosas, impondo o próprio regime de terror a cidadãos que o poder público tem a obrigação de proteger.

PENINHA - DICA MUSICAL

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