ALEXANDRE GARCIA

AEROPORTO FECHADO

Ontem, o Aeroporto Santos Dumont ficou fechado porque um jatinho saiu da pista durante o pouso e foi parar no gramado. Era um Phenom 100, de 2009, fabricado pela Embraer. Havia apenas o piloto e, provavelmente, o copiloto.

Mas há uma boa notícia: a Embraer acaba de homologar o Phenom 300EV, que já está certificado pela ANAC, pela americana FAA e pela EASA, da Europa. Ou seja, o jato está homologado para ser vendido tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

E sabe o que ele faz? Pousa sozinho. Provavelmente, não teria saído da pista se fosse um Phenom 300EV. Afinal, às vezes o piloto se atrapalha, ou surge uma condição de vento diferente. E o Santos Dumont é praticamente um porta-aviões: ali é pousar ou decolar com o espaço que tem.

Mas, voltando ao Phenom 300EV, ele é um orgulho. E digo orgulho porque acompanhei Ozires Silva quando ele estava buscando motores para equipar os aviões, quando estava criando a Embraer. Hoje, esse jatinho é equipado com dois motores Pratt & Whitney, voa a 860 km/h, tem autonomia de quase 4 mil quilômetros e custa cerca de R$ 70 milhões. O Phenom 300 pode levar de sete a 11 passageiros.

O Phenom teve um único acidente — que eu nem sei se foi bem um acidente. Foi na Inglaterra, e morreram apenas o piloto e três passageiros, parentes de Bin Laden.

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Recordista

Mais uma notícia que não é política: um brasileiro é o recordista mundial dos 400 metros com barreiras. Alison dos Santos superou o recorde em Zurique, num evento de atletismo, ao completar a prova em menos de 46 segundos. O recorde anterior vinha das Olimpíadas de Tóquio, em 2021. Ele foi lá e superou o recorde. Muito bom, gente.

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Appio afastado

E tem essa história do juiz Eduardo Appio, o juiz federal que substituiu Sérgio Moro e fez e desfez muita coisa e que agora está afastado. O afastamento foi confirmado pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre. Terrível.

Ele foi filmado. As imagens estão lá, ao vivo. E ele, pensando que era muito esperto, furtando champanhe francesa — claro, se não fosse francesa, não seria champanhe —: duas garrafas de Moët & Chandon. Dizem que cada uma custa uns R$ 400.

Espumante gaúcho é tão bom quanto e bem mais barato. Mas um juiz federal furtando mercadoria em supermercado e sendo flagrado em Blumenau? Isso não basta o afastamento. Acho que a própria publicação da notícia nos faz pensar: “Puxa, esse sujeito mora no mesmo país que eu, está submetido às mesmas leis que eu e é um juiz de direito. Ele deveria ser, justamente como juiz, o supremo exemplo de cumprimento das leis, da ética e da moral”.

Por isso eu digo: nossa crise é moral.

Veja o Supremo. Está lá a Constituição; eles são os guardiões da Constituição. A gente lê a Constituição e vê o que o juiz fez. Por exemplo, nessa questão das terras indígenas. Eu não sei se é o artigo 351 o número, mas está escrito que são indígenas as terras que eles ocupam. Ou seja, não é o que vierem a ocupar. São as terras que ocupavam no dia da promulgação da Constituição.

Mas estão mudando isso. Inclusive, o Congresso teve que fazer uma lei para evitar que o Supremo fingisse que não sabia tempo de verbo.

É incrível! E agora a gente tem essa questão desse juiz.

Eduardo Appio, o ex-titular da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba

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Lulinha

E, por fim, o registro: terremoto lá no Tibete. Provavelmente foi isso que soltou a geleira e causou toda aquela tragédia.

Agora, vocês notaram como a mídia brasileira está usando isso para não falar do Lulinha?

É que agora estão anunciando que não encontraram nenhum dinheiro público no filme do Bolsonaro, o “Dark Horse”. Então só vai restar discutir Vorcaro em outros setores. Por ali, não vai dar.

Não sei se Flávio chamou Vorcaro de irmão para cobrar o patrocínio, mas é um patrocínio privado. Não tem nada de Lei Rouanet.

E aí temos o Lulinha: o Lula está sendo o lobista do filho, que é lobista, porque fala com o advogado do filho. Agora dizem que ele está recomendando que o diretor da Polícia Federal procure o ministro André Mendonça para conversar.

Tem jornal que não entendeu. Diz que Lula mandou fazer uma reunião entre André Mendonça e o diretor da Polícia Federal.

Será que algum jornalista acha que Lula manda em ministro do Supremo?

Para começar, isso é impossível, porque o artigo 2º da Constituição diz que os Poderes são harmônicos e independentes. Eu sei que o Supremo não liga muito para isso e se mete a legislar. Está fazendo até nova Constituição.

Pensam que são constituintes. É incrível.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COMENTÁRIO DO LEITOR

MEDO

Comentário sobre a postagem PUBLICIDADE

Mauro Pereira da Silva:

Cristão de esquerda é devoto do cristianismo reverso.

Ou seria militante da direita trans?

Sabemolá, nénão?

Já se ouve sons horrendos vociferados pela horda divulgando a chegada do cristianismo pós-moderno.

Não sei o que isso significa.

Só sei que tenho medo, muito medo.

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

CONVERSAS DE ½ MINUTO (54) ‒ FAMÍLIA

Estamos bem perto do fim, volto a dizer. O livro já está pronto. É das últimas colunas. E ando já com saudades, ao perder o encontro mensal com o leitor neste espaço.

Dr. ARMANDO MONTEIRO FILHO, sogro. Usina Cucau. Tinha 5 anos e estava com Henry Ralph Trenchard Shorto, diretor da Mendes Lima – uma das mais importantes empresas açucareiras da época. Foi quando apareceu um trem. O primeiro de sua vida. E o maquinista com macacão vistoso, pendurado na cabine de comando, veio apitando aquele monstro de ferro e aço. Para espanto do menino. Seu Shorto perguntou

– Quando crescer, vai querer ser maquinista?

E ele, antecipando seu futuro,

– Não, vou ser dono de trem.

JOSÉ PAULO NETO, filho. Dedé começou a pilotar carros no autódromo de Caruaru. Ano seguinte acabou campeão, ganhando todas as corridas. Depois foi para a Fórmula 3, em Donington Park (Inglaterra), mas essa é outra história. Certo é que antes de uma corrida pernambucana dona Lectícia, preocupada, lhe deu conselho que acabou na primeira página do Jornal do Commercio

– Meu filho, corra devagar.

JOSÉ ROBERTO CAVALCANTI, Zeca, irmão. Lembrou diálogo de Brecht em A vida de Galileu (escrita em 1937 mas publicada só em 1943) que começa com fala de personagem que trabalhava com Galileu Galilei, Andrea Sarti, filho de uma governanta

– Infeliz do povo que precisa de herói.

Ao que seu mestre retruca

– Não, Andrea, infeliz é o povo que não tem herói.

Pensei no Brasil e completei

– Não, Zeca, verdadeiramente infeliz é o povo que precisa e não tem heróis.

* * *

Tinha que levar a filha, todas as noites, para o ballet; e esperava lá duas horas, lendo livros, até voltar para casa com ela. A dona da academia sugeriu que participasse das aulas, seria um bom exercício, tanto que os bailarinos saíam de lá suados. E completou

‒ Tem ainda uma vantagem, grande, que é o direito a uma Carteira de Estudante. Vai poder pagar meia entrada, nos cinemas.

‒ Na carteira diz qual o curso?

‒ Sim, ballet.

‒ Sai nela minha foto?

‒ Não, só o nome.

‒ Então me inscreva.

‒ Diga o nome completo, para informar à UNE.

‒ Pois não, José Paulo Cavalcanti Filho. Pode?

Só mesmo Zeca.

LUCIANA MONTEIRO CAVALCANTI, filha. No telefone, voz de mulher desesperada

– Pai, pai, vão me matar. Eles querem dinheiro.

– Raquel, minha filha, é você?

– Sou eu, pai, me salve.

– Seja feliz, querida, e desliguei.

O cliente, na minha frente,

– Era sua filha?

– Não, era um ladrão.

Só para lembrar ao amigo leitor, minha filha se chama Luciana.

Dona MARIA LIA, mãe. Quando fez 40 anos, mandei bilhete

– Minha mãe, não é por nada não mas a IDA começa aos 40.

Sem resposta. Mas, quando fez 80, seu motorista chegou bem cedinho com esse recado

– Meu filho, esperei 40 anos para lhe responder. A IDA pode ser que comece aos 40. Mas a VIDA começa, mesmo, é aos 80.

SERGINHO, filho, advogado e Master on Law (Cyberlaw) por Harvard. Fez operação, dessas para emagrecer, e seu motorista Marcelo preocupado. Segue as mensagens que trocaram, pelo zap,

‒ Patrão, saiu tudo bem né?

‒ Foi tudo ótimo.

‒ Graças a Deus, que meu emprego está garantido.

SOBRE AS SOGRAS. Por sugestão do cronista João Alberto Sobral, o fotógrafo Pedro Luiz bateu retrato de certa dama. Quando foi entregar, soube que havia falecido na noite anterior. A história passou a ser conhecida, nas redações. Certo dia, chega cidadão e pede

– Quero lhe contratar para tirar uma foto de minha sogra.

* * *

O jornal PODER, edição de 27/04/2022, deu manchete sobre Francisco

– O Papa elogia as sogras.

Mais, por baixo, esse comentário do jornalista Tonico Magalhães

– É porque ele nunca teve uma.

DEU NO JORNAL

SOB O COMANDO DO CRIME

Quem manda no asfalto no Rio de Janeiro não é o Estado, é o tráfico, que retalia a ação policial como se governasse.

Ações de guerrilha das facções parou o Rio nesta quarta-feira (26). Tiroteio, postos de saúde fechados, 19 ônibus sequestrados, vias bloqueadas, escolas sem aula.

Enquanto isso, o Supremo avalia há 8 meses se deixa ou não a polícia executar o Plano Estratégico de Reocupação Territorial que o governo do Rio mandou em dezembro. A PGR faz “ressalvas”.

Foi pedida mais análise, mas, na rua, a análise já veio: ônibus viram barricada, ao som de granadas e fuzis, a cidade tem medo.

Estudos indicam que 35% da população da Região Metropolitana do Rio vive sob o controle de facções e milícias. São 4 milhões de reféns.

Caminhoneiros pagam pedágio para não ser assaltados, moradores são obrigados a pagar gás, internet e até cigarros fornecidos pelos bandidos.

O crime mata, tortura, trafica, prende, até decreta fé religiosa autorizada.

Define o preço do medo, enquanto Brasília discute “letalidade policial”.

* * *

Lamentável essa triste situação do Rio de Janeiro.

Um absurdo inacreditável.

Que os céus se apiedem daquele lindo recanto de mundo.

Ficamos aqui na torcida.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A DECEPÇÃO

Anos atrás, um pobre homem, completamente embriagado, pisava torto numa rua de grande movimento em Natal e morreu atropelado por um ônibus.

Sem documentos, o corpo foi conduzido ao IML, e lá permaneceu à espera de alguém que fizesse sua identificação.

O caso foi noticiado no programa de rádio “Patrulha da Cidade” e logo se espalhou no Bairro de Mãe Luiza.

Enquanto isso, Geraldo, vendedor ambulante, que se dava ao feio vício da embriaguez, saíra para trabalhar e há dois dias não pisava em casa.

Ouvindo a “Patrulha da Cidade,” Antônia, sua mulher, teve um mau pressentimento e saiu em disparada até o IML, para verificar se o corpo que ali se encontrava era o dele.

O morto ficara com a face desfigurada, mas Antônia o identificou através de alguns sinais que ele tinha nas costas. Sem dúvida, ela achou que o defunto era Geraldo, seu trabalhoso marido, cachaceiro contumaz e irresponsável.

Há 15 anos, Geraldo e Antônia eram casados e tinham dois filhos, de 14 e 13 anos.

Foi providenciada a compra do caixão, e o corpo foi velado num salão pertencente à casa funerária “Nossa Senhora da Guia – Sua morte é nossa Alegria”.

Os amigos e parentes choraram muito, lamentando a partida precoce de Geraldo, bom de prosa e de copo. O falecido era ótimo amigo, embora fosse péssimo marido e pai.

Durante o velório, a viúva estava lívida e controlada, contendo as lágrimas. Mantinha sua dignidade ao lado do falecido, sem dar escândalo. Seu olhar era parado, como se a ficha ainda não tivesse caído. Essa reação é comum, nos casos de morte repentina e trágica de alguém.

Ao mesmo tempo em que o velório acontecia, lá na cadeia pública da cidade, um outro cachaceiro, que tinha ido em cana na noite anterior, estava sendo solto. Era Geraldo. Dirigiu-se para casa, mas, ao descer do ônibus, dois conhecidos o abordaram, avisando que a sua casa estava fechada, e estavam todos no seu velório.

Achando que se tratava de uma brincadeira de mau gosto, Geraldo foi até sua casa, encontrando-a, realmente, fechada.

Revoltado com a falsa notícia de que tinha batido as botas, Geraldo foi depressa ao local do velório, para desfazer o engano. No íntimo, sentia-se gratificado, pois ainda pretendia viver muito e tão cedo não iria prestar contas ao Criador.

Ficou sabendo que quem estava no caixão era um bêbado que morrera atropelado e o rosto ficara irreconhecível.

Mesmo sem dizer nada, Geraldo assumiu a culpa dessa confusão, pois há dois dias, não pisava em casa. Por isso, sua mulher ficou certa de que o homem atropelado era ele. Ainda por cima, ela identificou o corpo, por causa de alguns sinais, idênticos aos seus.

Furioso, Geraldo adentrou ao salão onde o defunto estava sendo velado e quis agredir a esposa. Os amigos o contiveram e levaram Antônia dali. Geraldo não se conformava com o fato da sua mulher tê-lo confundido com aquele defunto que estava sendo velado, de rosto irreconhecível. Só podia ter sido algum “caso” dela.

A ex –quase-viúva sumiu do velório e se refugiou na casa de um parente. Jurou que nunca mais voltaria para Geraldo, de quem há 15 anos, juntamente com os filhos, só recebia maus-tratos. Ela sempre manteve a casa, com o dinheiro das costuras que fazia para fora. O dinheiro de Geraldo só servia mesmo para ele tomar cachaça.

Antônia não parava de chorar, lamentando o fato do seu marido continuar vivo e por tê-lo confundido com o homem morto por atropelamento, que aguardava identificação no IML.

Desfeito o equívoco, o IML levou o defunto de volta, aguardando outra identificação.

Geraldo e os companheiros de copo foram comemorar, com muita cachaça, a sua “ressurreição”.

DEU NO JORNAL

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

HOJE É DIA DELA, VÂNIA

Quem é essa mulher que me acorda às seis horas da manhã e me beija com a boca de hortelã? Diz que é para me cuidar e me leva para nadar. Quem é essa professora que aos 40 anos resolveu enfrentar um vestibular de Direito, formou-se e montou um escritório de advocacia? Quem é essa advogada que passou quase dois anos sem folga, sem sábado e domingo, estudou e passou no concurso de Promotor de Justiça? Quem é essa promotora que deixava sua casa, seu marido e filhos durante a semana para assegurar a Justiça no interior do Estado? Quem é essa mulher que trabalha com amor e alegria e possui uma felicidade intrínseca e encantadora? Quem é essa mulher que percebeu pequenos coqueiros morrendo na praia da Jatiúca, comprou três pés de coqueiros, ela mesma reimplantou e os coqueiros cresceram viçosos sob sua vigilância? Quem é essa mulher que quando enxerga um lixo acumulado no meio da rua telefona à Prefeitura para que venham limpar sua cidade? Quem é essa mulher que quando percebe o esgotamento sanitário vazando com a água em dejetos aciona a Casal para que possa consertar o bueiro fétido? Quem é essa mulher que cuidou do pai moribundo com amor e carinho, trouxe-o para sua casa, fez o que pôde e o que não pôde até o final de seus dias? Quem é essa mulher forte que não se deixa pisar? Quem é essa mulher que gosta de bons livros, de bons filmes, teatro, música, show e da cultura popular? Quem é essa sertaneja de Major Isidoro que ama o linguajar matuto de seu povo, das danças, dos coloridos folguedos e folclores? Quem é essa mulher animada que faz o passo atrás de um bloco de frevo nos dias de carnaval? Quem é essa mulher que gosta de viajar perambulando pelo mundo, Cartagena, Praga, Berlim, Nova York, Paraty, Lisboa, ou a amada Penedo? Quem é essa mulher brasileira, cidadã da pátria amada, idolatrada, salve, salve? Quem é essa mulher que nunca deixou de ser professora, ensina aos netos, dá palestras nas Igrejas e nas Festas Literárias do Brasil afora? Quem é essa mulher que move montanhas defendendo seus direitos, como uma loba defende seus filhotes? Quem é essa alegre mulher que ama as colegas de colégio e infância, conserva o carinho de suas amigas em encontros e no zap, aproveitando a fase madura da vida?

Quem é essa mulher que desde menina gostou dos livros, dos estudos, que teve uma juventude feliz em sua Maceió e até em New Jersey? Quem é essa menina que um dia encontrei em flor de seus 15 anos num acampamento de Bandeirantes, e eu, tenente, cantei pra ela em premonição: “Ôh Galeguinha você é tão bonitinha… engraçadinha… vou me casar com você”? Poucos anos depois entramos na Catedral Metropolitana trocando alianças. Essa mulher hoje completa anos e o tempo não desfez sua beleza, continua tão bonita quanto a adolescente galeguinha bandeirante que encontrei um dia, acampada na praia do Pontal.

Sou um ser privilegiado, a única pessoa no mundo a conhecer profundamente a gentileza, a bondade, a perseverança, a força dessa mulher divina, que toda noite me jura eterno amor, não me deixa dizer não, e me beija com a boca de paixão. Essa é minha mulher, minha amada, amante, timoneira do barco de nossas vidas; mas, nem tudo foi um mar de rosas. Vânia aprendeu a remar com o tombo do navio, com o balanço do mar. Navegar foi preciso. Essa mulher segurou forte o leme nos maremotos. Hoje navegamos em calmaria, enxergando, perto, outros mares ou o porto final além do horizonte.

Obs: Essa crônica repetirei todo mês de agosto até terminar a tinta.