DEU NO JORNAL

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

REVOLTA SILENCIOSA

Francisco Anysio

Gosto muito de ver e ouvir entrevistas inteligentes.

Em dias recentes revivi momentos pouco conhecidos sobre algumas opiniões de Chico Anysio, saudoso humorista, entrevistado por Roberto d’Avila.

Numa delas, ele faz referências à sua revolta quanto ao aprendizado escolar, na fase infanto-juvenil, pelo excesso de matérias.

Entrevista ao Roberto D’Ávila

Aos 6 anos comecei a frequentar a escola, mas já havia aprendido com minha mãe a ler, escrever e contar.

Lia com certa desenvoltura, escrevia com razoável primor, mas me atrapalhava nas contas. Números nunca foram o meu forte!

O currículo do Curso Ginasial era “pesado”: Leitura e Interpretação, Francês, Inglês, Física, Geografia, História, Educação Moral e Cívica, Português, Matemática, Latim, Organização Social e Política do Brasil e Desenho.

Coisa de louco! Muitas vezes, passei pelo “paudo canto”.

Sempre me revoltei com as aulas que eram estafantes, cujas matérias me pareciam sem valor prático.

A tal da Raiz Quadrada, por exemplo, era o próprio “Satanás de rabo”, pois eram números misturados por símbolos. E dar resultados com números, letras e símbolos era u’a mistureba do cacete.

Países desenvolvidos (frequentemente chamados de “primeiro mundo”), como Finlândia, Singapura, Suíça e nações escandinavas tratam a descoberta de aptidões não como uma “seleção precoce”, mas como um desenvolvimento holístico e personalizado. A abordagem foca em identificar os interesses e talentos naturais da criança desde a primeira infância (até 6 anos) para criar um ambiente que estimule a autonomia e a criatividade.

Ferramentas de avaliação precoce focam em medir habilidades como linguagem, raciocínio matemático e habilidades socioemocionais, não apenas conhecimento técnico.

Segundo o que consegui pesquisar à respeito, qualquer criança que mostre dificuldades ou talentos específicos recebe suporte extra (apoio pedagógico ou programas de extensão) para maximizar seu potencial, tratando a educação como um direito do desenvolvimento individualizado.

E ouvindo o humorista – que era homem muito inteligente – observei que minhas ideias são semelhantes às dele.

A inutilidade de um ensino tão “puxado” não levava a nada; tanto que findávamos as Séries sabendo muito pouco.

Guardo na lembrança até hoje essa revolta silenciosa.

PENINHA - DICA MUSICAL

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DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

SEXTA-FEIRA, 10 !!!

Tá chegando o final de semana!!!

Chupicleide, secretária de redação desta gazeta escrota, já está pronta pra encher a cara hoje, após o expediente.

Ela me disse que vai ser no bar Confraria dos Chifrudos, no Mercado da Madalena, um recanto que vive sempre cheio.

Confraria dos Chifrudos – Foto de Mercado da Madalena, Recife - Tripadvisor

Um abraço especial para todos vocês leitores que nos dão audiência e divulgam esse jornaleco pelo mundo.

Gratíssimo pela força e pelas generosas doações que nos ajudam a cobrir as despesas de manutenção do Jornal da Besta Fubana.

Paz, saúde, alegria e um excelente final de semana pra toda comunidade fubânica!!!

E pra abrilhantar a nossa sexta-feira, uma roda de choro bem gostosa.

O grupo Instrumental SESC Brasil interpretando Noites Cariocas, de Jacob do Bandolim. 

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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