Presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão de controle que já foi mais sério, Bruno Dantas tem o dever de explicar o convite e a presença, em seu casamento, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ex-presos por corrupção hoje dedicados a provar que continuam influentes.
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Joesley e Wesley Batista, que foram presos por corrupção, no casamento do Presidente do TCU, a convite do noivo.
TCU é aquele órgão “responsável pela fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades públicas do país quanto à legalidade, legitimidade e economicidade.”
Esse é o tipo de notícia que a gente só lê numa republiqueta banânico-bostosa feito essa nossa.
Nayib Bukele conquistou a reeleição em El Salvador com 87% dos votos, sem alegações de fraude, o que representa uma chancela esmagadora de seu trabalho.
De fato, ele tem o apoio do povo.
Seu principal feito foi acabar com a criminalidade no país, que chegou a ser o mais violento do mundo, com 110 homicídios por 100 mil habitantes.
Hoje, esse número está em 2,4 por 100 mil, em linha com a taxa do Canadá, a menor de todo continente americano.
Bukele resolveu o problema da forma mais óbvia possível: construindo cadeias e prendendo os bandidos, através da declaração de um estado de emergência que limita os direitos dos vagabundos.
A esquerda odeia Bukele porque ele mostra que é possível resolver a questão da criminalidade por meio de uma decisão política. Quando perguntado sobre a situação brasileira, Bukele afirmou que o problema de alguns políticos é que são sócios dos criminosos, e por isso não têm interesse em combatê-los.
Infelizmente, a situação brasileira é simetricamente inversa à de El Salvador: enquanto no pequeno país da América Central foram os bandidos que perderam direitos, no Brasil, os direitos básicos foram retirados dos cidadãos honestos, que hoje são submetidos não só à violência diária, mas também à censura, perseguição e até prisão, enquanto os bandidos estão livres.
Um homem livre sabe que tem direitos. Um escravo acha que precisa merecer direitos. Um homem livre sabe que é livre. Um escravo quer permissão para ser livre.
Um escravo de verdade odeia a liberdade dos outros mais que a sua própria escravidão.
Alguém que acredita no governo é alguém que não se importa de ser trancado numa cela com um assassino psicopata, se o assassino prometer bater nele apenas de vez em quando e com muita delicadeza.
Um escravo perfeito não acredita que a escravidão seja boa e que a liberdade seja ruim; ele acredita que a escravidão é inevitável e a liberdade é impossível.
Um escravo perfeito é alguém que acredita que liberdade é a capacidade de administrar a própria cela.
Um prisioneiro é alguém que perdeu a liberdade. Um escravo é alguém que a entregou.
Um escravo de verdade não é alguém cuja liberdade foi restringida, mas alguém que se sente restringido pela sua liberdade.