LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

VAI PIORAR

Até alguns dias atrás, Dilmo era o Bobo da Corte do mundo.

Alguns idiotas de seu partido de esquerda chegaram a aventar a hipótese dele almejar o Nobel da Paz.

Na verdade, ele foi o pioneiro do Brasil a receber o prêmio “Persona Non Grata”. As máscaras estão caindo.

COMENTÁRIO DO LEITOR

AVANTE PARA TRÁS

Comentário sobre a postagem A CAGADA DO DIA DA LEITOA

Sérgio Melo:

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É inaceitável é?

Então colabore com o país. Recomende ao presomente estruminacio, (adorei essa) que rompa relações com o Estado de Israel, unilateralmente e definitivamente.

E que abra mão de todos os direitos de uso de suas patentes tecnológicas, incluindo defesa, medicamentos, instrumentação cirúrgica, tratamento de água e do solo, entre outras bobagens.

Aproveite sua oportunidade para convencer a voz que ilumina a imundície a cortar também as relações com todo o Ocidente.

Europa, América, Hermanos? Que se lasquem.

Vamos pelo caminho do amor, da solidariedade.

Apenas assim e só assim poderemos desfrutar de toda a evolução e desenvolvimento humano que entes como o Hamas, o hezbolah, a grande nação democrática do Irã podem proporcionar.

Somaremos a esse salto qualitativo as experiências cubanas e venezuelanas, em uma prova incontestável do espírito (de porco) do ser humano.

Sugira ao presomente estruminacio também uma imersão na consolidada República Democrática da Coreia do Norte.

Sabem tudo de economia, desenvolvimento, eleições e tudo que há de bom.

Avante. (Para trás)

DEU NO X

113 ASSINATURAS APÓS FALA CRIMINOSA

Leandro Ruschel

Já são mais de 113 assinaturas do pedido de impeachment do descondenado, pelo claríssimo crime praticado na fala em que acusa Israel de estar promovendo o Holocausto em Gaza.

A Lei do Impeachment prevê que atos que quebram a neutralidade brasileira, e que possam provocar conflito com outro país, como um dos motivos para retirar o presidente do cargo.

Foi exatamente o que Lula fez: colocou o Brasil ao lado do grupo terrorista Hamas, que lançou nota para agradecer o apoio, e contra Israel, um aliado histórico, que declarou o descondenado como “persona non grata”, e recolheu o seu embaixador de Brasília.

É preciso alcançar 171 assinaturas para apresentar o pedido ao presidente da Câmara, que tem o poder para aceitar, ou arquivar o pedido.

Caso o pedido seja aceito, é preciso que 2/3 dos deputados votem pela abertura do processo, que é conduzido no Senado.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UMA GLOSA

Mote desta colunista:

“Poeta aprenda juntar
Essência com poesia.”

Não faço verso perdido,
Escrevo com coerência,
Da rima tenho ciência,
Pois com regras sempre lido.
Atendo qualquer pedido,
Repleta de galhardia,
Se gloso com ousadia,
É só porque sei glosar!
“Poeta aprenda juntar
Essência com poesia.”

DEU NO JORNAL

CARA-DE-PAU INTERNACIONALIZADA

Além de comparar a ação israelense na Faixa de Gaza ao holocausto de judeus na Alemanha nazista, o presidente Lula (PT) aproveitou para passar pano para os ditadores Vladimir Putin e Nicolás Maduro.

Após a morte do principal opositor do russo, Lula disse é preciso “fazer uma investigação” antes de qualquer acusação.

O petista deu resposta semelhante à expulsão de funcionários da ONU pela Venezuela do seu companheiro Maduro: não tem “informações do que está acontecendo”.

O ditador Maduro expulsou do país todo o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos de Caracas, na Venezuela.

Principal opositor de Putin, Alexei Navalny morreu numa prisão na Sibéria Ocidental, após anos de batalha na Justiça por ser “extremista”.

“Não sei se ele estava doente, se tinha algum problema”, disse Lula sobre o opositor morto de Vladimir Putin.

* * *

PQP!!!

E fico por aqui.

Não estou a fim de vomitar logo no começo do expediente.

Deixo os comentários a critério dos leitores.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

O IMPEACHMENT DE LULA: FUNDAMENTAÇÃO E EXPECTATIVA

Deltan Dallagnol

O impeachment de Lula: fundamentação e expectativa

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”. Com essas palavras, Lula jogou o Brasil no fosso do antissemitismo e abriu, possivelmente, a maior crise diplomática da história do nosso país, culminando com uma declaração de que Lula, o presidente do Brasil, é “persona non grata” em Israel até que se desculpe e se retrate. É a primeira vez na história em que isso acontece com um presidente brasileiro.

Aqui no Brasil a fala também foi universalmente repudiada, principalmente pela oposição ao governo Lula no Congresso, que rapidamente entrou com um pedido de impeachment contra Lula. Até o fechamento deste artigo, 113 deputados federais já haviam assinado o pedido, que tem como base justamente a infame e desastrosa comparação de Lula entre Hitler e Israel. O time do Novo, que faz a oposição mais consistente a Lula no Congresso, foi o primeiro partido a fechar questão a favor do impeachment de Lula. Mas o que diz o pedido? 

Resumidamente, o pedido de impeachment afirma que Lula violou o artigo 5º, item três, da Lei nº 1.079/50, conhecida como Lei do Impeachment. Segundo a regra, é crime de responsabilidade “cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”. Basta ver a reação negativa universal à fala de Lula, especialmente em Israel, para verificar que Lula de fato cometeu um ato de agressão e de hostilidade à Israel, comprometendo a neutralidade do Brasil em relação ao conflito, perante a comunidade internacional. A neutralidade, aliás, sempre foi uma das marcas registradas da nossa diplomacia.

A compreensão de que houve um ato de hostilidade é reforçada pelo fato de que, ao designar Lula como persona non grata, o governo israelenese não se limitou a reagir à absurda fala de Lula, mas aplicou diretamente uma punição prevista no art. 9º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, a qual prevê que “O Estado acreditado poderá a qualquer momento, e sem ser obrigado a justificar a sua decisão, notificar ao Estado acreditante que o Chefe da Missão ou qualquer membro do pessoal diplomático da Missão é persona non grata ou que outro membro do pessoal da Missão não é aceitável”.

A prática desse ato de hostilidade é inequívoca ou é discutível? Um debate poderá surgir sobre o significado do “ato de hostilidade” previsto no artigo 5º. Lula poderá argumentar, em sua defesa, que uma fala ou discurso não é um “ato” em si, como uma ordem assinada para uma invasão territorial ou para um ataque armado a outro país. Entretanto, a interpretação mais forte, ao meu ver, é a de que palavras, falas e discursos de chefes de Estado e mandatários, como Lula, são revestidas de poder e conteúdo decisório em si mesmas.

De fato, declarações presidenciais são em si atos que causam reações enormes e em cadeia em sociedades, mercados e instituições, mudando a percepção do público, moldando análises na imprensa e informando como outros líderes mundiais veem o Brasil e se posicionam em relação ao país. Por essa ótica, está claro que discursos são mais do que palavras ao vento, e podem, sim, ser considerados “atos”. Falar é uma ação que pode ter graves efeitos. As consequências da fala de Lula no cenário mundial são exemplos suficientes de que essa interpretação é a mais adequada.

Como se sabe, qualquer processo de impeachment tem componentes políticos, além dos requisitos técnico-jurídicos, que já mostramos estarem presentes. A análise política a ser feita envolve não só a ponderação entre, de um lado, a gravidade do ato e, de outro lado, a instabilidade política que um impeachment geraria, mas também considerações sobre as relações políticas no país. Um país aparentemente aparelhado e dominado pelo consórcio formado entre Lula e o STF deixará que pedidos de impeachment prossigam? E no Legislativo, um Congresso formado, em sua maioria, por membros do Centrão cooptados por verbas bilionárias do Orçamento dará andamento ao impeachment de Lula? 

O presidente da Câmara, Arthur Lira, é o único que tem o poder de autorizar o processo de impeachment, mas Lira é justamente a liderança responsável pela divisão do butim das emendas bilionárias com os glutões do Centrão. Além disso, Lira está agora mais interessado em fazer a eleição de seu sucessor na Câmara no ano que vem do que em comprar briga com Lula e com o PT. Some-se que Arthur Lira come na mão do STF, que tem contra ele o poder de dar andamento, a qualquer momento, às investigações por corrupção que envolvem o presidente da Câmara. O que Lira fará diante da máquina de pressão que é o STF?

Um processo de impeachment, quase sempre, depende do espírito dos tempos e da situação política, econômica e social do país. Depende de uma conjuntura favorável, como aconteceu com Collor e depois com Dilma. Uma pesquisa Quaest, feita logo depois da fala de Lula, mostrou que 90% dos comentários nas redes sociais sobre a fala de Lula foram negativos. O caso tornou-se o 3º assunto político mais comentado nas redes sociais desde 2023, com mais de 700 mil menções. Outra pesquisa, do instituto Real Big Data, mostra que oito em cada dez brasileiros (83%) rejeitam a fala antissemita e racista de Lula. Será que dessa vez Lula acordou o gigante adormecido?

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

O ANÃO VOLTOU

O presidente brasileiro, Lula. integra lista de autoridades estrangeiras que não são bem vindas em Israel após declarações consideradas antissemitas.

O presidente brasileiro, Lula. integra lista de autoridades estrangeiras que não são bem vindas em Israel após declarações consideradas antissemitas

Brasil e Israel estão a um passo de rompimento de relações. O presidente Lula chamou de volta o embaixador do Brasil em Tel-Aviv e isso tem um significado dramático. Antes, o premiê Benjamin Netanyahu mandou dar uma reprimenda no embaixador brasileiro Frederico Meyer – e ela foi feita significativamente no Museu do Holocausto, para que o governo do Brasil saiba o que foram Hitler e o genocídio que se chamou de Holocausto. O embaixador foi informado pelo ministro do Exterior, Israel Katz, que Lula é persona non grata em Israel. Aqui, o ministro Mauro Vieira convocou o embaixador de Israel, sediado em Brasília, para uma conversa na antiga sede do Itamaraty, no Rio, onde o chanceler estava – completando o revide. O ex-chanceler Celso Amorim, que rege com Lula a política externa, chamou a reação israelense de “absurdo”, disse que Lula não vai se retratar do que disse, e radicalizou: “Quem é persona non grata é Israel”.

Tudo isso choca os brasileiros. A maioria de nós somos produto de uma cultura baseada nas religiões judaico-cristãs. A história do povo de Israel está nas nossas raízes culturais e religiosas. Judeus e árabes misturaram seus genes e suor na formação da nação brasileira. Foi um brasileiro, Oswaldo Aranha, quem, presidindo a Assembleia da ONU, pôs em votação no dia em que percebeu quórum a Resolução 181, promovendo a divisão da Palestina em um Estado árabe e outro judeu, o que ensejou, no ano seguinte, 1948, a criação do Estado de Israel, que voltou a abrigar os judeus que as perseguições dispersaram pelo mundo. O genocídio praticado pelo nazismo reforçou nos judeus a convicção de que Holocausto nunca mais. Na gigantesca manifestação do 7 de setembro de 2022, bandeiras de Israel tremulavam na Esplanada, em Brasília. No novo governo, o embaixador de Israel em Brasília não tem sido benquisto por sua amizade com o ex-presidente.

O presidente Lula, desde que assumiu, revelou suas preferências em política externa. No primeiro mês, autorizou dois navios de guerra do Irã a aportarem no Rio de Janeiro, contrariando os Estados Unidos. No primeiro ano, tentou impor aos presidentes latino-americanos o ditador Nicolás Maduro, provocando repúdio até do esquerdista chileno Gabriel Boric. Sempre silenciou sobre as agressões às liberdades e à democracia perpetradas em Cuba, Nicarágua e Venezuela. Quando o Hamas atacou kibbutzim no sul de Israel, queimando, decapitando, violentando idosos, mulheres, crianças e bebês, em 7 de outubro, Lula repudiou o terrorismo, sem citar o Hamas como autor, e acrescentou que não pouparia esforços para evitar uma escalada do conflito – isto é, a reação de Israel. E quando apareceu morto na prisão “russa” o opositor Alexei Navalny, e o mundo ocidental responsabilizava Vladimir Putin, Lula o defendeu: “Por que essa pressa em acusar alguém?” São as preferências.

Para os israelenses, foi uma blasfêmia Lula comparar a ação de Israel em Gaza ao genocídio de Hitler contra os judeus. Lula chegou a dizer que Israel, para matar mulheres e crianças palestinas, usa o pretexto de combater o Hamas. Netanyahu afirma que Lula cruzou a linha vermelha com palavras vergonhosas e graves; banalizou o Holocausto e o direito de Israel de se defender. No Museu do Holocausto, o ministro Israel Katz disse ao embaixador brasileiro que as palavras de Lula foram “severamente antissemitas”. Em 2014, o porta-voz do Ministério do Exterior de Israel, Ygal Palmor, chamou o Brasil de “anão diplomático”. Contrariando a maioria dos brasileiros, o anão está de volta.