LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
DEU NO X
SÓ NÃO SAIU NA GLOBO
Chegou em todos os cantos do mundo. Até no Japão pic.twitter.com/SXSmghazGi
— Luciano Giuseppe (@LucianoGiusepp4) February 28, 2024
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
NO PÉ DA SERRA… TALHADA
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP
Uma das qualidades do ser humano é a autocritica, onde o que pensávamos ontem não se sobrepõe ao hoje.
Não se trata de simplesmente mudar de opinião, ao sabor do momento que se impõe, por simples leviandade ou interesse próprio.
É saber entender o momento, ser coerente com a situação que o agora nos proporciona prever o que virá.
A tal metamorfose ambulante de Raul Seixas – onde Lula se espelha – não cabe eternamente nas diversas faces que se possa mostrar.
Mostra apenas um ser perdido, sem identidade que a cada momento quer ser algo do instante, mas sem responsabilidade do que se mostra.
Torna-se um mentiroso, um simples ser leviano e sem qualquer definição de respeito, apenas um ser que se aproveita da situação para ser modificado, ao sabor de seus interesses.
Diferente daqueles que um dia fomos, mas soubemos mudar com equidade, análise crítica e respeito, antes de tudo a nós mesmos, sem nos corrompermos ou obter vantagem a não ser respeito próprio.
Podemos ver isso em alguns “analistas” e “sabichões “ que permeiam sites, blogs e outros tantos meios de comunicação, vendendo sua opinião para satisfazer aos que premiam suas contas bancárias.
São os vendilhões do templo, nos tempos atuais!
Inté!
DEU NO JORNAL
LULA NÃO SE DESCULPA E INSISTE NO ABSURDO
Editorial Gazeta do Povo

Lula ainda não se retratou da comparação entre a ofensiva israelense em Gaza e o Holocausto, e segue afirmando que Israel comete genocídio
O mês de fevereiro vai chegando ao fim e o presidente Lula ainda não se retratou daquela que é, talvez, a declaração mais abjeta já feita por ele no campo da política internacional – uma área em que a coleção de frases deploráveis saídas da boca presidencial não é pequena, o que só reforça sua gravidade. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza não existe em nenhum outro momento histórico – aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, afirmou Lula durante entrevista coletiva na Etiópia, em 18 de fevereiro, elevando sua condenação à ofensiva israelense a um patamar inédito de perversidade.
Nos dias que se seguiram, a estratégia de Lula e seus aliados na política, no mundo acadêmico e no jornalismo tem sido insistir na tese da existência de um “genocídio” em Gaza. O presidente repetiu a expressão em várias ocasiões, em discursos e publicações em mídias sociais, desde sua entrevista de 18 de fevereiro. Ocorre, no entanto, que Lula não havia simplesmente afirmado que a ação israelense era genocida: na Etiópia, ele foi muito além ao comparar diretamente a ofensiva em Gaza ao Holocausto, igualando assim os israelenses aos nazistas. É aqui que reside o maior dos absurdos ditos pelo petista, e que despertou justíssima indignação do governo israelense, de judeus dentro e fora do Brasil, e de qualquer pessoa minimamente sensata.
Lula, ao menos, não voltou a fazer essa comparação – o que levou comentaristas a dizer que ele havia “recuado”, embora seja um recuo muito curioso esse, que não traz consigo um simples reconhecimento do erro. O máximo que o petista fez até agora foi dizer, em entrevista a Kennedy Alencar, que não havia usado o termo “Holocausto” e que a crise diplomática se devia a um erro de interpretação do premiê israelense, Benjamin Netanyahu. É o tipo de afirmação que insulta a inteligência de quem quer que tenha um mínimo de conhecimento histórico: afinal, Lula pode até não ter proferido a palavra em questão, mas a que outro evento poderia ter se referido ao falar de “quando Hitler resolveu matar os judeus”?
Independentemente desta tentativa de Lula de negar ter dito o que indubitavelmente disse, os porta-vozes informais do presidente continuam trazendo o Holocausto à cena, usando em defesa de Lula uma série de raciocínios que partem de premissas verdadeiras para se chegar a conclusões falsas. Diz-se, por exemplo, que houve outros genocídios ao longo da história – o que é correto, a exemplo do Holodomor e dos genocídios armênio, timorense, ruandense e uigur. Afirma-se, ainda, que alguns desses genocídios tiveram mais vítimas que o Holocausto perpetrado pelos nazistas – o que também é correto, embora convenientemente as matanças cometidas por regimes comunistas acabem ignoradas; o novo mantra dos lulistas tem sido a menção aos horrores cometidos pelo rei belga Leopoldo II no Congo. Tudo isso tem o objetivo de reduzir ou anular a excepcionalidade do Holocausto cometido pelos nazistas contra os judeus.
Mas não foi o fator numérico nem um suposto ineditismo que transformaram o Holocausto na manifestação por excelência da barbárie humana. O projeto genocida dos nazistas, motivado por puro ódio étnico-religioso, foi deliberado, meticulosamente planejado, executado em escala industrial em campos de extermínio especialmente concebidos com o objetivo de dar a “solução final” para o “problema judeu”, muito longe das condições de um cenário de batalha, em que a população civil é vitimada por bombardeios ou trocas de tiros. Ainda que outros genocídios tenham um ou mais destes elementos em comum com o Holocausto, nenhum deles os reuniu em sua totalidade da forma como Hitler conseguiu fazer. Daí o absurdo completo da comparação feita por Lula.
A rigor, até mesmo a versão “atenuada” da sandice lulista, a acusação de genocídio em Gaza, é bastante controversa, pois as características da ação israelense não permitem uma classificação definitiva. Trata-se, é preciso recordar, não do extermínio deliberado de um povo por determinadas características que possua, mas de uma operação militar em resposta a um brutal ataque terrorista cometido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023; operação esta que é realizada em uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, e contra um adversário que usa a população civil como escudo humano, como já se sabia mesmo antes da invasão e foi novamente comprovado com todas as descobertas feitas pelas Forças de Defesa de Israel. Todas essas nuances têm sido levadas em conta por democracias como a alemã e a norte-americana, que, ao contrário do Brasil, opuseram-se à ação sul-africana na Corte Internacional de Justiça que pretendia condenar Israel por genocídio – mas, por outro lado, isso não impediu esses mesmos países de fazer as críticas que consideram pertinentes à maneira como o governo de Netanyahu tem conduzido a guerra.
Se Israel está ou não cometendo crimes de guerra em Gaza, é algo passível de discussão. Não é nosso objetivo dar respostas a essa questão, mas apenas ressaltar que, apesar da barbaridade do 7 de outubro, a reação israelense precisa ser proporcional – não no sentido de uma pueril igualdade de baixas entre um lado e de outro, mas na aplicação dos critérios que tornam uma ação proporcional ou desproporcional: por exemplo, se o meio escolhido é o melhor para atingir o objetivo proposto (o resgate dos reféns e o desmantelamento do Hamas); se todas as medidas estão sendo tomadas para evitar as mortes de civis; ou se os necessitados de ajuda humanitária estão tendo acesso a ela. A ampliação da ofensiva para o extremo sul de Gaza, na cidade de Rafah, tem despertado preocupação mesmo de aliados de Israel.
Mas a discussão séria sobre a condução da ofensiva israelense não interessa a Lula e a seus porta-vozes. Importa apenas usar frases de efeito, vandalizar a história e desrespeitar toda uma comunidade étnico-religiosa. O Brasil sai desse episódio completamente desacreditado no cenário internacional, mas os despautérios de Lula mobilizam a militância – é nisso que o presidente aposta, e é por isso que um pedido de desculpas à comunidade judaica, ainda que fosse a única atitude decente a tomar, é hoje algo impossível de esperar.
PENINHA - DICA MUSICAL
RONALDO VIOLA E JOÃO CARVALHO
ALEXANDRE GARCIA
O MILAGRE DA AVENIDA

No domingo (25), manifestantes se concentram na avenida Paulista em ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
No domingo, dia 25, um único homem encheu a Avenida Paulista, como nunca se viu. Até onde as lentes dos drones e câmeras alcançavam, a avenida estava cheia, lotada. Jamais o mundo inteiro vira tanta gente, à exceção da visita do papa a Seul, na Coreia, há três décadas. Como no caso do papa, vieram por um homem. E ouviram sua fala. Ele pediu para não trazerem faixas, nem insultos a pessoas e instituições, e todos seguiram a fala do líder. Vieram de longe, muitos bloqueados nas estradas. Bloqueados pelo medo dos que temem o povo, mas querem impor-lhe medo. Bloquearam até quem não é brasileiro. O jornalista português ficou detido por quatro horas. Obra do milagre. Era preciso mostrar ao mundo, por meio dele, a realidade do Brasil.
A avenida ficou lotada. Eloquente. Não precisaria falar nada para ser ouvida no mundo todo. A presença da cidadania foi forte demais para precisar de alguma fala. Já seria suficiente para dizer tudo. Ainda assim, houve oradores. Nenhuma voz partidária. Ficou combinado que o partido de todos seria apenas o Brasil. Falou-se de moral e religião, nas vozes de Michelle e Malafaia. No fim, veio a voz do líder, pregando a conciliação pela anistia, sem vencedores nem vencidos; pregando justiça com isenção, sem esmagar uns e exaltar outros. O pastor havia lembrado antes que um juiz havia dito “nós derrotamos o bolsonarismo”. Depois, olhou a multidão e percebeu que não precisava retrucar o juiz. A multidão estava ali para desmentir. Porque a multidão disse tudo. Não precisaria fala de ninguém.
Ainda assim, o líder insistiu. Anistia para quem não destruiu patrimônio do povo; para quem apenas se manifestou, como a Constituição garante. Já se anistiou sequestradores, assassinos, assaltantes; por que não anistiar os participantes do desabafo do 8 de janeiro, motivados pelo desconhecimento dos métodos de contagem dos votos? Pediu aos deputados e senadores que livrassem inocentes da vingança inconstitucional de uns poucos. Jogou nos plenários do Congresso o desafio da paz e da conciliação.
Foi uma demonstração de força. Pacífica. Apenas mostrando o que pensa uma parte na nação, a quem o Estado serve. O que a avenida disse é que quer paz, justiça, sem vingança nem perseguições. Mas, pelo tamanho dela, ela não disse que apenas quer. Disse que exige. Fez pensar sobre o seu tamanho. Não foi um artista popular, um general cheio de canhões, um banqueiro cheio de dinheiro, um demagogo cheio de mentiras que lá foi conversar com tanta gente. Foi um homem simples, igual aos outros, sem armas, sem dinheiro, sem dotes artísticos, sem mentiras, que foi se apresentar de novo, pedindo união por ideais. pela Pátria, pela família, pelos direitos, pelas liberdades, pela descendência de cada brasileiro. Nos dias de hoje, isso é milagre.
COMENTÁRIO DO LEITOR
CITANDO MATEUS
Comentário sobre a postagem TRANSFORMOU MISSA EM PALANQUE
João Francisco:
Celebrar a posse de um Comunista no STF com missa e direito a palanque na homilia.
Que fase esta da Igreja Católica.
Mas para quem desanima, Cristo falou que nada disso abalaria sua igreja em Mateus 16:18-19.
A PALAVRA DO EDITOR
DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO
Recebi hoje uma mensagem, via zap, do meu Imortal amigo José Paulo Cavalcanti, membro da Academia Brasileira de Letras e colunista do JBF.
Uma comunicação sobre um evento que aconteceu ontem em Portugal.
Junto com a mensagem veio também uma foto, onde José Paulo aparece sentado na mesa de honra.
A mensagem e a foto estão a seguir.
É um privilégio editar uma página que tem tantos colaboradores de primeira linha.
* * *
O mais antigo evento em Portugal, as Correntes Literárias da Póvoa do Varzim.
Com 16 convidados do exterior, de 12 países.
Fiquei na mesa de honra, a última, com alguns prêmios Camões e Agualusa.
Regi o público, que recitou poemas de Pessoa.
Creio que nunca tinham visto isso, antes.
DEU NO JORNAL



