Alguém sabe se vai ser assim o vale carne do desgoverno??? 🤔👀 pic.twitter.com/cYIrpjTokr
— RoziSNews (@RoziSNews) March 10, 2024
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Um dia após a Petrobras revelar queda de 33% no lucro líquido, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, resolveu celebrar “resultados sólidos, números positivos e recordes constantes”.
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Quem adivinhar a qual partido esse mentiroso é filiado, vai ganhar um brinde:
Uma foto autografada pelo proprietário do partido dele.
Que não mente nunca!!!
Lançamento de meu primeiro Livro, na Passadisco. Consciente de que minha memória fisionômica não vale 1 centavo de Real, combinei com Fábio, dono da Loja, um recurso para neutralizar minha prosopagnosia (Valei-me, São Google). Para evitar o vexame provável de não lembrar o nome do adquirente, a cada livro vendido combinamos que ele anotaria o nome do comprador num papelzinho e esse lembrete seria colocado na página inicial do livro em que eu assinaria a dedicatória.
Um comprador recusou-se a informar seu nome alegando ser meu amigo pessoal há anos e, por isso, desnecessária a providência. Indiferente aos apelos de Fábio dirigiu-se à fila de autógrafos, livrinho na mão e deu-se o que você, meu caro leitor, deve estar imaginando. Branco total. O nome do meu amigo fugiu à lembrança e o papelzinho que deveria estar ali como auxilio não estava no lugar combinado. Tentei discretamente, utilizando-me de todas as artimanhas, descobrir o nome do meu amigo.
– Como devo dedicar? Perguntei-lhe, na esperança de que se revelasse o segredo do seu nome.
– Do jeito que você dedicar eu ficarei feliz – respondeu-me.
Outras tentativas fiz, em vão. Terminei por dedicar o livro de uma forma genérica e pouco elegante (Ao meu querido amigo, o abraço do Xico). Tão logo assinei a prosaica dedicatória, lembrei o nome do amigo. Não pegaria bem rasurar o autógrafo já concedido. Abracei-o, agradeci a presença e, com um sorriso amarelo, como forma de retratação, pronunciei seu nome lenta e vagarosamente: Hild – Gard.
No lançamento do Livro seguinte Hildgard estava lá e, desta vez, incrivelmente, lembrei seu nome. Agradeci aos deuses a não-presença de sua irmã, Edghilda, filha de dona Hilda e ‘seu’ Edgard. Ainda bem: eu não lembraria seu nome.
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Editorial Gazeta do Povo

Cerca de 200 estudantes tiveram a autodeclaração como “pardo” negada pela USP
No fim do século 18, o alemão Franz Joseph Gall formulou uma teoria segundo a qual seria possível identificar traços psicológicos de um indivíduo analisando-se as características de seu crânio – pouco menos de um século depois, Cesare Lombroso foi mais longe, pretendendo estabelecer ligação entre características cranianas e a propensão de uma pessoa ao comportamento criminoso. Hoje a frenologia está totalmente desacreditada como pseudociência, mas o espírito que a moveu segue vivo, atualizando-se de acordo com as demandas do momento. Sua expressão mais atual, ao menos no Brasil, é a das eufemisticamente chamadas “bancas de heteroidentificação”, que na prática são tribunais raciais destinados a decidir se um vestibulando é suficientemente negro para fazer jus às cotas oferecidas por universidades Brasil afora.
Tais bancas chamaram a atenção nacionalmente nos últimos dias por dois casos, ambos ocorridos na Universidade de São Paulo (USP). Os estudantes Alison dos Santos Rodrigues e Glauco Dalalio do Livramento tiveram suas matrículas rejeitadas nos cursos de Medicina e Direito, respectivamente, por decisão da banca avaliadora. Ambos foram aprovados no Provão Paulista, um processo seletivo para alunos de escolas públicas do estado de São Paulo e que tem reserva de vagas para estudantes que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas. Alison só foi avisado da exclusão no primeiro dia de aula. Ambos acionaram a Justiça, e Glauco já conseguiu uma decisão favorável.
Um detalhe importante em ambos os casos está no fato de a banca ter tomado sua decisão recorrendo apenas à observação de uma fotografia e a uma videoconferência com o vestibulando, embora seja bastante evidente que qualquer mudança de iluminação em um ambiente pode resultar em uma imagem que torne mais clara ou mais escura a pele de uma pessoa. Agora, o reitor da USP promete que a instituição bancará as viagens dos aprovados até São Paulo, para que eles sejam avaliados pessoalmente, como se esse fosse o verdadeiro problema, e não o caráter totalmente arbitrário de tais bancas de avaliação. No caso de Glauco, a comissão se limitou a dizer que suas características físicas, como “boca e lábios afilados” e cabelo liso, não correspondem ao “fenótipo de pessoa negra”.
Não há soluções simples para a questão, e não seria nada sensato responder ao subjetivismo atual com o estabelecimento de critérios como tamanhos mínimos ou máximos aceitáveis para lábios ou narizes, na tentativa de estabelecer numericamente o que seria um “fenótipo de pessoa negra” ou parda. Isso apenas aumentaria o absurdo da situação, em um país no qual a miscigenação é a regra – por mais que isso desagrade certas alas do movimento negro que tratam essa miscigenação como um “genocídio”, que buscaria a eliminação da população preta através de um suposto “embranquecimento”. O fato é que a controvérsia ressalta as limitações do modelo de cotas raciais em contraposição a outra ação afirmativa, a das cotas sociais – esta, sim, facilmente aplicável pelo uso de critérios inquestionavelmente objetivos, ao beneficiar candidatos egressos de escola pública.
As cotas, raciais ou sociais, surgiram como resposta à patente desigualdade no acesso ao ensino superior – especialmente o público – no Brasil, e a Gazeta do Povo reconhece a legitimidade das ações afirmativas quando estão em sintonia com a finalidade das instituições que adotam tais medidas. No entanto, as cotas deveriam ser uma política temporária para garantir o acesso de uma população que historicamente foi privada de um lugar em instituições de excelência, enquanto se buscaria corrigir o verdadeiro problema, a baixa qualidade do ensino médio público. Repetindo um velho vício brasileiro, o paliativo se tornou permanente enquanto pouco se faz para dar aos estudantes de escola pública, independentemente de sua cor de pele, boas condições de enfrentar os demais vestibulandos por uma vaga na universidade.
Luís Ernesto Lacombe

Eu não sou jor-na-lis-ta. Sou jornalista, tenho uma profissão como tantas outras, nem pior, nem melhor, apenas necessária. Não é meu papel procurar ser um catequizador, um transformador, um “consertador”, um professor, um educador, um tutor. Não trabalho para mudar as pessoas, o mundo, para fazê-los evoluir. Se isso for uma consequência natural da minha atuação, ótimo, mas meu objetivo é muito simples: encontrar as melhores histórias reais e em movimento, apurá-las com honestidade, ética, com extremo cuidado e equilíbrio e contá-las da melhor forma possível. E não falo apenas da novidade, do raro, incomum, extraordinário, ainda que isso tudo me interesse também. A ideia é sempre me entregar avidamente aos fatos, não me deixar pautar por nada que não seja a busca pela verdade, para agregar informações verificadas, e verificadas de novo, capazes de atrair o interesse de um grupo considerável de pessoas.
Ouvir todos os lados da história, conseguir enxergá-la por vários ângulos, sem assumir um papel de personagem dela, isso é básico. Não há como buscar a verdade, se não for assim. Portanto, trilhar esse caminho inescapável sem humildade é impossível. Não importa o que cada um faça na sua vida profissional e pessoal, se não formos humildes, estaremos fadados a cometer uma série de erros, de equívocos, de injustiças. O jornalista, mais do que outros profissionais talvez, não pode jamais abrir mão da humildade. E é muito fácil entender por quê. Aquele que não é humilde cria um mundo particular, se acha detentor do correto, do certo, lidando com “verdades próprias”, o que é imperdoável. Um jornalista que se opõe ao mundo real, às experiências já vividas, que abre mão da curiosidade, da desconfiança, que prefere não questionar, não duvidar, não perguntar, não contestar, ele não é um jornalista.
A estrela deve ser sempre a informação, não quem a transmite. A vaidade, a soberba, a prepotência e a arrogância são, digamos, um erro de inteligência. E o que é inteligência, no fim das contas? É a capacidade de perceber a verdade. Longe da verdade não há liberdade, longe da verdade não há jornalismo. Uma pessoa inteligente é, necessariamente, uma pessoa humilde. Quem não é humilde vai sempre distorcer a realidade, já que ignora as referências corretas, já que enxerga tudo como deseja. Alguém que se entrega a ilusões, a mentiras, a fantasias é alguém que aceita ser enganado – por si próprio e por outros –, e, para piorar, que também aceita enganar. É preciso ter compromisso com os fatos; a notícia não pode modificar os fatos. Um jornalista que é escravo de uma causa é refém de si mesmo, dos seus interesses, ele não é jornalista. Se trabalha, então, por uma utopia, por algo que sempre deu errado, se defende o irrealizável, o impossível, como pretende ter credibilidade?
Ninguém deve se pressupor infalível, jornalistas incluídos, claro. As críticas e as indicações de erros cometidos podem conduzir a correções, a retratações. Não há problema nenhum nisso. Críticas bem fundamentadas são importantes, assim como os aplausos merecidos. Não sou movido a elogios, mas fico feliz quando reconhecem meu trabalho. Só que um elogio especificamente tem me incomodado um pouco… Gostaria de não ser chamado de “jornalista corajoso…” Nessa minha profissão, vá lá, em algumas situações, uma pitada de ousadia e coragem é necessária. A questão é que um país em que o jornalista precisa ter coragem para simplesmente buscar e divulgar a verdade não é livre, não é realmente uma democracia.
O mercado de inteligência artificial vale, sozinho, cerca de US$200 bilhões. A estimativa é de que valha US$1,8 trilhão até 2030. Só a NVIDIA, uma das empresas impactadas pelo avanço da inteligência artificial, vale US$2,19 trilhões, enquanto a B3 INTEIRA (todas as empresas… pic.twitter.com/OnaBOO9Ez4
— Renata Barreto (@renatajbarreto) March 10, 2024