DEU NO JORNAL
ALEXANDRE GARCIA
JUÍZES PROTESTAM CONTRA PERSEGUIÇÃO A MAGISTRADOS NO CNJ

CNJ abriu processo de apuração da conduta juíza Gabriela Hardt na condução dos processos da Lava Jato em Curitiba, em julho de 2023
Os juízes federais no Paraná se mobilizaram em solidariedade à juíza Gabriela Hardt e aos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, sediado em Porto Alegre, com jurisdição sobre o Paraná. O corregedor nacional de Justiça deu um golpe duro na primeira e na segunda instâncias ao decidir, sozinho, afastar desembargadores da estirpe de Carlos Eduardo Thompson Flores, alegando que ele não cumpriu uma recomendação do Supremo de suspender todos os inquéritos sobre o juiz Eduardo Appio, envolvido em rolos e mais rolos. A juíza Gabriela Hardt foi quem substituiu Sergio Moro; toda a primeira instância ficou de queixo caído. O ex-presidente do STF Marco Aurélio Mello, hoje aposentado, disse no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, que o Supremo deveria dar o exemplo para tudo que vem abaixo dele, porque não há ninguém acima do Supremo e o exemplo vem de cima.
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Deputado do PSol agride membro do MBL a pontapés
Enquanto isso, vemos a puerilidade na Câmara dos Deputados. Um deputado do PSol, Glauber Braga, agrediu a pontapés o ativista Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre, expulsando-o da Câmara. O deputado Kim Kataguiri tentou intervir e também foi ameaçado. Agora a coisa vai para a Comissão de Ética.
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PGR não vê razões para condenar Zema no caso da vacina para crianças
O mesmo PSol entrou com uma ação contra o governador Romeu Zema, de Minas Gerais, porque ele não aceitou a exigência de certificado de vacina para as escolas públicas mineiras. A Procuradoria-Geral da República disse que não há nada a criminalizar na atitude do governador. Eu só tenho a elogiar o governador por proteger as crianças de Minas Gerais. Qualquer pessoa que leia a bula dessas injeções experimentais, que esteja vendo a realidade, que não esteja alienada, se pergunta onde está a eficácia. Parabéns ao governador Zema.
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Não adianta só cortar os tentáculos sem acertar a cabeça do polvo iraniano, diz ex-premiê de Israel
O jornalista Roberto Motta publicou uma manifestação do ex-primeiro-ministro de Israel Naftali Bennett que esclarece muita coisa. Ele diz que os Estados Unidos estão pensando que Israel venceu o Irã, porque, dos 350 dispositivos lançados – projetos, foguetes, mísseis, drones –, apenas sete chegaram ao território de Israel, os outros não passaram. Um dos que chegou deixou em estado grave uma menina árabe-israelense de 7 aninhos, chamada Amina.
Mas Bennett diz que isso não foi uma vitória. Defender-se de um ataque não é uma vitória. A vitória, diz ele, só será concluída quando a cabeça desse polvo que tem usado tentáculos como o Iêmen, os terroristas do Hezbollah no Líbano, do Hamas em Gaza, o pessoal da Síria, para atacar Israel. Se a cabeça não for atingida, não vai haver vitória. E ele termina dizendo que “nós faremos o trabalho”, que Israel não precisa que façam serviço por eles. Quer apenas que entendam e apoiem os israelenses.
DEU NO JORNAL
SAIDINHA PROS CUMPANHEROS
Enquanto em Brasília, nesta terça (16), o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça) atacava o Congresso e defendia a regalia para bandidos, a polícia civil de São Paulo prendia um dos fugitivos da “saidinha de Páscoa” no Estado.
Como tantos outros, o criminoso foi preso após voltar a praticar crimes, desmentindo a lorota de que a saidinha seria um “direito” e que “ajuda a reintegrar” detentos à sociedade.
Reintegrado ao crime, o bandido foi preso na Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo.
Após invadir um comércio e roubar o celular do dono, o larápio ainda ameaçou a vítima, levando a mão à cintura e indicando estar armado.
Ele foi liberado do presídio de Mongaguá em março, para a saidinha de Páscoa, e fugiu assim como cerca de 1.500 outros criminosos no Estado.
Moradores tentaram linchar o criminoso, mas foram contidos por policiais da 3ª Delegacia Patrimônio.
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Gostei da expressão “reintegrado ao crime”, usada neste nota aí de cima.
É pra isso mesmo que serve a tal saidinha: pra reintegrar bandidos ao mundo da bandidagem.
O sonho de Lula, e dos esquerdóides banânicos, é que a saidinha se torne pra sempre: saiu, não volte mais pra detrás das grades.
É phoda!!!!
DEU NO X
NÃO TEM LIMITES
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
MULHER DE RAÇA
Neguinha sou para amigas
Minha nega pro amado
Sou morena citadina
Meu cabelo é ondulado
Sou dona das minhas ventas
Sou das mulheres atentas
Tenho nariz empinado.
Sou cabocla sertaneja
E trago no matulão
A astúcia da matuta
Que desbravou o sertão
E que não poupou canela
Quando abriu sua cancela
Buscando libertação.
Da fralda da Ibiapaba
Sou das alas das guerreiras
Agarrada ao jacumã
Enfrentei as corredeiras
Em cima duma piroga
Sou guerreira que se joga
Nas águas das Ipueiras
Sou a mistura das raças
Sou a miscigenação
Sou Catunda, sou do Prado
Tenho sangue de Aragão
Sou cunhã, sou companheira,
Sou concubina parceira
Eu só não sou é padrão.
CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS
MARTINS, O REVERBO DA NOVA CENA MUSICAL PERNAMBUCANA
Martins, cantor e compositor pernambucano
No dia 21 de novembro de 2021, Martins e Almério, dois cantores e compositores talentosos da nova cena musical pernambucana – o Reverbo – incendiaram o Teatro do Parque, Recife (PE) em apresentação apoteótica.
Martins, dono de uma voz límpida e afinadíssima, cantou todas faixas do seu segundo CD, Martins e Almério, de canções próprias e em parceria com Almério e outros, revigorou a nova movimentação pernambucana pós Manguebeat, moldando suas inspirações musicais na Zona da Mata Norte do agreste e da capital, na fonte dos repentistas e cantadores de viola.
Em entrevista dias antes da realização do show ao jornalista Augusto Diniz, Martins confessa que pegava ônibus no Recife (PE) – onde nasceu e mora – viajava duas, três horas até onde viviam os mestres Luiz Paixão e Salustiano, reconhecidos tocadores de rabeca, símbolos da cultura popular nordestina e responsáveis por influenciar gerações de artistas pernambucanos.
Segundo ele, “passava o dia inteiro lá com os mestres para aprender tocar rabeca e saía com uma riqueza cultural para além da rabeca. Voltava e a inspiração vinha”, relata. “Oitenta por cento das coisas que componho são da minha relação com a cultura popular,” assegura.
Martins está para o Reverbo da nova movimentação musical pernambucana, bem como Chico Science esteve para o Movimento Manguebeat, movimento musical que se destacava pela combinação original de diversos gêneros musicais, unindo ritmos regionais, como o maracatu, o frevo, o forró, o rock, o hip, hop, o funk e músicas eletrônicas, com identidade própria.
Martins – Deixe (Ao Vivo No Teatro do Parque)
DEU NO JORNAL
A PUSILANIMIDADE DO GOVERNO COM O ATAQUE IRANIANO
Guilherme Macalossi

O aiatolá Ali Khamenei, autoridade máxima do Irã
É cada vez mais explícita a linha anti-israelense da política externa petista. Isso já se constatava quando do apoio do governo à investigação de genocídio proposta pela África do Sul contra o Estado Judeu pela resposta militar na Faixa de Gaza depois do atentado terrorista do Hamas em outubro de 2023. Some-se a isso a comparação ofensiva feita por Lula com Hitler, que gerou uma escalada diplomática sem precedentes entre os dois países e converteu o presidente brasileiro em persona non grata em Israel.
Agora o Itamaraty lançou mão de uma notinha pusilânime e indecorosa sobre o ataque iraniano, que mobilizou centenas de drones e mísseis balísticos como retaliação ao bombardeio israelense a um prédio em Damasco ocupado por integrantes da Guarda Revolucionária Iraniana. O texto expressou “grave preocupação” com “relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel, deixando em alerta países vizinhos como Jordânia e Síria”. Não há, na posição brasileira, qualquer condenação objetiva ao ato belicoso, ainda que este tenha sido inédito, inclusive em sua audácia. O texto, aliás, trata o ataque em tom de especulação.
No dia 1º de abril, quando Israel destruiu o alvo iraniano na Síria, a posição brasileira foi muito distinta. Já na primeira linha da nota do Itamaraty houve a condenação da operação militar, além da ênfase em ressaltar a necessidade de “respeito à soberania e a integridade territorial dos países”. Quanto à integralidade territorial israelense, nada foi dito nem escrito. E nesse particular, a posição brasileira também ficou muito distante das demais democracias do Ocidente, que foram contundentes contra a teocracia iraniana.
Cobrado no âmbito interno, inclusive por entidades judaicas brasileiras, o chanceler Mauro Vieira tentou se justificar sobre o teor da nota. “Ela foi feita à noite, às 23h, quando todo o movimento começou. E nós manifestamos o temor de que o assunto, o início da operação, pudesse contaminar outros países. Isso foi feito à noite, num momento em que não tínhamos claros a extensão e o alcance das medidas tomadas; e sempre fizemos um apelo para contenção e entendimento entre as partes”, disse.
Que tipo de política externa é essa em que posicionamentos são tomados sem que se tenha conhecimento detalhado do que está acontecendo? Vieira não teve o cuidado de ligar para as embaixadas brasileiras na região para saber o que se passava concretamente? Se não o fez, como admite, então é um desleixado e, portanto, incapaz de capitanear as relações exteriores. Os juízos peremptórios das autoridades brasileiras parecem existir única e exclusivamente para condenar Israel.
Um dos maiores financiadores do terrorismo global, o Irã foi anunciado como novo integrante dos BRICS em 2023. O grupo, que surgiu como uma plataforma de desenvolvimento econômico, passou a ser também um fórum antiocidental liderado pela China. A entrada do país controlado pelos aiatolás apenas evidencia sua reformatação geopolítica, com inequívoca participação e concordância do Brasil. Sob esse contexto até se explica o tom frouxo do Itamaraty. Fica chato criticar o novo sócio.
PENINHA - DICA MUSICAL
ADILSON RAMOS
DEU NO JORNAL
PRECISA FALAR MAIS ALGUMA COISA?
ALEXANDRE GARCIA
CONSTITUIÇÃO NA CABEÇA
Estamos precisando ler a Constituição com a mesma frequência e intimidade com que os evangélicos leem e citam a Bíblia. Afinal, a Constituição é o livro sagrado nas nações democráticas. Precisamos ter os princípios da Constituição como uma questão de fé – uma fé racional – porque estão passando por cima de princípios promulgados há 36 anos e ainda estamos discutindo se valem ou não, como se já não estivessem fixados em pedra. O Doutor Ulysses desceu o Sinai Constituinte e nos mostrou como as tábuas da nossa lei maior são fáceis de ler e de entender. Por isso a chamou de Constituição Cidadã, como garantia contra qualquer tipo de tirania. “Tenho nojo de ditadura”, proclamou ele na promulgação da Lei Maior.
Agora o ministro aposentado do Supremo – guardião da Constituição – Marco Aurélio Mello mostra, a quem ainda não percebeu, que a medula da Constituição é a liberdade. A liberdade está em todas as páginas do nosso Livro Sagrado a tal ponto que a Constituição proíbe qualquer restrição à manifestação do pensamento, à criação, à expressão e à informação, sob qualquer forma ou veículo, como está escrito no artigo 220. O mesmo artigo vai além: estabelece que “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística, em qualquer veículo de comunicação social” – e observe que não escreveu apenas a palavra “liberdade”, mas a adjetivou: plena liberdade.
O inimigo da liberdade de expressão é a censura. Para ela, o artigo 220 reserva uma arma letal: “é vedada toda e qualquer censura, de natureza política, ideológica e artística”. Qual é a exceção? Os valores éticos e sociais da pessoa e da família. É o que estabelece o artigo seguinte, mandando que a programação da televisão e do rádio respeite esses valores, isto é, respeite a família. O incrível é que está desde 1988 na Constituição – e apenas está lá, letra morta. Como vamos exigir que respeitem o Código Penal, que é lei ordinária, se não respeitam a Lei Maior? Ora, se não respeitam a lei maior, por que iriam respeitar as menores? Eis porque vivemos mal, com insegurança em tudo.
O mais incrível é que autoridades com ou sem mandato, que juraram cumprir e defender a Constituição, só fizeram isso protocolarmente. Em 1932, os paulistas deram sangue e vidas por uma Constituição. Foram bombardeados pela aviação de um governo que não queria ser limitado por uma Constituição. Fabricaram blindados e resistiram. Hoje o que blinda os que querem viver em liberdade é a própria Constituição, que está enfraquecida pelos que fazem de sua medula letra morta. Medula ferida faz o corpo se paralisar. O cale-se é a paralisia da liberdade. A Constituição tem de ser o livro de cabeceira da cidadania. E não ficar apenas na cabeceira; tem de andar nas cabeças.



