DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

O COMERCIAL DO EDITOR

O ROMANCE DA BESTA FUBANA

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Prêmio Literário Nacional – Instituto Nacional do Livro/MEC
Prêmio Guararapes – União Brasileira de Escritores

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DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DUPLA GOVERNANÇA

Para o deputado Sanderson (PL-RS), foi “jogadinha ensaiada” a canetada derrubando a desoneração da folha:

É a governança Lula-STF tornando os empregos mais caros, fórmula mágica para cortar vagas.

* * *

Num intendi…

Essa nota aí de cima fala em “governança Lula-STF”.

Que danado seria isso?

É no Brasil mesmo?

Vôte!

Num faço a menor ideia do que seja essa coisa.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

UM GRUPO DE SENADORES QUER MUITO QUE VOCÊ VOLTE A PAGAR DPVAT

O presidente da CCJ no Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O presidente da CCJ no Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

Você está preparado para pagar de novo o DPVAT, aquele seguro obrigatório que você pagou pela última vez em 2020 e depois foi cancelado no governo Bolsonaro, sob a alegação de que era mais um cartório para favorecer lobby de seguradoras? Pois é, está de volta. Estava ontem para ser votado na mais importante comissão do Senado, a Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Davi Alcolumbre, que foi presidente do Senado. No entanto, alguém pediu vistas e aí foi transferida a votação para o dia 8. Eu fico pensando o seguinte, contaram o número de votos que teria a aprovação do DPVAT e não tinha voto suficiente para aprovar. Então adiaram a votação. Provavelmente foi esse o motivo, embora possam alegar outros motivos.

* * *

Incêndios na Amazônia

O lobby está forte e você, mais uma vez, vai pagar mais uma taxa, uma contribuição, um imposto, cada vez mais. Tudo isso a gente paga para ter bons serviços públicos. E aí a gente pergunta se há bons serviços públicos, por exemplo, para proteger a floresta amazônica. Digo isso porque agora saíram números mostrando que neste ano os incêndios cresceram 154%, ou seja, mais do que dobraram os incêndios na Amazônia. Segundo o INPE, foram 8.895 incêndios. Podemos até fazer a ressalva de que muitos jornalistas não sabem o que é foco de incêndio. Foco de incêndio é quando o incêndio está começando e logo é apagado. Quando se diz foco de incêndio é por que não tem mais incêndio. Mas mesmo assim, a notícia também diz que o INPE contabilizou 8.895 incêndios.

* * *

Liberdade de expressão

Eu queria comentar também que uma juíza mandou prender um jornalista de Pernambuco. Prisão preventiva, porque ele denunciou na rede social um juiz e um promotor de lobby em que tinham relações promíscuas com empresários. O jornalista Ricardo Antunes só não foi preso porque estava de férias, na Espanha, mas ontem um desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco disse, que não há nenhum motivo para prisão preventiva, então casse-se o mandato de prisão preventiva. Eu acrescentaria o artigo 5º da Constituição, inciso 4º, que diz o que é liberdade de pensamento. O artigo 220 da Constituição garante as informações e o artigo do Código Penal compensa a pessoa que foi caluniada, ofendida ou difamada de entrar na justiça para isso. Agora, prisão preventiva? A juíza determinou prisão preventiva porque o jornalista se recusou a apagar o que havia dito, a retirar o que havia dito. Tão convicto está do que disse o jornalista Arnaldo Antunes, que ousou resistir e acabou agora se livrando da prisão quando voltar das férias na Espanha. Está em jogo em toda parte a liberdade de expressão.

* * *

Lula 3

E só para concluir, queria lembrar que as coisas estão difíceis para o governo, inclusive nas relações com os presidentes da Câmara e do Senado. Alguma coisa não está fechando nesse novo Lula de terceiro mandato.

DEU NO JORNAL

NOS ZISTADOS ZUNIDOS

O grupo de políticos brasileiros de esquerda que fazem tour em Washington (EUA) para tentar explicar que censura não é censura, teve a viagem organizada pelo Instituto Vladimir Herzog, ONG brasileira que até 2021 tinha dois terços do orçamento bancados por verbas públicas.

Também conta com “apoio” de um “Brazil Washington Office”, que, apesar do nome “escritório” em inglês, é outra ONG brazuca nos Estados Unidos, incluindo duas conselheiras integrantes do MST e MTST.

Acadêmicos, “especialistas” e até jornalista, ativistas de movimentos e partidos de esquerda integram a “Brazil Washington Office”.

A “BWO” tem como diretor Paulo Abrão, ex-secretário nacional de Justiça de Dilma, e recebe verbas da Open Society do bilionário George Soros.

A ONG banca a viagem de seis políticos do PT, PCdoB, Psol, MDB e PSD.

* * *

OK. 

Very well.

Congratulations, bunch of idiots.

Good bôi.

DEU NO JORNAL

A “NORMALIDADE” QUE LULA DESEJA AOS VENEZUELANOS

Editorial Gazeta do Povo

Lula - Maduro - Celac - Brasil - Venezuela

Lula e Maduro se encontram às margens da Cúpula da Celac em São Vicente e Granadinas, no Caribe

É extraordinária – para usar uma palavra muito usada pelo lulopetismo – a capacidade do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em insistir em defender o fraudulento sistema eleitoral venezuelano, cada vez mais afundado em irregularidades e perseguições a integrantes da oposição. Além de fingir que não há nada de errado no país vizinho – que está sob o jugo autoritário de Nicolás Maduro desde 2013 –, Lula referenda uma eleição que pode ser qualquer coisa, menos legítima ou limpa, com direito a discurso pregando a “volta à normalidade”.

Durante um café da manhã com jornalistas escolhidos pelo Palácio do Planalto, Lula comentou sobre as eleições da Venezuela e chamou de “extraordinário” o fato de que “a oposição [venezuelana] toda se reuniu; a oposição está lançando um candidato único. Vai ter eleições”. Ora, não foi uma decisão da oposição lançar a candidatura de Edmundo González Urrutia, um diplomata totalmente desconhecido pela população da Venezuela.

O principal nome da oposição, Maria Corina Machado, foi arbitrariamente impedido de se inscrever pela Justiça Eleitoral venezuelana, aparelhada ao governo de Maduro, por ter sido declarada “inabilitada” (inelegível) por 15 anos. O mesmo aconteceu com a segunda opção, Corina Yoris, igualmente impedida de se candidatar. Urrutia foi o único nome que sobrou, inscrito às pressas como candidato provisório, e só recentemente confirmado pela Plataforma Unitária Democrática (PUD), maior aliança opositora a Maduro.

Como aconteceu com Maria Corina Machado, dezenas de políticos de oposição também foram condenados arbitrariamente e declarados inelegíveis – uma estratégia recorrente do regime de Maduro para impedir que a oposição tenha candidatos fortes nas eleições. O caso mais recente foi registrado na semana passada, quando cinco nomes da oposição ligados a Henrique Capriles (ele mesmo considerado inelegível por 15 anos), sendo dois prefeitos e três ex-deputados, foram inabilitados a se candidatar a qualquer cargo eletivo no país. Todos os cinco eram considerados potenciais candidatos às eleições municipais e estaduais em 2025.

E há ainda as prisões e “desaparecimentos forçados”, conforme denunciou o Grupo de Trabalho da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários na terça-feira (30). De acordo com um relatório do grupo de trabalho, dezenas de opositores do chavismo foram presos, sem que existam informações precisas sobre seu paradeiro e condições, nem garantia de assistência jurídica.

Mas para Lula não há nenhum problema em Maduro usar a estrutura do Estado venezuelano, incluindo o Sistema Judiciário do país, para barrar todos os nomes da oposição que teriam alguma chance de derrotá-lo: faz tudo parte da “democracia relativa”, que ele vê como perfeitamente desejável para a Venezuela. E em seus delírios em favor da ditadura de Maduro, o presidente petista ainda se ofereceu para acompanhar as eleições no país vizinho e ainda cobrou da oposição – essa mesma a quem não foi permitido sequer inscrever os candidatos que queria – a “volta à normalidade”.

“E se o Brasil for convidado [como observador], o Brasil participará do acompanhamento dessas eleições na perspectiva de que, quando terminarem essas eleições, as pessoas voltem à normalidade. Quem ganhou toma posse e governa; quem perdeu se prepara para outras eleições, como eu me preparei depois de três derrotas aqui no Brasil”, disse Lula, dando a entender que será o primeiro a parabenizar o ditador Nicolás Maduro após as eleições do dia 28 de julho – data cuidadosamente escolhida pelo regime por ser a mesma do aniversário de Hugo Chávez – e que não vai aceitar qualquer contestação a um resultado favorável ao ditador.

Seria interessante saber exatamente o que é essa “normalidade” pós-eleitoral no vocabulário lulopetista. Para a população venezuelana que não vê esperança de mudança de regime, que precisa escolher entre ficar no próprio país em meio à fome, miséria e perseguição política ou fugir para longe, essa “normalidade” pode significar apenas afundar ainda mais na desesperança e apatia, na certeza de que tudo continuará igual pelos próximos anos. Para os que ousaram se colocar como opositores ao arbítrio, a normalidade poderá ser sofrer mais e mais sanções e perseguições do regime de Nicolás Maduro. E para o próprio governo do ditador, a normalidade – ao menos é assim que tem sido – será perseguir opositores, punir críticos, afundar o país na pobreza e embrenhar-se ainda mais – se é que isso é possível – entre o Judiciário e as demais instituições venezuelanas para garantir vida longa ao regime.

Não é essa, nem de longe, a normalidade que merecem os venezuelanos. A população do país caribenho precisa reencontrar a normalidade que já teve num passado não tão distante, quando era apontada como uma das nações mais democráticas – e não estamos falando de democracias relativas – do mundo. Infelizmente, tudo indica que isso ainda irá demorar.

PENINHA - DICA MUSICAL