Ontem saímos eu e Aline pra dar uma volta pela cidade.
Eu de passageirto, olhando a paisagem, e ela dirigindo.
Paramos num sinal vermelho, exatamente atrás de um ônibus.
Aí eu peguei o celular e fiz esta foto que está a seguir:
Meu querido amigo e colunista deste JBF, o grande poeta nordestino Jessier Quirino, talentoso contador de causos, pegando carona na traseira de um ônibus, anunciando seu próximo evento aqui na cidade.
Um excelente tipo de mídia, como ele mesmo disse, depois que lhe mandei a foto.
Não tem divulgação melhor que esta!
Trata-se do lançamento de seu próximo livro, Eu Parece que Tou Vendo, seguido de um espetáculo que tem o mesmo nome.
Será no Teatro RioMar no próximo dia 20 de outubro, um domingo.
Como a gente sabe, desde a Lava Jato – quando as empreiteiras davam um triplex, sítio, propina – as empresas estão proibidas de fazer doações. Mas as pessoas físicas podem doar. Rubens Ometto, da Cosan, um dos grandes empresários brasileiros, deu um total de R$ 7,5 milhões para a campanha de Lula [em 2022] e certamente de governadores. Agora está dando mais do que o dobro disso para 160 candidatos e partidos em 87 municípios, Aí eu fico pensando, né? Está proibido empresa. Mas empresário continua.
Eu lembro que certa vez Jânio Quadros, ex-presidente, me disse que um um grande empresário de São Paulo, que tinha uma mansão na Avenida Paulista e havia ajudado a campanha, iria importar um animal africano e deixar na sua mansão, mas não queria pagar imposto. Ele disse para Jânio; “Eu te ajudei na campanha; me isente”. A Receita Federal pegou.
Jânio disse que a saída foi encontrar uma lei que permitia a isenção desde que o animal estivesse exposto à visitação pública e das escolas, com fins didáticos. O empresário não topou porque teria que abrir os portões da mansão.
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Campanha violenta em Roraima
Falando em campanha, há uma campanha violenta em um município perto de Boa Vista, em Roraima. É o município de Amajari. O candidato a prefeito Antônio Etelvino de Almeida foi alvejado com 12 disparos, segundo a mulher dele, enquanto dormia. Eles pegaram no peito, no ombro, no abdômen e na perna.
Eu achei interessante a causa mortis registrada: hipercalemia e acidose metabólica refratária. Eu acho que a causa foi chumbo, né?
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Querem acabar com as escolas cívico-militares
Tem candidato anunciando que vai acabar com escola cívico-militar. Qual é a intenção? Essas escolas evitam a droga, evitam o traficante, evitam a violência, evitam a briga, permitem que professores deem aula, têm mais aproveitamento, têm muito menos evasão escolar.
O resultado é sensacional. Tanto que eu vejo em Brasília prefeitos indo ao Ministério da Educação e pedindo “pelo amor de Deus” por escolas cívico-militares. Ou iam, né, em outros tempos, em que essas escolas não eram mal ditas pelo governo.
Se não me engano são 800 pelo país. Com resultados maravilhosos. São as melhores escolas públicas que a gente tem. E tem gente contra a escola. Compete ao eleitor decidir se esses candidatos são ou não perigosos para as famílias, para os interesses das famílias.
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Brasil causa vergonha na ONU
No Líbano, Israel fez um ataque em que um tipo de projétil ou tipo de granada fura o piso, vai até o subsolo e aí explode para destruir bunkers. E aí matou o líder principal do Hezbollah. O Irã ficou perplexo, ficou paralisado. Sabe que não pode guerrear com Israel que vai sair perdendo. Sabe que seu principal instrumento contra Israel, o Hezbollah, está enfraquecido.
Israel pegou oito das lideranças, inclusive as do Hamas. Isso tudo depois daquele ataque do 7 de outubro do ano passado, em que mais civis israelenses foram mortos que nas duas grandes guerras árabe-israelenses, de 1967 e de 1973.
O que eu queria registrar: a delegação brasileira na ONU se retirou pela primeira vez quando o chefe de governo de Israel foi ocupar a tribuna. Israel é um dos ícones da civilização judaico-cristã do mundo ocidental. O país democrático no oriente médio. E é uma democracia atuante, ativa. E a delegação brasileira se retirou É vergonhoso.
Era um piloto promissor, ainda que imensamente sem sorte.
Em seu breve currículo constam 17 decolagens e apenas 16 pousos. . .
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“Um sinal do nosso tempo é a personalidade dividida dos conservadores. Muitos que estão à direita do centro estão em uma busca esquizofrênica pela liberdade e ao mesmo tempo pelo coletivismo. Os conservadores pedem livre comércio e livre iniciativa, mas também clamam por embargos absolutos ao comércio com as nações comunistas. Eles se esqueceram de que o livre comércio beneficia ambas as partes? Proibir o comércio é um exemplo cruel de política socialista; prejudica os países comunistas, com certeza, e também nos prejudica.
Outro exemplo: os conservadores estão pedindo impostos mais baixos e menos controle do governo, enquanto, por outro lado, estão pedindo uma guerra santa virtual contra a Rússia e a China, com todo o custo, morte e estatismo que tal guerra necessariamente implicaria. Tal guerra santa seria imoral, inconveniente e mal concebida, na melhor das hipóteses – nestes tempos de armas para assassinato em massa, tal apelo é quase insanidade.
Aqui, acho que um ponto deve ser feito e sem rodeios: Algumas pessoas podem preferir a morte ao comunismo, e isso é perfeitamente legítimo para eles. Mas suponha que eles também tentem impor sua vontade a outras pessoas que podem preferir a vida sob o comunismo à morte em um cemitério do “mundo livre”. Forçar alguém a morrer por uma causa alheia não seria um caso puro e simples de assassinato? E o assassinato anticomunista não é tão mau quanto o assassinato cometido pelos comunistas?”
As palavras acima, que parecem feitas sob medida para as circunstâncias do mundo atual, foram escritas por Murray Rothbard em 1954, setenta anos atrás. A guerra a que ele se referia era a Guerra da Coréia, mas basta substituir “Coréia” por “Ucrânia” para perceber que pouca coisa mudou no mundo nestes setenta anos. Já aconteceram “guerras por procuração” na Coréia, Vietnã, Afeganistão, Iraque, Líbia e vários outros países, guerras que nada tinham a ver com os interesses do povo destes países, e eram meros pretextos para manter funcionando o “complexo industrial-militar”. As grandes indústrias forneceram as armas, o povo destes países forneceu os cadáveres.
Em abril de 2022, pouco mais de um mês após o início da guerra, representantes da Ucrânia e da Rússia se reuniram em Istambul, na Turquia, para negociar um acordo.
Recentemente, Victoria Nuland, ex-Subsecretária de Estado para Assuntos Políticos do governo Biden, concedeu uma entrevista. Ela admitiu que os EUA e seus aliados pressionaram a Ucrânia a não fazer um acordo com a Rússia:
“A Ucrânia nos pediu conselhos e pareceu claro para nós, para os britânicos e para outros, que a condição principal de Putin estava escondida em um anexo do documento em que eles estavam trabalhando. Ele definia limites para os tipos de armas que a Ucrânia poderia ter após o acordo. [..] Pessoas dentro da Ucrânia e pessoas fora da Ucrânia começaram a perguntar se era um bom negócio, e neste ponto tudo desmoronou.” (A Rússia não gostaria de ter ao lado um inimigo armado? Onde já vimos isso antes? Ah, “Crise dos Mísseis Cubanos”!)
Em 9 de abril de 2022, Boris Johnson viajou para a Ucrânia e disse a Zelensky que “mesmo que a Ucrânia esteja disposta a assinar um acordo com a Rússia, o ´coletivo ocidental´ não está”. Boris também disse “nós não vamos assinar nada com eles, vamos simplesmente lutar”.
Em 20 de abril de 2022, o Chanceler da Turquia Mevlüt Çavuşoğlu declarou à CNN local: “Depois das conversas em Istambul, nós pensamos que a guerra não iria durar muito. [..] Depois da reunião dos países da OTAN, tivemos a impressão que … alguns dentro dos países da OTAN querem que a guerra continue. Eles não se preocupam muito com a situação da Ucrânia”
Em 25 de abril de 2022, após visitar Kiev, o Secretário de Defesa Lloyd Austin declarou que “um dos objetivos dos Estados Unidos é enfraquecer a Rússia”.
No início do filme Shrek, após declarar guerra aos ogros, Lord Farquhar disse a seus soldados “alguns de vocês vão morrer, mas é um sacrifício que eu estou disposto a fazer.”
Partidos fazem a farra com a riqueza tomada dos pagadores de impostos brasileiros
É impossível apontar no Brasil um partido conservador. O PL não é… Ou a maior parte dos filiados à legenda não tem nada a ver com o conservadorismo. Apesar do nome, o PL também não pode ser considerado um partido liberal… Quem mais se aproxima do liberalismo – agora que já não há mais um João Amoêdo transfigurado no comando – é o Partido Novo. Uma passada de olhos pela lista de 29 partidos registrados no TSE comprova a dificuldade tremenda que é definir o que cada um defende, suas bandeiras, sua linha ideológica. O que temos, quase sempre, são os “sacos de gatos”, uma reunião de oportunistas e egoístas.
A maioria da nossa “classe política” não é formada verdadeiramente por políticos. O que encontramos em grande número são negociantes, barganhistas, vendilhões. Eles só querem se dar bem, se entregar a negociatas, mamatas, falcatruas, velhacaria. Não há preocupação genuína com o bem do Brasil e dos brasileiros. Infelizmente, tem sido assim desde o início da nossa República. Virou uma tradição contra a qual os protestos invariavelmente são tímidos. E parece não haver Justiça capaz de expurgar essa gente, ou fazê-la se arrepender, pedir perdão e se endireitar.
Nossos partidos políticos são praticamente um balcão de negócios, e há muito dinheiro nisso, cada vez mais… O orçamento para o fundo eleitoral praticamente dobrou em 2024, são quase R$ 5 bilhões. E ainda tem o Fundo Partidário, de R$ 1,2 bilhão. Quem banca tudo isso são os pagadores de impostos. Eles sustentam as máquinas comandadas por gente como Baleia Rossi, presidente do MDB; Valdemar Costa Neto, do PL; Gilberto Kassab, do PSD; Gleisi Hoffmann, do PT; Antônio Rueda, que assumiu a presidência do União Brasil no lugar de Luciano Bivar; e André Figueiredo, que substituiu Carlos Lupi no comando do PDT.
Num país ideal, não deve despencar sobre os ombros e no bolso dos pagadores de impostos a manutenção de partidos políticos, muito menos o financiamento de campanhas eleitorais. As legendas devem ser capazes de gerar sua própria receita. Que se virem com contribuições mensais dos filiados, doações, com a organização de eventos pagos, seminários, palestras, que façam rifas, vendam camisetas, bonés, bandeiras, broches, canecas… Os mais de R$ 6 bilhões dos brasileiríssimos fundos partidário e eleitoral teriam certamente destinação melhor se não fossem entregues aos caciques das legendas que nunca se preocupam realmente com nosso país.
Há tanto o que mudar… E é preciso acreditar no improvável, que nossos políticos sejam capazes de fechar as torneiras do Fundo Partidário e do fundo eleitoral que jorram para eles bilhões dos nossos impostos. É preciso lutar para que o Brasil passe a permitir as candidaturas independentes. É preciso ter esperança de que uma nova geração de políticos – políticos de verdade –, competente, honesta, coerente, apegada ao mundo real, vai substituir, em breve, as velhas raposas.