O exército foi montar a tenda para o Jornal Nacional???
Bom diaa!! pic.twitter.com/BUJJfVrdav
— Pavão Misterious 𝕏 🇧🇷 (@misteriouspavao) May 17, 2024
O exército foi montar a tenda para o Jornal Nacional???
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Quem disse que o Huck não foi ajudar? Toda ajuda é válida pic.twitter.com/qDHbn6LIOE
— Milton Neves (@Miltonneves) May 16, 2024
Fernando Pessoa disse, um dia, “Tenho saudades de mim” (em Há quase um ano não escrevo). Se assim for, creio que posso também dizer quero tirar férias de mim. Porque nosso Brasil anda complicado. E chato. Faltam esperanças, desalentos sobram. Faltam caminhos, porteiras sobram. Faltam horizontes, sobram tristezas. Falta luz, sobra sombra. O otimismo, que teima em sobreviver nas entranhas dos brasileiros, vai sendo impiedosamente soterrado.
A Constituição, que nos países maduros é uma Lei Maior, referência e obrigação para todos, aqui vai virando enfeite. Corruptos passeiam alegremente, pelas praias ou em shows musicais (como o de Madonna), fazendo selfies. Preparando-se para brincar o Carnaval, onde vão acabar (talvez) destaques em alguma escola de samba controlada por bicheiros. Criticar deixa de ser o exercício da Liberdade de Expressão e passa a ser algo (muito) arriscado. Perigoso. O Paraná Pesquisas aponta que 61% dos brasileiros temem punição por falar o que pensam. A favor do governo, sem problema; contra, cuidado. Penas de quase 300 anos de cadeia são apagadas, multas milionárias perdoadas, confissões assinadas consideradas inexistentes e alguns ministros do Supremo agem como se tudo fosse muito natural. Com a consciência em paz. Trata-se de uma “defesa da Democracia”, assim justificam.
No Recife, nesta segunda, um dos carros da vice-governadora, a querida Priscila Krause, foi vítima de assalto. Fotos mostram o vidro da frente furado por balas. O bandido, alvíssaras, acabou preso. Continua? Que nada, meus senhores, era só o que faltava! Um juiz plantonista já emitiu, para ele, o correspondente “Alvará de Soltura”. Talvez por ser pardo e (aparentemente) pobre. Fosse pouco determinou (é inacreditável) que os policiais militares, responsáveis por essa prisão, fossem encaminhados à “Central de Inquérito do MP”. O receio é que possam acabar atrás das grades. Por terem tido a ousadia de prender um bandido.
Em Brasília, terça, o Supremo declarou constitucional Lei que proíbe políticos de ocupar cargos públicos. Nem podia ser diferente, era o que faltava. Ocorre que, sem qualquer fundamento jurídico decente, manteve nos cargos todos os nomes escolhidos pelo governo para funções que deveriam ser ocupadas por pessoas qualificadas para isso. É dando que se recebe. Talvez não por acaso a Petrobrás, atualmente em mãos de um desses políticos amigos do Poder, que era presidente do PT no Rio Grande do Norte, acaba de ter queda de 38% nos lucros, comparados aos do ano passado. Protegidos, todos, por decisão monocrática do então ministro do Supremo Ricardo Lewandowski. Que, coincidência ou não, é hoje ministro da Justiça desse mesmo governo que nomeou seus protegidos. E todos a rir. De nós, provavelmente.
Esse é o retrato do Brasil, meus senhores. Aqui, hoje, grupos poderosos sabem que mandam ‒ elites políticas, grandes empresários, milícias, até o pessoal do tráfico e adjacências. Sem obedecer à lei, ora a lei?, nem a ninguém. Reproduzindo a máxima do Coronel Chico Heráclio, de Limoeiro (PE), “quando a lei é fraca, a gente passa por cima (e quando é forte, por baixo)”. É (quase) inacreditável. E, tudo, com a complacência do Poder Judiciário. Que deveria ser um exemplo, contribuindo para pacificar o país; enquanto, ao contrário, prefere tocar fogo nele. Até quando?
Incrível, não tem ninguém na editoria pra dar um toque, um conselho, ou algo parecido? pic.twitter.com/NVlsBCjPGV
— Milton Neves (@Miltonneves) May 16, 2024
Saiu na coluna Teles Toques do renomado jornalista musical e biógrafo da MPB, José Teles, que a cantora baiana Ivete Sangalo cancelou a megaturnê que faria em 19 estados do Brasil, em comemoração aos seus 30 anos de carreira, foi cancelado por motivo de força maior: o povo está deixando de ser otário com a lacração esquerdopata.
“A turnê A Festa, na qual Ivete Sangalo circularia por 19 cidades, de Norte a Sul do país (no Recife, em 24 de agosto) foi cancelada. Primeiro parágrafo do texto sobre o cancelamento, distribuído pela assessoria de imprensa Perfexx: “Honrando a transparência e a responsabilidade que marcam sua carreira, Ivete Sangalo e seu escritório optaram por cancelar a turnê A Festa. A decisão, embora dolorosa, revelou-se necessária a partir da constatação de que a produtora responsável pela realização dos shows não conseguiria garantir as condições necessárias para que as apresentações da artista acontecessem da forma como foram concebidas, com a excelência e segurança prometidas e acordadas”.
Até o final do texto não se esclarece especificamente em que pontos poderia falhar a produtora da turnê. Pode nem ter sido o motivo, mas quando foi anunciada a turnê, que celebraria os 30 anos de carreira da cantora, me pareceu meio megalomaníaca. Todos os shows seriam realizados em estádios ou arenas. Não é mole lotar espaços assim.
Tudo bem, Ivete nunca deixou de estar na mídia nesses anos todos, mas ela arrebanhava multidões até a primeira década deste século, quando foram diminuindo os sucessos cantados Brasil afora. Macetando, que foi hit no carnaval de 2024, veio dez anos depois do seu último sucesso, Amor que Não Sai, que chegou ao 70º lugar nas paradas brasileiras. Curiosamente, apesar da imensa popularidade de Ivete entre 2000 e 2013, ela só emplacou um 1º lugar em 2000, com Se Eu Não te Amasse Tanto Assim, de Herbert Vianna
Depois que os carnavais fora de época, movidos a axé, foram saindo de moda, e as gravadoras deixando de vender discos, poucas estrelas da música pra pular baiana continuaram na vitrine. Ivete foi uma delas, cadeira cativa no Rock in Rio. No entanto, shows em arenas e estádios exigem uma mega e caríssima estrutura. Quem na música brasileira atualmente tem cacife para empreender uma turnê assim?”
O médico pediatra e marido de Eduardo Leite (PSDB), Thalis Bolzan, defendeu o governador do Rio Grande do Sul após uma declaração que rendeu críticas.
Em suas redes sociais, Bolzan publicou o pedido de desculpas de Leite, que havia afirmado estar preocupado com o “reerguimento” do comércio local diante do volume de doações.
Na legenda da publicação, o médico escreveu: “Não conheço ser humano maior que ele”.
Na terça-feira, em entrevista à Rádio Band News FM, Leite havia afirmado que “o reerguimento do comércio fica dificultado na medida em que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares do país”.

* * *
O “marido” do governador.
Isso é a cagado e cuspido a cara da republiqueta banânica da atualidade.
E quando diz que não conhece um ser humano “maior que ele”, está falando com profundo conhecimento.
Deve mesmo ser enooooorme!!!!
Segundo informações, um avião A330 da FAB transportou 18.000 litros de água mineral de Manaus para Brasília, onde a carga foi transferida para um KC-390 que a levou para Porto Alegre.
Em um avião, cada kg de carga aumenta o consumo. Em um vôo de pouco mais de duas horas, como neste caso, um aumento de 18 toneladas acarreta um aumento de consumo de aproximadamente 1200 kg de combustível. No vôo Brasília-Porto Alegre, a situação é parecida.
Em outras palavras, ao transportar esses 18.000 litros de água, foram gastos a mais aproximadamente 2400 kg de querosene de aviação, que custam aproximadamente 15.000 reais. Isso significa que se a FAB tivesse deixado essa água em Manaus, a economia de combustível daria para comprar mais do que isso em algum lugar próximo ao destino.
Nas redes sociais que noticiaram isso, muitas pessoas estão xingando quem fez essas contas de “insensíveis” e “sem empatia” e dizendo que em um momento como esse despesas não importam, o que importa é ajudar.
Deve ser a nova versão do “A economia a gente vê depois”.
O hábito de estirar a língua para um irmão ou colega de classe, durante uma discussão, rendia para a criança um castigo ou a ameaça da mãe passar pimenta na boca do filho.
É claro que a criança aprendeu a estirar a língua e dizer palavrões, com alguém, como colegas da escola ou mesmo gente de casa. Às vezes, os próprios pais e parentes ensinam gestos e palavrões aos filhos ainda pequenos, por brincadeira, e depois querem corrigir, quando já é tarde. Nenhuma criança nasce sabendo estirar a língua para alguém ou dizer palavrões. É injusto que os pais as castiguem por isso, se eles mesmos, às vezes, são os responsáveis por tal aprendizado.
No interior nordestino, as pessoas faladeiras e mentirosas tem fama de ter a língua muito grande. Existe até uma praga que diz que elas pagarão a maldade que praticam, com a língua pendurada e espetada com uma enorme e grossa agulha. Isso era castigo usado séculos atrás, também para aqueles que fossem incrédulos ou blasfemassem contra Deus e sua Mãe Santíssima. “Que lhes fosse tirada a língua pelo pescoço e fosse queimada.”
O Rei D. Afonso V estabeleceu que todo aquele que renegasse a Deus ou à Santa Maria, “se fosse Fidalgo, Cavaleiro ou Vassalo, pagasse por cada vez, mil réis para a arca da piedade (dos cativos); se fosse peão, que lhe dessem vinte açoites , enquanto, ao mesmo tempo, lhe metiam pela língua uma agulha de albardeiro, que ficasse na língua enquanto durassem os açoites.
O albardeiro era o fabricante de albardas, espécie de selas para jumentos e cavalos, e usava para costurá-las, uma agulha longa e grossa. Em qualquer castigo aplicado, a vítima teria o palmo de língua estirado fora da boca. A língua, atravessada por uma agulha, não podia ser recolhida. E o suplício era maior ainda, quando aplicado aos incrédulos e heréticos, homens de falsa fé, julgados merecedores da imagem atroz exposta.
Essa tortura, ao que se sabe, só é usada no Brasil como perjuros e pragas, rogadas aos merecedores de tal castigo.
Dizer que, necessariamente, alguém pagará a maldade praticada, com um palmo de língua de fora, espetada por uma agulha longa e grossa, é apenas um desejo de vingança de quem é ofendido.
O Gesto de estirar a língua para alguém, é considerado um insulto, pois, na prática, quem faz isso, está querendo mandar o outro para um determinado lugar, como o inferno ou à “m……”.
É um gesto agressivo e grosseiro e tem a mesma conotação de uma afronta ou injúria, em quase todas as partes do mundo. Sua prática é instintiva, quando “o saco” de alguém transborda de indignação. É uma reação agressiva, automática e não planejada. É uma resposta a um estímulo ou provocação.
Estirar a língua para alguém, num momento de raiva, é um gesto milenar, nacional e natural, sem origem nem história. Todos os povos o conhecem.
O escárnio, contido no gesto de mostrar a língua já era conhecido antes de Cristo.
Pois bem. – Trezentos e cinquenta e dois anos antes de Cristo, os gauleses assaltaram Roma com a violência tradicional. Um dos guerreiros, agigantado, confiando na sua robustez pessoal, diante do exército romano, desafiou-o para um duelo, exigindo um antagonista para o combate singular.
Os romanos, intimidados com a arrogância selvagem, ficaram silenciosos. O gaulês começou a rir com zombaria, e pôs a língua de fora num escárnio:
– “Deinde Gallus irridere coepit atque linguam exertare.” “Então o galo começou a rir e a esticar a língua”.
O jovem Titus Manlius, indignado com o ultraje, enfrentou o altíssimo inimigo, derrubou-o, decepou-lhe a cabeça, arrancando-lhe do pescoço um colar de ouro, e ornando-se com ele, a título de troféu. Ficou sendo chamado Torquatus, de “torques”, o colar.
O episódio consta em Tito Livio (VII, 9, 10) e em Aulo Gélio (IX, 13, 3), divulgando página dos desaparecidos Anais de Q. Claudius.
Portanto, séculos atrás, a língua estirada tinha a mesma conotação injuriosa, humilhante e provocadora dos dias atuais. Era um gesto idêntico para romanos e gauleses, germânicos e celtas.
Merece destaque a famosa fotografia do físico teórico alemão, Albert Einstein (Ulm, 14.03.1879 – Princeton, 18.04.1955), mostrando toda a língua, no dia em que completou setenta anos. Perguntado sobre a razão desse gesto, respondeu:
“A língua esticada expressa minhas opiniões políticas”, disse o célebre físico sobre a foto que o tornou um ícone pop.
Como seriam as reportagens do Rio Grande do Sul, se fosse no Governo Bolsonaro 👇 pic.twitter.com/RVhsGdnAiK
— Luli (@crisdemarchii) May 15, 2024
A praia de Cruz das Almas é uma das mais charmosas de Maceió. Há alguns anos, quando o bairro era pouco habitado, apresentou-se no Posto de Saúde uma enfermeira americana, de nome Hanna. Houve um frenesi na comunidade, algumas casinhas entre os coqueirais. A jovem veio de San Diego da Califórnia (terra roubada dos Mexicanos pelos USA) estagiar no Posto por conta de um convênio de seis meses no Brasil. Esse semestre ficou na memória de todos os moradores do povoado. A enfermeira era um encanto de jovem. Sua pele de um rosado leve, parecia porcelana. Dava vontade em qualquer ser humano de alisar aqueles braços. Os cabelos louros, olhos verdes fuzilavam quando fixavam em algum ser humano. Nariz afilado como uma menina de Renoir e lábios carnudos, sensuais, eternamente molhados. Vontade de mordê-los.
Hanna, a bela, encantou-se com a praia de Cruz das Almas. Assim que largava o serviço de enfermagem, vestia um minúsculo biquíni, atravessava o coqueiral, em direção ao mar, mergulhava e nadava leve, solta. Quando o sol se punha, ela retornava à casa onde morava com um casal de enfermeiros americanos. Esse fato espalhou-se pelas redondezas. O Posto de Saúde de Cruz das Almas começou a ser frequentado pelos homens da redondeza. Bastava uma furada no dedo, corriam para ser atendidos pela jovem. Eles cantavam a bela, ela fazia não entender. Sorria muito.
Um político do Passo de Camaragibe, terra do mestre Aurélio, apaixonou-se. Todos os dias ele aparecia e levava um presente. Ficava contemplando aquela belezura como se fosse um ser do outro mundo. Achava-a pura como uma santa e a desejava com uma puta. Os médicos da região constantemente passavam pelo posto. Convidavam Hanna para estágios nos hospitais ou suas clínicas particulares. Fazendeiros ofereciam empregos vantajosos e passeios maravilhosos. Em pouco tempo eram muitos os pretendentes. Todos a desejavam. Várias figuras conhecidas queriam comê-la: uma dentista, dois advogados, um engenheiro, duas médicas, um capitão e um escritor da Academia Alagoana de Letras, imortal. Cheios de amor e desejos por Hanna, a bela. Ninguém imaginava que ela já havia escolhido um sortudo. Apareceu a paixão de sua vida. Seu coração de jovem de vinte anos foi aberto, junto com braços e pernas para um novo amor.
O afortunado, o escolhido, o ungido foi Tonho, tirador de coco, magro, vestido com rota bermuda, suja de palha de coqueiro. A magreza de seu corpo seminu, o sorriso constante, o corpo queimado do Sol, encantaram Hanna, a bela.
Tonho não é um padrão global de beleza. Mas foi ele quem Hanna, a bela, escolheu. Desde que lhe viu ficou apaixonada. Ele semianalfabeto, ela entendia pouco o português.
Toda noite Hanna tentava conversar com Tonho em sua casa de taipa, morava com os pais. Até que certa tarde, ela afinal conseguiu arrastá-lo pelo braço. Levou-o em direção à praia. Quando na areia, juntou seu corpo ao franzino corpo do jovem de 18 anos, ele tremeu de emoção e desejo. Hanna, a bela, ofereceu-se e deu seus lábios carnudos para Tonho beijá-los. Enrolaram-se na areia. Fizeram amor com carinho, ela comandando o ato. Foi a primeira vez de Tonho. Todas as tardes os dois se banhavam no mar até o anoitecer. Tinham como testemunha apenas a imensidão de céu e a proteção de Yemanjá.
Até a natureza mudou nessa época. Os coqueiros pareciam mais alegres com o embalo do vento. As flores dos gajurus se tornaram mais brilhantes. Os gramíneos, as folhas verdes ficaram mais viçosas e a vegetação praieira se transformou em um tapete de flores amarelas, como se fora uma homenagem à beleza daquela mulher. O azul do mar tomou um esverdeado que nenhum pintor jamais ousou imaginar. No final da tarde a maré trazia cardumes de peixes: carapeba, tainha, arabaiana, curimã, camarão, siri. Vinham beber, sorver o líquido, os fluidos das entranhas, do suor da Deusa, que se banhava na piscina do mar, amando Tonho. Houve uma troca. As seivas dos coqueiros, das gramas, dos gajurus, das flores amarelas, juntaram-se com as águas-marinhas, os sargaços, as águas-vivas e penetraram no âmago da americana. Essa troca de fluídos resultou na fecundação de um ser no ventre de Hanna, com a cumplicidade do sêmen de Tonho, seu homem.
Hoje Hanna, a bela, vive em San Diego com seu filho, Antônio, de cinco anos, moreno de olhos verdes. Gosta de subir em árvores, de correr na praia. Fica fascinado com o mar ao longe, o horizonte cheio de mistério.
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