DEU NO JORNAL
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
ROBERTA LUCHSINGER, DEOLANE E JANJO
DEU NO JORNAL
DE NOVO, OUTRA VEZ, NOVAMENTE
Entre as muitas lorotas no Jornal Nacional, Lula disse haver “herdado” um déficit fiscal de 2,8%.
Mentiu de novo.
Na verdade, recebeu do governo Bolsonaro superávit de 0,5% do PIB e R$ 54,1 bilhões em caixa.
* * *
A expressão “mentiu de novo”, contida nessa nota aí de cima, resume tudo.
Ele seguiu o regulamento.
Não é preciso falar mais nada.
RODRIGO CONSTANTINO
MENTE COM FACILIDADE CONSTRANGEDORA E FINGE QUE NUNCA GOVERNOU

Em entrevista, Lula comentou temas como Lulinha, Lava Jato, crime organizado e dívida pública
Para muita gente, o simples ato de escutar o presidente Lula falando já dá nos nervos. É compreensível: o petista está na cena política há décadas, e nunca desceu do palanque. Age como se não tivesse sido presidente por três mandatos, além do governo Dilma, cuja campanha associava diretamente a ex-guerrilheira ao ex-metalúrgico, sem falar do mesmo ministro das Finanças.
Em suma, nos últimos vinte anos, o PT governou por 17, e mesmo assim Lula finge ser novidade, com promessas fantasiosas e sem qualquer reconhecimento pelos fracassos evidentes. Em linguagem mais clara, Lula mente que nem sente, e não seria diferente na entrevista para o Jornal Nacional. Ossos do ofício, tive que acompanhar, e posso resumir: Lula mentiu o tempo todo.
Logo de cara, César Tralli abriu perguntando sobre o caso Lulinha, o que colocou o presidente na defensiva. E ali já começaram as mentiras escabrosas. Lula disse, por exemplo, que trata o filho como trata os demais 215 milhões de cidadãos, sem qualquer privilégio. Chegou a dizer que nunca tentaria afastar um delegado federal responsável pela investigação, o que, de fato, fez. Lula tentar bancar o republicano quando todos sabemos do esforço petista para enterrar a CPMI do INSS é realmente o cúmulo do cinismo.
Mas não ficaria “só” nisso, naturalmente. “Marisa morreu pelas falsas acusações da Lava Jato. Fábio tem obrigação de não ter feito nada de errado”, disse Lula, mostrando ser o sujeito mais cínico do planeta! Lula se vendeu como um injustiçado que foi condenado por perseguição política, ignorando que nove juízes e desembargadores o condenaram por corrupção passiva, em três instâncias, com “provas sobradas”.
“Fui inocentado da acusação da chacra”, mentiu Lula, que nunca foi inocentado e que era o dono de fato do sítio que tinha pedalinhos no nome dos netos, e que estava no nome de Fernando Bittar, laranja por ser “amigo” do filho Lulinha.
Quando a entrevista incluiu o nome de Roberta Luchsinger, a outra “amiga” de Lulinha, Lula chegou ao ápice da cara de pau. Disse que conversas telefônicas não dizem absolutamente nada, chamou Roberta de “pilantra” e ainda soltou essa: “Malandro é igual em todo lugar do mundo”. Logo em seguida, Lula malandramente tentou mudar o assunto de Lulinha pra Master.
Sem ajuda do entrevistador, Lula perdeu a paciência e soltou a maior pérola de todas: disse que nem conhecia a Roberta, que nunca esteve com ela. Imediatamente várias pessoas nas redes sociais resgataram várias imagens dos dois juntos, inclusive postagens em que a Roberta demonstra carinho e intimidade para com o pai de seu “amigo”. Para mentir de forma tão descarada assim o sujeito tem que ser um mentiroso profissional mesmo!
“Não sou procurador nem juiz”, disse Lula para alegar que não vai prejulgar o filho, enquanto acusa todos os adversários sem qualquer prova. A vida toda Lula meteu rótulos em seus adversários, tratados como inimigos mortais, e nunca teve melindre de acusá-los das piores coisas com base em qualquer factoide. Mas, no caso do seu filho, tudo não passa de “ilação”.
Em outro tema espinhoso para o presidente, os entrevistadores quiseram saber o motivo do avanço do crime organizado no país e na Bahia, já que o PT controla o estado há vinte anos e está no comando do governo federal desde 2003, com pequeno intervalo de Temer e Bolsonaro. Lula tergiversou, tentou fugir pela tangente, mas não foi capaz de apresentar um só argumento. Restou, então, afirmar que nenhum governador conseguiu enfrentar o problema. Ou seja, Lula quer ser reeleito admitindo que não sabe o que fazer para conter o crime organizado, que ele se recusa a classificar como terrorista.
No único momento em que Lula disse a verdade, ele desdenhou da preocupação geral com o endividamento público, que está se aproximando de dez trilhões de reais, afirmando: “A dívida pública não me preocupa”. Isso todos podemos notar. E por isso mesmo os investidores estão tão apavorados e a taxa de juros não cai, mantendo-se no incrível patamar de 14% ao ano.
A dúvida inevitável que surge ao acompanhar uma entrevista dessas é a seguinte: como foi que um sujeito desses foi eleito três vezes e ainda emplacou seu “poste” outras duas? Que tipo de país permite uma coisa dessas? O que isso diz sobre o Brasil, do ponto de vista moral e intelectual? Não é por acaso que o país vai tão mal em segurança pública, educação, saúde, transporte e crescimento. Como esperar algo diferente?
COMENTÁRIO DO LEITOR
ELEITOR ENGAZOPÁVEL
Comentário sobre a postagem COMEÇOU A CORRIDA DOS INCOMPETENTES
Monteiro:
Até não duvido que o mané seja eleito pela quarta, quinta, sexta, enésima vez, mesmo depois de ser empalhado (se é que já não está!).
Afinal Banânia está jorrando idiotas pelo ladrão (esse ladrão aqui é o figurativo de caixa d’água, gente!), e eleitor engazopável é abundante.
Segundo o teorema do macaco infinito (deem uma googlada!) essa numerosa choldra ao fim e ao cabo vai eventualmente eleger algo que preste.
Mas, por enquanto…
DEU NO JORNAL
NUNCA VIU ELA!
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO
BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS
A INFLAÇÃO, SEGUNDO MÍRIAM
DEU NO JORNAL
SEGUIU O REGIMENTO
Quem mente sobre o que está documentado em fotos descredibiliza o resto do que diz na mesma conversa.
Foi o que aconteceu na noite de quinta-feira (27) e, pior, na emissora de maior audiência, quando Lula mentiu dizendo que “nunca vi essa moça na minha vida”, referindo-se a Roberta Luchsinger, lobista sócia do seu filho Lulinha.
Não só a viu como a recebeu até em festinha familiar, tipo aniversário. Mentiu também sobre o filho, as investigações, os dados da economia, sobre o seu governo.
Desta vez o arquivo visual estava à mão de qualquer um com acesso ao Instagram, e logo viralizaram os flagrantes de mentira, um vexame.
Diante da câmera da TV, Lula preferiu o risco da mentira óbvia ao ônus de admitir proximidade com quem hoje está no centro de três inquéritos.
Ao mentir, o presidente não protegeu Lulinha e nem desfez as suspeitas da Polícia Federal. Apenas as reforçou de modo que pode não ter volta.
* * *
Tudo dentro padrão luloso.
Nada de espanto ou surpresa.
O Descondenado seguiu o Regimento Petralhista.
Mentiu com a cara mais lisa do mundo e tendo certeza de que seu rebanho acreditaria no que ele falou.
MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS
CONFLITO DE VISÕES
Pode-se observar facilmente que se uma pessoa disser em quem vai votar na próxima eleição, é possível adivinhar com facilidade a opinião dessa pessoa sobre assuntos tão diversos quanto mudanças climáticas, guerra da Ucrânia, idade mínima da maioridade penal, direitos dos imigrantes e o uso do banheiro feminino. É como se todos esses assuntos não fossem questões separadas, mas apenas diferentes manifestações de um mesmo conflito básico entre dois grupos. Na verdade, é isso mesmo que acontece.
O cientista norte-americano Thomas Sowell escreveu, em 1987, o livro Um Conflito de Visões. A idéia central do livro é que existem duas formas fundamentalmente diferentes de enxergar a sociedade e os problemas que a afligem. Sowell chama essas duas formas de “visão restrita” e “visão irrestrita”. A palavra “restrito” tem o sentido de acreditar que nosso comportamento é limitado, ou restrito, por defeitos que são inerentes à natureza humana. O lado “irrestrito”, por sua vez, acredita que a natureza humana pode ser “melhorada” até o ponto de se livrar destes defeitos.
A visão restrita vê os problemas sociais como resultado de características humanas básicas. As pessoas são naturalmente egoístas, o conhecimento é limitado e disperso, os bens naturais são limitados. Não podemos mudar esses fatos, podemos apenas criar instituições que se adaptem a eles. Essa visão se alinha com pensadores como Adam Smith, Edmund Burke e Friedrich Hayek.
A visão irrestrita vê os problemas como falhas da vontade ou do conhecimento. Com os líderes certos, a educação certa e o sistema certo, os problemas podem desaparecer. É a visão do “bom selvagem” de Rousseau, que é corrompido por instituições ruins dentro da sociedade.
A visão restrita acredita em uma sociedade mais livre, onde cada pessoa busca seu modo de vida, seus valores e seus objetivos. A visão irrestrita acredita em uma sociedade planejada, onde todos compartilham os mesmos valores e ideais. A visão restrita coloca o indivíduo acima do coletivo, a visão irrestrita coloca o coletivo acima do indivíduo.
Como isso se manifesta na prática? Os partidários da visão irrestrita dizem que saúde e educação gratuitas são “direitos” que devem existir para todos, e se isso não acontece é por “falta de empatia” ou ausência de “políticas públicas” adequadas. A visão restrita pergunta “quem paga”, “quem controla” e “quais as alternativas”. É óbvio que nenhum dos lados sequer entende o que o outro está dizendo, porque estão olhando coisas completamente diferentes. Um lado se preocupa com boas intenções, o outro se preocupa com consequências (intencionais e não-intencionais).
Politicamente, a visão restrita se manifesta no chamado liberalismo clássico, que defende livre mercado, livre comércio e mínima participação do estado na economia ou nas relações sociais. Nesta visão, o governo é um conjunto de órgãos encarregados de atender necessidades específicas, como infraestrutura, defesa ou relações internacionais. Essa postura já foi chamada de “direita”, mas hoje isso não é mais correto.
A visão irrestrita, ao contrário, enxerga o governo como uma liderança que deve ser obedecida em todas as áreas. Seus partidários acreditam que dando poder aos líderes certos será possível “melhorar” a sociedade através de um meticuloso planejamento, implantado através de “vontade política” e controle centralizado do sistema escolar, da mídia e da imprensa. Isso, naturalmente, pressupõe controles que incluem a censura, que será sempre justificada alegando-se as maiores boas intenções. Uma frase de Sowell ilustra bem o desejo subjacente desta visão: “Muitas pessoas parecem pensar que o governo existe para impôr seus preconceitos aos outros através da lei.” Este desejo de melhorar a sociedade ocupa hoje quase todos os espaços da política; esquerda e direita divergem nas preferências, mas são iguais no método e nas convicções: não existem idéias diferentes, apenas idéias erradas.
Sowell não arrisca dizer em que proporção as visões restrita e irrestrita ocorrem na sociedade, mas para mim parece óbvio que o lado irrestrito está crescendo, por uma razão muito simples: este lado favorece os governos, e apóia governos fortes. Governos fortes farão de tudo para aumentar ainda mais seu poder, e o melhor método para fazer isso é doutrinar as pessoas para que acreditem que governos fortes são bons e necessários – em outras palavras, visão irrestrita. Esta doutrinação começa na infância e se prolonga por toda a vida escolar, complementada pela mídia e pela imprensa. Em alguns lugares, como nas famosas “redes sociais”, a visão restrita já está quase extinta, e o pouco que resta é tratado com uma mistura de violência e escárnio pelo outro lado. No campo que os jornalistas chamam de “cultura” – cinema, teatro, literatura, música – o domínio também é quase completo. Na verdade, não é exagero dizer que a humanidade está entrando em uma era absolutista, onde a individualidade do ser humano é esmagada pela padronização de pensamento. Será que teremos que esperar por um novo iluminismo?


