A velha Estação estava repleta. Lembro bem que era um dia de sábado e a manhã ainda estava pela metade.
Era, também, o segundo dia das férias escolares, e aqueles familiares ávidos pelos abraços fraternos dos filhos e netos que estudavam na capital deixavam perceber o nervosismo pelas conversas em alto tom e os elogios que faziam ao sucessos dos rebentos. Emoções descontroladas.
Empregados das casas de fazendas conduziam animais prontos para levar os estudantes aos seus aposentos. Outros conduziam apenas animais preparados para transportar as malas de bagagem.
De forma repentina, parecendo milagre, a máquina “Maria Fumaça” apontou na última curva antes da parada na Estação Marechal Rondon – nome dado em homenagem ao bravo brasileiro que tentou implantar o serviço ferroviário no interior do Brasil.
A máquina “Maria Fumaça” nunca apitava ao surgir naquela última curva. Era uma característica, embora não fosse proibido apitar – mas, aquelas nuvens de fumaça, algumas vezes, até que conseguiam substituir os apitos de aviso da chegada do comboio ferroviário.
A máquina encostava na Estação. De praxe, soltava aquela nuvem de fumaça e aquele vapor importante na propulsão do trem e os seis vagões arrefeciam. O trem parava. Algumas poucas portas que eram travadas durante o percurso (para evitar possíveis acidentes provocados pelas peraltices infantis) se abriam e alguns pais atônitos e movidos pela saudade se apressavam em ajudar os filhos no desembarque.
Avós e pais esperam filhos passageiros do trem
A partir daquele momento de desembarque, o sábado se tornava diferente, alegre, infantil.
Na casa grande sem senzala do povoado, Joaquim Albano tomara todas as providências antes de partir para a Estação acompanhado de dona Clarice para esperar os netos Carlos Augusto e Rafael – os dois estudavam no Colégio Militar com sede na capital.
Os meeiros e compadres Duda e Nonoca foram convidados, com ares de intimação, para ajudar nos preparativos da festa da chegada dos netos.
Cedinho ainda, tão logo chegara à casa grande, Duda recebeu ordens para abater aqueles dois porcos que, de tão grandes, sequer conseguiam se levantar para comer. Um bezerro que vivia entristecido pelos currais, também fora abatido. Nonoca foi encarregada de abater dez galinhas – cinco para preparar ao molho pardo (preferência de Carlos Augusto) e as outras cinco sem o molho (preferência de Rafael).
Malas desfeitas em meio aos muitos abraços e bênçãos. Conversas, afagos, elogios e as perguntas pela saúde e pelo crescimento no Colégio.
O banho e, em seguida, uma rápida espiada no horizonte da fazenda da Casa Grande que os olhos alcançavam. O chamado para o almoço – o lugar de Joaquim, continuava vazio. Clarice levanta, vai à procura dele, pois os netos e alguns poucos privilegiados com o convite estão famintos.
Clarice encontrou Joaquim deitado na cama. Não deitara por acaso. Necessidade. Desfalecimento. A morte chegara de repente, trazendo o infarto provocado pela demasiada alegria da reunião familiar.
– “Acudam”! Gritou Clarice, em desespero!
Os poucos empregados da casa acorreram, mas, infelizmente, não puderam mais fazer nada que não fosse cair em lamentações.
Todos deduziram que a alegria também pode matar.
O tempo passou. As férias que se prenunciavam boas, repentinamente se transformaram nos dias mais tristes para aqueles que viviam na Casa Grande – que jamais foi uma senzala.
A vida continuava para os que ficaram. Carlos Augusto e Rafael precisavam retornar ao Colégio. O movimento que envolvia a viagem de retorno para a Estação e da viagem até a capital foi diferente.
De hábito, além das lágrimas da partida, o apito choroso e demorado da “Maria Fumaça”, que nunca apitava na chegada, mas mostrava o quanto era triste a partida. Da máquina ou do homem.
Antes da Copa do Mundo de 1958, a CBD contratou o psicólogo João Carvalhaes para submeter os atletas a testes de “avaliação de inteligência e equilíbrio psicológico”. Pelé marcou 68 de 123 pontos, o que motivou Carvalhaes a recomendar a comissão técnica que não o levasse, por ser “obviamente infantil” e não possuir senso de responsabilidade suficiente para um jogo coletivo. A recomendação não foi seguida, e Pelé integrou o elenco que iria para a Suécia. Sobre o ocorrido, ele comentou, décadas depois, que não se sentia “muito responsável” com 17 anos, e que só pensava “em jogar” e que tudo “era uma festa” e emendou que jogadores mais experientes da equipe, como Didi, Nílton Santos e Gilmar, “carregavam o peso”.
Em 29/6/1958, se tornou o jogador mais jovem a disputar a final da Copa do Mundo aos 17 anos e 249 dias. Marcou 2 gols na etapa final e o Brasil venceu a Suécia por 5–2. Seu 1º gol no canto da rede, foi escolhido como um dos melhores da história das Copas. Quando a partida terminou, Pelé desmaiou em campo e foi reanimado por Garrincha. Já recuperado, ficou emocionado e chorando, enquanto era parabenizado pelos companheiros de equipe. A imprensa proclamou Pelé a maior revelação da Copa.
Em 1959, foi convocado para servir no Exército. Benedito Ruy Barbosa, seu biógrafo, acredita que a convocação tenha se dado de forma proposital, “para chamar a atenção para o Exército e para as Forças Armadas”. Pelé disputou várias partidas com a Seleção Brasileira do Exército, e foi campeão sul-americano, marcando o gol decisivo no jogo final contra a Seleção Militar da Argentina. Com a camisa do Exército, Pelé atuou em 10 partidas, marcando 14 gols. Em 2010, em comemoração ao seu 70º aniversário, o Exército Brasileiro homenageou o atleta, com a inauguração do “Espaço Pelé” no Museu do Desporto do Exército.
No Torneio Rio-São Paulo marcou um de seus gols mais famosos contra o Fluminense, no Maracanã: recebeu a bola na entrada de sua própria área, e correu todo o campo driblando 6 adversários e o goleiro, antes de chutar para o gol. Uma placa foi encomendada citando “o gol mais bonito da história do Maracanã” dando origem à expressão “gol de placa”, que virou sinônimo de gol espetacular. Seu desempenho nos jogos despertou o interesse dos times italianos Internationale, Juventus e Milan, com a oferta de 600 milhões de liras pelo jogador. Um valor recorde para a época, que girava em torno dos 250 milhões de lira.
O assédio desses clubes pela sua contratação incomodou o então presidente Jânio Quadros, que mandou um bilhete à João Mendonça Falcão, presidente do Conselho Nacional de Desportos, afirmando que lhe preocupava “a reiterada contratação de futebolistas brasileiros por clubes estrangeiros, concluindo que aguardava providências de Falcão. Sua pretensão era declarar Pelé um “tesouro nacional”, e com isso impedir sua ida ao exterior. O ato do Presidente foi objeto de críticas na época, que apontavam a inconstitucionalidade de se privar Pelé de seus direitos constitucionais.
Um dos momentos marcantes de sua carreira foi o milésimo gol em 19/11/1969, no jogo contra o Vasco da Gama, seu time do coração. Foi um gol de pênalti e ele foi cercado jornalistas e dirigentes do Santos. Pegou a bola, beijando-a e oferecendo o gol às crianças, pessoas pobres e velhinhos cegos. O jogo foi suspenso por 20 minutos, e Pelé deu uma volta olímpica no estádio, com uma camisa do Vasco com número “1000” nas costas. Em sua crônica semanal, Carlos Drummond de Andrade deixou registrado: “O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.
Seguiram-se diversos jogos todos bem sucedidos. Porém, em 1974 convocou uma auditoria para conhecer sua situação financeira e descobriu que não ia bem, particularmente com a empresa Fiolax, uma fábrica de peças de borracha, da qual foi sócio e devia milhões de dólares. “Eu devia milhões, estava determinado a pagar minhas dívidas e eu sabia que jogar futebol era de longe a melhor coisas que eu podia fazer”. Em seguida surge o time norte-americano New York Cosmos disposto a contratá-lo. As tratativas para isso duraram algum tempo, pois o governo brasileiro mantinha uma certa resistência.
Com a intenção de convencer Pelé e o governo brasileiro, o secretário de estado ds EUA, Henry Kissinger, chegou a enviar telegrama ao chanceler brasileiro pedindo ajuda para convencer Pelé, alegando que a contratação contribuiria para estreitar as relações entre os países. Desse modo Pelé aceitou a proposta e o Cosmos anunciou oficialmente sua contratação em 10/6/1975. Em seguida Pelé se encontrou com o presidente Gerald Ford, na Casa Branca. A expectativa era que Pelé poderia “estimular o futebol profissional bem como o interesse geral no esporte dentro do país”.
Em seu livro Pelé: A importância do futebol, ele afirma que o acordado era 1 milhão de dólares por sete anos. As cifras apontadas pela imprensa variavam entre 2,8 milhões, 4,5 milhões e até 7 milhões de dólares por 3 anos de contrato, mas o New York Times anunciou que o contrato era de 7 milhões, mas 2 milhões eram de impostos. Ou seja, o Rei Pelé ganhou 5 milhões de dólares e foi apontado como o atleta mais bem pago do mundo. A estréia se deu em 15/6/1975, num empate em 2–2 contra o Dallas Tornado. A partida atraiu imensa atenção por todo os EUA e foi transmitida para 30 países pela rede CBS. Pelé fez um gol e por diversas vezes permitiu que seus companheiros ficassem cara a cara com o goleiro adversário. Em 1/10/1977, encerrou sua carreira em uma partida de exibição entre o Cosmos e o Santos, em Nova Iorque no Estádio dos Giants. Em seu discurso de despedida, Pelé pediu que a multidão repetisse com ele 3 vezes a palavra love. O ato serviu de inspiração a Caetano Veloso para compor a canção “Love Love Love”.
Em 1992, ele foi nomeado embaixador da ONU de ecologia e meio ambiente. Além disso, apoiou várias causas de caridade, como Action for Brazil’s Children, Gols Pela Vida, Aldeias Infantis SOS, The Littlest Lamb, Prince’s Rainforests Project entre outras. 2 anos depois foi foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. O presidente Fernando Henrique Cardoso o nomeou para o cargo de Ministro do Esporte, em 1995. Neste esse período, ele propôs uma legislação para reduzir a corrupção no futebol brasileiro, que ficou conhecida como “Lei Pelé” e deixou o cargo em 2001.
Anos depois abraçou a causa da caridade participando da Cúpula Olímpica da Fome, em 2012, organizada pelo ministro britânico David Cameron. Em 2014 foi inaugurado o Museu Pelé, em Santos e em 2016 leiloou mais de 1,6 mil itens de uma coleção que acumulou ao longo de décadas e arrecadou 3,6 milhões de libras para caridade. Em 2018 fundou sua própria organização de caridade, a Fundação Pelé, para capacitar crianças carentes e desprivilegiadas de todo o mundo.
Em agosto de 2021, foi diagnosticado com câncer no cólon. Em dezembro de 2022, foi divulgado que o tratamento quimioterápico não era responsivo e foi substituído por um tratamento paliativo. Após um mês internado num hospital em São Paulo, faleceu em 29/12/2022, aos 82 anos, e foi sepultado no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos.
No vídeo abaixo, o gol mais bonito que Pelé não fez na semifinal da Copa do Mundo de 1970
O governador catarinense Jorginho Mello (PL) sancionou lei que autoriza pais e responsáveis a proibirem a participação dos filhos em aulas que tratem de temas relacionados a gênero nas escolas do Estado.
* * *
Excelente medida.
O resto do país deveria se mirar no exemplo catarinense.
Começa com o tico tico Taco taco chuá chuá Cai aqui cai acolá Tingolingo no penico Que linda orquestra! Diz Chico E o povo fica encantado Reza à beira do roçado Que está de verde vestido Como é bonito o tinido Da chuva sobre o telhado.
Merlanio Maia
Deitado na minha rede Olhando pra cima eu vejo Quando dá um relampejo Meto meu pé na parede. Me balanço, tenho sede Abro a boca e o respingado Cai na rede e eu molhado Só escuto no ouvido. Como é bonito o tinido Da chuva sobre o telhado.
Cabal Abrantes
Mistério da natureza E fonte de toda vida, A água jorra incontida Num bailado de beleza, Em fúria ou delicadeza, Do céu todo acinzentado. Num dia fresco e molhado, Afino o meu ouvido… Como é bonito o tinido Da chuva sobre o telhado.
Melchior SEZEFREDO Machado
É de assustar, no início; Logo após, tudo se acalma. Os pingos tilintam na alma, Ao amor fico propício; Do friozinho é o indício, Da natureza, um recado. Observo, fico calado. O som acalenta o ouvido… Como é bonito o tinido Da chuva sobre o telhado.
Ytalo Mota
Escuto no meu ranchinho A chuva que cai na telha E do relâmpago a centelha Que clareia o escurinho Logo de manhã cedinho O terreiro tá molhado Biqueira por todo lado Vem da mulher o “muído” Como é bonito o tinido Da chuva sobre o telhado.
Poeta Nascimento
A chuva é a mensageira Da bonança pro roceiro É o bem mais prazenteiro Para o povo da ribeira Que quando olha a biqueira Colhendo o que foi mandado Por Deus Pai santificado Fica muito agradecido Como é bonito o tinido Da chuva sobre o telhado.
Gastança governamental já tinha sido defendida por Lula durante a campanha de 2022; quem acreditou que Lula seria responsável iludiu-se porque quis
Em 2018, antes de ser condenado em segunda instância, tornando-se ficha-suja, e começar a cumprir a pena a que tinha sido condenado na Lava Jato, Lula falou sobre sua eventual candidatura à Presidência da República naquele ano. Entre outros temas, ele afirmara que a recessão e o desemprego podiam ser resolvidos somente com mais gastos do governo. Para uma mente despreparada em economia, a proposta poderia parecer boa, pois o Brasil é um país carente de tudo, principalmente de investimentos em infraestrutura física. Assim, parece normal acreditar que, se o governo aprovar um programa de obras e contratar empreiteiras, estas contratarão trabalhadores, o nível de emprego aumentará, o consumo dos trabalhadores crescerá e a indústria, o comércio e os serviços venderão mais, contratarão mais gente, pagarão mais impostos e a economia em geral crescerá.
Lula e o PT não são ingênuos; sempre apostaram na capacidade desse discurso em conquistar votos entre a grande massa da população. O fato é que em 2018 – quando o candidato do PT acabou sendo Fernando Haddad –, banqueiros e segmentos da elite empresarial e da grande mídia deram apoio ao PT, que foi derrotado. Passados quatro anos, na eleição presidencial de 2022, o apoio se repetiu; com o auxílio da atuação completamente enviesada da Justiça Eleitoral na campanha, o resultado foi a derrota de Jair Bolsonaro em sua tentativa de reeleição. Lula retornou ao Planalto com o mesmo velho discurso, acrescentando que um pouco mais de inflação não faz mal, um pouco mais de déficit é bom e que austeridade fiscal é coisa de neoliberal insensível aos problemas sociais.
Lula foi eleito, inventou novos ministérios, criou cargos, inchou a máquina estatal, aumentou o gasto público, seguiu com seu discurso populista demagógico e aprofundou a prática de tentar dividir o país entre “nós e eles”, sempre raivoso e culpando os demais pelos problemas do país e do mundo. Como seria fácil prever, voltaram as fraudes, os desvios e outros tipos de corrupção, com o velho Lula repetindo seu mantra de que nunca sabia de nada. Nessa caminhada, Lula só não disse claramente a seus apoiadores e ao Brasil que seu governo e seu partido continuariam mergulhados até o pescoço em escândalos.
Passados três anos de seu governo marcado por déficit público, apoio a regimes ditatoriais sanguinários e acusações de corrupção, Lula vê sua popularidade cair ao mesmo tempo em que economistas e banqueiros que o apoiaram explicitamente se mostram indignados com os rumos do governo, refletidos em atitudes como as constantes tentativas de aumentar impostos e em indicadores como a disparada da dívida pública. Mesmo com todo esse histórico, Lula, ao que tudo indica, disputará o quarto mandato de presidente da República, certamente com o mesmo velho e batido discurso. Se novamente a população der seu voto a Lula, mantendo-o no comando do país, é fácil prever que ele seguirá amentando os gastos públicos, conforme sempre afirmou, ao lado do que o PT mais gosta: aumentar impostos, elevar a dívida pública e demonstrar pouca preocupação com a inflação e o baixo crescimento econômico.
O fato é que Lula só enganou quem quis ser enganado. Ele nunca prometeu austeridade fiscal na campanha de 2022, pelo contrário: defendeu o gasto público sempre que teve a chance. Sua prática não tem desmentido o discurso, de forma que não há desculpa para quem hoje está indignado com o péssimo governo e a destruição da moral pública característicos dos governos do PT, depois de ter anunciado apoio em 2022, como fizeram, por exemplo, os economistas pais do Plano Real. Quem segue apoiando um governo e um partido com esse histórico ou é completamente ingênuo ou lucra com o caos. Como não é razoável acreditar em ingenuidade de banqueiros e empresários bem-sucedidos, nada mais lógico do que supor a segunda opção, ou seja, que muitos apoiadores se beneficiam do caos econômico e moral que atinge o país.
Uma questão que merece alerta diz respeito ao perigo de o Brasil entrar em uma fase na qual os impostos serão tão elevados que o resultado de longo prazo será jogar a economia em retrocesso e manter o país no atraso e na pobreza. A economia é a ciência da escassez e das restrições. Há limites para o aumento da carga tributária e o aumento do endividamento público. Quando ultrapassados os limites tecnicamente estabelecidos pela prudência financeira, a sociedade inteira paga, inclusive e sobretudo aqueles a quem o governo diz proteger: os pobres e os miseráveis.
Tomar medidas que parecem proteger os mais carentes no curto prazo, mas sempre acabam com graves efeitos colaterais em prejuízo daqueles a quem o governo diz defender, é uma forma de populismo e demagogia que, além de manter a população no atraso, impede que o país ingresse no grupo das nações desenvolvidas. Essa é uma realidade que parece cada vez mais entranhada na estrutura política, econômica e social do Brasil.
Do colega de graduação em Economia Adalberto Arruda, um talento empreendedor, recebo um informe que gostaria de compartilhar com a turma do JBF, por conter dados quantitativos preciosos sobre o mundo contemporâneo.
Percentuais que poderão balizar projetos inovadores e iniciativas pioneiras.
Explicito-as sem nada excluir ou acrescentar. Nos conformes do recebimento:
População da Terra
Super interessante!
A população atual da Terra gira em torno de 7,8 bilhões de habitantes (dezembro / 2020).
Para a maioria das pessoas, é um número grande. Isso é tudo. No entanto, em termos percentuais, podemos apreciá-lo em uma dimensão mais humanamente gerenciável. A análise resultante é relativamente mais fácil de entender.
Desse total de 100%:
– 11% estão na Europa – 5% estão na América do Norte – 9% estão na América do Sul – 15% estão na África – 60% vivem na Ásia – 49% vivem no campo – 51% vivem em cidades – 12% falam chinês – 5% falam espanhol – 5% falam inglês – 3% falam árabe – 3% falam hindi – 3% falam bengali – 3% falam português – 2% falam russo – 2% falam japonês – 62% falam sua própria língua nativa. – 77% possuem casa própria ou locada. – 23% não têm onde morar. – 21% consomem mais calorias que o necessário – 63% podem comer três refeições completas. – 15% estão desnutridos, comeram a última refeição, mas não passaram para a próxima. – O custo de vida diário de 48% é inferior a US$ 2,00 – 87% têm água potável limpa. – 13% carecem de água potável e ou têm acesso apenas a uma fonte de água contaminada. – 75% têm telefones celulares – 25% não tem – 30% têm acesso à internet. – 70% não têm condições de se conectar. – 7% receberam educação universitária. – 93% não cursaram faculdade. – 83% sabem ler. – 17% são analfabetos. – 33% são cristãos – 22% são muçulmanos – 14% são hindus – 7% são budistas – 12% são de outras religiões – 12% são ateus, sem crenças religiosas – 26% vivem menos de 14 anos – 66% morrem entre as idades de 15 e 64 – 8% têm mais de 65 anos.
Se o leitor tem sua própria casa (ou locada), faz de 3 a 6 refeições completas diárias e bebe água limpa, tem um telefone celular, pode navegar na Internet e fez faculdade, você está no pequeno Grupo dos Privilegiados (você é da categoria Elite Global (menos de 7% da população mundial).
Nas condições atuais, de cada 100 pessoas no planeta, apenas 8 podem viver ou ultrapassar os 65 anos.
Se tem mais de 65 anos, seja feliz e grato. Aprecie a vida, aproveitando o momento.
Se não deixou este mundo antes dos 64 anos, como as 92% que partiram antes de você, sinta-se desde já um abençoado da humanidade.
Cuide bem da sua saúde porque ninguém se importa com ela mais do que você!
Aprecie cada momento restante e não reclame, viva e ajude mais o seu próximo.