DEU NO JORNAL

SEMPRE SUBINDO

O material escolar deste ano vai salgar as contas de quem tem que comprar cadernos, livros e livros didáticos.

O preço desses produtos, registra o IBGE, subiu 6,31%, 9,65% e 7,64%, respectivamente.

* * *

Eu quero notícia de alguma coisa que não subiu de preço nestes tempos lulosos.

Se algum leitor souber, mande aqui pra gente, por favor.

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

TORRE DE NÉVOA – Florbela Espanca

Subi ao alto, à minha Torre esguia,
Feita de fumo, névoas e luar,
E pus-me, comovida, a conversar
Com os poetas mortos, todo o dia.

Contei-lhes os meus sonhos, a alegria
Dos versos que são meus, do meu sonhar,
E todos os poetas, a chorar,
Responderam-me então: “Que fantasia,

Criança doida e crente! Nós também
Tivemos ilusões, como ninguém,
E tudo nos fugiu, tudo morreu! …”

Calaram-se os poetas, tristemente …
E é desde então que eu choro amargamente
Na minha Torre esguia junto ao céu! …

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

DEU NO JORNAL

MALDDAD ATUANDO

A nova regra do salário mínimo, defendida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o “Malddad”, reduziu o valor pago este ano em R$ 10.

O mínimo ficou em R$ 1.518, mas seria de R$ 1.528 pela regra antiga.

* * *

De pouquinho em pouquinho, o Malddad vai botando no furiquinho.

Do povão e dos trabalhadores.

De 10 em 10, ele chega lá nas alturas luleiras.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

O “GABINETE PARALELO” DE JANJA

Nikolas Ferreira

Gabinete paralelo de Janja

Gabinete paralelo de Janja, que não tem cargo oficial, já custou milhões ao contribuinte brasileiro

Segundo uma reportagem publicada recentemente pelo Estadão, mesmo não possuindo cargo no governo, a primeira-dama Janja teria uma equipe “informal” de ao menos 12 pessoas à sua disposição, que incluiria assessora de imprensa, fotógrafos, especialistas em redes sociais e até um militar. Um grupo que, no total, custaria cerca de R$ 160 mil mensais em salários, além de já terem gasto R$ 1,2 milhão em viagens desde o início deste governo Lula.

Como na esquerda sempre há uma surpresa negativa para deixar tudo pior, entre os nomes que estão no “gabinete paralelo” de Janja está o da antropóloga Priscila Pinto Calaf, que, segundo veiculado pela mídia, fez uma dissertação de mestrado com o título “Criança que faz criança: (des)construindo infância e sexualidade com meninos e meninas de rua”. Só por isso já dá para entender o porquê de ela ter passado no teste de qualidade do PT.

Em um texto anterior, comentei sobre a entrevista de Rosângela Lula da Silva a um telejornal brasileiro, em que ela externa sua frustração por não ter um gabinete próprio e atribui isso ao machismo e à misoginia. Com um time deste tamanho, que custa quase R$ 2 milhões ao ano aos pagadores de (muitos) impostos, ela realmente acha que é justo reclamar.

O governo Lula e sua irresponsabilidade fiscal fala em corte de gastos, mas o corte em si nunca é do próprio governo, mas da população que o mantém. Há dinheiro para “Janjapalooza”, artistas, viagens, móveis e até a compra de uma nova cascata artificial para a Granja do Torto que nem sabemos o quanto custou, já que os que tanto prometeram transparência não informaram.

Há poucos dias, a aprovação do PL 4.614/24, de autoria do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), causou revolta em grande parte dos brasileiros, já que dificulta a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e prejudica idosos, pessoas com deficiência e com transtorno do espectro autista (TEA). Enquanto esbanja dinheiro, a gestão petista corta verba daqueles que mais necessitam.

Como sempre, farei a minha parte e acionarei o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar a licitude dos gastos, bem como o Ministério Público Federal para averiguar supostos casos de improbidade administrativa com relação ao “gabinete paralelo” de Janja. Para além dos custos públicos, a autorização para tal ato pode ser enquadrada como crime de responsabilidade, por violar o dever de moralidade da Constituição Federal, abuso de poder, desvio de finalidade e improbidade, em razão do gasto, como muito bem pontuado pelo advogado e professor de Direito Constitucional André Marsiglia. Não podemos admitir a continuidade desta farra.

COMENTÁRIO DO LEITOR

QUASE MORTA

Comentário sobre a postagem SEM INTERNET

João Bosco:

Boa tarde a todos!

Aqui em minha cidade, Unai-MG, a Vivo deveria mudar o nome para morta.

Vive sempre fora do ar.

Uma coisa terrível.

* * *

Ficheiro:Vista aérea do centro da cidade de Unaí, MG.jpg – Wikipédia, a  enciclopédia livre

Unaí, terra do leitor fubânico João Bosco: 86.619 habitantes, localizada a 590 km da capital Belo Horizonte

RODRIGO CONSTANTINO

O BRASIL LULISTA É TÓXICO, MAS A ALIENAÇÃO NÃO É UMA OPÇÃO

O Brasil cansa. Esse tem sido meu bordão há anos. Vou além: acompanhar de perto a política brasileira é pedir para acumular altas doses de estresse. Não há como ser uma pessoa decente, estar bem informado sobre nosso país, e não ficar revoltado, indignado. O Brasil lulista é extremamente tóxico!

Como recebi o diagnóstico do câncer, muita gente recomendou que eu me afastasse um pouco desse trabalho insalubre para cuidar da minha saúde. Eu entendo – e tendo a concordar. Cheguei a comprar vários livros para um mergulho mais espiritual, comecei a escrever um novo livro sobre essa experiência, e até gostaria de não respirar política nacional por um tempo. Mas não consigo…

Lembro que os gregos só respeitavam quem participava da “coisa pública”. Quem escolhia viver em seu mundo particular e fechado era um “idiota”. A palavra idios é um termo grego que significa “próprio”, “privado” ou “pessoal”. É a raiz etimológica da palavra “idiota”, que vem do grego idiótes. Na Grécia antiga, idiótes era um termo usado para designar pessoas que não participavam das discussões da vida coletiva da pólis, ou seja, que não tinham interesse pelos assuntos políticos.

“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”, disse o historiador Arnold Toynbee. Ele bebia da fonte platônica: “A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus”. Platão tinha um ponto. Se mesmo quando as pessoas boas se interessam e tentam participar não há garantias, e podemos acabar sob o controle dos maus, imagina se abandonarmos de vez o barco!

Tenho parentes que optaram pela alienação voluntária. Muitos, sentindo-se impotentes e sem uma rota de fuga, preferem se adaptar, focar em outros assuntos, em temas particulares. Vida que segue! Mesmo súditos de regimes totalitários precisam continuar vivendo, e nem todos querem se tornar resistência, com os riscos envolvidos. Eu compreendo. Mas não aceito isso para mim.

E se todos pensarem dessa forma mais acomodada, optando pela zona de conforto “pragmática”, então o regime terá mesmo total poder nas mãos. Se os indivíduos desistirem da luta, então a guerra acabou. E não posso aceitar o fatalismo de que o Brasil jamais terá solução, que o problema é o povo, que não há saída. A história me ensina que povos em situações muito piores foram capazes de se libertar.

Portanto, eis o que desejo em 2025: mais coragem a todos; mais compromisso com a coisa pública; mais disposição para lutar por nossos direitos, que não são licenças concedidas pelas autoridades, mas sim presentes de Deus aos homens – a todos os homens! Eu poderia ter um pouco mais de paz se passasse a ignorar as notícias sobre o Brasil. Mas eu não quero paz na escravidão. Eu escolho a guerra pela liberdade, até meu último suspiro!

DEU NO X