CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

BLOCO DA NÊGA FULÔ – BLOCÃO DO DOMINGÃO

Maceió tinha tradição de ótimos carnavais de rua desde os anos 1940, eram festas nos bairros organizadas pela Prefeitura junto aos líderes das comunidades: o Major Bonifácio em Bebedouro, o Moleque Namorador na Ponta Grossa, o Rás Gonguila no Vergel do Lago com seu Bloco Cavaleiros dos Montes. Outros Blocos animavam o carnaval de rua: “Bomba Atômica”, “Vulcão” (ainda existe – 80 anos), “Pitanguinha vai à Lua”, “Amigo da Onça”, “Vou Botar Fora”, “Daqui não Saio”, entre outros.

O tradicional Banho de Mar à Fantasia no domingo anterior ao carnaval, blocos fantasiados desfilavam, muito frevo e marchinhas na Avenida da Paz.

A “Maratona Carnavalesca” iniciava quinze dias anterior ao carnaval na Rua do Comercio, alegrando as noites pré-carnavalescas. Uma orquestra de frevo em cada esquina, o povo dançando; ricos, pobres, pretos, mulatos, brancos, soldados, capitães, enfermeiras e doutores. Como era animado o carnaval de rua em Maceió!

De alguns anos para cá a Prefeitura acabou com essa tradição, a maior manifestação cultural popular do povo brasileiro, a alegria fugaz que se chama carnaval. Nos dias de carnaval, não mais desfilam blocos com seus estandartes no ar. Com o argumento esdrúxulo de não atrapalhar o sossego do turista, a Prefeitura acabou o Carnaval.

Durante os dias de carnaval viajam mais de 200 mil maceioense em busca da folia no Rio, Salvador, Barra de São Miguel, Paripueira, Recife e outros lugares. Se cada um desses viajantes gastar R$ 1.000,00, em média, durante o carnaval, cerca de R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) deixam de circular em Maceió durante os quatro dias. Carnaval é um grande negócio. Maceió perde com a saída dos foliões. Carnaval é a síntese da Economia Criativa, onde gera emprego e renda para os músicos, ambulantes, taxistas, hoteleiros, restaurantes, fábricas de camisa, costureiras e toda cadeia econômica do Carnaval. É inaceitável a Prefeitura não organizar o carnaval de rua nos dias de carnaval. E os 800.000 maceioenses que ficam na cidade, não tem dinheiro para viajar, fica sem a maior manifestação cultural popular do brasileiro

Por conta do relato acima, no ano de 2016, um grupo de cidadãos, de foliões, amantes do carnaval, criou o “Bloco da Nêga Fulô”, tentando retomar a tradição do carnaval de rua em Maceió.

O nome do Bloco foi escolhido em homenagem ao grande poeta alagoano Jorge de Lima, eternizou o poema “Essa Nêga Fulô”, hoje mundialmente conhecido. Obra prima da literatura brasileira.

Desde 2016, com interrupção na pandemia, o Bloco da Nêga Fulô desfila no domingo de carnaval, de bloco solitário, com o passar dos anos foi aumentando o número de blocos solidários. No próximo domingo de carnaval, dia 2 de março, haverá o desfile do Blocão do Domingão, com a previsão de 9 (nove) blocos partindo da praça dos Sete Coqueiros, desfilando até o Alagoinha, orla da Ponta Verde. Lembrando que, a orla é do povo, não é propriedade dos moradores dos belos edifícios, esses, inclusive, vão passar o carnaval em suas casas de praia ou no Recife.

O Blocão é aberto a todos, entra homem, entra menino, entra velho, entra mulher. Não haverá trio elétrico, será frevo de pé no chão, a coordenação sugere aos foliões as fantasias, mesmo estilizada. Tocará no Bloco marchinhas e frevo a Orquestra de Frevo Marechal W & K, a melhor do Estado.

Ainda é pouco esse retorno de animação na cidade nos dias de carnaval. O povo merece uma programação oficial da Prefeitura, para que tenha motivo de ficar em Maceió durante o carnaval. Carnaval é alegria, é coisa séria, é dinheiro entrando. O comércio local perde com o êxodo dos foliões em busca da folia em outros lugares.

O Blocão vem preencher a falta de carnaval durante os dias de carnaval. O povo quer o retorno do carnaval de rua. É preciso cantar e alegrar a cidade. Não podemos deixar que nos roubem também a alegria. São apenas quatro dias de ilusão, depois tudo volta ao normal porque é carnaval.

Repetindo, concentração dos blocos: domingo, 2 de março, às 14:00 horas na praça dos Sete Coqueiros.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS TERRÍVEIS INCÊNDIOS EM LOS ANGELES?

Leandro Ruschel

Nos últimos dias, uma catástrofe assolou o sul da Califórnia, mais precisamente a região de Pacific Palisades, uma das áreas mais privilegiadas do país, que concentra várias celebridades, como Reese Witherspoon, Ben Affleck, Jennifer Garner e Steven Spielberg.

O incêndio já destruiu mais de mil casas e provocou a evacuação de mais de 70 mil pessoas, além de ter resultado em 5 mortes. Infelizmente, a expectativa é de que esse número aumente. Agora, o fogo se espalha por outras partes da cidade, ameaçando uma das regiões mais densamente povoadas dos EUA.

Como sempre, a militância jornalística apontou o “aquecimento global” como principal culpado. No entanto, tudo indica que as mudanças climáticas das últimas décadas têm pouca ou nenhuma relação com o verdadeiro problema: a catastrófica incompetência da extrema-esquerda, mais preocupada em manter uma agenda ambientalista radical e em adotar políticas de “inclusão” e “combate ao racismo”.

O que mais chamou atenção nesse incêndio em LA foi a aparente ineficácia dos bombeiros. Ontem, o jornal LA Times divulgou conversas de rádio que deixam claro o motivo: não havia água nos hidrantes. Posteriormente, a companhia de abastecimento reconheceu o problema, mas alegou estar trabalhando em uma solução.

Também veio à tona que a prefeita da cidade, a extremista de esquerda Karen Bass, cortou o orçamento dos bombeiros em mais de US$ 20 milhões no ano passado. Enquanto o fogo avançava em Malibu, Bass estava fora do país, participando da posse do novo presidente de Gana.

A chefe do departamento de bombeiros, por sua vez, se apresenta na página oficial da corporação como a “primeira mulher LGBTQ” a assumir o cargo. A revista Newsweek informa que ela foi escolhida depois que o antigo chefe, Ralph Terrazas, renunciou devido a denúncias de “sexismo e racismo” no departamento.

Por sua vez, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, está sendo acusado diretamente pelo presidente eleito Trump de “grosseira negligência”. Trump relatou no podcast de Joe Rogan, antes mesmo das eleições, que Newsom se recusou a assinar um projeto federal que aumentaria a oferta de água para a região — afetada por secas constantes — para proteger uma pequena população local de peixes, sob risco de extinção.

Trump também afirmou no podcast que a Califórnia não realiza o manejo adequado das florestas, proibindo qualquer tipo de corte de lenha, o que torna o ambiente propício a grandes incêndios. Em postagens recentes, ele defendeu a renúncia de Newsom.

O geólogo Jon Keeley, que estuda os incêndios na Califórnia há mais de 40 anos e trabalha para o governo americano, assegura que os incêndios não têm nada a ver com “mudanças climáticas”.

Segundo ele, os principais fatores são o zoneamento da cidade — que eliminou áreas que serviam como barreiras naturais para conter o avanço do fogo (um problema recorrente na região há séculos) —, a falta de manejo da vegetação e a falta de recursos e prontidão dos bombeiros.

Para piorar, muitas das pessoas afetadas não têm mais seguro de suas casas devido ao aumento dos preços nos últimos anos. Os democratas impuseram forte regulação, exigindo coberturas maiores, com prêmios tabelados, o que fez diversas seguradoras abandonarem o estado.

Em suma, trata-se de um desastre natural cujos efeitos foram agravados pela incompetência da esquerda, mais interessada em promover agendas eleitorais destrutivas do que em conduzir uma gestão minimamente eficiente.

DEU NO JORNAL

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

RODRIGO CONSTANTINO

DA ESCURIDÃO À LUZ

Cena do filme Sight, do Angel Studios

Após o diagnóstico do meu câncer, tomei a decisão de diminuir um pouco a dose de notícias tóxicas sobre o Brasil e mergulhar mais em filmes e livros que inspiram ou fazem rir. Um desses filmes inspiradores que vi esta semana foi Sight, do Angel Studios. É um filme de 2024 sobre o Dr. Ming Wang, um imigrante chinês que se tornou um renomado cirurgião de olhos.

O filme não é apenas inspirado em fatos, mas é quase todo ele baseado na realidade. A história não precisou ser muito dramatizada, pois a vida de Ming Wang foi um enorme drama em si. Afinal de contas, ele cresceu na China comunista, e justamente quando era um jovem com o desejo de estudar para ser médico como seu pai, veio a Revolução Cultural com os “valentões” niilistas que fecharam escolas.

Esses jovens psicopatas partiram para cima de Wang e sua melhor amiga, e mesmo ele tendo prometido a ela que sempre a protegeria, em determinado momento os comunistas a sequestram. Ele fica desolado, e isso marca profundamente a sua vida. Quando ele consegue, contra todas as probabilidades, passar em exames e depois ingressar numa universidade americana, esse fantasma o acompanha o tempo todo.

Ele resolve salvar a vista de pessoas necessitadas como uma forma de reparação, para simbolicamente retirar sua querida amiga da escuridão. Ming Wang tem a tarefa de restaurar a visão de uma órfã que foi cegada por sua própria madrasta na Índia, pois crianças cegas conseguem mais esmolas. Ao fazê-lo, ele deve enfrentar o trauma dos tempos de juventude sob a mais violenta fase do regime de Mao.

Com spoiler agora: o Dr. Wang, apesar de toda a dedicação do mundo, não consegue restaurar a vista da menina, mas isso acaba lhe dando um ensinamento importante de vida. Afinal, ela segue buscando ser feliz, dançando, agradecida por simplesmente estar viva. Ela não resgatou sua visão, mas possibilitou que Wang resgatasse a sua sobre o que realmente importa na vida.

Ele é capaz então de enterrar os fantasmas do passado, fazer o devido luto e seguir adiante com sua vida, inclusive encontrando sua futura esposa. É uma linda história, e aconteceu de verdade. E o Dr. Ming Wang continuou com seu instituto devolvendo a alegria da visão a pessoas carentes e cegas.

E todos que conhecem de perto os horrores do comunismo também deveriam lutar para trazer à luz aqueles que acreditam nesta ideologia nefasta. O comunismo, afinal, também é uma cegueira, mas não precisa ser incurável. Vários ex-comunistas que se tornaram conservadores estão aí para provar que é possível resgatar a visão após uma fase no escuro.

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO X