Quando eu olho em minha cama Que não avisto mais ela, Somente escuto a voz dela Dizendo a mim que me ama. Começa aí o meu drama Então pergunto porquê? Quando é que vou te vê? Ou se de fato acabou? Você partiu mas deixou Uma parte de você.
Poeta Nascimento
Meu fim de semana é Um vazio sem medida Pois parte da minha vida Eu doei a Salomé. Parece que a minha fé Abandonou meu AP, Canto no Karaokê Tudo o que Rossi gravou. Você partiu mas deixou Uma parte de você.
Lançamento do livro do poeta-repentista Zé Vicente da Paraíba “Fiz do choro das cordas da viola o maior ganha-pão da minha vida”, organizado pelo Poeta e Pesquisador Cultural José Mauro de Alencar.
José Vicente do Nascimento (Zé Vicente da Paraíba), nasceu em Pocinhos, então Distrito de Campina Grande, Paraíba, em 07 de agosto de 1922. Ainda criança, seus pais mudaram para Taperoá, no Cariri paraibano e de lá para Itapetim-PE.
Foi na região do Pajeú que teve contato com grandes cantadores repentistas, sendo contemporâneo dos irmãos Batista: Lourival (Louro do Pajeú), Dimas e Otacílio. Foi com Otacílio Batista que fez a primeira cantoria em 1940.
Zé Vicente da Paraíba foi o primeiro repentista a gravar um LP do estilo de cantoria nordestina no Brasil, em parceria com o poeta Aristo José dos Santos, em Recife, no ano de 1955.
Faleceu em 09 de maio de 2008. Suas letras foram gravadas por grandes nomes da MPB, como Zé Ramalho, Marília Pêra, Ruy Maurity e tantos outros.
Centenário do Poeta Zé Vicente da Paraíba.
Um sábio sem ter escola, Um mestre sem ser letrado, Um piloto habilitado Na condução da viola. Na Paraíba nasceu, Em Pernambuco viveu Seus dias de fama e glória, Sua arte preferida O transportou pela vida Pra repousar na História.
Por mais de sessenta anos Pôs a viola no peito E cantou, bem ao seu jeito, Amores e desenganos. “O Autor da Natureza” A obra que, com certeza, O fez imortalizado E o mundo da poesia Inda celebra hoje em dia Os seus feitos do passado.
Wellington Vicente, este colunista, filho de Zé Vicente da Paraíba.
*Livros à venda na Livraria do Luiz, no Sebo Cultural, na Livraria A União (Espaço Cultural), em João Pessoa.
Lançamento do livro de Zé Vicente da Paraíba, saudoso pai deste colunista.
Agradecimentos.
O ponta-pé inicial foi dado para a divulgação da obra do Poeta Zé Vicente da Paraíba.
Obrigado a todos que compareceram, especialmente, aos amigos Herbert Lucena e José Mauro de Alencar, responsáveis diretos para que os escritos, fotos, relatos, discografia, saíssem da gaveta e ganhassem o Mundo.
Lançamento do livro do poeta-repentista Zé Vicente da Paraíba “Fiz do choro das cordas da viola o maior ganha-pão da minha vida”.
José Vicente do Nascimento (Zé Vicente da Paraíba), nasceu em Pocinhos, então Distrito de Campina Grande, Paraíba, em 07 de agosto de 1922. Ainda criança, seus pais mudaram para Taperoá, no Cariri paraibano e de lá para Itapetim-PE.
Foi na região do Pajeú que teve contato com grandes cantadores repentistas, sendo contemporâneo dos irmãos Batista: Lourival (Louro do Pajeú), Dimas e Otacílio. Foi com Otacílio Batista que fez a primeira cantoria em 1940.
Zé Vicente da Paraíba foi o primeiro repentista a gravar um LP do estilo de cantoria nordestina no Brasil, em parceria com o poeta Aristo José dos Santos, em Recife, no ano de 1955.
Faleceu em 9 de maio de 2008.
Suas letras foram gravadas por grandes nomes da MPB, como Zé Ramalho, Marília Pêra, Ruy Maurity e tantos outros.
Centenário do Poeta Zé Vicente da Paraíba
Um sábio sem ter escola, Um mestre sem ser letrado, Um piloto habilitado Na condução da viola. Na Paraíba nasceu, Em Pernambuco viveu Seus dias de fama e glória, Sua arte preferida O transportou pela vida Pra repousar na História.
Por mais de sessenta anos Pôs a viola no peito E cantou, bem ao seu jeito, Amores e desenganos. “O Autor da Natureza” A obra que, com certeza, O fez imortalizado E o mundo da poesia Inda celebra hoje em dia Os seus feitos do passado.
A viola de Zé Vicente Foi a muitos Festivais Doando a base melódica Aos seus versos magistrais E este sagrado enlace Fez com que ele chegasse Ao Reino dos Imortais!
Versos deste colunista, filho de Zé Vicente
Evento Cultural: Poemas e Cantos da Cidade Local: Centro Cultural Ariano Suassuna do TCE-PB
Endereço: R. Prof. Geraldo Von Sohsten, 147 – Jaguaribe, João Pessoa – PB
A minha mente inda guarda As imagens do passado Do meu sertão adorado Que ficou na retaguarda Cabeleira, outrora parda, Hoje parece algodão. Só a minha inspiração Aumentou mais da metade. O ponteiro da saudade Arranhou meu coração.
Eu nunca havia sentido Uma dor tão sufocante Faltou fôlego, num instante Vi que estava perdido. Perguntei a um conhecido Irmão gêmeo dum cigano. Ele falou: – Olha mano! Tua saudade deu cria! A sua ausência de um dia Gera saudade de um ano.
Nunca vi tanta potência Num choque de solidão Senti a alta tensão Da força da sua ausência. Pedi logo providência Ao diretor veterano Que acionou um plano Para me dar garantia. A sua ausência de um dia Gera saudade de um ano.
Sem você sou passarinho Sem espaço pra voar, Um cantador sem cantar, Uma Asa Branca sem ninho, Caminheiro sem caminho, Pescador sem oceano, Um Waldick Soriano Desterrado da Bahia. A sua ausência de um dia Gera saudade de um ano.
O Poeta é um rezador Rezando em qualquer aldeia Presta devoção à musa Que a sua mente norteia E como bom curador Faz calar a própria dor Para ouvir a dor alheia.
Em Gaza, cidade antiga, Sansão, um servo de Deus, Lutando com os Filisteus Matou trezentos na briga. Dalila, uma rapariga, Com seus dotes sensuais, Vendeu Sansão aos rivais Sem nenhum constrangimento. Desde o Velho Testamento A guerra precede a paz.
A marreta da morte é tão pesada Que a pedreira da vida não agüenta.
Mote de autor desconhecido (enviado por Laci Chaves)
Quando o tempo alinha os seus ponteiros E o destino determina aquela hora A esposa lamenta o filho chora Ficam tristes os inúmeros companheiros Mas aí já passaram alguns janeiros Podem ser vinte, trinta, até noventa Quando a corda do relógio se arrebenta É porque terminou nossa jornada A marreta da morte é tão pesada Que a pedreira da vida não agüenta.
Independe de nível social Pode ser rico, pobre, branco ou preto Não existe simpatia ou amuleto Que consiga desviar deste final Se na vida foste bom, simples, leal A balança das virtudes acrescenta, Ao contrário, o Arcanjo só lamenta Fica triste, mas não pode fazer nada A marreta da morte é tão pesada Que a pedreira da vida não agüenta.