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DEU NO JORNAL
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CARGA ASFIXIANTE
O próprio Tesouro Nacional do governo Lula (PT) reconhece que a carga tributária do Brasil é a maior da História:
Atingiu 32,4% do PIB em 2025 e tomou inéditos R$ 4,12 trilhões dos pagadores de impostos em um ano.
* * *
Essa palavra “tomou”, que consta na nota aí de cima, resume tudo.
Arrancou, puxou, afanou dos nossos bolsos.
E se preparem: o gunverno lulo-petralha vai continuar tri-tri-tripudiando.
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ABANDONOU O CUMPANHÊRO
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OS DOIS PROBLEMAS DO BRASIL
Roberto Motta

O Brasil tinha um problema grave. Depois surgiu outro gravíssimo. Agora, os dois se fundiram em um desafio existencial. Sou otimista, mas não consigo enxergar uma solução.
O problema original era o ativismo judicial descontrolado, autorizado pela Constituição de 1988. Esse é o problema “A”. Os constituintes brasileiros, ao contrário dos constituintes americanos, não enxergavam a constituição como uma ferramenta de limitação do poder estatal. Ao contrário; para os legisladores brasileiros a Constituição deveria ser uma lista de tarefas para o Estado. Nas palavras do imortal Roberto Campos, a sétima constituição brasileira é uma mistura de “dicionário de utopias com catalogação minuciosa do efêmero”.
Uma das consequências foi a hipertrofia da corte suprema, que deveria ser uma corte constitucional (como acontece em quase todas as democracias). Como o Estado ficou encarregado de resolver todos os problemas da sociedade, no Brasil qualquer questão é potencialmente um problema constitucional. Hoje é possível enxergar com clareza a consequência da escolha desastrosa feita pelos constituintes: nada pode ser resolvido definitivamente no país sem uma sentença da suprema corte.
Os onze ministros se tornaram os decisores de última instância sobre todos os assuntos. Essa responsabilidade lhes conferiu um poder extraordinário, amplificado por mecanismos como a criação de turmas e a possibilidade de decisões monocráticas, tomadas por um único ministro.
Foi questão de tempo até que os ministros se dessem conta do poder que possuíam e decidissem exercê-lo plenamente. O primeiro sinal pode ter sido o “fatiamento” do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Mas o marco definitivo foi o inquérito das fake news, aberto de ofício em 2019 e ainda em andamento. O mesmo grupo de juristas estatais controla o processo eleitoral, através da Justiça Eleitoral, e os níveis inferiores do Judiciário, através do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A corte assumiu a gestão do país e passou a tutelar os políticos.
Esse é o problema A. Então surgiu o problema “B” – B de Banco Master.
Antes do escândalo do Banco Master, a suprema corte já enfrentava uma longa lista de queixas: violação da inércia do Judiciário, do princípio do juiz natural, da neutralidade do juiz, do sistema acusatório e do devido processo legal. Traduzindo em português corrente: os juízes abandonaram seu papel de guardiões da lei e passaram a criar leis segundo seus próprios desejos e crenças.
Depois do Master, uma questão de natureza diferente veio se somar a essa lista: a suspeita de envolvimento com o maior escândalo de corrupção já registrado.
A grande mídia, que redescobriu seu papel de crítica dos poderosos, está denunciando apenas esse segundo problema. Mas ele é uma consequência esperada do primeiro, a tomada do poder pelos ministros. Como Lord Acton já tinha avisado, o poder absoluto corrompe absolutamente.
Juízes que usurpam o poder político são um problema em todo o Ocidente. O Brasil representa um caso extremo. A consequência é a degeneração da democracia e das instituições republicanas. Mas a suspeita de envolvimento com um multibilionário esquema de corrupção não tem paralelo. A consequência é a falência múltipla das instituições.
Não há solução visível para essa crise porque a constituição “cidadã” de 1988 determina que a corte julgue a si mesma. Além disso, a efetiva tomada do poder político blindou os ministros contra qualquer tentativa parlamentar de removê-los.
O país assiste então a um espetáculo incomum: juristas estatais supremamente poderosos, que deveriam ser o símbolo máximo da retidão, acumulam suspeitas graves, sem que isso os impeça de manter os cargos, as responsabilidades e os poderes. Como se nada estivesse acontecendo.
O país se pergunta: em que momento essa charada será resolvida? Em que ponto o custo da desonra será tão alto, mesmo para aqueles que respiram o ar rarefeito do poder, que a correção será inevitável – e que correção será essa?
É isso que o país inteiro espera para ver.
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É MESMO??? QUEM PODERIA IMAGINAR ISSO…
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DE MESSIAS À DOSIMETRIA, OS ACORDOS NAS SOMBRAS DO CONGRESSO
Luís Ernesto Lacombe

Davi Alcolumbre marcou a sabatina de Jorge Messias e a sessão de análise do veto de Lula ao PL da Dosimetria
No Brasil, em geral, não se faz política, se faz politicagem. Os interesses do país e do povo nunca são soberanos. O que comanda as ações em Brasília são objetivos pessoais daqueles que ocupam cargos políticos, dos seus partidos – meros balcões de negócios –, de grupos empresariais… Sim, é tudo nojento, baixo, vil. Conluios, conchavos, artimanhas, chantagens, ameaças, isso tudo permeia as pancadas que os brasileiros de bem levam quase que diariamente dos politiqueiros. Os acordos mais espúrios são fechados secretamente, ainda que qualquer pessoa razoavelmente informada seja capaz de perceber cada um dos golpes.
Tudo indica que Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fecharam mais um pacto. Foi marcada para 29 de abril a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de mais um indicado de Lula ao Supremo – dessa vez o advogado-geral da União, Jorge Messias. No dia seguinte, 30 de abril, o Congresso vota o veto de Lula ao PL da Dosimetria. O projeto foi aprovado na Câmara com 291 votos favoráveis; e no Senado, com 48 votos. Beneficia os perseguidos políticos do 8 de Janeiro, enquanto não vem uma anistia e, mais do que isso, enquanto não se anulam todas as ações ilegais de Alexandre de Moraes desde a abertura do Inquérito do Fim do Mundo.
Se o Congresso tivesse vergonha na cara, derrubaria o veto de Lula num estalar de dedos. Se houve mesmo algum acordo para aprovar o nome de Messias para o STF, “em troca” da derrubada, seria mais uma trama do Brasil da politicagem… Só mesmo nesse submundo alguém como o atual advogado-geral da União teria seu nome aprovado para uma cadeira no Supremo. Seria mais um amigo de Lula na corte, além dos aprovados recentemente: Flávio Dino, ex-ministro da Justiça do atual ocupante do Planalto, e Cristiano Zanin, ex-advogado do petista. Sem falar de Dias Toffoli e Edson Fachin…
Voltando ao debate na Band, na campanha eleitoral de 2022, ninguém pode esquecer o que disse o então candidato do PT. Ele afirmou que é antidemocrática uma nomeação de ministro do Supremo baseada em amizade, que a escolha deveria considerar “competência e currículo”. Mais uma mentira para a enorme coleção de lorotas de Lula: “Não é prudente, não é democrático o presidente da República querer ter os ministros da suprema corte para votar favoravelmente a ele, para beneficiá-lo”…
Para ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Jorge Messias precisa da maioria simples dos votos dos integrantes presentes à sessão de votação. Considerando que a CCJ tem um total de 27 senadores, seriam necessários 14 votos favoráveis. Depois, o nome segue para avaliação do plenário. Aí, para que Messias se junte à turma de amigos de Lula no STF, ele teria de obter pelo menos 41 votos dos 81 senadores. Infelizmente, as duas votações são secretas. Mesmo que a Constituição, no artigo 101 (parágrafo único), não especifique essa modalidade, o Regimento Interno do Senado e a tradição indicam que seja assim. A desculpa é que isso protege os senadores de pressões externas, do Executivo, do Judiciário… E o povo? O povo que se dane.
A preservação do infeliz reino dos politiqueiros depende disso, da clandestinidade, da falta de transparência. O que se faz nas sombras mais sombras gera. Então, seria importante que todas as votações no Congresso fossem abertas, sem exceção. Enquanto isso não vem, enquanto há indicações nefastas para o STF, é preciso fazer pressão para que Jorge Messias seja descartado sem titubeio. Se já faz um péssimo trabalho na Advocacia-Geral da União, imagine do que seria capaz na mais alta corte do país.
DEU NO JORNAL
EMENDAS BI, BI, BI
O governo Lula (PT) já conseguiu pagar mais de R$ 2 bilhões em emendas parlamentares, nos primeiros 100 dias do ano.
Os dados são da transparência do Tesouro Nacional, que mantém todos os pagamentos desse tipo realizados desde 2015.
As emendas individuais dos parlamentares custaram R$ 1,06 bilhão aos pagadores de impostos, enquanto R$ 950 milhões custearam as emendas de bancadas.
Os R$ 2 bilhões pagos pelo governo Lula entre janeiro e o início de abril representam mais do que tudo pago pelo governo federal em 2015.
Em 2025, o governo Lula distribuiu R$ 28,9 bilhões em emendas parlamentares.
Em 2024, foram pagos R$ 26,1 bilhões.
* * *
E isso tudo sai dos nossos bolsos.
É milhão e bilhão que só a porra!!!
Isso deveria ser pago só por quem fez o L.
É pra arrombar!!!
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VIADAGEM PROIBIDA
DEU NO JORNAL
LULA SÓ ENGANOU QUEM QUIS SER ENGANADO
Editorial Gazeta do Povo

Gastança governamental já tinha sido defendida por Lula durante a campanha de 2022; quem acreditou que Lula seria responsável iludiu-se porque quis
Em 2018, antes de ser condenado em segunda instância, tornando-se ficha-suja, e começar a cumprir a pena a que tinha sido condenado na Lava Jato, Lula falou sobre sua eventual candidatura à Presidência da República naquele ano. Entre outros temas, ele afirmara que a recessão e o desemprego podiam ser resolvidos somente com mais gastos do governo. Para uma mente despreparada em economia, a proposta poderia parecer boa, pois o Brasil é um país carente de tudo, principalmente de investimentos em infraestrutura física. Assim, parece normal acreditar que, se o governo aprovar um programa de obras e contratar empreiteiras, estas contratarão trabalhadores, o nível de emprego aumentará, o consumo dos trabalhadores crescerá e a indústria, o comércio e os serviços venderão mais, contratarão mais gente, pagarão mais impostos e a economia em geral crescerá.
Lula e o PT não são ingênuos; sempre apostaram na capacidade desse discurso em conquistar votos entre a grande massa da população. O fato é que em 2018 – quando o candidato do PT acabou sendo Fernando Haddad –, banqueiros e segmentos da elite empresarial e da grande mídia deram apoio ao PT, que foi derrotado. Passados quatro anos, na eleição presidencial de 2022, o apoio se repetiu; com o auxílio da atuação completamente enviesada da Justiça Eleitoral na campanha, o resultado foi a derrota de Jair Bolsonaro em sua tentativa de reeleição. Lula retornou ao Planalto com o mesmo velho discurso, acrescentando que um pouco mais de inflação não faz mal, um pouco mais de déficit é bom e que austeridade fiscal é coisa de neoliberal insensível aos problemas sociais.
Lula foi eleito, inventou novos ministérios, criou cargos, inchou a máquina estatal, aumentou o gasto público, seguiu com seu discurso populista demagógico e aprofundou a prática de tentar dividir o país entre “nós e eles”, sempre raivoso e culpando os demais pelos problemas do país e do mundo. Como seria fácil prever, voltaram as fraudes, os desvios e outros tipos de corrupção, com o velho Lula repetindo seu mantra de que nunca sabia de nada. Nessa caminhada, Lula só não disse claramente a seus apoiadores e ao Brasil que seu governo e seu partido continuariam mergulhados até o pescoço em escândalos.
Passados três anos de seu governo marcado por déficit público, apoio a regimes ditatoriais sanguinários e acusações de corrupção, Lula vê sua popularidade cair ao mesmo tempo em que economistas e banqueiros que o apoiaram explicitamente se mostram indignados com os rumos do governo, refletidos em atitudes como as constantes tentativas de aumentar impostos e em indicadores como a disparada da dívida pública. Mesmo com todo esse histórico, Lula, ao que tudo indica, disputará o quarto mandato de presidente da República, certamente com o mesmo velho e batido discurso. Se novamente a população der seu voto a Lula, mantendo-o no comando do país, é fácil prever que ele seguirá amentando os gastos públicos, conforme sempre afirmou, ao lado do que o PT mais gosta: aumentar impostos, elevar a dívida pública e demonstrar pouca preocupação com a inflação e o baixo crescimento econômico.
O fato é que Lula só enganou quem quis ser enganado. Ele nunca prometeu austeridade fiscal na campanha de 2022, pelo contrário: defendeu o gasto público sempre que teve a chance. Sua prática não tem desmentido o discurso, de forma que não há desculpa para quem hoje está indignado com o péssimo governo e a destruição da moral pública característicos dos governos do PT, depois de ter anunciado apoio em 2022, como fizeram, por exemplo, os economistas pais do Plano Real. Quem segue apoiando um governo e um partido com esse histórico ou é completamente ingênuo ou lucra com o caos. Como não é razoável acreditar em ingenuidade de banqueiros e empresários bem-sucedidos, nada mais lógico do que supor a segunda opção, ou seja, que muitos apoiadores se beneficiam do caos econômico e moral que atinge o país.
Uma questão que merece alerta diz respeito ao perigo de o Brasil entrar em uma fase na qual os impostos serão tão elevados que o resultado de longo prazo será jogar a economia em retrocesso e manter o país no atraso e na pobreza. A economia é a ciência da escassez e das restrições. Há limites para o aumento da carga tributária e o aumento do endividamento público. Quando ultrapassados os limites tecnicamente estabelecidos pela prudência financeira, a sociedade inteira paga, inclusive e sobretudo aqueles a quem o governo diz proteger: os pobres e os miseráveis.
Tomar medidas que parecem proteger os mais carentes no curto prazo, mas sempre acabam com graves efeitos colaterais em prejuízo daqueles a quem o governo diz defender, é uma forma de populismo e demagogia que, além de manter a população no atraso, impede que o país ingresse no grupo das nações desenvolvidas. Essa é uma realidade que parece cada vez mais entranhada na estrutura política, econômica e social do Brasil.
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