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DEU NO JORNAL
DEU NO JORNAL
NORMAL, NORMAL
A oposição está organizando atos em diversas cidades pelo país em 7 de setembro.
O mote é a escandalosa relação de autoridades com o enrolado banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
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Num tem nada de “escandalosa reação”.
Tá tudo dentro dos conformes.
Isso é cagado e cuspido o retrato da republiqueta banânica.
DEU NO JORNAL
UMA ILUSTRE EXCEÇÃO
André Mendonça logo se firmou como um dos mais admirados ministros do Supremo, por sua coragem, decência, rigor técnico e serenidade nas relatorias das fraudes bilionárias contra aposentados do INSS e clientes do Banco Master, atingindo poderosos em cheio, incluindo colegas.
A turma que compartilha o poder no Brasil – Lula (PT), lulistas do STF e o presidente do Senado – tentam a isolar Mendonça, mas isso o fortalece: quanto mais o sistema estrebucha, mais a opinião pública o vê como juiz que não se dobra aos poderosos e inspira temor em cada um deles.
A firmeza com que enfrenta o dilema de investigar o poder ou preservar o poder é o que o tornou, para os brasileiros, figura de confiança.
Agora, aonde chega, em eventos jurídicos ou nos cultos semanais de sua igreja em São Paulo, o tímido ministro André se vê ovacionado.
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Os adjetivos contidos no primeiro parágrafo dessa nota aí de cima, resumem tudo:
Coragem, decência, rigor técnico e serenidade.
Não é preciso dizer mais nada.
DEU NO JORNAL
GUERRA DECLARADA
Editorial Gazeta do Povo
Alexandre de Moraes e seus aliados dentro do Supremo Tribunal Federal estão em guerra aberta contra o colega André Mendonça, devido à sua decisão corajosa de retirar o sigilo sobre o relatório da Polícia Federal que traz as mensagens de Daniel Vorcaro a Moraes e evidenciam uma relação de proximidade e confiança inaceitáveis entre um magistrado de suprema corte e um banqueiro investigado por essa mesma corte. Enquanto o próprio Moraes reage usando a mesma arma que já tem sido empregada com sucesso há sete anos, o decano Gilmar Mendes abandona totalmente o pudor institucional e cruza a Praça dos Três Poderes para alistar o presidente Lula na guerra dos intocáveis contra um raro ministro que ousou expô-los.
Os esforços de Gilmar Mendes para melar as investigações do caso Master já são bem conhecidos: foram dele as decisões que blindaram totalmente os negócios dos irmãos Toffoli, e foi ele quem, no julgamento sobre a manutenção da prisão preventiva de Vorcaro, deixou plantadas várias sementes que podem se transformar em futuras nulidades. Agora, ele foi ao presidente do STF, Edson Fachin, para pedir o fim da atuação de delegados da Polícia Federal em gabinetes de ministros. Foi um arranjo que funcionou muito bem quando esses delegados estavam a serviço da perseguição movida pelos supremos contra seus desafetos, mas que se tornou inconveniente quando André Mendonça passou a contar com dois delegados para ajudá-lo a conduzir as investigações sobre o Master e sobre o roubo dos aposentados do INSS.
Mas ainda pior foi a atitude do decano na terça-feira, dia em que as mensagens de Vorcaro a Moraes foram conhecidas por todo o país. Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, Gilmar se encontrou com Lula para orientá-lo em relação à conduta da Polícia Federal (subordinada ao Ministério da Justiça) nas investigações do Master e da fraude na Previdência – um caso de interesse direto do presidente, pois seus desdobramentos colocaram sob investigação Lulinha, um dos filhos do petista. Na reunião, de acordo com o Estadão, Gilmar defendeu que a Polícia Federal não cumpra ordens “ilegais” (e a pergunta é: ilegais na avaliação de quem?), seja recorrendo ao Judiciário, seja costurando soluções extraoficiais entre o ministro da Justiça, o presidente do STF e o diretor-geral da PF.
Em português claro, o decano do Supremo Tribunal Federal está conspirando com o presidente da República para atrapalhar duas investigações – uma, que pode complicar o próprio presidente, caso se comprovem crimes cometidos por seu filho; outra, que escancarou as relações promíscuas entre um aliado do decano na corte e um banqueiro acusado de uma fraude de dezenas de bilhões de reais, com direito a pedidos de proteção. É o tipo de conchavo que não se observa em nenhum país institucionalmente normal – e, a bem da verdade, também não deve existir nem sequer em alguns países institucionalmente disfuncionais.
Enquanto isso, Alexandre de Moraes parte para o contra-ataque ele mesmo, sem terceirizar toda a reação para seus aliados na corte. Como um Simão Bacamarte do direito, disposto a internar o Brasil inteiro dentro do inquérito das fake news, o amigo de Vorcaro pediu a Fachin que Mendonça seja incluído na investigação ampla, geral e irrestrita na qual Moraes coloca todos os que o contrariam. No pedido, Moraes fala em “produção de provas para falsa imputação de crime” e “favorecimento a determinados grupos políticos”. Convenhamos, disso tudo Moraes entende muito bem, como demonstraram sua atuação no TSE em 2022 e as denúncias do whistleblower Eduardo Tagliaferro. Mas, no contexto atual, ironicamente, o que poderia esclarecer se há falsas imputações de crime seria justamente a investigação que Mendonça pretende pedir; e fica subentendido, pela argumentação de Moraes, que certas investigações não deveriam acontecer em período eleitoral, o que é absurdo. Um pedido sem pé nem cabeça, que tenta criminalizar atos jurisdicionais, e para o qual a única resposta decente é a rejeição.
Não estamos diante de uma disputa entre dois lados moralmente idênticos, e que têm divergências legítimas. Estamos diante de uma luta entre um ministro disposto a investigar, sem segredos nem acobertamentos, a rede de influências, amizades e ilícitos montada por Daniel Vorcaro, e ministros dispostos a enterrar tudo isso, aproveitando a experiência conquistada no desmonte da Lava Jato. O momento pede coragem – do presidente do STF, Edson Fachin; dos demais ministros que não estão comprometidos (no pior sentido) com Moraes ou o próprio Vorcaro; dos agentes e delegados da PF, e dos membros da Procuradoria-Geral da República que não estão dispostos a colaborar para o fim das investigações; da opinião pública; e dos senadores, porque, pelo andar da carruagem, um impeachment de ministro do STF ainda será pouco.
DEU NO JORNAL
AGIU DENTRO DOS CONFORMES
DEU NO JORNAL
UMA REPUBLIQUETA TRI CAMPEÃ EM ESCÂNDALOS
A Transparência Internacional diz que o Brasil vive simultaneamente o maior escândalo de corrupção orçamentária da História, o maior escândalo de corrupção previdenciária da História e o maior escândalo de corrupção judiciária da História brasileira:
“Isto não é normal”, diz.
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Ganhamos fama no mundo todo!
Estamos sendo divulgado por tudo quanto é canto do planeta Terra.
Que notícia boa!!!
DEU NO JORNAL
SUBINDO, SUBINDO…
DEU NO JORNAL
TODOS SE RINDO-SE
O Brasil está à beira de uma crise institucional sem precedentes e até da desobediência civil, adverte o cientista político Christian Lobauer, após as reações de pouco caso das autoridades diante do relatório da Polícia Federal documentando a relação de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, com o ex-banqueiro tratando o ministro do STF como a um subalterno.
Piorou muito depois da divulgação do flagrante em foto de ministros do STF às gargalhadas, entre eles o próprio Moraes.
Também mostravam as amídalas de tanto gargalhar os ministros Gilmar Mendes, Christiano Zanin e até o próprio presidente, Edson Fachin.
Atônito, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, o tribunal que julga o STF, mandou às favas os escrúpulos e a isenção: não terá impeachment.
O País ficou sem respostas: Lula (PT) se omitiu, Hugo Motta (Rep) se escondeu, Fachin gargalhou e Alcolumbre atacou os indignados.
“Quando as decisões deixam de ser reconhecidas como legítimas”, avisa Lobauer, “entramos no terreno perigoso da desobediência civil.”
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Excelente notícia para nossa querida republiqueta!
Risos, bom humor, alegria, felicidade.
É ótimo começar o expediente divulgando este fato maravilhoso!
Vejam que cena tocante, comovente:
DEU NO JORNAL
A HORA DOS MINISTROS DIGNOS
Editorial Gazeta do Povo
Na manhã de quarta-feira, dia seguinte ao terremoto causado pelo fim do sigilo do relatório da Polícia Federal com várias mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, afirmou que, “concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias”. Que medidas serão essas? Serão elas compatíveis com “o devido encaminhamento institucional” que os “indícios” exigem? O Brasil deve saber a resposta apenas na volta do feriado de 7 de setembro, já que Fachin deu cinco dias para que Moraes, André Mendonça, PF e PGR se manifestem; enquanto isso, os ministros tentam encontrar uma saída para o buraco no qual Moraes se colocou – e para o qual pode arrastar a corte toda.
O Supremo já passou por uma situação semelhante há pouco tempo, e escolheu a saída mais vergonhosa. Dias Toffoli vinha conduzindo o caso do Banco Master de uma forma muitíssimo estranha, a começar pela própria manobra que “puxou” o caso da primeira instância para o STF, passando por sigilos inexplicáveis e acareações sem fundamento. Enquanto isso, o país era informado da carona aérea do ministro com um advogado de um dos diretores do Master, e da negociação do resort Tayayá com a empresa familiar dos irmãos Toffoli – o ministro negou ser um dos sócios até que já não fosse possível esconder a verdade. Até que Fachin recebeu um relatório da PF com mais detalhes da ligação entre ministro e banqueiro; a situação tornara-se insustentável.
Mas a solução desmoralizou a corte. Em uma reunião a portas fechadas, decidiu-se que Toffoli deixaria a relatoria do caso (que passaria – providencialmente, hoje podemos dizer – para André Mendonça), e os ministros insultaram a inteligência do brasileiro ao publicar uma nota conjunta, assinada por todos eles, afirmando “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição” de Toffoli no caso Master, reconhecendo “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli na relatoria” e expressando “apoio pessoal” a Toffoli, “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”. Como dissemos à época, só muita ignorância jurídica, muita hipocrisia ou muita cumplicidade explicariam essas palavras – e nenhuma das hipóteses caía bem para o Supremo. Toffoli, mesmo desqualificado para continuar na corte, acabou poupado, até porque os holofotes foram se deslocando para Moraes.
Pois agora os ministros mais alinhados com Moraes querem repetir a dose, segundo apuração da Gazeta do Povo: uma outra reunião secreta, sabe-se lá com que possível desfecho. Já Mendonça disse estar disposto à única medida realmente aceitável nessas circunstâncias: que o plenário, em sessão pública, analise um pedido para que Moraes seja investigado. No despacho que levantou o sigilo do relatório da PF, o ministro relator afirmou que, independentemente da posição da Procuradoria-Geral da República (que depois se manifestaria pelo arquivamento, de forma precipitada e com argumentos muito rasteiros), “o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial”, e que a deliberação “deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do colegiado, a partir de data a ser definida pelo eminente presidente deste Supremo Tribunal Federal”.
Se Fachin está mesmo disposto a “preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição”, como diz sua nota, levar o caso ao plenário é a única escolha possível, e nisso ele precisa do apoio firme dos demais ministros que ainda têm alguma preocupação com o tribunal de que fazem parte. A “confiança da sociedade” no STF, sejamos honestos, nem está mais em condições de ser “preservada”, porque não se preserva o que já está perdido; agora, trata-se de começar a restaurá-la. E isso passa pela saída de Alexandre de Moraes: seja voluntariamente (o que é improvável, pois ele já iniciou seu contra-ataque, pedindo a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news), seja “convencido” pelos colegas, seja por meio de uma condenação por crime de responsabilidade (o que é missão do Senado) ou por crime comum, o que poderá ser averiguado por meio de uma investigação criteriosa e um julgamento justo, do tipo que o próprio Moraes tem negado a centenas de brasileiros.
Pouco importa que não tenhamos as mensagens de Moraes (que as programava para que fossem apagadas assim que lidas, enquanto afirmava que a cabeleireira Débora, ao apagar fotos e mensagens de seu celular, admitia assim que estava delinquindo); e, a rigor, pouco importa também que Moraes tenha ou não cometido crimes como obstrução de Justiça, advocacia administrativa, corrupção passiva, tráfico de influência ou prevaricação. As mensagens bastam para que tenhamos um quadro que desqualifica Moraes para a posição de ministro do STF: interlocutor a quem Vorcaro recorria para pedir proteção, marido da advogada contratada a peso de ouro pelo Banco Master (em um contrato que ele ajudou a editar), presença obrigatória nas confraternizações, co-organizador de listas de convidados e palestrantes de eventos jurídicos; enfim, uma mistura de assessor, conselheiro e amigo do peito – no mínimo. Em fevereiro, os ministros escolheram a autopreservação, e colheram vergonha e descrédito. Agora, não podem imaginar que farão a mesma coisa e conseguirão algo diferente. Se optarem mais uma vez pelo segredo e pelos acordos de bastidores, cometerão um “ataque às instituições” muito maior que tudo aquilo de que eles costumam acusar os críticos do STF. Que agora mostrem ao Brasil que ainda lhes resta alguma decência, e façam o que é certo.
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Atualização
O texto do editorial foi atualizado com a informação sobre o prazo de cinco dias dado por Fachin a Moraes e Mendonça, e com o pedido para a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news. A versão em áudio reflete o texto original, antes das atualizações.
Atualizado em 03/09/2026 às 21:55
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