DEU NO JORNAL

VIAGEM ELEITOREIRA

Atrás de votos, Lula volta hoje (25) ao Mato Grosso do Sul para cumprir agenda pela segunda vez em 2026.

Ano passado, sem eleição, o petista não se deu ao trabalho nem de passar pelo estado.

* * *

E ele tem votos por lá.

Por lá e por um monte de recantos deste país.

Podes crer: isso é público e notório!

Tem gosto pra tudo neste mundo.

DEU NO JORNAL

SEGURANÇA PÚBLICA

Para Alfredo Gaspar (PL-AL), o Brasil está perdendo a guerra para o crime organizado porque falta ao Governo Lula (PT) “uma política de segurança pública de verdade. A população vive com medo”.

* * *

Perseguir os cumpahêros é coisa impensável nesse gunverno.

Não se maltratam eleitores cativos.

DEU NO JORNAL

ATA DO COPOM NÃO DISSIPA DÚVIDAS SOBRE FUTURO DA SELIC

Editorial Gazeta do Povo

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu mais uma vez a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano. Embora a decisão fosse esperada pelo mercado financeiro, o comunicado deixou dúvidas e gerou críticas, pois a argumentação apresentada parecia trazer mais justificativas para a manutenção da Selic em 14,50% que para sua redução, ainda que mínima. A ata da reunião, divulgada nesta terça-feira, não ajudou a dissipar os questionamentos, mesmo afirmando que os juros provavelmente seguirão altos por mais tempo que o projetado até pouco tempo atrás.

Em toda reunião, o Copom lista o que chama de “riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa”. Tanto o comunicado quanto a ata listaram quatro riscos de alta contra três riscos de baixa. O problema, no entanto, não é apenas o placar numérico, mas o fato de os riscos de alta serem mais prováveis ou mais intensos que os de baixa. Considere-se, por exemplo, o quarto desses riscos de alta: “estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial”. Em bom português, trata-se de uma referência à gastança desenfreada do governo e às bondades eleitoreiras que incentivam o consumo, de forma a manter a economia artificialmente superaquecida em época eleitoral – um risco, aliás, que apareceu pela primeira vez (ao menos descrito com essas palavras) no comunicado e na ata desta última reunião.

Gastança governamental – especialmente nos níveis que Lula tem imposto à destruição das contas públicas – não tem consequências apenas de curto prazo; suas consequências se prolongam no tempo, inclusive na forma de inflação. O comunicado reconhece que “o cenário havia se deteriorado desde a última decisão” e que “a projeção do Copom para o quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante, foi de 3,7%, evidenciando um distanciamento maior da meta relativamente à projeção da reunião anterior (3,5%)”. Por isso, a afirmação, feita mais abaixo na ata, de que a inflação estaria “convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028” parece mais wishful thinking que uma estimativa sólida.

Segundo a ata, o Copom não pretende “reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta, que no momento atual incluem incertezas relevantes” – o comitê menciona tanto os preços do petróleo, dependentes do desfecho das negociações entre Estados Unidos e Irã, quanto os preços de alimentos, que devem sofrer os efeitos do “super El Niño” previsto para os próximos meses. No entanto, ainda que faça sentido não submeter a política monetária a choques de oferta que podem ser momentâneos, há outros fatores em número e intensidade suficientes, a começar pelo enorme rombo que o governo Lula está contratando, para recomendar muita cautela nos próximos passos.

O IPCA acumulado dos últimos 12 meses já rompeu novamente o limite máximo de tolerância; Japão, Europa, Reino Unido e Estados Unidos estão mantendo ou elevando seus juros – o que ainda diminui a atratividade da moeda brasileira com a redução entre a diferença entre a Selic e os juros estrangeiros, pressionando o câmbio. A janela que se abriu para a redução da taxa Selic meses atrás está se fechando. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, conseguiu superar a desconfiança inicial após sua nomeação, com uma gestão técnica que resistiu às pressões políticas de Lula e do petismo; se insistir em reduzir juros em condições que aconselhariam postura diferente, colocará em risco essa credibilidade, ressuscitará os temores de uma “tombinização” do BC, e ainda poderá deixar a inflação escapar do controle mais uma vez.

DEU NO JORNAL

A FAVOR DOS CUMPANHÊROS

Guilherme Derrite (PP-SP) cutucou Fernando Haddad (PT), que agora fala em pauta de segurança.

Lembrou que o PT votou contra o fim das saidinhas, redução da maioridade penal e contra arrocho a traficantes.

E, de quebra, ainda tentou proteger as gangues do carimbo de terroristas.

* * *

Essa é nova:

O PT protegendo a bandidagem!!!

Que coisa…

Ninguém sabia disto.

DEU NO JORNAL

ROUBO

Passa dos R$ 5 milhões o prejuízo deixado por um criminoso que invadiu e furtou a casa de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, em Belo Horizonte (MG).

Só um relógio é estimado em R$ 1 milhão.

* * *

Um roubo magnífico.

Na casa dos milhões.

O ladrão vai ter 100 anos de perdão.

DEU NO JORNAL

RADIOGRAFIA DO LULA “VOLÁTIL”

Guilherme Fiuza

Lula

A suposta convicção ideológica de Lula, assim como de diversos outros políticos da atualidade, é bastante discutível

Trump disse que Lula é “volátil”. Teve até quem entendesse como elogio, dado o conjunto da obra. Mas o que o presidente americano estava querendo dizer era que as falas do colega brasileiro são desencontradas. De fato, da acusação de “nova cara do nazismo” ao anúncio da “química” entre os dois, vai uma distância considerável.

Enquanto isso, na reunião do G7, Lula dizia que “nunca foi esquerdista”. A declaração feita em particular numa roda de conversa foi captada por um microfone próximo. A contradição com uma série de manifestações anteriores dele sobre esse assunto – inclusive falando sobre fortalecimento da “esquerda” e coisas afins – confirmaria a tal “volatilidade”. Mas pode ter sido, por incrível que pareça, uma declaração sincera.

A suposta convicção ideológica de Lula, assim como de diversos outros políticos da atualidade, é bastante discutível. O “esquerdismo” e o “direitismo” são conceituações falhas e anacrônicas. Mas nunca estiveram tão em alta – a ponto de que a simples menção acima possa estar contrariando, neste exato momento, muitos leitores deste espaço. Hoje são muitas as pessoas intelectualmente respeitáveis se guiando por essa demarcação.

Mas a ponderação é necessária. Lula se projetou nacionalmente na política como líder operário – na época em que fazia sucesso mundial a ascensão de Lech Walesa, saltando do Sindicato Solidariedade à presidência da Polônia. O brasileiro tentou várias vezes a Presidência e só conseguiu ser eleito quando adotou o lema “Lulinha paz e amor” – em oposição ao habitual discurso de ruptura.

Vale lembrar que na virada do século havia uma corrente majoritária no PT favorável à candidatura presidencial de Cristovam Buarque, então governador do DF, em lugar de Lula – que já ia para a quarta tentativa. O comando do partido neutralizou esse movimento e trouxe a guinada “paz e amor” com o publicitário Duda Mendonça.

Mesmo assim, na reta final da campanha, Lula permanecia com um discurso “volátil” – acenando ao mercado com moderação e cumprimento das metas macroeconômicas, enquanto sustentava perante suas bases uma retórica mais sectária. Uma vez eleito, pode-se dizer que o governo também foi “volátil”: começou em tom conciliatório, dando sequência às políticas do Plano Real, e terminou mergulhado no fisiologismo, com o escândalo do mensalão (sendo reeleito apesar disso).

Assim como muitos políticos da atualidade, de diferentes linhas ideológicas, o discurso do líder máximo do PT sempre foi uma embalagem para o projeto de permanência no poder. Havia até uma máxima nos meios partidários sobre isso: “Poder é como violino: se pega com a esquerda e se toca com a direita”. Essa imagem parou de fazer sentido depois que o truque do “wokismo” passou a empurrar o violino para ser tocado com a “esquerda”.

Esse ditado irreverente (e agora ultrapassado) diz muito sobre a verdadeira demarcação oculta sob a dicotomia “esquerda x direita”: em grandes linhas, seria o “discurso” contra a “prática”. Infelizmente no século 21 o discurso triunfou sobre a prática. Por isso, o atual governo brasileiro pode ser sofrível na prática e, ainda assim, ter um candidato à reeleição competitivo: é pura retórica. Haja volatilidade.

DEU NO JORNAL

ISOLAMENTO

O mapa político da América do Sul passa por reorganização histórica rumo à direita, com impactos para o Brasil. As vitórias de Keiko Fujimori (Peru) e de Abelardo de la Espriella (Colômbia) consolidam novo arranjo regional, suplantando a dominância de governos de esquerda.

O movimento se soma à consagração de governantes conservadores já instalados em países como Argentina, Paraguai e, mais recentemente, Chile.

No cenário ideológico do subcontinente, o azul representando a direita avança e expõe antigos bastiões vermelhos da esquerda como Uruguai e o Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As exceções que restam ficam ao norte, como a ditadura venezuelana, Suriname e as Guianas.

O Brasil, que ainda decidirá neste ano se continua vermelho ou se muda para o azul na fotografia regional, já parece sofrer de um isolamento político crescente, em razão de posturas do governo petista.

* * *

A nota aí de cima termina dizendo que o Brasil petralha já sofre “um isolamento político crescente”.

Isto é um fato que está evidente, escancarado.

Vamos lutar pra essa situação absurda seja resolvida em outubro próximo.

Que a contagem dos votos seja feita de maneira clara e correta.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

CARNE E UNHA

Jaques Wagner pode não ser flor que se cheire, como se diz na oposição, mas ele jamais seria desleal a Lula.

O senador nada faria sem ordem ou concordância de Lula.

São mais de 45 anos de intimidade.

* * *

Os dois são irmãos solidários.

Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito.

Uma parelha petralha perfeita.

DEU NO JORNAL