A crítica constrangedora do governo Lula (PT) às sanções dos EUA a cúmplices do PCC, em nome de “soberania”, reitera sua recusa de cooperação no combate ao crime transnacional.
Enquanto isso, o PCC baila, com ramificações nos EUA, na Europa, África e Ásia, financiando-se com narcotráfico e lavagem.
As sanções americanas contra o PCC mostram na prática o que a designação terrorista permite: bloqueio de ativos, restrições a transações em dólar e ataque a estruturas da facção.
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Diz a nota aí de cima que a crítica do descondenado às cacetadas dos EUA contra o PCC é constrangedora.
Mais que isso: é vergonhosa, é absurda.
Coisa mesmo da atual republiqueta banânica lulo-petralha.
Enquanto as manchetes de sempre martelam há dias a crise política da briga entre a ex-primeira-dama Michelle e o senador Flávio Bolsonaro, desapareceu do noticiário qualquer menção à fala de Lula (PT), denunciada como criminosa pelo governador Jorginho Melo (PL) junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Lula chamou toda a população de Santa Catarina de “racista” e de cultivar a “supremacia branca”.
Lula foi denunciado pelo crime de xenofobia, imprescritível e inafiançável.
A xenofobia – especialmente ao microfone, em público – pede ação penal do Ministério Público e acarreta pena de prisão de até 5 anos e multa.
O deputado Sanderson (PL-RS) cobrou de Paulo Gonet, chefe da PGR, resposta à denúncia formalizada pelo governador de Santa Catarina.
O noticiário prioriza as desavenças na família Bolsonaro, que merecem destaque, mas “esquece” o insulto de Lula aos catarinenses.
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Se o jornalisteirismo banânico prioriza a arenga da família Bolsonaro, esquecendo o absurdo insulto luloso aos catarinenses, tá tudo dentro do normal.
Os alunos estão na escola, e para o Pé de Meia isso basta. Mas estarão lá apenas com o corpo enquanto a cabeça está em outro lugar?
Faço chamada há mais de 25 anos. É a primeira coisa que faço em toda aula, antes de qualquer conteúdo: abro o diário de classe, chamo nome por nome, marco presente ou falta. Levei mais de duas décadas para admitir o que aquela lista mede, e o que ela não mede. Mede corpo na cadeira. Não mede se o corpo trouxe junto alguma coisa parecida com atenção.
O ex-ministro Fernando Haddad comemorou, semana passada: o Pé de Meia reduziu em 40% a evasão escolar no primeiro ano do ensino médio, mais do que o estudo previa, e isso, segundo ele, é “política pública feita com pesquisa, seriedade e resultado”. Dirão que é assim mesmo, e é, em parte: ficar matriculado é melhor do que evadir, ninguém com juízo defende o adolescente fora da escola. Só que fora e dentro não esgotam as opções. Há um terceiro estado, o mais comum de todos, que é estar lá sem estar lá.
O programa tem uma régua, e é só uma: 80% de frequência em sala, aferida mês a mês. Não pergunta se o aluno abriu o caderno, se entendeu a equação, se ouviu a explicação e discordou dela ou dormiu nela. Pergunta se o corpo cruzou a porta um número suficiente de vezes. Cumprida a régua, o Estado deposita R$ 200 numa poupança que o próprio aluno não pode tocar: fica trancada até o fim do ensino médio, uma fiança que o adolescente paga com a presença física, resgatável só se ele aguentar os três anos inteiros. Usei “aguentar” de propósito.
Entendo por que o governo escolheu essa régua e não outra. Frequência é a única variável que um sistema central consegue contar sem depender de ninguém: o aluno bate o ponto, o professor confirma na chamada. Aprendizagem não bate ponto. Exige prova corrigida, erro discutido: coisa miúda e lenta, que não cabe numa planilha do Ministério da Educação e não produz nota de imprensa em duas semanas. O programa não mede formação porque formação não se mede naquela velocidade, para aquele público de tuíte. Mede o que dá para medir, e chama o que deu para medir de “sucesso”.
Hannah Arendt tem um ensaio sobre a crise da educação em que diz algo que ainda não fomos capazes de desmentir: a escola existe para apresentar ao recém-chegado um mundo que já estava lá antes dele. Isso é um ato de autoridade. Alguém precisa garantir que o mundo continua de pé enquanto o novato aprende a se equilibrar nele. Uma lista de chamada não apresenta mundo a ninguém: cumpre calendário.
A palavra escola vem do grego skholé: pausa, suspensão. O momento em que alguém interrompe os processos vitais – comer, produzir, sobreviver – para fazer a única coisa que a urgência da vida nunca permite, que é pensar devagar. Jean-François Mattéi dedica um capítulo inteiro de A Barbárie Interior a essa suspensão e ao que sobra quando ela é abolida em nome de uma ideia de educação que soa generosa: a escola aberta para a vida. Cito de segunda mão, sem o livro na mesa, mas a frase ficou comigo: a pedagogia moderna reduziu um lugar de reflexão a um lugar de vida, assimilado ao processo de socialização. Em vez da Escola para a Sociedade, a Sociedade para a Escola. A instituição que deveria cortar o aluno da vida por umas horas passa a servir a vida, prolongá-la, confundir-se com ela.
É esse corte que o Pé de Meia dissolve, sem perceber que dissolve. O programa paga para o aluno continuar dentro da vida, só que sentado, sem o corte que a skholé pede. Os R$ 200 mensais substituem, na conta da família, o que o adolescente ganharia catando latinha ou ajudando no trabalho de algum adulto: dinheiro de sobrevivência trocado por dinheiro de sobrevivência, só que com endereço fixo das 7 às 11 da manhã. A escola, assim, transforma-se mais em um posto remunerado, e o que deveria suspender a urgência da vida passa a ser a própria urgência, redecorada. Skholé nenhuma sobrevive a isso. Sobrevive só o prédio e a demagogia do governo.
Jonathan Haidt anda argumentando, com dados, que a esta geração falta menos presença do que atenção: corpo na sala, cabeça em outro aparelho, sequestrada por um projeto que não é o da aula. Se ele tiver razão – e a experiência de qualquer um que dá aula há alguns anos sugere que sim –, o Pé de Meia resolve a parte do problema que já não é o problema. Paga para o corpo ficar onde o corpo já queria ficar, ou pelo menos onde a família mais pobre precisa que ele fique para receber R$ 200. Não paga, porque não tem como pagar, pela outra coisa.
Dirão, de novo com razão parcial, que R$ 200 por mês mudam a vida material de uma família pobre, e mudam mesmo, e um adolescente de 15 anos que fica em sala em vez de ir catar latinha na rua já é alguma coisa. Concedo isso sem ironia. Não confundo, porém, a concessão com o que Haddad disse: que isso é sucesso educacional, comprovado por pesquisa. A pesquisa mediu evasão. Evasão é lista de chamada. O ex-ministro está certo sobre o número, e errado sobre o que o número prova.
Volto à minha rotina escolar. Todo santo dia marco “presente” para adolescentes que estão ali e não estão, e não tenho antídoto para oferecer: dou aula há tempo demais para acreditar em antídoto de coluna de jornal e planilhas. Sei só que, quando o governo mede sucesso pela lista que eu preencho, está medindo a coisa errada, e eu, que preencho a lista, sou o primeiro a saber disso – e o primeiro a continuar preenchendo.
Michelle acusa Flávio de tê-la humilhado após crise interna no PL e relata campanha de ataques promovida por aliados do bolsonarismo
O conflito entre Michelle e Flávio Bolsonaro surpreendeu muita gente experiente em política. Não só pela desavença em si, mas principalmente pela forma como foi exposta. Sem dúvida, a candidatura governista irá explorar o episódio durante a campanha eleitoral.
Aliás, o episódio já está sendo explorado em pesquisas de opinião, gerando uma espécie de polêmica da polêmica. É legítimo amplificar a ressonância de determinados fatos com o objetivo (ou suposto objetivo) de medir o impacto deles na opinião pública? Num ambiente de garantias plenas à livre expressão e ao exercício desimpedido de atividades intelectuais e de comunicação em geral, sim. É legítimo.
O que se verifica, nesse universo de institutos de pesquisa que traz historicamente as suas idiossincrasias, é que o alegado objetivo sociológico de aferição da opinião pública pode sofrer distorções e tendências, conforme questionamentos já apresentados (e aceitos) no caso das pesquisas sobre outro fato com impacto em uma das candidaturas favoritas. Fora o fato de que pesquisas eleitorais e resultados de eleições andaram se desencontrando bastante ao longo dos anos, o que não favorece a confiança do público nos variados institutos.
Se começarem a surgir pesquisas aferindo o impacto de casos como os do INSS e o do Master na candidatura da situação, será mais viável um debate sobre o instrumento em si. Caso contrário, fica constatado um viés antioposição nessas sondagens, e aí o Brasil estará novamente diante do espelho para responder que tipo de distorção estatística flagrante é tolerável ou não numa democracia.
O longo vídeo gravado e publicado pela ex-primeira-dama pareceu intrigante para alguns, confessional para outros e surpreendente para quase todos. Ela não rompe com a candidatura do enteado, mas dirige a ele, pessoalmente, alegações graves, especialmente no atual momento de supervigilância quanto à proteção da condição feminina.
O que Michelle alega que se passou entre ela e Flávio, em termos de agressividade e até preconceito por parte dele, soa bastante desabonador para qualquer homem. Ao mesmo tempo, a forma quase espetacular como isso foi feito passou a suscitar também dúvidas sobre as motivações eventualmente não visíveis a olho nu para essa atitude da ex-primeira-dama.
No caso do senador Sergio Moro, por exemplo, as acusações que fez ao então presidente Jair Bolsonaro para pedir demissão do cargo de ministro da Justiça soam hoje, para muitos, inconsistentes, considerando-se que não restou demonstrada a alegada interferência na PF. Para outros, Moro seguiu suas convicções e não tinha obrigação de preservar o governo de uma imprensa que vivia à sua caça.
Não há dúvida de que a campanha de Lula festejou o vídeo de Michelle e de que ele será material de propaganda eleitoral do PT. Também não há dúvida de que Michelle sabia que isso ocorreria, e a questão que se coloca é se vai ficar claro ou não que ela precisava fazer isso, contra algo pior do que o impacto negativo que causaria na campanha presidencial que apoia.
Por enquanto, o que se vê, em decorrência desse episódio, é mais lenha na fogueira da balbúrdia digital que se espalha pelo campo da oposição. Se a estratégia do presidente da República é chamar de traidor seu principal concorrente eleitoral, por conta de suas alianças nos EUA, a mesmíssima pecha é jogada em 360 graus nos debates mais inflamados entre oposicionistas. Descobre-se um traidor por dia, desde que se discutia se o governador Tarcísio de Freitas deveria ou não ser o sucessor de Bolsonaro.
Lula esteve em Santa Catarina e não perdeu a oportunidade de demonstrar todo o seu ressentimento contra o estado mais conservador do Brasil. Já tive a oportunidade de declarar o meu amor por Santa Catarina, terra abençoada que leva o nome da padroeira dos filósofos e mártir cristã; hoje tentarei explicar os motivos que levam o ocupante da Presidência da República a odiar o estado mais próspero, belo e justo do país que ele desgoverna.
Lula odeia Santa Catarina porque Santa Catarina é o oposto do modelo socialista. O socialismo, como sempre digo, não é a alegada “propriedade social dos meios de produção”, mas o sequestro do poder político e econômico nas mãos de uma elite de predadores. Essa elite não tem vez por lá: o PT jamais governou e jamais governará os catarinenses. E Lula sabe disso.
Lula odeia Santa Catarina porque Santa Catarina está no topo dos rankings de indicadores sociais do Brasil. O estado apresenta uma das maiores expectativas de vida do país, baixas taxas de mortalidade infantil e altos níveis de alfabetização.
Destaca-se pelo forte polo tecnológico em Florianópolis, pela indústria têxtil e cristaleira no Vale do Itajaí, pela força metalmecânica em Joinville e pela potência agroindustrial no Oeste.
Lula odeia Santa Catarina porque Santa Catarina historicamente apresenta as menores taxas de desemprego do Brasil. A cultura do trabalho é uma característica predominante do povo catarinense, o que se reflete em um mercado dinâmico que tem atraído milhares de novos moradores de outras regiões (e até de outros países, como a Venezuela e o Haiti) em busca de oportunidades.
Lula odeia Santa Catarina porque Santa Catarina é o estado mais seguro do país. Cidades como Jaraguá do Sul e Brusque costumam liderar os índices de menor criminalidade do Brasil, oferecendo uma qualidade de vida e uma sensação de paz que se tornaram raras em grandes centros urbanos, especialmente em estados desgovernados pelo PT. E Lula sabe que, onde o PT desgoverna, o crime impera.
Lula odeia Santa Catarina porque Santa Catarina é uma síntese viva das mais diversas tradições culturais, tendo como eixo espiritual o cristianismo. Essa riqueza pode ser vista na arquitetura enxaimel, na gastronomia típica, no artesanato e nas grandes festas populares. Lula não será convidado para a Oktoberfest nem para a Festa do Pinhão, em Lages.
Lula odeia Santa Catarina porque o cooperativismo é um dos esteios do sucesso catarinense, permitindo que pequenos e médios produtores ganhem em escala, tecnologia, produtividade e competitividade global. Fixar o homem no campo com dignidade é algo que Lula e seus amigos do MST detestam com todas as forças.
Lula odeia Santa Catarina porque Santa Catarina é um contraexemplo ao caos das megacidades brasileiras. Cidades médias planejadas e estruturadas — como Joinville, Blumenau, Chapecó, Criciúma e Lages — oferecem infraestrutura de metrópole, mas conservam a escala humana, a proximidade com a natureza e o senso de bem comum.
Lula odeia Santa Catarina porque, em Santa Catarina, há 2,5 milhões de pessoas trabalhando de carteira assinada, enquanto apenas 209 mil recebem o Bolsa Família — o menor índice desse auxílio no Brasil. Além disso, mais de 112 mil famílias catarinenses deixaram voluntariamente o programa nos últimos anos após superarem a linha da pobreza, impulsionadas justamente pela conquista de vagas no mercado formal ou pelo empreendedorismo. Em Santa Catarina, sabe-se que o melhor programa social é o emprego.
Lula odeia Santa Catarina porque Santa Catarina é o Brasil que deu certo — e o PT não tem vez nesse Brasil.
A oposição sempre denuncia as relações do PT de Lula com o PCC para explicar as omissões do governo no combate ao crime organizado, mas a primeira acusação não é recente.
O operador do mensalão Marcos Valério, das entranhas do petismo, contou à PF ter ouvido do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira que o prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel foi morto em 2002 após seu dossiê sobre financiamento eleitoral ilegal petista via bingos e empresas de ônibus ligados ao PCC.
A prisão semana passada do vereador Senival Moura (PT), suspeito de submissão ao PCC desde 2014, pode indicar que a ligação se manteve.
Em 2019, áudios de presos do PCC mencionaram “diálogo cabuloso” dos integrantes da organização criminosa com governos do PT.
Em 2006, nos ataques do PCC em SP, presos grampeados indicaram em conversas telefônicas que não atacariam alvos do PT.
Dirigentes do PT já foram acusados de ligação a perueiros e empresas controladas pelo PCC para lavagem de dinheiro e contratos públicos.
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Nada a declarar.
A ânsia de vômito me impede de fazer qualquer comentário.
Já basta ficar emputiferado.
Deixo as apreciações por conta de vocês, nossos conscientes e bem informados leitores.