Na edição de hoje do JBF, o leitor João Francisco fez uma postagem na seção de correspondencia dizendo que já está sentindo o frio na sua cidade, a bela e desenvolvida Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Recomendo ao fubânico João Francisco que procure as Casas Pernambucanas.
Hoje é o dia em que a Mãe de Calor-de-Figo limpa os dentes com uma escova fabricada com os pentelhos da sogra de Belzebu, a madrasta de Caralho-de-Asas come bimba de gato frita em sebo de bode, a nêga Espanta-Cacete amarra o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido, a madrasta de Cavalo-do-Cão come barro e caga tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso, a cabôca Traça-Pica faz careta pra Tranca-Rua em cima de um pinico de loiça, a enfezada Catraia Sibita lava a priquita com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo e a irmã de Pancanha cata chatos na barba do cabôco Papa-Cu.
É dia de ter muito cuidado, assim feito quem procura pinico com os pés no escuro.
Quem lê, gosta, aprecia e divulga o Jornal da Besta Fubana está a salvo, será feliz, terá um dia excelente e um futuro cheio de boas coisas.
Assim como excelente terá este final de semana e todo ao resto deste ano de 2025.
Já os farrapos humanos que poluem os ares do mundo, preparem os furicos: o moleque Bimba-de-Alavanca tá pronto pra fazer sua parte.
Ele já está de pajaraca armada pra enrabar tudo quanto é idiota e tabacudo deste mundo cheio de gente encrenqueira.
E fiquem de pregas preparadas os componentes de uma lista que está aqui comigo. Uma lista formada um monte de almas sebosas que fedem que só a peste.
Serão devidamente enrabados pelo moleque Bimba-de-Alavanca e ficarão todos de furicos afolosados.
E, pra fechar a postagem com chave de ouro, peço ajuda ao meu querido amigo e conterrâneo de Palmares, o catimbozeiro Sikêra Júnior, uma das maiores audiências do Brasil, pra dar um descarrego da pesada nesta sexta-feira da gôta serena, da bobônica preta, do caralho-a-quatro, do priquito apimentado, do estopor calango, da bixiga lixa e da febre do rato.
Hoje é a primeira sexta-feira deste mês de junho de 2025.
A chuva deu uma trégua aqui no Recife e o dia amanheceu ensolarado.
Tomara que o tempo não mude e teremos um belo final de semana.
Chupicleide, secretária de redação, está ansiosa pra cair na gandaia e tomar umas e outras na beira da praia.
Ô sujetinha inxirida que só a peste!
Isso graças à generosidade dos nossos leitores, que ajudam a pagar as cachaças que ela toma e também a manter essa gazeta escrota avuando pelos ares.
Ela manda um xêro especial para os fubânicos Violante Pimentel, Fernando Gehr, João Esmeraldo de Souza, Maria Alice Lacerda, Luciana Ricci, Mariano Conti e Arnaldo do Couto, que garantiram a farra da nossa secretária com doações feitas nos últimos dias.
E também um caloroso abraço para todos que acessam o JBF, mantendo em alta as nossas estatísticas nas 24 horas do dia.
Gratíssimo a todos do fundo do coração, meus queridos amigos!!!
E para embelezar a nossa sexta-feira, fecho a postagem com Louis Armstrong interpretando a belíssima canção “What a Wonderful World” (Que mundo maravilhoso).
Este maravilhoso mundo da comunidade fuânica!!!
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Que Mundo Maravilhoso
Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também Eu as vejo florescer para mim e para você E penso comigo: Que mundo maravilhoso
Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris, tão bonitas no céu Estão também nos rostos das pessoas que passam Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: Como vai você? Eles realmente dizem: Eu te amo!
Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber E eu penso comigo: Que mundo maravilhoso Sim, eu penso comigo: Que mundo maravilhoso
Futucando aqui nos meus arquivos, encontrei um poema que escrevi nos anos 70, quando era professor de Matemática.
Não sou poeta, minha área é a prosa.
Mas perpetrei esse desmantelo.
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CIRCUNQUADRATURAÇÃO – Luiz Berto
um quadrado encontrou um dia (como nos contos) uma linda circunferência sobre um mesmo plano.
e era tal sua linha que o quadrado inibiu-se e desandou; mas vendo que ela lhe dava uma corda quis demonstrar sua potência e chamou-a à sua área:
– eu sou o quadrado: simétrico, perfeito, acabado e por ti posso ser dois (e até quatro) se me quiseres triangular.
– ah! suspirou ela, não da pé: nossas formas não se assemelham.
– pois sim, voltava o quadrado, os extemos se completam, os opostos formam um todo, os paradoxos são uma constante no universo e, bem sabes, até as paralelas se encontram no infinito.
e decompõe-se a circunferência em lágrimas redondas e ovais, tal a força do falar do quadrado.
– pois bem…
e antes que completasse, seu olhar de aquiescência excitou o Don Juan já subtraído de qualquer raciocínio, matematicamente excitado.
– … vem, dizia ela, e elevarei teu membro à potencia máxima, e assim o colocarei entre parênteses para reduzi-lo a zero no emaranhado das minhas cordas, arcos e tangentes.
foi tal e tanta a paixão do quadrado que se viu com a diagonal em fúria numa tentativa heróica de extravasar o débil limite do vértice.
– atravessa-me com tua diagonal…
a voz rouca da circunferência era geometricamente tentadora:
– sim, atravessa-me com tua diagonal, pois meu diâmetro e ela são congruentes.
engano: congruentes sim, porém o comprimento dela e o lado dele.
e vendo ele que o comprimento deitado sobre o diâmetro concebeu um filho (que ela chamou de Pi) berrou-lhe na redonda cara:
– hermafrodita!
e a circunferência, vendo que seu jogo fora descoberto, que sua tentativa de arranjar um pai para o monstrinho ia de agua baixo, suspirou chorosa:
– pois se a ordem dos fatores não altera o produto, pouco importa que seja meu comprimento ou tua diagonal o pai deste irracional que, ao contrario das outras crianças, nasce, cresce e não morre.
mas o quadrado enganado, esverdeado, cobriu a quadratura do rosto e se bipartiu e depois se decompôs em oito triângulos equiláteros
e assim foi seguidamente ate que lá no infinito só restassem os seus pontos.
Esta gazeta escrota fecha o mês de maio com tudo em ordem e em dia.
O competente técnico Bartolomeu Silva, cuja empresa nos dá assistência técnica, já recebeu seu pagamento.
E Chupicleide, secretária de redação, está relinchando de alegria com o salário depositado em sua conta.
A safadinha disse que hoje vai encher a cara no final do expediente.
Isso só pra me fazer inveja, que estou há anos em abstinência compulsória!
– Um xêro pra todos vocês, meus queridos!
Gratíssimo pelas generosas doações feitas nos últimos dias pelos leitores desta gazeta escrota.
Um grande abraço para os fubânicos Áurea Regina, Maria de Fátima Pereira, Nezilma Batista, João Matias dos Reis, Rubens Lucena, Joana Santigo, Arnaldo Duque Farias, Marluce Quintas e Vanderlei Zanetti.
Um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!!!
E para embelezar a nossa sexta-feira, vamos fechar a postagem com a valsa Contos dos Bosques de Viena, uma comovente homenagem de Johann Strauss II à sua belíssima cidade natal.
Meu querido amigo José Paulo Cavalcanti, Imortal da Academia Brasileira de Letras e colunista deste JBF, deu uma entrevista ao jornalista pernambucano João Alberto, publicada ontem.
Tem várias revelações curiosas e interessantes.
Para ler na íntegra, clique na imagem abaixo, que é ilustrativa da matéria.