Arquivo mensais:julho 2026
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
ALEXANDRE GARCIA
CUBANOS LIDERAM PEDIDOS DE ASILO NO BRASIL

Lixo em rua de Havana, capital de Cuba: cubanos deixam o país aos montes, e lideram pedidos de asilo no Brasil
Eu lembro muito bem do tempo em que a propaganda de esquerda no Brasil anunciava que o regime cubano era muito mais eficiente que o brasileiro, porque Cuba estava em situação muito melhor que o Brasil. Infelizmente e ironicamente, eu fui testemunha disso. Lembro que houve um tempo, antes de Fidel Castro, em que Cuba era a pérola do Caribe, com grande produção de açúcar e de charutos, mas principalmente como destino turístico que atraía gente do mundo inteiro, com cassinos elegantíssimos, orquestras fabulosas e grandes hotéis. Hoje está tudo em ruínas, parece um museu a céu aberto. Até os novos hotéis estão sentindo a atual situação.
Sob o regime de Fidel Castro, Cuba foi levando, com o dinheiro da União Soviética. Mas, quando a URSS acabou e a Rússia estava com outros problemas, o benfeitor se tornou o regime venezuelano, de Hugo Chávez e, depois, Nicolás Maduro, com petróleo de graça em troca de domínio político na Venezuela. Só que agora os bolivarianos não estão mais lá para ajudar. Nem mesmo o México, com presidente de esquerda, consegue fazer algo, porque Donald Trump disse que eles têm de escolher entre o comércio com os Estados Unidos ou com Cuba.
Então, Cuba está nas últimas. Eu lembro do tempo em que brasileiros de esquerda iam lá para fazer a colheita de cana, ajudar a revolução. Hoje é o contrário: os cubanos estão fugindo, para o Brasil e para outros países melhores. A Flórida, por exemplo, está cheia de cubanos: o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, é filho de cubanos. Eles vão para outros países, de preferência de língua espanhola, mas muitos escolhem o Brasil, tanto que eles lideram os pedidos de asilo por aqui. No primeiro semestre deste ano, de cada dez solicitações, seis eram de cubanos: 59,3%, ou 20.372 de um total de 34.346 pedidos. Em segundo lugar, muito atrás, vêm os venezuelanos; em terceiro, os da República Democrática do Congo. No ano passado inteiro, foram 41.919 pedidos só de cubanos, ou 55% do total.
Isso nos ajuda a ver o que aconteceu com a ditadura que o Brasil tentou ajudar naquele programa Mais Médicos, que não passava de venda de mão de obra escrava: os médicos ficavam com uma parte pequena do salário, o resto ia para o governo. E não foi só isso: o Brasil botou dinheiro no Porto de Mariel, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – reparem no nome: se é “nacional”, é para o Brasil. O dinheiro que deveria ter sido aplicado para o desenvolvimento social no Brasil foi parar em Cuba, no Porto de Mariel, que está sendo sancionado agora pelo governo americano.
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Imprudência mata quase 35 motociclistas todos os dias no Brasil
Imaginem só se eu dissesse que apenas hoje provavelmente morrerão 35 motociclistas ou motoqueiros no Brasil. Pois estamos chegando, sim, a essa média diária de mortes. O jornalismo diz que a causa é o aumento da frota, mas não. A frota está crescendo mesmo, chegando a quase 40 milhões, mas a verdadeira causa é a imprudência e a falta de conhecimento sobre como pilotar uma moto. Um veículo de duas rodas depende da força centrífuga dos pneus, que vai tender a mudar a rota; depende da inércia, se a moto para, se não para, se sai da trajetória ou não; e depende da gravidade, que é o equilíbrio. O motociclista precisa ter, no mínimo, a noção dessas leis físicas.
Mas não basta. Ele também não pode ter a imprudência de desrespeitar as regras de trânsito: passar pela direita, não ocupar o lugar de um carro, enfiar-se em qualquer lugar. Isso acaba gerando esse trágico número diário. A cada dia, quase 35 pessoas, iguais a todos nós, morrem no trânsito pilotando uma moto. Ela não tem a proteção que o carro oferece, não tem cinto de segurança, na moto o para-choque é a cabeça do condutor.
DEU NO X
SHOW XOTA
DEU NO JORNAL
BUZINANDO PELOS ARES: BI, BI, BI
O pagador de impostos bancou mais de R$ 1 bilhão em viagens para o governo Lula (PT), este ano.
Dados do Portal da Transparência confirmam que a administração petista já gastou R$ 1.037.740.148,15 com “deslocamentos” de ocupantes de cargos de confiança entre 1º de janeiro e 23 de julho deste ano.
Com isso, o atual governo conseguiu gastar mais de R$ 1 bilhão com um mês de antecedência, em relação a 2025.
A conta não inclui as viagens extravagantes do casal Lula/Janja.
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A nota aí de cima termina chamando de “extravagantes” as viagens do casal esbanjanjador.
De fato, uma extravagência tipicamente luleira.
E essa extravagância é paga pelo contribuinte brasileiro.
Esse é o tipo de despesa que deveria sair do bolso apenas de quem fez o L.
É da lascar!!!!
JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE
CAUSO HOJE CHOVE
DEU NO JORNAL
O PAI DOS RICOS
DEU NO JORNAL
BATE-BOCA NÃO PODE FAZER RELAÇÃO BILATERAL DESCARRILAR
Editorial Gazeta do Povo

Javier Milei chamou Lula de “ladrão” e “presidiário” durante convenção do PL, em São Paulo
Os governos de Argentina e Brasil se entregaram a uma troca de insultos nos últimos dias. O presidente argentino, Javier Milei, esteve no Brasil para participar da convenção do PL que lançou oficialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto; no evento, chamou Lula de “ladrão” e “presidiário”, em referência ao tempo que o petista passou preso após ser condenado na Lava Jato – as condenações e todos os processos seriam depois anulados pelo Supremo Tribunal Federal. Dois dias depois, o presidente Lula ironizou Milei, respondendo com um “quem é esse cara?” à pergunta de um jornalista, deixando os xingamentos para seus ministros: Dario Durigan, da Fazenda, chamou o argentino de “palhaço”, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, disse que Milei era uma “caricatura patética” e “puxa-saco de [Donald] Trump”.
A choradeira petista sobre “interferência estrangeira” no próximo pleito presidencial é hipocrisia pura, pois Lula e seu partido são veteranos em demonstrações de apoio a camaradas ideológicos em disputas presidenciais no continente americano – em vários casos, os episódios ocorreram quando Lula era o chefe de Estado brasileiro. No caso argentino, o apoio foi muito além de simples declarações ou vídeos gravados: em 2023, Lula, que já estava de volta à Presidência, enviou seu ex-marqueteiro (e hoje ministro) Sidônio Palmeira à Argentina, com uma equipe de publicitários, para colaborar na campanha do socialista Sergio Massa; além disso, deu uma forcinha para que a Argentina conseguisse um empréstimo muito conveniente no Banco de Desenvolvimento da América Latina, mesmo já tendo estourado seu limite de crédito.
Nada disso funcionou: Massa acabaria derrotado por Milei no segundo turno. Ainda assim, esse tipo de ajuda (e marqueteiros brasileiros não foram emprestados por Lula apenas aos socialistas argentinos, mas também aos venezuelanos) configura “interferência estrangeira” de forma muito mais acintosa que declarações de apoio ou xingamentos – mesmo neste campo, aliás, o petista supera seu homólogo argentino com folga, como quando, em 2024, afirmou que uma vitória de Trump seria “o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”.
Quando os adultos entraram em campo, no entanto, o resultado foi bem diferente. O Itamaraty chamou a Brasília o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Júlio Bitelli, e convocou Daniel Raimondi, embaixador argentino no Brasil – o procedimento diplomático padrão quando um país julga necessário transmitir sua contrariedade em relação a ações de outro país ou de seus governantes. E a contrariedade em relação às falas de Milei de fato se justifica, pois, como diz a nota do ministério, “não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado”. Mas, por outro lado, segundo informações de bastidores, a chancelaria brasileira também deu um puxão de orelha em Durigan e Boulos. O ministro argentino de Relações Exteriores, Pablo Quirno, por sua vez, afirmou que “a Argentina não eleva nem elevou este tema ao nível institucional”, que “separamos o caminho político e ideológico do caminho institucional”, e que “não há nenhuma chance de que isso [um rompimento] ocorra do nosso lado”.
Na mesma nota, o Itamaraty afirmou que a Argentina é “um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, e o chanceler argentino seguiu a mesma linha ao afirmar que “temos a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina” e que as rusgas entre Lula e Milei não impediram que ambos os países assinassem o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O mesmo, aliás, ocorreu quando os sinais estavam trocados: com Jair Bolsonaro no Planalto e Alberto Fernández na Casa Rosada, também houve estremecimento e insultos, mas as relações comerciais se mantiveram como se nada estivesse acontecendo entre os mandatários.
Presidentes passam, mas os países (e as relações entre eles) ficam – os diplomatas de ambos os lados parecem perceber isso, e talvez seja demais esperar o mesmo dos políticos, especialmente em época eleitoral. Brasil e Argentina já tiveram momentos de tensão muito maior, como na década de 1970, devido aos programas nucleares de ambos os países, com desconfiança mútua a respeito de possíveis intenções de fabricar armas atômicas. Com a redemocratização dos dois lados da fronteira (e um empurrão norte-americano), o impasse foi superado. O destempero verbal de presidentes e ministros também tem tudo para sê-lo.
BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS
“PERSONA NON GRATA”
MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS
O ÓBOLO DA VERECÚNDIA OU QUANDO A ESMOLA VIRA MÉTODO E A POBREZA VIRA POLÍTICA DE ESTADO
Houve um tempo em que o óbolo era gesto. Pontual. Emergencial. Humano. Dava-se porque alguém caíra — e a queda não definia a pessoa. Hoje, o óbolo foi institucionalizado, burocratizado, estetizado e rebatizado. Recebeu logotipo, slogan, campanha publicitária e blindagem moral. Tornou-se política permanente — não para extinguir a miséria, mas para administrá-la. Chamam isso de cuidado social. Eu chamo de verecúndia travestida de virtude.
A esmola que exige silêncio
O novo óbolo não pede gratidão explícita — pede submissão simbólica. Não exige trabalho — exige adesão narrativa. Não emancipa — fixa. Qualquer tentativa de crítica é imediatamente classificada como crueldade. Questionar o método vira ataque aos pobres. Criticar o sistema vira crime moral. A discussão é interditada antes mesmo de começar. E assim se constrói o dogma supremo: “Não toque no óbolo”. Mas tocar é necessário. Porque há algo profundamente errado quando uma política pública deixa de ser ponte e passa a ser destino.
A pobreza como ativo político
O verdadeiro escândalo não é ajudar quem precisa. O escândalo é precisar que ele continue precisando. Uma política social honesta trabalha para diminuir a si mesma. A política do óbolo moderno trabalha para expandir-se, justificar-se, perpetuar-se. Ela cria dependência e a chama de inclusão. Cria estagnação e a chama de proteção. Cria silêncio e o chama de dignidade. O pobre deixa de ser cidadão em trânsito e passa a ser personagem fixo. Um número útil. Um argumento ambulante. Um voto encapsulado.
O trabalho como elemento incômodo
Nada incomoda mais a lógica do óbolo permanente do que o trabalho real. Trabalho exige formação. Formação exige tempo. Tempo exige planejamento. Planejamento exige governo. É muito mais simples distribuir renda do que produzir capacidade. Muito mais fácil pagar do que educar de verdade. Muito mais conveniente manter do que transformar. O resultado? Uma sociedade onde produzir virou exceção heroica e depender virou normalidade moral. E quem ousa apontar isso é acusado de elitismo — como se exigir autonomia fosse opressão.
A estética da boa consciência
O óbolo moderno não quer resolver o problema. Quer parecer bom. Ele se alimenta da imagem: fotos, discursos, números soltos e manchetes emocionais. É uma política fotogênica, não eficaz. Uma política que funciona melhor em palanque do que na vida concreta. Enquanto isso, o país afunda em informalidade, desalento, improdutividade e um cinismo coletivo onde todos fingem não perceber o óbvio: algo saiu do eixo.
O insulto final
Talvez o insulto mais cruel dessa engenharia moral seja este: ela trata o pobre como incapaz de crescer. Em nome da proteção, nega a potência; em nome da ajuda, retira o horizonte; em nome da dignidade, normaliza a dependência. Isso não é compaixão. É paternalismo com orçamento.
Epílogo: o que deveria ser
Auxílio deveria ser: temporário, exigente, formativo e orientado para saída. Não um colchão eterno onde o Estado se deita confortável, enquanto a sociedade paga a conta e finge não ver o abismo se abrindo.
A verdadeira política social não distribui óbolos. Ela cria chão. E quem confunde crítica com crueldade já perdeu o debate porque prefere a própria virtude performática à emancipação real de quem diz defender. Nós não cuspimos slogans; nós desmontamos mecanismos. E este, meus caros, está apodrecendo à vista de todos.
PENINHA - DICA MUSICAL
