DEU NO X

DEU NO JORNAL

BUZINANDO PELOS ARES: BI, BI, BI

O pagador de impostos bancou mais de R$ 1 bilhão em viagens para o governo Lula (PT), este ano.

Dados do Portal da Transparência confirmam que a administração petista já gastou R$ 1.037.740.148,15 com “deslocamentos” de ocupantes de cargos de confiança entre 1º de janeiro e 23 de julho deste ano.

Com isso, o atual governo conseguiu gastar mais de R$ 1 bilhão com um mês de antecedência, em relação a 2025.

A conta não inclui as viagens extravagantes do casal Lula/Janja.

* * *

A nota aí de cima termina chamando de “extravagantes” as viagens do casal esbanjanjador.

De fato, uma extravagência tipicamente luleira.

E essa extravagância é paga pelo contribuinte brasileiro.

Esse é o tipo de despesa que deveria sair do bolso apenas de quem fez o L.

É da lascar!!!!

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO JORNAL

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BATE-BOCA NÃO PODE FAZER RELAÇÃO BILATERAL DESCARRILAR

Editorial Gazeta do Povo

editorial milei lula

Javier Milei chamou Lula de “ladrão” e “presidiário” durante convenção do PL, em São Paulo

Os governos de Argentina e Brasil se entregaram a uma troca de insultos nos últimos dias. O presidente argentino, Javier Milei, esteve no Brasil para participar da convenção do PL que lançou oficialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto; no evento, chamou Lula de “ladrão” e “presidiário”, em referência ao tempo que o petista passou preso após ser condenado na Lava Jato – as condenações e todos os processos seriam depois anulados pelo Supremo Tribunal Federal. Dois dias depois, o presidente Lula ironizou Milei, respondendo com um “quem é esse cara?” à pergunta de um jornalista, deixando os xingamentos para seus ministros: Dario Durigan, da Fazenda, chamou o argentino de “palhaço”, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, disse que Milei era uma “caricatura patética” e “puxa-saco de [Donald] Trump”.

A choradeira petista sobre “interferência estrangeira” no próximo pleito presidencial é hipocrisia pura, pois Lula e seu partido são veteranos em demonstrações de apoio a camaradas ideológicos em disputas presidenciais no continente americano – em vários casos, os episódios ocorreram quando Lula era o chefe de Estado brasileiro. No caso argentino, o apoio foi muito além de simples declarações ou vídeos gravados: em 2023, Lula, que já estava de volta à Presidência, enviou seu ex-marqueteiro (e hoje ministro) Sidônio Palmeira à Argentina, com uma equipe de publicitários, para colaborar na campanha do socialista Sergio Massa; além disso, deu uma forcinha para que a Argentina conseguisse um empréstimo muito conveniente no Banco de Desenvolvimento da América Latina, mesmo já tendo estourado seu limite de crédito.

Nada disso funcionou: Massa acabaria derrotado por Milei no segundo turno. Ainda assim, esse tipo de ajuda (e marqueteiros brasileiros não foram emprestados por Lula apenas aos socialistas argentinos, mas também aos venezuelanos) configura “interferência estrangeira” de forma muito mais acintosa que declarações de apoio ou xingamentos – mesmo neste campo, aliás, o petista supera seu homólogo argentino com folga, como quando, em 2024, afirmou que uma vitória de Trump seria “o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”.

Quando os adultos entraram em campo, no entanto, o resultado foi bem diferente. O Itamaraty chamou a Brasília o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Júlio Bitelli, e convocou Daniel Raimondi, embaixador argentino no Brasil – o procedimento diplomático padrão quando um país julga necessário transmitir sua contrariedade em relação a ações de outro país ou de seus governantes. E a contrariedade em relação às falas de Milei de fato se justifica, pois, como diz a nota do ministério, “não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado”. Mas, por outro lado, segundo informações de bastidores, a chancelaria brasileira também deu um puxão de orelha em Durigan e Boulos. O ministro argentino de Relações Exteriores, Pablo Quirno, por sua vez, afirmou que “a Argentina não eleva nem elevou este tema ao nível institucional”, que “separamos o caminho político e ideológico do caminho institucional”, e que “não há nenhuma chance de que isso [um rompimento] ocorra do nosso lado”.

Na mesma nota, o Itamaraty afirmou que a Argentina é “um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, e o chanceler argentino seguiu a mesma linha ao afirmar que “temos a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina” e que as rusgas entre Lula e Milei não impediram que ambos os países assinassem o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O mesmo, aliás, ocorreu quando os sinais estavam trocados: com Jair Bolsonaro no Planalto e Alberto Fernández na Casa Rosada, também houve estremecimento e insultos, mas as relações comerciais se mantiveram como se nada estivesse acontecendo entre os mandatários.

Presidentes passam, mas os países (e as relações entre eles) ficam – os diplomatas de ambos os lados parecem perceber isso, e talvez seja demais esperar o mesmo dos políticos, especialmente em época eleitoral. Brasil e Argentina já tiveram momentos de tensão muito maior, como na década de 1970, devido aos programas nucleares de ambos os países, com desconfiança mútua a respeito de possíveis intenções de fabricar armas atômicas. Com a redemocratização dos dois lados da fronteira (e um empurrão norte-americano), o impasse foi superado. O destempero verbal de presidentes e ministros também tem tudo para sê-lo.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

O ÓBOLO DA VERECÚNDIA OU QUANDO A ESMOLA VIRA MÉTODO E A POBREZA VIRA POLÍTICA DE ESTADO

Houve um tempo em que o óbolo era gesto. Pontual. Emergencial. Humano. Dava-se porque alguém caíra — e a queda não definia a pessoa. Hoje, o óbolo foi institucionalizado, burocratizado, estetizado e rebatizado. Recebeu logotipo, slogan, campanha publicitária e blindagem moral. Tornou-se política permanente — não para extinguir a miséria, mas para administrá-la. Chamam isso de cuidado social. Eu chamo de verecúndia travestida de virtude.

A esmola que exige silêncio

O novo óbolo não pede gratidão explícita — pede submissão simbólica. Não exige trabalho — exige adesão narrativa. Não emancipa — fixa. Qualquer tentativa de crítica é imediatamente classificada como crueldade. Questionar o método vira ataque aos pobres. Criticar o sistema vira crime moral. A discussão é interditada antes mesmo de começar. E assim se constrói o dogma supremo: “Não toque no óbolo”. Mas tocar é necessário. Porque há algo profundamente errado quando uma política pública deixa de ser ponte e passa a ser destino.

A pobreza como ativo político

O verdadeiro escândalo não é ajudar quem precisa. O escândalo é precisar que ele continue precisando. Uma política social honesta trabalha para diminuir a si mesma. A política do óbolo moderno trabalha para expandir-se, justificar-se, perpetuar-se. Ela cria dependência e a chama de inclusão. Cria estagnação e a chama de proteção. Cria silêncio e o chama de dignidade. O pobre deixa de ser cidadão em trânsito e passa a ser personagem fixo. Um número útil. Um argumento ambulante. Um voto encapsulado.

O trabalho como elemento incômodo

Nada incomoda mais a lógica do óbolo permanente do que o trabalho real. Trabalho exige formação. Formação exige tempo. Tempo exige planejamento. Planejamento exige governo. É muito mais simples distribuir renda do que produzir capacidade. Muito mais fácil pagar do que educar de verdade. Muito mais conveniente manter do que transformar. O resultado? Uma sociedade onde produzir virou exceção heroica e depender virou normalidade moral. E quem ousa apontar isso é acusado de elitismo — como se exigir autonomia fosse opressão.

A estética da boa consciência

O óbolo moderno não quer resolver o problema. Quer parecer bom. Ele se alimenta da imagem: fotos, discursos, números soltos e manchetes emocionais. É uma política fotogênica, não eficaz. Uma política que funciona melhor em palanque do que na vida concreta. Enquanto isso, o país afunda em informalidade, desalento, improdutividade e um cinismo coletivo onde todos fingem não perceber o óbvio: algo saiu do eixo.

O insulto final

Talvez o insulto mais cruel dessa engenharia moral seja este: ela trata o pobre como incapaz de crescer. Em nome da proteção, nega a potência; em nome da ajuda, retira o horizonte; em nome da dignidade, normaliza a dependência. Isso não é compaixão. É paternalismo com orçamento.

Epílogo: o que deveria ser

Auxílio deveria ser: temporário, exigente, formativo e orientado para saída. Não um colchão eterno onde o Estado se deita confortável, enquanto a sociedade paga a conta e finge não ver o abismo se abrindo.

A verdadeira política social não distribui óbolos. Ela cria chão. E quem confunde crítica com crueldade já perdeu o debate porque prefere a própria virtude performática à emancipação real de quem diz defender. Nós não cuspimos slogans; nós desmontamos mecanismos. E este, meus caros, está apodrecendo à vista de todos.

PENINHA - DICA MUSICAL

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