Bom dia, nobres confrades!
Falem o que quiser.
O carrinho de supermercado, a geladeira e a bomba de gasolina não mentem.
Esse nosso país tá lascado mesmo!!!

“Noite das Astronautas” bancada por Vorcaro em Nova York teria custado quase R$ 4 milhões
Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, está agora contando bastidores da política brasileira – ele deve conhecer bem esses caminhos, porque já andou metido nisso, foi condenado, esperneou bastante. Agora está lá, gravando, e prestando um serviço porque está chamando a atenção para certas coisas. Ele disse que houve um bacanal – o termo é esse mesmo; não sei se Garotinho falou em “bacanal”, mas o que ele descreve é exatamente isso, com eslavas nuas. Vejam a ironia, porque “eslavo” é o que originou o inglês slave, “escravo”; alguns povos pegavam os eslavos como escravos, e agora pegam essas “escravas brancas” que vêm lá do Leste Europeu. Elas estavam nuas, segundo o Garotinho, só com capacete de astronauta. E os convidados dessa festinha? Autoridades dos três poderes, deputados, senadores, ministros…
Segundo Malu Gaspar, a “noite das astronautas” aconteceu na suíte presidencial de um hotel em Nova York e custou quase R$ 4 milhões, pagos por Daniel Vorcaro, esse grande anfitrião – ou poderíamos chamar de “cafetão”? A história da festa já era conhecida; a novidade é que Garotinho afirma que há um vídeo, que ele tem esse vídeo, e que já está nas redes sociais. Eu fico imaginando a situação das mulheres desses homens que lá estavam, mas especialmente nos filhos, que, quando virem isso, passarão a conhecer os pais.
Isso foi para o Tribunal de Contas da União (TCU), que não encontrou nenhum dinheiro público bancando isso e, portanto, não podia fazer nada. Mas a Constituição diz, no artigo 37, que o serviço público nos seus três níveis (municipal, estadual e federal) e nos três poderes (Legislativo, Executivo, Judiciário) tem de obedecer ao princípio da moralidade; qualquer pessoa que contrarie esse princípio está violando a Constituição e, teoricamente, teria de deixar o serviço público, seja o cargo eletivo ou não.
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Vereador do PT preso pediu afastamento para escândalo não respingar no partido?
O vereador Senival Moura, de São Paulo, que estava no sexto mandato e é presidente da Comissão de Transportes da Câmara, está preso, por suspeita de ligação com o PCC, usando uma empresa de ônibus chamada Transunião; há acusações de homicídio de um ex-diretor da Transunião, tudo com o PCC no meio. Agora, ele pediu afastamento do PT. Decerto alguém lhe disse que vai prejudicar o Lula na eleição, vão pensar que o PT tem ligação com isso, já que ele estava tendo um “diálogo cabuloso”, como disse uma vez um preso do PCC que foi grampeado, lá em 2019: “Os caras [o governo Bolsonaro] tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. (…) Pra você ver, o PT com nóis tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nóis cabuloso, mano”, dizia o detento.
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Governo é rápido para desalojar produtor rural, mas garimpo ilegal do CV funciona por anos
Por que o governo federal se ocupa tanto em expulsar de suas terras plantadores de cacau, de milho, criadores de gado suíno e gado bovino no Pará? São famílias inteiras, e dá uma pena enorme, porque queimam as máquinas, o gado some, às vezes há agressões, até já houve um revide. E só agora – o Fantástico mostrou domingo – descobriram o Comando Vermelho praticando garimpo (algo que o pessoal da Amazônia já sabia) em uma extensa área da nação Nhambiquara, na terra dos Sararé, no oeste do Mato Grosso. É um ouro que sai ilegalmente do país, e em troca entram armas bem modernas e drogas. Uma extensa área foi destruída; a polícia chegou de surpresa e encontrou lá 153 quilos de ouro, 4 toneladas de explosivos (usados para abrir caminho), 31 escavadeiras e 800 bombas hidráulicas. Foram presas 32 pessoas.
Mas tudo isso só aconteceu depois de três anos de funcionamento desse garimpo. E não é só Comando Vermelho; o PCC também está na Amazônia. E o governo, hipócrita, vem falar em “soberania”. É mais fácil retirar o trabalhador que vem do Ceará, do Piauí, do Maranhão, para produzir e ocupar. Território desocupado não é exatamente nacionalizado.
O Ministério das Relações Exteriores solta a conta gotas os gastos de Lula durante vergonhosa participação na reunião do G7, grupo das sete maiores economias ocidentais, como convidado e que nada rendeu além de fotos com acenos para o vazio.
A coluna acompanha as faturas do período em que, mais uma vez, Lula não se constrangeu e esbanjou o quanto deu. Só com intérprete para o orgulhoso monoglota petista, o esfolado brasileiro vai se virar para pagar a conta de R$ 41.979,46.
A hospedagem da equipe que prepara a chegada do presidente também custou uma fortuna: R$ 112,9 mil. Não inclui a de Lula, sempre mais cara.
A coluna antecipou o valor do aluguel das luxuosas limosines para carregar Lula para cima e para baixo: mais R$ 480 mil na nossa conta.
Também bancamos R$ 39,1 mil pelo aluguel de duas salas para reunião dos aspones.
Ainda rolou uma diária adicional, mais R$ 3,1 mil.
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Eu chega se engasguei-se-me quando li esse monte de quantias contidas na nota aí de cima.
É dinheiro que só a peste.
E tudo pago pelo contribuinte!
Editorial Gazeta do Povo

Dívida Pública Federal superou R$ 9 trilhões em maio
A Dívida Pública Federal (DPF) superou mais uma marca importante: com um aumento de R$ 234,4 bilhões apenas no mês de maio, agora ela está em R$ 9,033 trilhões, de acordo com dados do Tesouro Nacional divulgados na sexta-feira. Quase 60% da elevação registrada no mês passado se deveu à emissão de novos títulos; o restante correspondeu à incorporação dos juros ao estoque da dívida. No acumulado de 2026, a dívida pública ficou R$ 397,6 bilhões maior – alta de 4,6%. Endividando-se cada vez mais para bancar o “pacote de bondades” que ajude na reeleição de Lula, o governo federal cava um buraco ainda mais fundo e que torna mais difícil o afrouxamento monetário que o petismo vive pedindo, enquanto critica o Banco Central por ser o único que trabalha para proteger o valor da moeda brasileira.
A expansão da dívida pública calculada pelo Tesouro – que não inclui estados, municípios, estatais e os títulos em posse do Banco Central – não deve parar por aí, e uma marca ainda mais relevante deve ser atingida ainda em 2026, pois o Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que, no fim do ano, o estoque da dívida esteja entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. E, embora o relatório do Tesouro não mencione outro indicador importante, a dívida pública como porcentagem do Produto Interno Bruto, um outro relatório, da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado, não permite otimismo a esse respeito.
O Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) publicado na semana passada trata, entre outros assuntos, da evolução da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que, ao contrário da DPF, também inclui estados, municípios e Previdência. A DBGG fechou abril em 80,1% do PIB, deve terminar o ano em 82,5%, chegar a 102% em 2032, e subir até 115% do PIB daqui a uma década, em 2036 – recorde-se que Lula subiu a rampa do Planalto, em janeiro de 2023, com uma DBGG de 71,7% do PIB, a menor porcentagem desde a recessão lulodilmista de 2015-16. “Trata-se de um nível de endividamento extremamente elevado para uma economia emergente”, diz o relatório, referindo-se às projeções; de fato, dívidas acima de 100% do PIB são típicas de países ricos, que têm mais facilidade em rolar suas dívidas e são mais confiáveis, podendo oferecer juros menores aos investidores – um perfil bastante diferente do brasileiro.
As projeções da IFI para a dívida pública já foram até piores que as publicadas na semana passada, mas continuam extremamente alarmantes. Até existe um cenário otimista no qual a DBGG se estabiliza, subindo até 85,8% em 2028 para passar a cair muito lentamente e terminar 2036 em 79,4% do PIB. Mas a concretização desse cenário exigiria um verdadeiro milagre: “um superávit primário do setor público consolidado de 2,1% do PIB ao ano para estabilizar a dívida (com crescimento real médio da economia de 2,3% e juros reais implícitos de 5,0% a.a.)”. Os juros reais, hoje, estão na casa dos 9%; o país não deve crescer mais de 2% ao ano mesmo com os estímulos governamentais para superaquecer a atividade; e superávits primários são uma impossibilidade com um governo gastador como o petista – e talvez continuem sendo inalcançáveis mesmo se Lula for substituído por um sucessor fiscalmente responsável, tantas são as despesas que estão sendo contratadas para o futuro.
Na ata de sua última reunião, o Copom mencionou explicitamente a gastança petista, ainda que não com essas palavras, ao elencar os “estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial” entre os riscos de alta para a inflação. Governos incapazes de manter as contas em ordem são forçados a pagar juros maiores para convencer os investidores, o que por sua vez eleva a pressão sobre a dívida pública. A gastança cria uma espiral da qual fica mais e mais difícil de escapar.