O vulcão prestes a entrar em erupção, no Brasil, chama-se Daniel Vorcaro. Num país sério, o poder de destruição de suas trocas de mensagens com autoridades máxima do país, já teria feito algumas cabeças rolar, mas no nosso caso, não é bem assim. Todos os citados nas trocas de mensagens com Vorcaro, continuam com seus trabalhos, com suas poses de intocáveis e de marco da honestidade humana.
Em meio ao turbilhão provocado pela falta de dignidade, pela falta de caráter, de diversos membros da política nacional, a mídia divulgou uma relação de pessoas que receberam recursos de Vorcaro, a título de pagamento de honorários. O interessante é que ao longo tempo, a medida que as denúncias contra ele ganhavam contornos sérios, os gastos com bancas de advogados cresciam verticalmente. Em meio a tudo isso, a gente lembra da hombridade de Lewandowski ao afirmar que seu escritório recebeu R$ 5 milhões do banco Master, mas ele já havia saído do quadro societário. O cara era ministro do STF e passou a ser ministro da justiça do governo. Pense um pouco e veja o quanto é válido essa declaração dele, principalmente, quando se sabe, agora, que não foram R$ 5 milhões, mas R$ 61 milhões.
Na verdade, para as pessoas coniventes com o governo, não importa se Lewandowski, Temer, a esposa de Alexandre de Morais, o Rueda – que é presidente do União Brasil – , ACM Neto e tantos outros receberam recursos do Master, sabe-se lá para quê! O que importa é que o número do telefone de Niklas Ferreira está na agenda de Vorcaro e tudo isso se deve ao ex-presidente do Banco Central, Campos Neto. Todos sabem que o governo reproduzia como um mantra que o Master era obra de Campos Neto, era uma comprovação de corrupção do governo passado e bastava ver que Tarcísio de Freitas tinha recebido dinheiro do Master.
Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central foi cirúrgico em enterrar essa narrativa isentando de culpa o ex-presidente. Não era isso que o governo esperava e, de modo inconteste o deputado federal Lindbergh Farias passou a atacar, nas redes sociais, Gabriel Galípolo, tecendo-lhe duras críticas por sua opinião isenta de ideologia e reforçada no tecnicismo que o Banco Central deve ter. Como sempre, esse deputado conhecido como “Lindinho” nas planilhas da Odebrecht e investigado por corrupção quando prefeito de Duque de Caxias, não consegue mais discernir mentira e verdade, caráter e a falta dele.
Sempre que a gente pensa num vulcão em erupção, a gente pensa na lava vulcânica queimando tudo ao redor. Se a gente levar em conta o tempo no qual a nossa terra balança ao sabor desse escândalo, essa lava não queimará absolutamente nada. Não é possível que após tantas revelações, Alexandre de Morais continue ditando ordens como se digno fosse de fazer isso. Enigmático foi o recado público dado pelo presidente da república: “não deixe que isso macule sua biografia!”. Alguém entendeu? O presidente está pedindo para Alexandre de Morais renunciar?
Dura lex sed lex, é dito sobre a lei. A lei é dura, mas é lei, no entanto, no Brasil essa máxima pode ser aproximada para algo como “dura lex, sed látex” – a lei é dura, mas estica – porque é sabido que em 2027 o presidente do STF será Alexandre de Morais. Portanto, ele só precisa sobreviver este ano com o apoio dos pares para que, em 2027 ele crie uma couraça de kriptonita em torno dele com capacidade para afastar, até mau-olhado.
Mais uma vez, a esperança recai sobre a capacidade de mudança no congresso nacional, principalmente no Senado. Não é possível ter um presidente canalha como Alcolumbre que, por ter o rabo preso, não é capaz de assumir uma postura condizente com a vontade de parte da população. A esperança é que tenhamos candidatos contrários a este lamaçal como no caso do Paraná onde dois candidatos despontam com chance de eleição.
Infelizmente, a região Nordeste continuará sendo obediente a canalhice atual. Pernambuco, por exemplo, concede 56% dos votos ao atual presidente. Há 25 anos o estado do Piauí é governado pelo PT e tudo que ele representa é algo como 0,5% do PIB nacional. Em 3 anos este estado tomou emprestado quase R$ 20 bilhões e continua na mesa miséria. São Paulo, com empréstimos da ordem de R$ 18 bilhões, no mesmo período, tem feito uma administração de dá inveja.
Eu não sei mais o que dizer para mostrar as pessoas o quanto estamos votando errado. A única explicação que tenho é que corruptos votam em corruptos.




