LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

A PALAVRA DO EDITOR

CHEGOU O MÊS DO SÃO JOÃO!!

Neste bonito sábado, dia 21 de junho, uma especial saudação para os nossos queridos leitores, junto com os votos de um excelente final de semana!

E um agradecimento para os fubânicos que generosamente fazem suas doações, através do Pix bestânico ( pix.jornalbf@gmail.com ), nos ajudando a manter esta gazeta escrota nos ares, com a competente assessoria técnica da empresa Bartolomeu Silva.

Além de pagar o salário da secretária de redação, a inxirida Chupicleide!!!

“Um xêro pra todos vocês, meus queridos!!!”

Estamos no mês de São João e o nordeste já está pegando fogo, com muita animação e alegria.

Artistas e conjuntos de forró pé-de-serra estão com as agendas lotadas.

É antológica a disputa entre as cidades de Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, na disputa do título de “O Melhor São João do Mundo”!!!

E já que falei em Caruaru, denominada a Capital do Forró, vou fechar a postagem com um vídeo excelente, uma obra-prima da música nordestina, a composição A Feira de Caruaru, da autoria de Onildo Almeida.

Uma música que foi gravada nos anos 50 por Luiz Gonzaga.

No vídeo aparecerem vários grandes nomes daqui da Nação Nordestina interpretando esta magnífica canção.

Entre os quais estão meus queridos amigos Santanna,  Irah Caldeira e Maciel Melo.

Um  detalhe especial: no vídeo um dos interprétes é o autor da música, o lendário Onildo Almeida que, em agosto próximo, completará 97 anos de vida bem vivida!

Um detalhe interessante: Onildo Almeida foi entrevistado pelo colunista fubânico Jessier Quirino.

Quem quiser ver esta conversa arretada, basta clicar aqui.

E vamos iluminar e alegrar o nosso sábado!

DEU NO X

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

AS DITADURAS DEMOCRÁTICAS

Antigamente havia reis, e os reis mandavam em tudo. Para manter o povo sob controle, os reis usavam a força e o medo. Funcionava, mas dava muito trabalho. Então um sistema mais eficaz foi inventado, e tem sido constantemente aperfeiçoado. Ele mantém o povo quieto e permite que o governo faça o que quiser sem que o povo reclame. O nome foi emprestado de um sistema que existiu na Grécia antiga: Democracia.

A característica básica da democracia é a existência de políticos e de eleições. As eleições servem para dar ao povo a ilusão de ter algum poder ou algum controle sobre suas vidas, enquanto o verdadeiro poder continua mandando e se fortalecendo ainda mais.

A fórmula mais importante para isso dar certo é dividir os políticos em dois campos opostos. Cada um dos lados passa o tempo garantindo que é o lado certo, que o outro partido é o lado errado, e que só ele é capaz de trazer paz, progresso, prosperidade… (a lista de promessas é longa).

As divergências entre os dois partidos devem parecer profundas para o eleitor, embora possam ser na verdade coisas completamente irrelevantes. Coisas do tipo “qual banheiro cada um deve usar” funcionam bem, e cumprem a missão de levar o eleitorado a uma escolha passional e intransigente de um dos lados. O ser humano se empolga mais facilmente pelo ódio do que pela lógica, e assim os integrantes de ambos os lados verão o “outro” lado como algo a ser atacado e se possível destruído. Ao mesmo tempo, a polarização afaga o ego do eleitor com a certeza de que ele está do lado “certo”, do lado “justo”.

Nesse processo, o eleitor passa a acreditar que os políticos do “seu” lado são necessários e indispensáveis para resolver qualquer problema do universo. Tudo passa a ser uma questão política. O eleitor acredita do fundo do seu coração que sua vida e seu futuro dependem do resultado da próxima eleição.

Quando o sistema é bem implantado, as pessoas se dividem entre os dois grupos de forma mais ou menos igual. O ideal é que as eleições sejam vencidas por um lado e por outro, alternadamente, e por uma diferença pequena. A alternância mantém no lado que perdeu a esperança de ganhar na próxima vez, e não deixa o lado que ganhou ficar muito confiante. Relembrando: a chave é manter os dois lados se odiando mutuamente – derrotar o adversário deve ser uma obsessão na vida do eleitor. Dessa forma, o verdadeiro poder pode fazer o que bem entende: o lado que venceu as últimas eleições apoiará tudo que os “seus” políticos decidiram, e o lado perdedor redobrará sua esperança de que na próxima eleição tudo será revertido.

Existem vários métodos para implantar essa democracia. Manter o controle das escolas, por exemplo, é fundamental. Antes de uma criança chegar à idade de tomar decisões, ela já terá passado vários anos ouvindo que o governo é sempre bom, é sempre necessário, é sempre indispensável e nunca deve ser questionado. Também terá passado por anos de treinamento andando em fila, sendo chamada por um número e fazendo aquilo que mandam sem perguntar porquê. Terá aprendido que pensar igual a todo mundo é bom, e que pensar por si mesma é ruim, porque pode levar a pensar diferente da maioria, o que é péssimo.

Também é importante manter o controle dos candidatos. Para isso, organizam-se Partidos Políticos, cuja função é impedir que pessoas que não atendam os interesses do sistema possam chegar às eleições. Como a vitória nas eleições garante bons salários e muitos privilégios, não faltarão candidatos, ainda que todos eles saibam que a vitória não lhes trará nenhum poder real. O candidato ideal ama os holofotes, tem talento para fazer discursos vazios mas cheios de promessas, e sabe ser leal àqueles que financiaram sua entrada no “sistema”.

A chamada “grande mídia” também desempenha um papel importante. Os noticiários devem tratar os políticos como celebridades, noticiar cada passo e cada fala, e tratar cada divergência (real ou fictícia) como um assunto da maior importância. Devem divulgar pesquisas de opinião e prognósticos para a próxima eleição como quem fala de um campeonato de futebol, mantendo ambas as torcidas motivadas na torcida, entupindo as redes sociais de memes, vídeos com declarações bombásticas e impropérios variados contra o lado contrário.

O maravilhoso desse sistema é que ele próprio transforma o defeito em virtude. Frequentemente o poder cria problemas para lucrar com eles. Então os políticos são chamados a mostrar que o problema deve ser enfrentado com “vontade política” e “espírito republicano”, buscando “soluções pactuadas” e “políticas públicas”. Então o governo apresentará uma pretensa solução que não resolve o problema, mas que traz ainda mais lucros. Por mais surreal que possa parecer, o povo ficará feliz, cada lado culpando o outro por tudo e alimentando a ilusão de que o seu lado não deixaria isso acontecer se tivesse o poder absoluto e não houvesse oposição para atrapalhar.

Sim, porque no fundo todo esse sistema se fundamenta nessa faceta da personalidade humana: o desejo de mandar. A idéia de um sistema onde as pessoas possam ser livres para discordar umas das outras é algo impensável para a grande maioria. Como na imagem popular da cenoura pendurada à frente do burro, elas preferem manter a ilusão de que a próxima eleição colocará no poder as pessoas “certas” e todos os males desaparecerão.

DEU NO JORNAL

TAXADADA

A taxa de juros de 15% determinada pelo Banco Central de Gabriel Galípolo, ex-assessor de Fernando Haddad na Fazenda, é a quarta maior do mundo, segundo o site especializado Trading Economics.

* * *

15%, quarta maior taxa do mundo.

Que orgulho!

15 = 13 + 2

Uma taxa 100% petista.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO ORAL

Em fins de novembro de 1989, a convite do Prof. Washington França, meu colega de jornalismo, homem de Rádio e Televisão, participei de aulas relativas às disciplinas de Redação e Expressão Oral.

Da iniciativa resultaram trabalhos em grupo, totalizando 21 textos sobre as entrevistas que realizamos com os alunos da Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco, no Recife. Foram momentos de grande significação para mim.

Das aulas preparei uma plaquete onde estão contidas notas, que certamente irão ajudar pesquisadores e estudantes de jornalismo, na atualidade. Do programa destacamos partes, onde os alunos me ensinaram coisas interessantes.

Primeiramente me disseram que era inusitado o fato de um jornalista-professor ser entrevistado por seus alunos. Fiquei surpreso pelo entusiasmo, em função da novidade. Não sendo professor oficial, busquei diferentes formas de ensinar alguma coisa, visto que meu meu tempo se referia apenas às férias do titular.

Na primeira aula apresentei meu projeto e logo no segundo encontro, surgiram gravadores, câmeras fotográficas e até um cinegrafista.

Depois de tantos anos entrevistando pessoas, senti-me personagem importante. Constatei como é difícil responder perguntas de gente ávida por respostas capazes de dar manchetes, não apenas legendas de fotografias.

Copiei todos os trabalhos com as entrevistas que os grupos de alunos me fizeram e hoje volto à leitura de tão interessante experiência.

Mas, diante de platéia que desejava aprender – e não alardear assuntos incômodos – não “sofri entrevistas”. Senti o anseio do Saber e compartilhei algumas experiências com eles . As indagações foram técnicas; tudo sobre o tema jornalístico, principalmente como iniciar a abordagem ao entrevistado.

O ponto mais importante que lhes foi transmitido se concentrou numa única frase: “O ideal da entrevista é conhecer bem o tema e o entrevistado, O resto é canja!

Aproveitando, fiz referências detalhadas sobre uma entrevista que esteve na minha pauta e me preparei para produzir. O personagem era o Ministro da Agricultura do Governo Jânio Quadros, engenheiro Romero Cabral da Costa, titular da Usina Pumaty S.A.

Sabendo que ele tinha elaborado o “Projeto da Algaroba”, me preparei, fazendo pesquisa em livros, para as perguntas sobre esta árvore, que é de fácil adaptação ao clima semiárido do Sertão nordestino, sobretudo por saber que o Ministro estava entusiasmado em executá-lo.

Poderia ter ele entendido que a pauta elaborada pelo jornal já antecipara as perguntas. De fato, fui orientado como proceder. Mas, me abstive de ler anotações quando conversamos e fazer indagações desnecessárias.

A entrevista foi mais uma prosa entre amigos do que a formalidade que o momento exigia. Ao final recebi um elogio:

– Estou entusiasmado sobre seu conhecimento a respeito de algaroba!

Na aula final, deixei claro aos futuros jornalistas que é preciso se preparar bem sobre o tema e o personagem, sem o que não poderia haver êxito em missões difíceis, sobretudo quanto à Comunicação e Expressão Oral.

PENINHA - DICA MUSICAL