Já que não podemos contar com as Armas, mudemos de estratégia.
Não temos pólvora, vamos de perfume.
Socorro . Ai meu deus . Leva tudo . Leva carteira , celular , só me deixa ir embora . 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣 pic.twitter.com/zjTfhoOXdj
— Leonice Maria (@LeoniceMariana1) March 20, 2024
É mesmo difícil explicar o inexplicável, certamente por isso foi tachado de “incompreensível” o depoimento de um representante da Polícia Federal no Senado sobre a prisão de um jornalista português que chegava a São Paulo para cobrir o ato gigante pró-Bolsonaro na Avenida Paulista.
* * *
Saudades…
Saudades do tempo em que a nossa Federal era um órgão sério.
Enfim, num governo petralha, comandado pelo maior mentiroso da história deste país, acontecem coisas inimagináveis feito esta.
Essa Lulista foi peça chave na mentira.pic.twitter.com/zRPGbrMICW https://t.co/A21Cz6qTD6
— Kim D. Paim (@kimpaim) March 20, 2024
Pesquisa Quaest mostra que a rejeição ao governo Lula cresceu também no mercado financeiro.
A avaliação negativa disparou 12 pontos em quatro meses, passando de 52% (novembro) para 64% (março).
* * *
Só isso???
Rejeição do Ladrão Descondenado no mercado financeiro de apenas 64% é pouco.
Muito pouco.
“O casal Bolsonaro está sapateando em cima de um erro do presidente Lula, que se antecipou a falar algo que ele não sabia(…) Os móveis estavam no perímetro do Alvorada, em vários depósitos(…)”, explica @NatuzaNery, que traz análise sobre o caso.
➡ Assista na #GloboNews:… pic.twitter.com/cwhS4ihRD8
— GloboNews (@GloboNews) March 20, 2024
Marcel van Hattem

Manifestação em apoio à Operação Lava Jato, em Curitiba, ocorrida em 2016
Dez anos de Lava Jato, cinco de Inquérito do Fim do Mundo. A operação anticorrupção mais famosa do mundo no seu momento, iniciada em 17 de março de 2014, levou à cadeia políticos, burocratas e empresários responsáveis por bilhões de desvios. Curiosamente, começou a ser enterrada exatamente às vésperas de completar cinco anos. O motivo? Foi longe demais.
Ao começar a revelar que também membros do Poder Judiciário estariam supostamente implicados em esquemas de corrupção, a Operação Lava Jato começou a ver o seu fim. No mês de abril de 2019 revelava-se publicamente o que já estava em curso um mês antes. A publicação pela revista Crusoé da notícia de que Marcelo Odebrecht teria pagado propina ao ministro Dias Toffoli, então presidente do STF, trouxe à tona a existência de um inquérito aberto sorrateiramente em 14 de março de 2019. Seu objeto? Apurar “notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi e injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”.
Cinco anos depois, como verdadeiro tribunal inquisitorial, a corte máxima do país segue acusando, investigando e julgando cidadãos brasileiros que, supostamente, a têm vitimado. Escondido sob o manto de uma falsa constitucionalidade proclamada pelo próprio STF, o inquérito segue aberto. Segue também servindo ao propósito inicial de proteger Suas Excelências de qualquer investigação e mesmo de qualquer suposição de que devam algo. Num Estado de Direito, ninguém está acima da lei. No Brasil, os “Supremos” estão acima até mesmo de qualquer suspeita.
Como eu disse na tribuna da Câmara dos Deputados no dia em que se tomou conhecimento da existência da Inquisição do Fim do Mundo, alertei que não se combatiam, ali, fake news: o que se estava atacando era o combate à corrupção. E foi exatamente isso o que aconteceu: cinco anos depois, não apenas o Judiciário foi isentado de qualquer investigação como os condenados da Lava Jato vem tendo suas penas anuladas.
O exemplo máximo da distopia em que vivemos é a volta ao poder de Lula e do PT e a volta literal à cena do crime das empresas pivôs nos escândalos de corrupção investigados pela Lava Jato. As empreiteiras Andrade Gutierrez e Novonor, antiga Odebrecht, lideram a disputa pública para voltar a atuar na refinaria da Petrobras de Abreu e Lima, símbolo da corrupção na Lava Jato.
Dez anos depois do início da Lava Jato, a corrupção novamente demonstra sua força no Brasil. Cinco anos após a violenta reação dos togados do STF, porém, a credibilidade da corte só faz diminuir. A popularidade de Lula só faz cair. O Brasil, que vem vivendo de ciclos políticos pendulares, pode estar entrando em um novo momento em breve. Os próximos cinco anos dirão e dependerá em larga medida da ação da oposição ao consórcio PT-STF para que saiamos do atual ciclo vicioso para entrarmos num novo, dessa vez novamente virtuoso.
Comentário sobre a postagem O SILÊNCIO DOS COVARDES
Hugo Monteiro:
Vamos virar uma Venezuela?
Puxa vida, como diziam os romanos nas antigas, mutatis mutandis, mas já não estamos lá?
É verdade que não somos donos de imensas reservas de petróleo, mas em compensação produzimos muita banana…
Lá o tal macho alfa é um cretino bigodudo com cabeleira dura como palha de aço e negra como as asas da graúna.
Já por estas bandas o candidato a macho alfa é um tipo, talvez não tão cretino, mas aparentemente tomado por forte alopecia…
Editorial Gazeta do Povo

Presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann
Na vida política, existem os fatos como eles são na realidade e existe a guerra da propaganda, atualmente referida muitas vezes como guerra de narrativas. No plano nacional e nas unidades da Federação – estados e munícipios –, a atividade política é exercida pelo conjunto de partidos em funcionamento, pelos políticos com mandatos outorgados pelo voto popular, e pelos burocratas instalados na máquina estatal. Esses são os agentes políticos que operam segundo certos meios de ação, a exemplo das instituições estatais e os recursos extraídos da população via tributos, tudo regulado pela Constituição Federal, as Constituições estaduais e as milhões de leis e normas governamentais que constituem o corpo de leis do país.
Embora os partidos formem uma sopa política de difícil conceituação, já que em termos de rigor científico é quase impossível definir a linha ideológica e as crenças dos partidos e seus integrantes sobre vida, economia e sociedade, costuma-se enquadrar os partidos em quatro grupos distintos: direita, centro-direita, centro-esquerda e esquerda. Observando a prática diária dos partidos políticos e de seus agentes eleitos para o Poder Executivo e o Poder Legislativo, nota-se uma espécie de bagunça ideológica, terreno fértil para a prevalência de interesses pessoais, favores, trocas espúrias e o desinteresse dos políticos por questões teóricas, linhas de pensamento e de valores morais.
De qualquer forma, a sociedade entende a distinção entre o pensamento e a visão sobre a vida, o governo e a sociedade segundo as quatro estruturas. Porém, a guerra da propaganda se dá em alto grau de pobreza intelectual, com farto uso de insultos e tentativas de desqualificação de adversários e de tudo quanto não está de acordo com o pensamento do falante. Em especial, a esquerda e seus diversos partidos, no Brasil e no mundo, especializou-se em xingar os adversários de nomes e rótulos supostamente negativos que descrevem características mais semelhantes às da própria esquerda.
O velho truque do “acuse-os do que você faz e xingue-os do que você é” tornou-se prática obsessiva e repetida diariamente por legendas de esquerda, principalmente pela aplicação dos insultos “fascista”, “nazista” e “genocida” contra seus adversários e contra partidos que não são de esquerda. No caso do vocábulo “nazista”, ou os esquerdistas não têm a menor ideia do que realmente significa ou apenas o usam de forma intencional e desonesta contra seus desafetos políticos. Já o regime fascista tem como ingredientes um governo autoritário, que é dono de algumas dezenas de megaempresas estatais (de preferência em regime de monopólio), associado a algumas dezenas ou centenas de megaempresas privadas e alguns megabancos, como instrumento para controlar a política, o aparato estatal, a economia e as principais estruturas produtivas nacionais.
Embora seu funcionamento seja mais sofisticado que o desta breve definição, o fascismo mantém a aparência de uma economia de mercado ao deixar a cargo da sociedade privada os milhões de pequenos negócios, embora, no fim das contas, tudo esteja subordinado ao tacão político e regulatório do sistema estatal. Quando Lula interfere diretamente na Petrobras, tenta interferir no Banco Central, busca meios de colocar Guido Mantega na presidência da megaempresa privada Vale (a antiga estatal Vale do Rio Doce), coopta grandes bancos e se alia a grandes empreiteiras (muitas delas com histórico de corrupção comprovada), ele e seu governo estão agindo nos moldes da economia fascista.
Mas, para confundir a população, Lula e outros petistas – como a presidente do partido, Gleisi Hoffmann – afirmam que “fascistas” são os outros, como os empresários do agronegócio e a obsessão preferida do partido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na onda intervencionista e na tentativa de regular ao máximo a vida econômica, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anuncia políticas que interferem diretamente no funcionamento de aplicativos de transporte e entregas de refeições ou encomendas, práticas distantes do capitalismo de livre comércio e próximas da economia fascista.
Prática igualmente comum da esquerda e, especialmente do PT, é acusar de “genocida” o governo anterior; no início do governo Lula, quatro deputados federais do PT acusaram formalmente Bolsonaro e a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves de “genocídio” contra o povo yanomami – mortes, sem dúvida, lamentáveis e que devem ser prevenidas e combatidas por qualquer governo. Porém, passado o primeiro ano do atual governo, surge a informação de que 2023 terminou com a notificação de 363 mortes de indígenas da etnia – aumento de 20 mortes ou quase 6% na comparação com 2022. Pela lógica da esquerda, o atual governo não seria, então, um governo genocida?
É nesse cenário que o governo e seus aliados de esquerda, apoiados por parte do parlamento e por alas do Poder Judiciário, praticam atos antidemocráticos em nome de salvar a democracia, e empreendem ações de cores fascistas enquanto atiram esse rótulo sobre seus adversários. Pode ser que as narrativas e as atitudes do governo, seu partido e seus aliados esquerdistas enganem alguma parcela da população, mas é cada vez maior o número de pessoas que sabem serem os acusadores o maior perigo para a democracia, as liberdades políticas e a economia de mercado. Afinal, no ano passado, Lula declarou em alto e bom som: “Nós não ficamos ofendidos por sermos chamados de comunistas (…) Ser chamado de socialista ou comunista nos dá orgulho e, às vezes, a gente sabe que merecemos sermos chamados assim”. Ora, isso é uma confissão explícita de quem eles são e em que acreditam.
Em março de 2005, recebi a missão de instalar a primeira Vara da Justiça Federal do Cariri cearense, em Juazeiro do Norte. Iniciava-se então um período de muito trabalho, no qual me envolvi em tarefas com as quais não estava habituado.
Quando cheguei a Juazeiro, a casa onde a Justiça Federal seria instalada já estava alugada e reformada, mas ainda havia trabalhos a serem concluídos, especialmente com instalações elétricas e lógicas. Além do recebimento e organização de processos que chegavam de outras unidades da Justiça Federal e Estadual.
Mesmo ocupado com os novos desafios, não deixei de perceber a beleza da região, nem de me sensibilizar com a acolhida do povo. Vi também que Padre Cícero não era presente apenas na estátua do Horto, mas em nomes de logradouros e espaços públicos e privados, e mais ainda na religiosidade das pessoas.
Foi naquela época que escrevi o cordel “A advogado, o diabo e a bengala encantada” e “Justiça Federal: origem, interiorização e chegada ao Cariri”. Neste, digo, a certa altura:
Por isso, naquele dia
Todo mundo concordava
Que o acontecimento
Que aqui se realizava
Era mesmo algo novo,
E na memória do povo
Ficaria registrado,
Não só para o Juazeiro,
Mas pro Cariri inteiro,
E o centro-sul do Estado.
Pois a Vara Federal,
Instalada em Juazeiro,
Cidade de muita fé,
Que acolhe tanto romeiro,
Tem sua jurisdição
Começando no sertão
E subindo pelas serras,
Até chegar a um lugar
De onde dá pra olhar
Pernambuco e suas terras.
Começando seu alcance
Nas terras do centro-sul,
A partir de Acopiara,
Passando por Iguatu,
Se estende até Mauriti,
De Brejo Santo a Jati,
Alargando suas fronteiras
Baixio, Ipaumirim,
Farias Brito e Jardim,
Campos Sales e Porteiras.
Assim também Arneiroz,
Missão Velha e Altaneira,
Aurora, Barro, Granjeiro
E Lavras da Mangabeira,
São municípios que estão
Sob a jurisdição
Da décima sexta vara.
Mas não acaba aí,
Pois também tem Potengi,
Várzea Alegre e Abaiara.
Tem Cedro, tem Catarina,
Tem Salitre e Umari.
Tem a terra do pontal,
Santana do Cariri.
Na região tem ainda
A famosa Nova Olinda,
Onde o grande cangaceiro
Encomendava um calçado
Pra fazer rastro quadrado
Seguindo pra Saboeiro.
Tem Jucás, tem Aiuaba
E Antonina do Norte.
Tem o meu querido Crato,
Araripe e Penaforte.
Se a memória não me falha,
Vizinho aqui, na Barbalha,
De verdes canaviais,
Muitos casos tem havido
Onde se tem discutido
Interesses federais.
A cidade de Milagres,
Que até no nome tem fé,
Já me permite falar
Da pequenina Assaré.
Que já nos deu Patativa
E a natureza viva,
Que ao poeta fornecia
A fonte onde ele buscava
As rimas que precisava
Pra fazer sua poesia.
Continuando a falar
Das cidades atendidas,
Tarrafas e Quixelô
Também foram incluídas.
Rimando tudo com arte,
Cariús também faz parte
Dessa nossa relação.
Caririaçu, tão fria,
Entra nesta poesia
Fechando a jurisdição.
Quarenta e dois municípios.
Mais de um milhão de habitantes.
Esses números já mostram
O quanto foi importante
Que a Justiça Federal
Tenha vindo, afinal,
Se instalar por aqui.
Já tava mesmo na hora
De trazer essa melhora
Pro povo do Cariri.
A inauguração da Vara, que se tornou a 16ª Vara Federal do Ceará aconteceu no dia 22 de março de 2005. Exatos 19 anos depois, outra ocasião muito especial em Juazeiro do Norte está prevista para acontecer em alguns dias: uma sessão solene da Câmara Municipal para entrega do meu Título de Cidadão Juazeirense.
Ao meu lado, pelo mesmo motivo, estará o Desembargador Federal Leonardo Coutinho, um grande amigo, cujos serviços prestados à cidade foram também reconhecidos.
Um orgulho ser cidadão da Terra de Meu Padim. Um momento de grande alegria para nós.
Alegria que aumentará mais ainda se na ocasião puder encontrar algum leitor do JBF residente em Juazeiro do Norte.
TRF-5, Juazeiro do Norte