Estavam há anos enchendo o saco para saber quem tinha matado a marielli.
Por que pararam? pic.twitter.com/uRb1IWZBbt— Coronel Márcio Amaro (@Amaro_Coronel) January 27, 2024
Estavam há anos enchendo o saco para saber quem tinha matado a marielli.
Por que pararam? pic.twitter.com/uRb1IWZBbt— Coronel Márcio Amaro (@Amaro_Coronel) January 27, 2024
Comentário sobre a postagem A FANTÁSTICA JOINVILLE
d.Matt:
Eu fui Carioca de nascimento, mas me divorciei do Rio e daquela organizada bagunça.
Vim para uma cidade civilizada no estado de Santa Catarina (Balneário Camboriú).
Aqui me sinto em um país de verdade e não naquela bagunça do Rio de Janeiro (Hell de Janeiro, segundo o sábio Sancho ).
Pergunto: Por que aqui em Santa Catarina tudo, mas tudo é um pouco mais barato do que no RJ?
Resposta: Porque o povo é mais civilizado e não existe tantos ladrões que são capazes de roubar até 10 centavos de um pãozinho mixuruca.
Aqui tudo é melhor, o povo é mais educado e mais gentil.
Pois quando voltei há algunds anos ao Rio de Janeiro, fui turisticar em alguns lugares belos e sempre recebi patadas e ameaças de roubo dos felizes moradores locais, que julgam que basta uma bela paisagem para validar qualquer ato de estupidez e falta de educação.
Enfim, segundo uma profetiza meio louca, o Rio vai acabar.
Não sei como, mas ela pode estar certa.
Já vou comprar um barquinho, pois se a previsão se concretisar, pego meus tarecos, meus panos de bunda, 2 litros de agua mineral, 10 litros de uisque e vou direto para Passsargada, lá eu não sou amigo do Rei, não importa, o canto das sereias morenas que são mais amigas e sinceras validam a viagem.
Aconselho a reservar as suas passagens, pois a lotação vai ser enorme e não teremos (assim espero ) lugar para todos.
A minha colega Anita é uma visionária e já tomou as suas providência .
Ela é daquelas que dizem que prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém.
Dances with Wolves foi uma surpresa quando foi lançado em 1990 nos cinemas americanos. Ninguém esperava não só o sucesso de crítica, mas, principalmente, o sucesso de público que o primeiro filme dirigido por Kevin Costner alcançou, especialmente em se tratando de um épico de três horas em sua versão original, que ganhou quase uma hora a mais em sua versão estendida, lançada um ano depois.
O filme, que marca a estreia de Costner na direção, foi produzido por ele e Jim Wilson. A trilha sonora é de John Barry, a direção de fotografia de Dean Semler, o desenho de produção de Jeffrey Beecroft, a direção de arte de William Ladd Skinner, o figurino de Elsa Zamparelli e a montagem de William Hoy, Chip Masamitsu, Steve Potter e Neil Travis.
O filme conta a história de John Dunbar (Costner), um oficial de cavalaria que se destaca como herói na Guerra Civil Americana e, por isto, recebe o privilégio de escolher onde quer servir. Ele escolhe um posto longínquo e solitário, na fronteira. Ali estabelece amizade com um grupo de índios Sioux – Lakota, sacrificando a sua carreira e os laços com o exército estadunidense em favor da sua ligação com este povo, que o adota.
“Dança com Lobos” novamente abre as portas para o gênero em Hollywood e mostra que ainda temos muitas coisas para falar a respeito de um tema tão consagrado e cultuado nas décadas passadas. O longa ficou marcado como o responsável pela renovação dos westerns americanos e marcou o início do faroeste moderno nos cinemas. Aqui temos uma aventura épica, um drama envolvente, um romance singelo e um humor leve e passivo. Kevin Costner traz simplesmente o melhor e mais notável trabalho de toda a sua carreira, com uma direção magistral, com muita segurança em cada cena, com uma narrativa muito bem amarrada onde era mesclado momentos de tranquilidade e tensão.
O roteiro de “Dança com Lobos” é incrivelmente perfeito e feito com uma coesão incrível. Pois temos o início da história do tenente John Dunbar, que se inicia durante a Guerra Civil americana (por volta da década de 1860) em uma luta travada pelo fim da escravidão. Somos confrontados com um personagem que sofre com traumas pelos horrores da guerra, que é totalmente perturbado, que já tentou suicídio, mas que ao partir para um local para viver sozinho, ele vai se reencontrando, se desenvolvendo, se achando, sua vida vai tomando um outro rumo e uma outra forma. Temos aqui um verdadeiro estudo do ser humano e suas culturas – como o desenvolvimento e a construção do respeito, do reconhecimento, dos ensinamentos, da admiração, da confiança. Também temos o choque e o confronto de cultura entre o homem branco americano e os índios Sioux, que aparentemente poderia difundir a sua cultura entre os índios, mas somos confrontados com uma assimilação dos costumes dos nativos, acontecendo uma verdadeira aculturação às avessas.
O filme foi indicado a 12 Oscars no Oscar de 1991 e ganhou sete, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para Costner, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Mixagem de Som. O filme também ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama. O longa de Costner ainda integra a seleta lista dos únicos três westerns a ganhar o Oscar de Melhor Filme na história, sendo acompanhado por “Cimarron” (1931) e “Os Imperdoáveis” (1992).
“Dança com Lobos” é um marco na indústria hollywoodiana, é muito importante para um fator social, por praticamente ter assumido a culpa de ter dizimado uma cultura inteira (a cultura indígena). Após 32 anos de lançamento, o longa não ficou datado, não ficou ultrapassado, envelheceu muito bem, o tempo fez muito bem para à obra. Além, é claro, o filme é creditado como uma das principais influências para a revitalização do gênero de cinema ocidental em Hollywood.
Dança com Lobos – Trailer Oficial (LEGENDADO)
Dança com Lobos: O filme que Revolucionou o Faroeste (Análise)
Depois que, devido à avançada idade, me desvinculei de carro próprio e adotei o modelo de usar automóveis alugados, fiquei com o hábito de testar o conhecimento dos motoristas, sobremodo a respeito de fatos ligado a Pernambuco, com destaque para o que realizou, por minha cidade – Recife – o conde Maurício de Nassau, conforme o povão o rebatizou no Brasil, avacalhando seu nome próprio.
Nessas “corridas”, tendo que passar, quase cotidianamente, pela Av. Maurício de Nassau, engatilho as perguntas, como forma de estimular um papo cultural e dotar aquelas pessoas de informações seguras, para que possam ser repassadas aos turistas que nos visitam, visto que com os taxistas os que aqui chegam por via aérea, têm os primeiros contatos com nossos habitantes.
– O senhor sabe me dizer quem foi Maurício de Nassau e onde ele nasceu?
Geralmente ouço uma reposta sem nexo:
– Foi “Gente Grande” e parece que era holandês; não sei bem!
Aproveito para esclarecer que era um conde alemão – e não holandês – Johann Mauritz von Nassau-Siegen, nascido em Dillenburg, Alemanha, que foi contratado pela Cia. das Índias Ocidentais, (W.I.C – West Indische Compagnie) para administrar a “Nova Holanda”, apelido que deram ao nosso país.
Essa empresa, cujos soldados invadiram Pernambuco em 14 de fevereiro de 1630, precisando de um administrador de pulso forte, veio o conde Nassau a ser contratado e se tornaria governador do Brasil holandês, aqui deixando sua marca de grande gestor, após permanecer em nossa terra durante 8 anos.
Por isso vemos seu nome em clubes, edifícios residenciais e comerciais, lojas, praças, estátuas e produtos industrializados, como o famoso “Cimento Nassau”. Ainda mais: o lugar que ele urbanizou, o Recife, passou a se chamar Cidade Maurícia.
O interessante é que nesses papos descontraídos que tenho mantido com gente representativa do povão, se ouve comentários interessantíssimos.
Perguntou-me um taxista: Por que chamam “Países Baixos” as terras de onde vieram aquelas forças invasoras?
Utilizei o que recentemente havia pesquisado em trabalho de Everaldo Moreira Veras, saudoso amigo e renomado historiador pernambucano: “Nassau, feitos e farsas”.
“Países Baixos” é a tradução em português de Nederland, que no original é “neder-landen”, que significa “terras baixas”. Como país, se denomina assim por causa de sua localização geográfica, parcialmente abaixo do nível médio do mar.
A Holanda é formada por 12 províncias cujas capitais: são Groninga, Frísia, Drente, Overissel, Flevolândia, Geldria, Ultreque, Holanda do Norte, Holanda do Sul, Zelândia, Brabante e Lindenburgo.
Poucos sabem que a República das Províncias Unidas dos Países Baixos, criaram a portentosa empresa: Cia. das Índias Ocidentais, com a finalidade de tornar ainda mais milionários muitos cidadãos residentes naquelas plagas, invadindo e tomando terras povoadas, como o nosso país.
Segundo notas de Evaldo Cabral de Melo: Quando em 1640 Portugal se separou da Espanha, após 60 anos de união dinástica, algumas de suas colônias já haviam sido perdidas para os Países Baixos, ou seja, a Holanda.
Mas o fuzuê internacional mesmo, teve início quando, nessa época, ocorreu a expansão colonial da Holanda, pondo em cheque o controle português do comércio mundial do açúcar, do tráfico de mão-de-obra africana e o comércio de especiarias.
Foi um tempo em que a W.I.C. invadiu o Brasil, em 14 de fevereiro de 1639, com terrível esquadra que aportou em Pau Amarelo, com 35 grandes navios, 15 iates e 16 embarcações auxiliares, que acomodavam 3.780 marinheiros, 350 soldados e 1.170 canhões de vários calibres, informações contidas no livro sobre Nassau, que me foi ofertado por seu autor, Everaldo Moreira Veras em outubro de 1997.
Porém, Nassau só chegou em nossa terra 10 anos depois, quando as tropas da Cia. das Índias Ocidentais não conseguiam dominar inteiramente nossa terra e a empresa vinha dando incalculáveis prejuízos e sofrendo intermináveis guerrilhas.
Nassau chegou, administrou e voltou. Foi quando os luso-brasileiros, aqui residentes, efetivaram a Restauração Pernambucana, vencendo e expulsando as tropas holandesas definitivamente, dando, assim, uma “lavagem” nos Países Baixos, como se diz no futebol.
Depois que o taxista ouviu minha breve explicação soltou-me uma historieta engraçada, informando que durante vários anos de sua infância ouviu sua genitora lhe empulhar com esta enganação:
Quando minha mãe ia ao banho, costumava dizer uma frase que jamais entendi. Falava, sempre sorrindo, que lavaria bem direitinho seus “países baixos”!